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Entrevista

Alec Araujo: “O progressive house de hoje é bom demais para ser ignorado”

Jonas Fachi

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Em entrevista com Jonas Fachi, Alec Araujo fala sobre a estreia de seu programa mensal na Frisky Radio, de Nova Iorque — uma das rádios mais respeitadas do planeta.

Como artista, Alec Araujo alcançou altos níveis de reconhecimento e apoio, dos quais muitos produtores só sonham. De suporte de DJs como Hernan Cattaneo, Nick Warren, Paul Oakenfold e Dave Seaman a feedback positivo da icônica banda alemã Kraftwerk, Alec já conseguiu muito em sua carreira. Um dos pioneiros da cena eletrônica no Sul do país, ele ajudou a construir as bases de um movimento cultural que explodiu durante a primeira década do século 21 no Rio Grande Do Sul, e que agora está novamente circundando as mentes da nova geração de clubbers no país — o house progressivo.

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Sua dedicação à música por quase duas décadas de carreira é refletida através de poderosos sets, que compartilham de uma perspectiva única e atingem ouvidos afiados por novos talentos. A capacidade elevada em construir mixagens com energia e atmosfera são aclamadas em toda América do Sul, levando-o a ser convidado para se apresentar em clubs com Warung e D-EDGE, além de podcasts para diversos programas de todo mundo. Agora, a Frisky Radio — uma das rádios eletrônicas mais respeitadas do planeta, que recebe mixes e faz curadoria exclusiva há quase 20 anos de grandes expoentes, como Nick Muir, 16 bit Lolitas, Robert Babicz, Quiver, Martin Garcia e Miss Nine — ganha um novo integrante. Pelo podcast Fenix Sessions, Alec será o segundo brasileiro a fazer parte do disputado roster da Frisky, que dispõe de quase 40 artistas. Nesta entrevista, ele nos conta como conquistou seu espaço na consagrada rádio de Nova Iorque, além de referências, produções, insights sobre a cena nacional, e claro, detalhes do seu show mensal que vai ao ar na próxima segunda.

Alec, conte-nos: como surgiu o convite da Frisky?

Há anos que recebo convites para sets na Frisky. O time da rádio sempre me apoiou, e a afinidade entre eles e minha música só cresceu durante esse tempo. Há algum tempo eu já amadurecia a ideia de ter meu próprio show, e acredito que o convite veio no momento certo — um momento em que me sinto maduro na minha carreira. Acredito que os trabalhos realizados durante esses anos de relacionamento só favoreceram para que o Fenix Sessions se tornasse real, e no momento adequado.

O nome escolhido para o seu programa é Fenix; parece que existe um simbolismo por trás dessa escolha.

Quando eu residia em Porto Alegre, diversos amigos sempre me questionavam quando eu iria ter minha própria festa, pois éramos uma turma enorme de pessoas que gostavam de um mesmo estilo, o progressive house — e não era normal escutar esse estilo em clubs. Naquela época, resolvi que teríamos que criar uma festa, com algo novo musicalmente. O nome “Fenix” veio da ideia de “renascer das cinzas”, da renovação esperada por todos em relação à música tocada, e pegou. Tenho um carinho especial pelo seu significado, e não poderia fazer diferente [com o nome do podcast]. Também pelo conceito nostálgico criado pelas pessoas em relação à festa, resolvi que manteria o nome no show.

“Fenix” também significa o novo. Por isso, fiz questão de trazer artistas que o público não conhecia para cada evento, e também produções deles para meus sets. Continuarei fazendo sempre isso nos shows mensais. Há musicas em que o propósito é diferente de tocar ao vivo, mas no show elas serão encaixadas no momento merecido, juntamente com sons que já funcionam nas apresentações. Quero fazer o diferente do meu jeito.

“Eu sempre acreditei que a cena é você quem faz.”

Você atualmente vive em São Paulo, mas é do Rio Grande do Sul, onde foi pioneiro. Em que época foi isso, e como você vê a cena do seu Estado de origem?

De 2000 a 2012 foram os anos em que mais toquei naquela cena. Era uma festa melhor que a outra. Eu amo meu Estado e tenho uma consideração enorme por todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, ajudaram a construir a minha carreira. O RS realmente tem um público maravilhoso. Eu fico feliz de ver hoje artistas gaúchos como o Fran Bortolossi, produtor da Colours, fazer não só sua festa como a sua carreira de DJ um sucesso. Produtores como o Do Santos, que é meu conterrâneo, se destacarem não só no Brasil como no mundo com suas músicas é incrível.  Ouvi sets do Mezomo (Santa Maria) com excelente repertório. O PoSher, que é um DJ novo, é um artista dedicado e com gosto e técnica musical incríveis. Tem o Ednner Soares aka Zipman, que é um produtor e técnico de áudio dos melhores — o Marco Carola e o Stefano Noferini tocam músicas dele. O Cesar [Funck, do Sonic Future] já é para mim um dos maiores produtores mundiais. O Rodrigo Moita também, sempre foi um batalhador: mora hoje em SP e é sócio da Entourage, um dos maiores empresários do ramo no Brasil.

Estes são somente alguns de um leque de talentos inefáveis do meu Estado. Festas como a Levels contribuem a cada edição com excelentes atrações e público bonito em seus eventos, isso sem contar com clubs como a Beehive, que mantêm uma tradição em qualidade em seus lineups. Eu sempre acreditei que a cena é você quem faz, então acredito que as pessoas que trabalham com amor e dedicação com a música eletrônica estão colhendo bons frutos atualmente por lá.

Você também foi pioneiro na produção musical no país. Recentemente, sua faixa pela Global Underground foi relançada em uma série comemorativa da gravadora. Qual o sentimento em ter lançado por uma marca tão importante no cenário global?

A faixa “Baghdad” foi feita em parceria com meu amigo e irmão de produção de muitos anos, o Fernando Goraieb. Para a gente, é sempre uma surpresa com alegria quando lançamos em um label como o GU. A nossa parceria se estende até hoje e somos amigos dentro e fora do estúdio; duas crianças grandes. O legal de lançar em um label expressivo, ao menos para mim, é a questão de os olhos lá focarem no Brasil como um lugar que tem, sim, produtores esforçados e com grande talento para a música.

Ouvi também sobre sua parceria com o Wolfgang Flur, um dos membros da lendária banda eletrônica Kraftwerk. Como aconteceu isso?

O Wolfgang curtiu um remix do Kraftwerk que fiz para o Hernan Cattaneo tocar. Falou que havia amado o trabalho, e perguntou se eu poderia enviar a ele uma cópia, juntamente com os canais do remix abertos para que ele fizesse sua própria versão. Fiquei lisonjeado com tudo isso. Em seu livro  I Was A Robot ele citou meu nome — achei muito gentil e educado. A partir disso, a amizade estreitou, e recentemente recebi dele uma proposta para um novo trabalho, um novo remix.

Atualmente, como está sua carreira? No que tem trabalhado?

Estou contente com as produções recentes, oportunidades e apresentações que têm surgido. Neste ano tive músicas lançadas nos labels Clinique e Nube Music.  A convite da Hot Cue Music, produzi um remix da faixa “Smyrna”, do Nightboy, que já tem o suporte do Hernan Cattaneo, e outro remix para a gravadora Chief Rouge Records. Há faixas também que serão lançadas por 3XA, Astrowave e Varona Label. Recentemente retornei de Santa Catarina, onde pude tocar no InProgress Showcase. Público lindo e vibe inacreditável. Santa Catarina possui uma energia pura e próxima com o progressive, e senti isso com muito mais intensidade desta vez.

Também estou muito contente pela oportunidade de mostrar meu trabalho no D-EDGE no dia 27, juntamente com um time de amigos e DJs que admiro. Aproveito para deixar o meu agradecimento pessoal ao clube pela recepção do Progression, e a todo o pessoal pelo empenho e trabalho já realizados. Faremos uma grande festa. Dia 14 de outubro retorno ao RS para tocar em Garibaldi, no Freedom Music. Eventos como este são importantíssimos para o crescimento da música eletrônica, pois são feitos com muito foco, determinação e principalmente amor — e o público é quem mais ganha com isso.

“Os clubs precisam abrir as portas para a boa música, independentemente do estilo.”

Existe um movimento que tenta inserir o house progressivo em São Paulo. Por que agora a cidade e até clubs importantes, como o D-EDGE, estão abrindo as portas para o estilo? Sabemos que o techno sempre predominou por aí…

Acredito no amadurecimento da música e das pessoas como um todo. Há o momento certo para as coisas acontecerem. Aqui em SP, o núcleo da Unik ID está fazendo um trabalho bonito dentro da cena progressiva, trazendo Darin Epslon e Cid Inc para a sua primeira edição — quer dizer, o movimento está mais forte. Progressive house é um estilo bonito de se tocar e de se mixar. Há toda uma técnica por trás, as músicas são mais trabalhadas, as harmonias mais intensas e os breaks das produções atuais são explosivos e completos. O que está acontecendo atualmente dentro desse estilo é bom demais para ser ignorado. Minha opinião é que os clubs precisam abrir as portas para a boa música, independentemente do estilo.

Quais são os produtores que têm frequentado sua playlist ultimamente? E você poderia nos adiantar algo sobre o set de estreia na próxima semana?

A lista é enorme. Tenho um respeito gigante pelo talento de cada um deles. Estão em outro nível nas produções e são pessoas incríveis. Vou citar alguns: Nicolas Rada, Ezequiel Arias, Lucas Rossi, Emi Galvan, Subconscious Tales, SHFT, Dmitri Molosh, Christian Monique, Martin Gardoqui, Franco Tejedor, Guhus, Ignacio Torne, Clyde Rouge, Santo Adriano, Bablak, Antrim, Michael A, Eze Ramirez, Sebastian Busto, Ewan Rill. No Brasil: Luciano Scheffer, Fer J, Danilo MorttaguaAndré Sobota e André Salata têm feito trabalhos com suporte de muito artista grande. Mas há vários ainda no anonimato, e não vejo a hora de ver a música deles em alguma edição do Fenix Sessions.

Quanto ao set, tenho recebido músicas que são verdadeiras histórias para se ouvir, e vai ser ótimo poder contá-las durante os 60 minutos do show. Vou trabalhar para ter uma obra prima a cada mês para oferecer a quem puder ouvir. O Fenix Sessions terá o que tenho de melhor, de mais novo, e também tudo o que aprendi nesses anos como DJ e produtor, em técnica e estudo musical. Não é para ser um simples set. É um trabalho para fazer parte da vida de alguém.

Estreando no dia 14, o Fenix Sessions vai rolar na Frisky Radio nas segundas segundas-feiras de cada mês. Você pode conferir a programação e o link para ouvir o lançamento do programa aqui.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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Opinião

10 nomes do underground brasileiro para ficar de olho em 2018

Jonas Fachi

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O duo Mumbaata
Mais uma seleção de artistas nacionais que têm tudo para fazer um ano brilhante
* Atualizado em 01/02/2018, às 21:27

Tradicionalmente no início de cada ano, a Phouse destaca alguns artistas que têm começado a obter projeção nacional para compor uma lista — sem ordem de grandeza — dos “nomes para ficar de olho” da cena eletrônica nacional. Desde 2015, já passaram por essas matérias figuras como ANNA, BLANCAh, Elekfantz, L_cio e Wilian Kraupp, que mais tarde de fato vieram a explodir, servindo hoje como inspiração para os novos.

Há um mês, o CEO da revista, Luckas Wagg, trouxe sua lista com 20 DJs promissores do mainstream. Hoje, eu trago aqui — assim como já o fiz em 2016 — minha seleção com dez nomes do underground brasileiro em quem aposto muito para 2018.

Inevitavelmente, todos os escolhidos têm a produção musical como maior destaque, recebendo assim o apoio de grandes artistas internacionais, que os levam a se apresentar em clubs de relevância em nosso país. Confira os dez nomes da vez:

Luciano Scheffer

Um dos líderes da introdução do house progressivo em São Paulo, recentemente dividiu cabine com Nick Warren em evento do núcleo Unik ID. Com apresentações comentadas no D-EDGE, o paulista também recebeu elogios do boss da respeitada label Microcastle por seu remix da faixa “Eivissa”, de Ewan Rill. Luciano ainda detém dois podcasts mensais nas webradios nube-music e cosmos, além de ser idealizador dos projetos InProgress e Progression.

Morttagua

Liderando uma das gravadoras brasileiras mais reconhecidas internacionalmente, a Timeless Moment, o produtor e DJ carioca já esteve em tour pela Ásia, além de ter se apresentado em clubs como Green Valley, Pacha Floripa e Clash. Seu selo iniciado em 2016 figura constantemente no Top 100 do Beatport, e tem suporte de nomes como Sasha, Solomun e Guy Mantzur.

Morttagua também já remixou artistas como Betoko e Martin Roth, além de ter alcançado em 2013 o primeiro lugar de vendas mundial do Beatport no gênero progressive house. Trata-se do EP Sith Planets, o que o proporcionou uma grande projeção internacional logo no início de sua carreira.

Paulo Foltz

Com um primeiro álbum de estúdio lançado em 2017 pela Prisma Techno, o paulista recebeu suporte de ninguém menos que Richie Hawtin — o lendário DJ encerrou um set com a faixa “Mental Scanning”, de Foltz, no WAN Festival. Outros artistas, como Pan-Pot e BLANCAh, vêm tocando suas faixas, que também foram selecionadas para o podcast 206 da Suara Records, uma das dez mais populares gravadoras do Beatport.

Mumbaata

O duo formado por Lennox Hortale e Pedro Poyart se transformou rapidamente em um dos lives mais originais e criativos do país. Eles apresentam influências que passam por batidas africanas até jazz. Vencedores do Prêmio do BRMC (na época RMC) de 2017, na categoria Produtor Revelação, já receberam convites para apresentações em clubs como Green Valley e D-EDGE, além do palco eletrônico do Rock in Rio.

Gabriel Carminatti

Com suporte recente de Hernan Cattaneo no aclamado Resident — programa de rádio de Buenos Aires destinado a revelar novos artistas — e no set do Maestro realizado no Warung, Gabriel Carminatti surgiu como uma das novas promessas da tradicional cena gaúcha, conhecida por revelar alguns dos produtores e DJs mais importantes do país nos últimos 20 anos. O produtor é figura constante em alguns dos clubs e eventos relevantes do Estado em nível nacional, como Colours, Beehive, Hija e Mohave.

Mau Maioli

Outra figura da nova geração de produtores do Rio Grande de Sul, Mau Maioli se impõe a frente de projetos como o Muinho Club e Beat On Me, além de ser residente da festa Life Moments, em Santa Maria, e possuir uma coluna quinzenal no portal Somma+. Em 2017, Mau também obteve alcance no #48 do chart de techno do Beatport com Parallax, seu EP de estreia pelo Prisma Techno.

Carrot Green

O carioca Carrot Green é um dos lideres da consolidação da cena underground do Rio. Integrante da seleta Red Bull Music Academy em 2013, foi escolhido agora para fazer parte da compilação Cocada, de Leo Janeiro, pela gigante gravadora Get Physical, onde trouxe uma faixa remixada pelo duo Digitaria. O artista já dividiu palco com Marcel Dettmann e é um dos brasileiros escalado para o conceituado festival Dekmantel São Paulo, em março.

Binaryh

Binaryh Live

Descoberto pela conceituada gravadora berlinense Steyoyoke, o Binaryh fez parte neste mês da tour do selo no Brasil. A característica da dupla formada por Camila e Rene é de um conjunto sonoro intenso e imersivo, que recentemente desenvolveu sua apresentação em formato live.

Primeiros brasileiros a lançarem pela sublabel Steyoyoke Black, em apenas uma semana seu EP de estreia, Primary Code, estava entre o Top 40 de techno do Beatport. O duo já tem as suas primeiras datas na Europa confirmadas para este primeiro semestre.

Tarter

O catarinense é um dos destaques da cena techno no Sul do país. Suas produções já receberam suporte de nomes como Richie Hawtin, Joseph Capriatti, Sam Paganini e Renato Ratier. Parte do seleto time da conceituada D.AGENCY e cocriador da gravadora Urban Soul, voltada ao techno e suas vertentes, ele busca o fortalecimento do gênero no Brasil.

Convidado a apresentações no Club Vibe, Warung Beach Club, Tribaltech e grandes noites no D-EDGE, tem um relacionamento próximo com importantes núcleos de sua região. Neste ano, fará a estreia de seu primeiro live show.

Danny Oliveira

Reconhecido como um dos produtores brasileiros mais respeitados na cena internacional na década passada, seu alter ego DNYO o levou a se apresentar por anos em países como Canadá, Argentina, Alemanha e Holanda. Também lançou pela gravadora Last Night On Earth, de ninguém menos que Sasha, remixando “Cut Me Down”, um dos maiores clássicos do ícone britânico. O paulista se dedicou nos últimos anos a trabalhar como engenheiro de áudio através de sua empresa Konker, especializada em mixagem e masterização. Após alguns anos de hiato, Danny está recomeçando sua carreira e nesse mês iniciou uma nova label chamada DSR (Deep Space Records).

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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Notícia

10 festas para pular o Carnaval 2018 em ritmo eletrônico

Luckas Wagg

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Da EDM ao techno, confira dez boas dicas para curtir a festa mais popular do Brasil com muita dance music

O verão no Brasil sempre ferve com festas por todo o litoral, especialmente no Carnaval. Se você prefere curtir o feriado com uma marchinha eletrônica, então se liga nessas 10 dicas.

Tem atrações internacionais, da EDM ao techno, e grandes nomes do Brasil em diversos lugares, de clubes a praias, com lineups bem expressivos. Confira:

SUNFLOWER FESTIVAL

A terceira edição do festival acontecerá no dia, 11 de fevereiro, um domingo a partir das 16h, com sete expoentes brasileiros: Bruno Martini, ILLUSIONIZE, Chemical Surf, KVSH, Joy Corporation, Nato Medrado e o duo Two Birds. A grande atração confirmada é Armin van Buuren, que promete agitar o Mirante Beagá.

TERRAZA MUSIC PARK

Quem estiver em Florianópolis pode curtir o carnaval no Terraza Music Park, que já anunciou o DJ Luciano para embalar a noite do dia 12 de fevereiro com muito techno. Aninha, Ney Faustini e Ricardo Lin completam o time.

P12

A “ilha da magia” também recebe o Carnaval no famoso Parador 12, que já confirmou Alesso, Steve Angello, Claptone, Elekfantz e o eterno Bob Sinclair para os dias 10, 11, 12 e 13 de fevereiro.

BLOCO DA PUMP MANAUS

PUMP Santarém

Na capital da Amazônia, a festa está garantida no Bloco da PUMP, que neste ano traz Cat Dealers, JØRD, Chemical Surf, Doozie e Albie, além de um trio elétrico. O bloco vai dominara orla da ponta negra em Manaus no dia 13 de fevereiro, a partir das 14 horas.

CARNAVAL WARUNG

Warung 15 anos review

Já o Warung Beach Club, em Itajaí, vai fazer três dias de Carnaval com selos internacionais. Do dia 10 ao dia 12, a Rumors, a Spectrum e o Circo Loco irão tomar conta do “Templo” com Joris Voorn, Seth Troxler, Recondite (live), Guy Gerber, The Martinez Brothers, Gromma, Albuquerque e Eli Iwasa, entre outros (confira a agenda completa no site oficial).

CARNAVAL LAROC

Em Valinhos, no interior de São Paulo, o Laroc Club recebe ninguém menos que Alesso, no dia 10 de fevereiro, Kungs no dia 11, e Armin van Buuren no dia 12. O sunset club também escalou Bruno Martini como convidado especial, além de Wrechinski, Nato Medrado, Rodrigo Vieira e os residentes CIC e Renato Naya.

CAMAROTE SALVADOR

Dos dias 08 a 13 de fevereiro, o Space Club vai fazer parte do Camarote Salvador 2018 com inúmeras atrações. Além das residentes do duo NERVO, estarão presentes Vintage Culture, RICCI, Bruno Be, Ale Rauen, Steve Angello, Alesso, KVSH, Robin Schulz e a herdeira milionária Paris Hilton. Através de uma parceria com o recém-inaugurado Nanö Beach Club, o evento também recebe Cady, Kesia, Yves V, Romeo Blanco, Diefentaler e AJ Perez.

RIO MUSIC CARNIVAL

Rio Music Carnival 2018

Entre 09 e 13 de fevereiro, a Marina da Glória recebe o Rio Music Carnival, com mais de 20 artistas confirmados. Entre eles estão Alesso, Groove Delight, Dashdot, GABE, FELGUK, Diplo, Armin van Buuren, Tropkillaz, além de um dia com o Baile do Dennis. Através de promoção exclusiva pela Phouse, você pode comprar ingressos para duas dessas datas com 20% de desconto.

CARNAVAL HABBITAT

O novíssimo clube catarinense Habbitat traz o seu conceito all day living para o Carnaval. Por ora, as atrações são Kaskade, Claptone e a suíça Nora En Pure. Mais nomes ainda serão revelados.

CARNAVAL GREEN VALLEY CIRCUS

Com o tema “Circus”, o Green Valley vai se tornar em um picadeiro a céu aberto nos dias 10 e 12 de fevereiro. Vintage Culture e Steve Angello comandam o palco principal, acompanhados por Dashdot, Bruno Be, Aninha, VINNE e Thiago Mansur. Os palcos Underline_ e Lagoon completam o cardápio com vertentes de techno e psytrance, respectivamente. L_cio, Skazi, Fabrício Peçanha, Berg, Any Mello e Special M são algumas dessas atrações (confira todos no site oficial).

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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Entrevista

EXCLUSIVO: Bruno Martini revela seus principais lançamentos para 2018

Flávio Lerner

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Bruno Martini 2018
Martini com o conceituado produtor americano Timbaland, com quem deve lançar álbum no segundo semestre
Da nova música com o Zeeba ao álbum com Timbaland, passando por collabs com Sunnery James & Ryan Marciano, Dennis DJ e lenda do hip hop

Nesta sexta-feira, 26, Bruno Martini vai lançar uma nova collab com Zeeba. Chamada “With Me”, a faixa chega via Aftercluv Dancelab, e além de celebrar o poder da amizade, integra campanha de conscientização e luta contra o câncer. Em contato com a coluna, o produtor — que teve uma ascensão meteórica em 2017, se tornando um dos principais novos expoentes da cena eletrônica/pop nacional — revelou em primeira mão que ele e Zeeba vão usá-la para ajudar o Instituto Vencer o Câncer, fundação sem fins lucrativos que ajuda na prevenção e divulgação de informações sobre a doença.

“A música chega nessa sexta, e no dia 04, que é o Dia Mundial do Câncer, vamos lançar o videoclipe, com uma campanha nas nossas redes pra recolher fundos pra essa instituição”, disse Martini. “Eu tive um priminho que teve câncer e isso me marcou muito. Eu lembro que pra ele vencer a doença, foi muito importante a ajuda das pessoas em volta dele, família e amigos. Por isso, a ‘With Me’ celebra também a amizade, nos momentos difíceis e nos de alegria. Minha vida mudou drasticamente de um ano pra cá, viajei o mundo inteiro tocando em diversos lugares, e foi muito importante minha amizade com o Zeeba ter se mantido, porque a gente se ajudou bastante nesses momentos de correria e solidão. Queríamos fazer uma música falando disso.”

Dirigido pela dupla Hymalayas, o vídeo foi gravado em São Paulo e traz justamente a história de um homem que precisa superar o câncer. Ainda segundo o artista, parte dos lucros da venda do single também serão destinados ao Instituto.

Preview exclusivo da faixa, cedido por Bruno Martini para a Phouse

Lançamento com o Dennis DJ

“With Me” é apenas o primeiro passo de um ano que promete bastante para o músico, que tem em 2018 uma temporada de confirmação. Ainda para este primeiro semestre, ele revelou que devem sair diversos outros singles, todos frutos de parcerias peculiares. O próximo, aliás, já pôde ser conferido pelos fãs em um post recente no Instagram: “Sou Teu Fã”, feita em conjunto com o Dennis DJ e o cantor Vitin, da banda de reggae Onze:20. O vídeo traz alguns segundos da apresentação da música sendo tocada no Baile do Dennis em Guarapari, Espírito Santo, para mais de 20 mil pessoas.

“Sou muito amigo do Dennis. Quando ele me mandou essa música, há mais ou menos um mês, eu achei foda demais, falei que queria trabalhar nela. Depois, pensamos na hora em chamar o Vitin pra fazer o vocal”, continua. “Rolou uma puta sinergia entre nós três. O resultado junta um pouco de cada um: é meio MPB com eletrônico e uma pitadinha de funk, uma parada mais praia. É a primeira música que faço em português nessa nova fase da minha carreira, e tô empolgadão com ela. Inclusive, comecei a tocá-la nos shows do ano-novo e é impressionante: a galera não conhece, mas chega na segunda parte do refrão e já sai cantando junto. Nunca tinha visto isso.”

Segundo o Bruno, essa collab deve sair logo depois do Carnaval, ainda em fevereiro, e também vai ganhar um videoclipe. Quando o perguntei se não se preocupava com as críticas — que certamente virão — por se juntar a um artista de funk, ele se mostrou bastante tranquilo. “Eu acho legal essa mistura. As pessoas criticam o funk porque não entendem de onde ele vem. Você tem que respeitar todos os estilos, suas histórias. E hoje em dia, com essas plataformas digitais, a galera mais nova escuta de tudo: sertanejo, funk, house… Tenho duas irmãs menores, e é impressionante. Então a união dos estilos vai acontecendo. Na época do vinil e do CD, a gente economizava nosso salário pra comprar o que queríamos ouvir. Era um pouco mais fechado. Hoje, você confere no Spotify o top 50 da Rússia, da Noruega, consegue ouvir tudo que rola no mundo inteiro.”

Bruno Martini 2018

Cena exclusiva do clipe de “With Me”, que será lançado no próximo dia 04

Collabs com gringos, lenda do hip hop e álbum com o Timbaland

Outra collab na ponta da agulha e prevista para este primeiro semestre é a faixa “Savage”, feita com Sunnery James e Ryan Marciano. Martini explica que conheceu a dupla em gig no Laroc, fortaleceu os laços com eles no Tomorrowland e recebeu convite pra dividir estúdio em Amsterdã. Depois dela, pretende lançar em seguida outro som, feito com o expoente chinês Carta.

Mas o lançamento que tem tudo para ser o protagonista neste 2018 de Bruno Martini deve chegar no segundo semestre: um disco com o Timbaland, um dos mais aclamados produtores do universo pop atual. “O Timbaland é meu herói. Gravei com ele no estúdio em Los Angeles onde o Michael Jackson gravou ‘Thriller’, foi do caralho. Era pra ter durado dois dias, mas acabamos ficando a semana toda produzindo esse álbum”, segue Bruno, revelando que foi procurado pela equipe do próprio Timbaland depois do lançamento de “Living on the Outside”. “Ficamos bem amigos e fizemos uma parada muito maluca, unindo o que cada um de nós faz de melhor, e o resultado ficou muito legal, bem diferente do som que eu normalmente faço. Tenho certeza que as pessoas vão ficar bem surpresas com o que a gente fez. Tô bem empolgado pra este ano.”

No estúdio com o lendário Afrika Bambaataa

Como se não fosse o suficiente, o brasileiro ainda tem mais uma carta na manga: uma collab com o lendário Afrika Bambaataa — um dos pioneiros do hip hop —, que ainda não tem previsão para lançamento, mas tem boas chances de chegar ainda em 2018. Como já havia revelado no ano passado, Martini tem amizade antiga com o Bambaataa; chegaram a gravar um som juntos quando o rapaz tinha apenas 18 anos, e agora aproveitou a vinda mais recente do rapper ao Brasil para gravar um novo som. “Sou amigo de um MC dele, de Nova Iorque, e o conheci quando ele veio pro Brasil, há um tempinho. Agora ele voltou pra cá, me ligou e a gente fez um som novo, bem hip hop old school mesmo [risos]! Respeito muito e aprendo muito com ele”, concluiu.

* Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna

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