Análise

Confira 5 lançamentos nacionais que foram destaque em outubro

5 lançamentos outubro
Entre EPs, coletâneas, remixes e faixas, Jonas Fachi escolhe cinco destaques de outubro na cena eletrônica nacional

Hoje, estreio em minha coluna aqui na Phouse uma série pensada para dar o devido reconhecimento ao trabalho dos produtores nacionais de vanguarda, com ênfase em artistas que estão começando a lançar seus primeiros trabalhos, já possuem estrutura e merecem serem mostrados.

Serão cinco lançamentos — sejam álbuns, EPs, coletâneas, faixa originais ou remixes — escolhidos eventualmente. Confira abaixo, portanto, a primeira seleção, que corresponde a releases de outubro.

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Nana Torres – Iron Coat (EP, Discotech Music)

Lançada em junho de 2016, “Iron Coat” — segundo a própria Nana Torres — representa a identidade da produtora. Mais de um ano depois, a faixa ganhou agora uma série de reinterpretações de produtores de destaque no país, com nomes do calibre de L_cio, Mumbaata e DJ Glen. Porém, o destaque vai para o techno minimalista do paulistano Vitor Munhoz, que trouxe ideias espaciais e elementos tribais para uma linha de batidas lineares e seguras.

“Quando fecho os olhos e ouço o remix do Vitor Munhoz, vou diretamente para os rolês que fizemos nos porões de Berlim. A qualidade é gringa e a personalidade muito forte” — Nana Torres.

Ednner Soares – Torment (EP, ID Music)

O EP Torment conta com remix do espanhol Medu, e a faixa original remete, à primeira impressão, a influências do leste europeu, com linhas de baixo e elementos misteriosos nos quais o produtor gaúcho flerta com conceitos minimalistas. O disco foi lançado por sua própria label, em 16 de outubro.

RezQ Sound – Poli (Fer J remix, BC2 Records)

Carioca radicado em Portugal, Fer J foi um dos convidados para remixar “Poli”. No trabalho, reconhecemos uma típica ambientação do clássico house progressivo desenvolvido nos últimos anos, com a entrada de elementos anestesiantes misturados com camadas cada vez mais profundas e sintetizadores melódicos, além das linhas ritmicas inquietas e dançantes. Esse é aquele tipo de música que nunca falha em sets que querem proporcionar imersão.

Albquerque, Ariel Merisio – Can’t See (Dear Deer Mafia)

Com mais de 20 artistas brasileiros, a coletânea Nasty Bros & Friends, lançada pela label ucraniana, tem como destaque a colaboração de dois dos mais expressivos artistas do Sul do Brasil na atualidade: a faixa “Can’t See”, de Albuquerque e Ariel Merisio. Um trabalho que impressiona pelo dinâmismo e ajuste perfeito dos elementos — cada um tem seu pequeno momento, e suas somas não se sobrepõem entre si.

Mau Maioli, DJ Mandraks – Onne (Original Mix, Digiment Records)

O trabalho que abre a coletânea Essentials Techno Vol. 1 é resultado entre um dos DJs mais experientes do país e uma das mentes novas mais promissoras do Sul. Autenticidade é o que carrega a essência de “Onne”, que leva peso no bass e um sintetizador agressivo sobre uma série de camadas de baterias industriais.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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