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“2017 vai ser um ano de aperto de cintos; será difícil equilibrar as contas”

Flávio Lerner

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Às vésperas do RMC São Paulo, Claudio da Rocha Miranda Filho, sócio-fundador da conferência, fala sobre o mercado da música eletrônica e perspectivas para o futuro.

Chegamos na efervescente época do RMC, a tradicional conferência da indústria da música de pista no Brasil. Na semana passada tivemos a edição nacional, em Curitiba; nesta próxima, é a vez da sul-americana, em São Paulo; e, em fevereiro, a edição mundial, no Rio de Janeiro, como já é de praxe desde 2009. Nesses oito anos de Rio Music Conference, tanto o mercado quanto a conferência em si cresceram muito, um retroalimentando e impulsionando o desenvolvimento do outro. Já tivemos edições em diversas outras capitais brasileiras, o que é extremamente saudável e produtivo, ajuda a descentralizar a cena, normalmente focada nas regiões Sudeste/Sul. Contudo, atualmente, locais relevantes que já estiveram no mapa do evento — Florianópolis, Brasília, Belo Horizonte, Recife… — não são contemplados nesta temporada.

Para entender melhor o que vem rolando nos bastidores, troquei uma ideia com Claudio da Rocha Miranda Filho, sócio-fundador da sigla e conselheiro da AFEM [Association For Electronic Music], sobre o momento atual e as perspectivas para o futuro — em um papo que você lê abaixo.

Em 2016, teremos tido três edições do RMC, diferentemente dos últimos anos, em que tivemos em torno de seis ou sete. Locais como Recife, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre, além da própria Santa Catarina — uma das regiões mais importantes para a cena nacional — já não estão mais no radar das conferências. Por quê?

Enxugamos as edições do RMC por uma limitação orçamentária momentânea da plataforma. Estamos em um período de uma grave crise no país e é claro que isto afetou não apenas a iniciativa do RMC, mas a atividade da indústria da música eletrônica, clubes, festas e festivais Brasil adentro como um todo. 

O produto do entretenimento musical, por mais amadurecido que possa estar em nossa cultura e em nosso país, ainda é de certa forma supérfluo. Voltamos, em muitos lares brasileiros, à era de “comida no prato, roupa no corpo”. O que quero dizer é que há a dificuldade no atendimento das necessidades básicas, da subsistência. É natural que esse impacto dificulte o cenário da música eletrônica e sua cadeia produtiva, profissionais e prestadores de serviços.

De qualquer forma, com a transformação da edição de Curitiba em edição Brasil, e a de São Paulo em edição latino-americana, estamos alinhados com o posicionamento do projeto de ser o principal hub continental da nossa indústria, assim como identificar e abordar as particularidades de cada região do Brasil. A edição do Rio, que continua sendo a principal, reunindo a maior incidência de painéis e convidados internacionais, será em 2017, fatalmente, uma das melhores que já realizamos até hoje.

Por que as datas das três conferências se mantêm tão próximas, e como esses três eventos se inter-relacionam?

A edição de Curitiba era mais cedo, de fato. Buscamos uma associação com um projeto da Fundação Cultural de Curitiba que daria um impulso no evento, mas o outro projeto fora cancelado. Do Rio e em SP, sempre foram essas datas.

Existem temáticas comuns a todos os encontros, que não podem faltar; alguns convidados também, mas a perspectiva, abordagem e o tamanho, essencialmente, mudam de uma praça pra outra. Em Curitiba temos uma audiência de 400 a 500 pessoas; em São Paulo, de 700 a 900; e no Rio de 1400 a 1600 participantes. Claro que o número de painéis e duração acompanham a demanda das cidades.

“A edição do Rio em 2017 será fatalmente uma das melhores que já realizamos até hoje.”

Os últimos anos têm sido de crise, e sabemos como isso afeta inteiramente o mercado. Contudo, soluções criativas têm sido encontradas e, mesmo que ainda não dentro do ideal, os festivais e eventos de música eletrônica estão conseguindo se manter nesse período nebuloso — o que, inclusive, foi tema de uma das mesas do RMC Curitiba. Surpreende a você que essa cena nacional esteja se sobressaindo nesse período? O que você consegue vislumbrar para 2017 e um futuro a curto e médio prazo?

A crise é grave e profunda. Os eventos têm acontecido, mas os resultados financeiros, pelo que me parece, não têm sido muito favoráveis. Grandes eventos internacionais que chegaram no país não confirmaram sua permanência em 2016, e em 2017 acho que teremos mais ausências no calendário. Isso vale pros eventos nacionais também. 2017 vai ser um ano de aperto de cintos; será difícil equilibrar as contas.

Como vocês definem os temas das mesas e os palestrantes convidados?

Em primeiro lugar, procuramos dividir a grade de programação e uma abrangência equilibrada entre quatro macrotemas: mercado, artístico, tecnologia e tendências. Paralelamente, mantemos a nossa coordenação de atividades atenta e com os ouvidos abertos às demandas dos nossos embaixadores. O grupo dos embaixadores é um extrato muito importante de praticamente todas as categorias profissionais da nossa indústria. São indicados por outros embaixadores por serem referencias positivas em suas áreas de atuação. Por fim, o DNA do RMC é ser colaborativo. Se você tiver um tema interessante e oportuno, indicação de experts e a fim de propor uma mesa, o palco é do mercado e está lá pra isso. De qualquer forma, teremos uma boa novidade no que diz respeito a esse assunto em breve…

“O DNA do RMC é ser colaborativo. Se você tiver um tema interessante e oportuno, indicação de experts e a fim de propor uma mesa, o palco é do mercado e está lá pra isso.”

Claudio, você frequenta constantemente conferências no mundo todo, como o expoente ADE, na Holanda. Como você compara essas experiências e as cenas desses países com as cenas e experiências brasileiras? Você diria que cada vez mais o Brasil está alcançando esses polos mais consolidados?

Sem dúvida que sim. Seja artisticamente ou em termos de capacitação do mercado — muito impulsionada pela chegada dos grandes festivais —, nossa cena se desenvolveu muito nos últimos anos. É claro que ainda não temos esse tipo de cultura enraizada como em alguns países europeus e isso nos distância em muitos aspectos. Mas essa mesma distância nos trás oportunidades de desenvolvimento, sem contar no vasto tamanho do nosso mercado.

E como você enxerga o papel do RMC, desde sua fundação, para o desenvolvimento da cena nacional? Diria que ele foi fundamental para a cena brasileira atingir um novo patamar?

Nossa missão é oferecer espaço para as grandes mentes desse mercado, contribuir com o seu desenvolvimento e promover o intercâmbio com o exterior. Estamos felizes em estar caminhando para a nona temporada e os resultados alcançados até agora.

Estou escrevendo um artigo sobre o preconceito que a música eletrônica, em pleno 2016, ainda sofre. Tivemos a situação quase surreal com o Kraftwerk na Argentina, que quase foi cancelado por ser um show baseado em synths; e o lance da IPHAN Rio com o UMF, que dificultou demais a realização do Ultra. Isso sem falar também na Fabric, que foi fechada recentemente em Londres e só agora conseguiu reabrir suas portas. Vê algum tipo de retrocesso nessa questão do preconceito com a cultura clubber?

Como toda a cultura, a de música eletrônica e festivais precisa ter seus aspectos de identidade, herança e história preservadas e divulgadas. De tempos em tempos, mesmo com reconhecida legitimidade em todos os setores da sociedade civil, uma classe artística atuante e legião de fãs e consumidores nos quatro cantos do mundo, nos deparamos com preconceitos acerca de velhas questões que precisam ser enfrentados com diplomacia e informação. Associações de classe como a AFEM, sindicatos e organizações da indústria têm buscado uma atuação e interferência mais direta na política — o que definitivamente é um caminho necessário para que se tenha uma compreensão mais precisa desse tema. ~

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Opinião

10 nomes do underground brasileiro para ficar de olho em 2018

Jonas Fachi

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O duo Mumbaata
Mais uma seleção de artistas nacionais que têm tudo para fazer um ano brilhante
* Atualizado em 01/02/2018, às 21:27

Tradicionalmente no início de cada ano, a Phouse destaca alguns artistas que têm começado a obter projeção nacional para compor uma lista — sem ordem de grandeza — dos “nomes para ficar de olho” da cena eletrônica nacional. Desde 2015, já passaram por essas matérias figuras como ANNA, BLANCAh, Elekfantz, L_cio e Wilian Kraupp, que mais tarde de fato vieram a explodir, servindo hoje como inspiração para os novos.

Há um mês, o CEO da revista, Luckas Wagg, trouxe sua lista com 20 DJs promissores do mainstream. Hoje, eu trago aqui — assim como já o fiz em 2016 — minha seleção com dez nomes do underground brasileiro em quem aposto muito para 2018.

Inevitavelmente, todos os escolhidos têm a produção musical como maior destaque, recebendo assim o apoio de grandes artistas internacionais, que os levam a se apresentar em clubs de relevância em nosso país. Confira os dez nomes da vez:

Luciano Scheffer

Um dos líderes da introdução do house progressivo em São Paulo, recentemente dividiu cabine com Nick Warren em evento do núcleo Unik ID. Com apresentações comentadas no D-EDGE, o paulista também recebeu elogios do boss da respeitada label Microcastle por seu remix da faixa “Eivissa”, de Ewan Rill. Luciano ainda detém dois podcasts mensais nas webradios nube-music e cosmos, além de ser idealizador dos projetos InProgress e Progression.

Morttagua

Liderando uma das gravadoras brasileiras mais reconhecidas internacionalmente, a Timeless Moment, o produtor e DJ carioca já esteve em tour pela Ásia, além de ter se apresentado em clubs como Green Valley, Pacha Floripa e Clash. Seu selo iniciado em 2016 figura constantemente no Top 100 do Beatport, e tem suporte de nomes como Sasha, Solomun e Guy Mantzur.

Morttagua também já remixou artistas como Betoko e Martin Roth, além de ter alcançado em 2013 o primeiro lugar de vendas mundial do Beatport no gênero progressive house. Trata-se do EP Sith Planets, o que o proporcionou uma grande projeção internacional logo no início de sua carreira.

Paulo Foltz

Com um primeiro álbum de estúdio lançado em 2017 pela Prisma Techno, o paulista recebeu suporte de ninguém menos que Richie Hawtin — o lendário DJ encerrou um set com a faixa “Mental Scanning”, de Foltz, no WAN Festival. Outros artistas, como Pan-Pot e BLANCAh, vêm tocando suas faixas, que também foram selecionadas para o podcast 206 da Suara Records, uma das dez mais populares gravadoras do Beatport.

Mumbaata

O duo formado por Lennox Hortale e Pedro Poyart se transformou rapidamente em um dos lives mais originais e criativos do país. Eles apresentam influências que passam por batidas africanas até jazz. Vencedores do Prêmio do BRMC (na época RMC) de 2017, na categoria Produtor Revelação, já receberam convites para apresentações em clubs como Green Valley e D-EDGE, além do palco eletrônico do Rock in Rio.

Gabriel Carminatti

Com suporte recente de Hernan Cattaneo no aclamado Resident — programa de rádio de Buenos Aires destinado a revelar novos artistas — e no set do Maestro realizado no Warung, Gabriel Carminatti surgiu como uma das novas promessas da tradicional cena gaúcha, conhecida por revelar alguns dos produtores e DJs mais importantes do país nos últimos 20 anos. O produtor é figura constante em alguns dos clubs e eventos relevantes do Estado em nível nacional, como Colours, Beehive, Hija e Mohave.

Mau Maioli

Outra figura da nova geração de produtores do Rio Grande de Sul, Mau Maioli se impõe a frente de projetos como o Muinho Club e Beat On Me, além de ser residente da festa Life Moments, em Santa Maria, e possuir uma coluna quinzenal no portal Somma+. Em 2017, Mau também obteve alcance no #48 do chart de techno do Beatport com Parallax, seu EP de estreia pelo Prisma Techno.

Carrot Green

O carioca Carrot Green é um dos lideres da consolidação da cena underground do Rio. Integrante da seleta Red Bull Music Academy em 2013, foi escolhido agora para fazer parte da compilação Cocada, de Leo Janeiro, pela gigante gravadora Get Physical, onde trouxe uma faixa remixada pelo duo Digitaria. O artista já dividiu palco com Marcel Dettmann e é um dos brasileiros escalado para o conceituado festival Dekmantel São Paulo, em março.

Binaryh

Binaryh Live

Descoberto pela conceituada gravadora berlinense Steyoyoke, o Binaryh fez parte neste mês da tour do selo no Brasil. A característica da dupla formada por Camila e Rene é de um conjunto sonoro intenso e imersivo, que recentemente desenvolveu sua apresentação em formato live.

Primeiros brasileiros a lançarem pela sublabel Steyoyoke Black, em apenas uma semana seu EP de estreia, Primary Code, estava entre o Top 40 de techno do Beatport. O duo já tem as suas primeiras datas na Europa confirmadas para este primeiro semestre.

Tarter

O catarinense é um dos destaques da cena techno no Sul do país. Suas produções já receberam suporte de nomes como Richie Hawtin, Joseph Capriatti, Sam Paganini e Renato Ratier. Parte do seleto time da conceituada D.AGENCY e cocriador da gravadora Urban Soul, voltada ao techno e suas vertentes, ele busca o fortalecimento do gênero no Brasil.

Convidado a apresentações no Club Vibe, Warung Beach Club, Tribaltech e grandes noites no D-EDGE, tem um relacionamento próximo com importantes núcleos de sua região. Neste ano, fará a estreia de seu primeiro live show.

Danny Oliveira

Reconhecido como um dos produtores brasileiros mais respeitados na cena internacional na década passada, seu alter ego DNYO o levou a se apresentar por anos em países como Canadá, Argentina, Alemanha e Holanda. Também lançou pela gravadora Last Night On Earth, de ninguém menos que Sasha, remixando “Cut Me Down”, um dos maiores clássicos do ícone britânico. O paulista se dedicou nos últimos anos a trabalhar como engenheiro de áudio através de sua empresa Konker, especializada em mixagem e masterização. Após alguns anos de hiato, Danny está recomeçando sua carreira e nesse mês iniciou uma nova label chamada DSR (Deep Space Records).

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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Notícia

10 festas para pular o Carnaval 2018 em ritmo eletrônico

Luckas Wagg

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Da EDM ao techno, confira dez boas dicas para curtir a festa mais popular do Brasil com muita dance music

O verão no Brasil sempre ferve com festas por todo o litoral, especialmente no Carnaval. Se você prefere curtir o feriado com uma marchinha eletrônica, então se liga nessas 10 dicas.

Tem atrações internacionais, da EDM ao techno, e grandes nomes do Brasil em diversos lugares, de clubes a praias, com lineups bem expressivos. Confira:

SUNFLOWER FESTIVAL

A terceira edição do festival acontecerá no dia, 11 de fevereiro, um domingo a partir das 16h, com sete expoentes brasileiros: Bruno Martini, ILLUSIONIZE, Chemical Surf, KVSH, Joy Corporation, Nato Medrado e o duo Two Birds. A grande atração confirmada é Armin van Buuren, que promete agitar o Mirante Beagá.

TERRAZA MUSIC PARK

Quem estiver em Florianópolis pode curtir o carnaval no Terraza Music Park, que já anunciou o DJ Luciano para embalar a noite do dia 12 de fevereiro com muito techno. Aninha, Ney Faustini e Ricardo Lin completam o time.

P12

A “ilha da magia” também recebe o Carnaval no famoso Parador 12, que já confirmou Alesso, Steve Angello, Claptone, Elekfantz e o eterno Bob Sinclair para os dias 10, 11, 12 e 13 de fevereiro.

BLOCO DA PUMP MANAUS

PUMP Santarém

Na capital da Amazônia, a festa está garantida no Bloco da PUMP, que neste ano traz Cat Dealers, JØRD, Chemical Surf, Doozie e Albie, além de um trio elétrico. O bloco vai dominara orla da ponta negra em Manaus no dia 13 de fevereiro, a partir das 14 horas.

CARNAVAL WARUNG

Warung 15 anos review

Já o Warung Beach Club, em Itajaí, vai fazer três dias de Carnaval com selos internacionais. Do dia 10 ao dia 12, a Rumors, a Spectrum e o Circo Loco irão tomar conta do “Templo” com Joris Voorn, Seth Troxler, Recondite (live), Guy Gerber, The Martinez Brothers, Gromma, Albuquerque e Eli Iwasa, entre outros (confira a agenda completa no site oficial).

CARNAVAL LAROC

Em Valinhos, no interior de São Paulo, o Laroc Club recebe ninguém menos que Alesso, no dia 10 de fevereiro, Kungs no dia 11, e Armin van Buuren no dia 12. O sunset club também escalou Bruno Martini como convidado especial, além de Wrechinski, Nato Medrado, Rodrigo Vieira e os residentes CIC e Renato Naya.

CAMAROTE SALVADOR

Dos dias 08 a 13 de fevereiro, o Space Club vai fazer parte do Camarote Salvador 2018 com inúmeras atrações. Além das residentes do duo NERVO, estarão presentes Vintage Culture, RICCI, Bruno Be, Ale Rauen, Steve Angello, Alesso, KVSH, Robin Schulz e a herdeira milionária Paris Hilton. Através de uma parceria com o recém-inaugurado Nanö Beach Club, o evento também recebe Cady, Kesia, Yves V, Romeo Blanco, Diefentaler e AJ Perez.

RIO MUSIC CARNIVAL

Rio Music Carnival 2018

Entre 09 e 13 de fevereiro, a Marina da Glória recebe o Rio Music Carnival, com mais de 20 artistas confirmados. Entre eles estão Alesso, Groove Delight, Dashdot, GABE, FELGUK, Diplo, Armin van Buuren, Tropkillaz, além de um dia com o Baile do Dennis. Através de promoção exclusiva pela Phouse, você pode comprar ingressos para duas dessas datas com 20% de desconto.

CARNAVAL HABBITAT

O novíssimo clube catarinense Habbitat traz o seu conceito all day living para o Carnaval. Por ora, as atrações são Kaskade, Claptone e a suíça Nora En Pure. Mais nomes ainda serão revelados.

CARNAVAL GREEN VALLEY CIRCUS

Com o tema “Circus”, o Green Valley vai se tornar em um picadeiro a céu aberto nos dias 10 e 12 de fevereiro. Vintage Culture e Steve Angello comandam o palco principal, acompanhados por Dashdot, Bruno Be, Aninha, VINNE e Thiago Mansur. Os palcos Underline_ e Lagoon completam o cardápio com vertentes de techno e psytrance, respectivamente. L_cio, Skazi, Fabrício Peçanha, Berg, Any Mello e Special M são algumas dessas atrações (confira todos no site oficial).

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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Entrevista

EXCLUSIVO: Bruno Martini revela seus principais lançamentos para 2018

Flávio Lerner

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Bruno Martini 2018
Martini com o conceituado produtor americano Timbaland, com quem deve lançar álbum no segundo semestre
Da nova música com o Zeeba ao álbum com Timbaland, passando por collabs com Sunnery James & Ryan Marciano, Dennis DJ e lenda do hip hop

Nesta sexta-feira, 26, Bruno Martini vai lançar uma nova collab com Zeeba. Chamada “With Me”, a faixa chega via Aftercluv Dancelab, e além de celebrar o poder da amizade, integra campanha de conscientização e luta contra o câncer. Em contato com a coluna, o produtor — que teve uma ascensão meteórica em 2017, se tornando um dos principais novos expoentes da cena eletrônica/pop nacional — revelou em primeira mão que ele e Zeeba vão usá-la para ajudar o Instituto Vencer o Câncer, fundação sem fins lucrativos que ajuda na prevenção e divulgação de informações sobre a doença.

“A música chega nessa sexta, e no dia 04, que é o Dia Mundial do Câncer, vamos lançar o videoclipe, com uma campanha nas nossas redes pra recolher fundos pra essa instituição”, disse Martini. “Eu tive um priminho que teve câncer e isso me marcou muito. Eu lembro que pra ele vencer a doença, foi muito importante a ajuda das pessoas em volta dele, família e amigos. Por isso, a ‘With Me’ celebra também a amizade, nos momentos difíceis e nos de alegria. Minha vida mudou drasticamente de um ano pra cá, viajei o mundo inteiro tocando em diversos lugares, e foi muito importante minha amizade com o Zeeba ter se mantido, porque a gente se ajudou bastante nesses momentos de correria e solidão. Queríamos fazer uma música falando disso.”

Dirigido pela dupla Hymalayas, o vídeo foi gravado em São Paulo e traz justamente a história de um homem que precisa superar o câncer. Ainda segundo o artista, parte dos lucros da venda do single também serão destinados ao Instituto.

Preview exclusivo da faixa, cedido por Bruno Martini para a Phouse

Lançamento com o Dennis DJ

“With Me” é apenas o primeiro passo de um ano que promete bastante para o músico, que tem em 2018 uma temporada de confirmação. Ainda para este primeiro semestre, ele revelou que devem sair diversos outros singles, todos frutos de parcerias peculiares. O próximo, aliás, já pôde ser conferido pelos fãs em um post recente no Instagram: “Sou Teu Fã”, feita em conjunto com o Dennis DJ e o cantor Vitin, da banda de reggae Onze:20. O vídeo traz alguns segundos da apresentação da música sendo tocada no Baile do Dennis em Guarapari, Espírito Santo, para mais de 20 mil pessoas.

“Sou muito amigo do Dennis. Quando ele me mandou essa música, há mais ou menos um mês, eu achei foda demais, falei que queria trabalhar nela. Depois, pensamos na hora em chamar o Vitin pra fazer o vocal”, continua. “Rolou uma puta sinergia entre nós três. O resultado junta um pouco de cada um: é meio MPB com eletrônico e uma pitadinha de funk, uma parada mais praia. É a primeira música que faço em português nessa nova fase da minha carreira, e tô empolgadão com ela. Inclusive, comecei a tocá-la nos shows do ano-novo e é impressionante: a galera não conhece, mas chega na segunda parte do refrão e já sai cantando junto. Nunca tinha visto isso.”

Segundo o Bruno, essa collab deve sair logo depois do Carnaval, ainda em fevereiro, e também vai ganhar um videoclipe. Quando o perguntei se não se preocupava com as críticas — que certamente virão — por se juntar a um artista de funk, ele se mostrou bastante tranquilo. “Eu acho legal essa mistura. As pessoas criticam o funk porque não entendem de onde ele vem. Você tem que respeitar todos os estilos, suas histórias. E hoje em dia, com essas plataformas digitais, a galera mais nova escuta de tudo: sertanejo, funk, house… Tenho duas irmãs menores, e é impressionante. Então a união dos estilos vai acontecendo. Na época do vinil e do CD, a gente economizava nosso salário pra comprar o que queríamos ouvir. Era um pouco mais fechado. Hoje, você confere no Spotify o top 50 da Rússia, da Noruega, consegue ouvir tudo que rola no mundo inteiro.”

Bruno Martini 2018

Cena exclusiva do clipe de “With Me”, que será lançado no próximo dia 04

Collabs com gringos, lenda do hip hop e álbum com o Timbaland

Outra collab na ponta da agulha e prevista para este primeiro semestre é a faixa “Savage”, feita com Sunnery James e Ryan Marciano. Martini explica que conheceu a dupla em gig no Laroc, fortaleceu os laços com eles no Tomorrowland e recebeu convite pra dividir estúdio em Amsterdã. Depois dela, pretende lançar em seguida outro som, feito com o expoente chinês Carta.

Mas o lançamento que tem tudo para ser o protagonista neste 2018 de Bruno Martini deve chegar no segundo semestre: um disco com o Timbaland, um dos mais aclamados produtores do universo pop atual. “O Timbaland é meu herói. Gravei com ele no estúdio em Los Angeles onde o Michael Jackson gravou ‘Thriller’, foi do caralho. Era pra ter durado dois dias, mas acabamos ficando a semana toda produzindo esse álbum”, segue Bruno, revelando que foi procurado pela equipe do próprio Timbaland depois do lançamento de “Living on the Outside”. “Ficamos bem amigos e fizemos uma parada muito maluca, unindo o que cada um de nós faz de melhor, e o resultado ficou muito legal, bem diferente do som que eu normalmente faço. Tenho certeza que as pessoas vão ficar bem surpresas com o que a gente fez. Tô bem empolgado pra este ano.”

No estúdio com o lendário Afrika Bambaataa

Como se não fosse o suficiente, o brasileiro ainda tem mais uma carta na manga: uma collab com o lendário Afrika Bambaataa — um dos pioneiros do hip hop —, que ainda não tem previsão para lançamento, mas tem boas chances de chegar ainda em 2018. Como já havia revelado no ano passado, Martini tem amizade antiga com o Bambaataa; chegaram a gravar um som juntos quando o rapaz tinha apenas 18 anos, e agora aproveitou a vinda mais recente do rapper ao Brasil para gravar um novo som. “Sou amigo de um MC dele, de Nova Iorque, e o conheci quando ele veio pro Brasil, há um tempinho. Agora ele voltou pra cá, me ligou e a gente fez um som novo, bem hip hop old school mesmo [risos]! Respeito muito e aprendo muito com ele”, concluiu.

* Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna

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