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Conheça o Binaryh, dupla brasileira de “ethereal techno” em constante evolução

O Brasil é um lugar de onde saem talentos multifacetados. De uns anos pra cá, projetos como o Stekke vêm ganhando destaque e fazendo seu próprio caminho. Um nome que tem trilhado o mesmo caminho é o Binaryh, dupla formada em 2016 por Rene e Camila — assim mesmo, minimalista, sem sobrenomes, é como eles preferem ser conhecidos.

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O duo traz produções na linha do “ethereal techno” (também conhecido como “techno melódico”, ou progressivo), basicamente composto por camadas graves densas e melodias embriagantes, e em menos de um ano conquistaram um espaço notável no cenário eletrônico. Grande parte dos seus lançamentos saem pelo selo alemão Steyoyoke Black, no qual o Binaryh apresenta números expressivos. Desde o primeiro release, “Boolean Logic”, já tiveram faixas tocadas por caras como D-Nox (“Parallels”), e “Encode”, lançada em junho, se tornou a recordista de vendas do selo até este momento — a dupla ocupa atualmente seis posições do Top 10 da label. No Brasil, assinaram recentemente um remix para “Ravina”, do Monobloq, pelo selo Nin92wo, de Alex Justino. O remix recebeu grande destaque, a ponto de ter conquistado os gigantes do techno  Maceo Plex, Joris Voorn e Nick Devon.

No selo alemão, o Binaryh também faz parte da Steyoyoke Family, grupo de artistas e colaboradores que vive em constante troca de informação, e que tem na brasileira BLANCAh um de seus expoentes. “A família Steyoyoke realmente existe. Os artistas que participam do trabalho têm contato bem próximo, apesar das fronteiras e dos oceanos de distância, e alguns deles passaram de colegas de selo para amigos de verdade. Trabalhamos juntos em diversos projetos, e a troca que temos é muito legal. Raramente um selo cria projetos que envolvam os artistas dessa maneira. É um prazer enorme fazer parte dessa família”, conta a Camila, que também revelou considerar a colega de Santa Catarina como madrinha da dupla. “A BLANCAh definitivamente é uma grande fonte de inspiração, não só como artista, mas como ser humano. Ela é uma pessoa iluminada, e se não fosse por ela, não estaríamos hoje no lugar em que estamos. Periodicamente nós fazemos a ponte São Paulo–Florianópolis, tanto pra matar as saudades quanto pra sentarmos em estúdio juntos. Temos uma troca muito boa de informação, energia, referências…”

Atualmente, Camila e Rene trabalham em um setup para o lançamento do seu live act, previsto ainda para este ano. O live trará não só as faixas já lançadas do grupo, mas também um espaço na apresentação para criar, tudo ao vivo e na hora. Para outubro, eles prometem Positive Negative, o seu terceiro EP de originais. “As tracks já foram testadas na pista, e todas as vezes que conferimos foi sucesso absoluto! Estamos muito ansiosos por esse lançamento, apostando alto mesmo. É uma fase muito especial da nossa carreira, em que o reconhecimento está vindo de todos os lados”, concluiu a produtora.

Castelan é colunista da Phouse.

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