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Da BASE ao Tomorrowland; a trajetória e a visão da “personalidade do ano”, Luiz Eurico Klotz

Flávio Lerner

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Com 20 anos de música eletrônica, o diretor da Plus Talent e ID&T Brasil e criador do Skol Beats conta sua história e os bastidores da agência e do Tomorrowland.

O empresário Luiz Eurico Klotz começou a trabalhar com música eletrônica já nos seus 30 anos, quando foi convidado pra entrar como sócio no Club BASE, inaugurado em São Paulo em 1996 — uma das primeiras casas brasileiras a trazer grandes DJs internacionais. Essa experiência daria uma nova guinada em sua carreira, em que ele se especializaria e se transformaria num dos grandes nomes dos bastidores da cena eletrônica no Brasil.

Depois do BASE veio o clube U-Turn, em 1999, e em seguida a fundação do famoso Skol Beats, o primeiro grande festival brasileiro de dance music, que rolou anualmente entre 2000 e 2009. Ainda no começo do novo milênio, fundou uma das maiores agências de DJs do Brasil, a Plus Talent, em sociedade com Edo van Duyn e Silvio Conchon. Paralelamente, tocou outros eventos tipo Nokia Trends, Dream Valley e XXXperience.

Mais recentemente, a Plus Talent foi adquirida pela multinacional SFX, fazendo com que o Luiz Eurico se tornasse diretor geral também da ID&T Brasil — filial brasileira da companhia que gere o Tomorrowland. Foi assim que o festival, que teve sua segunda edição recentemente, chegou ao nosso País, e obviamente o Klotz é um dos figurões por trás de tudo.

Antes desse último Tomorrowland, porém, trocamos uma ideia com o Luiz Eurico sobre sua trajetória, cena e mercado brasileiro, reclamações em mídias sociais [incluindo a polêmica do Vintage Culture], crises econômicas, line-ups de festivais e projeções pro futuro, em papo que você confere abaixo.

Por que você considera que foi eleito “Personalidade do Ano” pelo RMC?

Acredito que pela soma do meu trabalho em todos esses anos de carreira. Desde 96, levando vários artistas para o Club BASE, o qual era sócio, em São Paulo, e assim iniciando o trabalho de agenciamento, pois trazia-os para tocar e negociava as atrações para outros lugares no País. Começou então a base da agência [Plus Talent], somando-se ainda o trabalho com o Skol Beats, que durou nove anos, e todo o trabalho desenvolvido em inúmeras curadorias de festivais e grandes eventos — fizemos o Fatboy Slim na praia do Flamengo [em 2004]! —, além de outros tantos festivais, tours e agências que participo direta ou indiretamente. Com a vinda do Tomorrowland e outros eventos maiores, acho que isso só fundamentou uma carreira de 20 anos de trabalho ligado ao mercado; o que não é pouco, não é? Então não há algo específico, acredito que seja a soma de tudo que já fiz, com a ajuda de muita gente, ao longo desses anos; foi importante para a cena brasileira.

Você foi chamado para a criação do conceito do Skol Beats, certo? Como se deu exatamente a criação do projeto?

Não exatamente. Mostrei a eles que existia um momento correto para o festival. Quando eu era sócio do BASE, a Camel começou a patrocinar o Camel Connection, em 1998. Foi o primeiro projeto grande em que uma marca investia em trazer grandes nomes da cena eletrônica mundial para um clube no Brasil. O BASE foi um divisor de águas para a cena brasileira; trouxemos nomes como Sasha, Nick Warren, Kevin Saunderson e Deep Dish. O Camel Connection era um projeto tão legal que, no ano seguinte, a marca queria fazer algo fora do club. Estava na hora de fazer um festival, só que a Camel era licenciada e foi vendida. Naquele momento eu já era sócio da U-Turn, outra casa noturna em SP, e me aproximei mais ainda do pessoal da Ambev/Skol da época, e formatamos assim o Skol Beats — uma iniciativa minha junto com a Ambev.

Você é sócio do cara que ajudou a revolucionar a cena eletrônica brasileira e o drum’n’bass no mundo, e que já tinha uma experiência de agente de DJs na Bulldozer, da Inglaterra. Como você conheceu o Edo van Duyn, e o que fez ele se tornar sócio na Plus Talent?

O Edo tinha uma noite de drum’n’bass em Londres chamada Movement. Foi ele quem começou a levar o Marky e o Patife para a Inglaterra. A gente se conheceu em alguns festivais, enquanto ele fazia a curadoria de alguns eventos de d’n’b. Depois disso, ele conheceu uma brasileira e passou a fazer uma festa Movement no Lov.e [em SP]. Como ele quis mudar pro Brasil, eu o convidei para trabalharmos juntos em 2002.

Como a Plus Talent baseia a sua curadoria de novos talentos?

Abordamos e estudamos o potencial de cada artista, a capacidade de produção, capacidade de apresentação e o futuro na cena em que escolheu tocar. Estudamos também o mercado, a empatia, existem vários critérios. É lógico que uma agência busca um artista que possa agenciar o máximo possível, mas não é o curto prazo que nos interessa. Para nós, o mais importante é saber se a pessoa tem o perfil e a seriedade, se vai ter a capacidade profissional de produção, de entrega, e a persistência pra ser um artista no longo prazo.

O Brasil atualmente vive crise política e econômica, mas o interesse do público e a qualificação do mercado de DJs vêm numa crescente, concorda?

Por obra do destino o fato do Brasil estar em crise política e econômica — com o dólar e o euro tão altos em relação ao real — faz com que os artistas nacionais ganhem destaque na cena nacional. Você vê artistas crescendo, sendo privilegiados, cachês crescendo proporcionalmente, e o fato de estarmos em crise faz com que o promoter tenha que escolher onde apostar suas fichas. Ele vê no artista nacional de renome, que tem possibilidade de encher sua casa, uma saída excelente com relação ao DJ de pequeno/médio porte ou até do de grande porte internacional. Hoje em dia é muito difícil zerar a conta. Então se de um lado a crise existe, do outro lado o mercado brasileiro está muito aquecido.

Além da crise brasileira, temos também a crise da SFX. Como, na prática, ela afeta o trabalho de vocês? É um período muito duro o atual?

A crise da SFX não nos atinge, pois é só sobre os ativos dos EUA. A operação fora de lá vai bastante bem, obrigado. Agora, o cenário macroeconômico brasileiro não pode se deteriorar mais. Aí não é o Tomorrowland que vai ser sacrificado, são os fornecedores ideais, parceiros, patrocínios… Todo o universo em volta do festival fica afetado, então não é só a gente querer, é conseguirmos fazer.

A SFX comprou a Plus Talent em setembro de 2014, e a crise da companhia começou a bater no ano passado. Vocês tinham noção de que as coisas podiam dar uma desestabilizada quando fizeram o negócio? E quais as principais razões para fechar com eles? Foi uma venda que mudou muita coisa no mercado brasileiro?

A gente não tinha noção da crise, acredito que ninguém tinha. A gente sabia que poderia mudar alguma coisa, mas ninguém sabia que seria uma crise moral e política tão grande quanto foi. As razões para fechar foram participar de um grupo forte, estar em contato com várias empresas do mesmo ramo e trocar inteligência, informação. É por causa disso que somos os operadores e produtores do Tomorrowland Brasil e de outras marcas que vêm de fora.

Logicamente para nós mudou muita coisa, e consequentemente fazendo isso pela empresa no Brasil também mudou o mercado brasileiro. Então de qualquer ângulo eu sempre vejo essa transação com bons olhos, independentemente da crise momentânea.

Como funciona a curadoria do Tomorrowland, e como vocês têm recebido as críticas dessa última edição?

Estou no mercado há 20 anos e desde a época do Skol Beats eu escutava isso [reclamações]. A curadoria é feita de vários critérios, muita gente fazendo, aqui dentro, lá fora, gente de fora da agência, e os critérios são vários: quem já tocou, quem precisa ou não tocar de novo, quem aqui dentro da agência merece… As críticas são bem-vindas, a gente vai escutar todas, agora, ninguém é unanimidade. O Dunga não é! Imagina você ser o técnico da seleção brasileira e não ter crítica nenhuma. Impossível! A polêmica sempre vai existir, todo mundo está no direito de dar sua opinião, mas faz parte. Como em outros festivais, de concorrentes, tem agências que colocam 100% de seu line-up, a gente nunca fala nada; a gente entende. Então, eu vejo que reclamar faz parte da vida e da mídia social do brasileiro, mas a maioria a gente consegue agradar — isso é o que importa.

O Vintage Culture deu aquela declaração polêmica sobre ficar de fora por não ser da Plus Talent… Essa rivalidade entre as agências não acaba prejudicando a experiência de quem paga o ingresso?

Ele tem todo o direito de ficar chateado de não estar no nosso evento. Mas eu pergunto: se quando a agência que o representa [Entourage] faz a Kaballah, ela coloca alguém da Plus Talent? Por acaso ficamos reclamando? Não! Ele tocou o ano passado, pode ser que o convidemos para o ano que vem, não sei. O fato é que ele foi o único que deu uma declaração enquanto os outros milhões que não vão tocar não deram nenhuma. Ele está no direito dele, não é? Mas nenhum artista nosso fica reclamando que não toca em outros festivais. Se ele se sente bem fazendo isso, quem sou eu pra falar?

Os grandes festivais e clubs, no Brasil e no mundo — sejam mais populares, como Tomorrowland e Green Valley, ou com propostas mais nichadas, como BPM, Warung… —, parecem rodar sempre nos mesmos nomes nos últimos anos. Não falta um pouco de ousadia e criatividade pra dar espaço a tantos outros artistas talentosos periféricos?

Essa é uma pergunta bastante pertinente e eu posso explicar da seguinte maneira: do mesmo jeito que é dever de todo e qualquer festival entregar coisas novas, repare que cada vez que se coloca um novo nome, os frequentadores das mídias sociais sempre pedem os mesmos: “ah, por que não tem o Avicii? Por que não tem o Calvin Harris?”. Mas acho que pelos nossos festivais e pelo Warung, vem sendo feito um balanceamento entre nomes conhecidos e nomes novos, só que o público tem que estar aberto também para sair do que ele sempre ouviu e experimentar coisas novas. Qual a validade de um festival, se não também esta?

O que você pode prever para o futuro do mercado brasileiro?

Os ciclos das músicas vêm e vão. Agora o EDM teve o seu boom há quatro anos, este ano está com menos força, pois é uma música com muita energia e pouca melodia. Eu acho que sempre haverá espaço para música boa, qualquer que seja o seu estilo. Se  for boa, não importa se é EDM, comercial, techno, deep house… Seja o que for, todo mundo vai gostar. Agora, sem dúvida nenhuma, os criadores de cada cena têm uma tendência em buscar novas coisas, e o underground e as músicas menos comerciais tendem a se renovar mais. O comercial encontra uma fórmula e usa até esgotar, já o underground nunca está satisfeito — ele sempre busca mais renovação. Então ter os dois juntos, cada um em uma ponta, é o que faz a cena andar. Sempre vão acontecer coisas novas, e o público tem que estar aberto a ouvi-las. O DJ vem no natal, réveillon, carnaval, e falam: “pô, por que não tá no festival de novo?”. Mas de novo? Vá ouvir o cara que você nunca ouviu! Fiquem abertos, passeiem mais pelo festival.

E o que falta ao mercado da música eletrônica brasileiro?

O Estado brasileiro não nos atrapalhar. Existir uma legislação específica para eventos, e  não baseada em uma legislação de construção civil. Queremos uma política tributária que seja de acordo com nosso tipo de negócio, e não essa cascata de tributos em toda e qualquer área. Impostos e importações menores, para tecnologias e até mesmo coisas que não temos aqui. Máquinas de operação para facilitar trabalhos. Enfim, o que precisa é o Brasil ficar mais moderno, mais ágil e mais empreendedor. O País não tem uma política de eventos que ajude o empreendedor. O que precisa é deixar a gente trabalhar, e neste momento o Brasil não está deixando.  ~

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Opinião

10 nomes do underground brasileiro para ficar de olho em 2018

Jonas Fachi

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O duo Mumbaata
Mais uma seleção de artistas nacionais que têm tudo para fazer um ano brilhante
* Atualizado em 01/02/2018, às 21:27

Tradicionalmente no início de cada ano, a Phouse destaca alguns artistas que têm começado a obter projeção nacional para compor uma lista — sem ordem de grandeza — dos “nomes para ficar de olho” da cena eletrônica nacional. Desde 2015, já passaram por essas matérias figuras como ANNA, BLANCAh, Elekfantz, L_cio e Wilian Kraupp, que mais tarde de fato vieram a explodir, servindo hoje como inspiração para os novos.

Há um mês, o CEO da revista, Luckas Wagg, trouxe sua lista com 20 DJs promissores do mainstream. Hoje, eu trago aqui — assim como já o fiz em 2016 — minha seleção com dez nomes do underground brasileiro em quem aposto muito para 2018.

Inevitavelmente, todos os escolhidos têm a produção musical como maior destaque, recebendo assim o apoio de grandes artistas internacionais, que os levam a se apresentar em clubs de relevância em nosso país. Confira os dez nomes da vez:

Luciano Scheffer

Um dos líderes da introdução do house progressivo em São Paulo, recentemente dividiu cabine com Nick Warren em evento do núcleo Unik ID. Com apresentações comentadas no D-EDGE, o paulista também recebeu elogios do boss da respeitada label Microcastle por seu remix da faixa “Eivissa”, de Ewan Rill. Luciano ainda detém dois podcasts mensais nas webradios nube-music e cosmos, além de ser idealizador dos projetos InProgress e Progression.

Morttagua

Liderando uma das gravadoras brasileiras mais reconhecidas internacionalmente, a Timeless Moment, o produtor e DJ carioca já esteve em tour pela Ásia, além de ter se apresentado em clubs como Green Valley, Pacha Floripa e Clash. Seu selo iniciado em 2016 figura constantemente no Top 100 do Beatport, e tem suporte de nomes como Sasha, Solomun e Guy Mantzur.

Morttagua também já remixou artistas como Betoko e Martin Roth, além de ter alcançado em 2013 o primeiro lugar de vendas mundial do Beatport no gênero progressive house. Trata-se do EP Sith Planets, o que o proporcionou uma grande projeção internacional logo no início de sua carreira.

Paulo Foltz

Com um primeiro álbum de estúdio lançado em 2017 pela Prisma Techno, o paulista recebeu suporte de ninguém menos que Richie Hawtin — o lendário DJ encerrou um set com a faixa “Mental Scanning”, de Foltz, no WAN Festival. Outros artistas, como Pan-Pot e BLANCAh, vêm tocando suas faixas, que também foram selecionadas para o podcast 206 da Suara Records, uma das dez mais populares gravadoras do Beatport.

Mumbaata

O duo formado por Lennox Hortale e Pedro Poyart se transformou rapidamente em um dos lives mais originais e criativos do país. Eles apresentam influências que passam por batidas africanas até jazz. Vencedores do Prêmio do BRMC (na época RMC) de 2017, na categoria Produtor Revelação, já receberam convites para apresentações em clubs como Green Valley e D-EDGE, além do palco eletrônico do Rock in Rio.

Gabriel Carminatti

Com suporte recente de Hernan Cattaneo no aclamado Resident — programa de rádio de Buenos Aires destinado a revelar novos artistas — e no set do Maestro realizado no Warung, Gabriel Carminatti surgiu como uma das novas promessas da tradicional cena gaúcha, conhecida por revelar alguns dos produtores e DJs mais importantes do país nos últimos 20 anos. O produtor é figura constante em alguns dos clubs e eventos relevantes do Estado em nível nacional, como Colours, Beehive, Hija e Mohave.

Mau Maioli

Outra figura da nova geração de produtores do Rio Grande de Sul, Mau Maioli se impõe a frente de projetos como o Muinho Club e Beat On Me, além de ser residente da festa Life Moments, em Santa Maria, e possuir uma coluna quinzenal no portal Somma+. Em 2017, Mau também obteve alcance no #48 do chart de techno do Beatport com Parallax, seu EP de estreia pelo Prisma Techno.

Carrot Green

O carioca Carrot Green é um dos lideres da consolidação da cena underground do Rio. Integrante da seleta Red Bull Music Academy em 2013, foi escolhido agora para fazer parte da compilação Cocada, de Leo Janeiro, pela gigante gravadora Get Physical, onde trouxe uma faixa remixada pelo duo Digitaria. O artista já dividiu palco com Marcel Dettmann e é um dos brasileiros escalado para o conceituado festival Dekmantel São Paulo, em março.

Binaryh

Binaryh Live

Descoberto pela conceituada gravadora berlinense Steyoyoke, o Binaryh fez parte neste mês da tour do selo no Brasil. A característica da dupla formada por Camila e Rene é de um conjunto sonoro intenso e imersivo, que recentemente desenvolveu sua apresentação em formato live.

Primeiros brasileiros a lançarem pela sublabel Steyoyoke Black, em apenas uma semana seu EP de estreia, Primary Code, estava entre o Top 40 de techno do Beatport. O duo já tem as suas primeiras datas na Europa confirmadas para este primeiro semestre.

Tarter

O catarinense é um dos destaques da cena techno no Sul do país. Suas produções já receberam suporte de nomes como Richie Hawtin, Joseph Capriatti, Sam Paganini e Renato Ratier. Parte do seleto time da conceituada D.AGENCY e cocriador da gravadora Urban Soul, voltada ao techno e suas vertentes, ele busca o fortalecimento do gênero no Brasil.

Convidado a apresentações no Club Vibe, Warung Beach Club, Tribaltech e grandes noites no D-EDGE, tem um relacionamento próximo com importantes núcleos de sua região. Neste ano, fará a estreia de seu primeiro live show.

Danny Oliveira

Reconhecido como um dos produtores brasileiros mais respeitados na cena internacional na década passada, seu alter ego DNYO o levou a se apresentar por anos em países como Canadá, Argentina, Alemanha e Holanda. Também lançou pela gravadora Last Night On Earth, de ninguém menos que Sasha, remixando “Cut Me Down”, um dos maiores clássicos do ícone britânico. O paulista se dedicou nos últimos anos a trabalhar como engenheiro de áudio através de sua empresa Konker, especializada em mixagem e masterização. Após alguns anos de hiato, Danny está recomeçando sua carreira e nesse mês iniciou uma nova label chamada DSR (Deep Space Records).

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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Notícia

10 festas para pular o Carnaval 2018 em ritmo eletrônico

Luckas Wagg

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Da EDM ao techno, confira dez boas dicas para curtir a festa mais popular do Brasil com muita dance music

O verão no Brasil sempre ferve com festas por todo o litoral, especialmente no Carnaval. Se você prefere curtir o feriado com uma marchinha eletrônica, então se liga nessas 10 dicas.

Tem atrações internacionais, da EDM ao techno, e grandes nomes do Brasil em diversos lugares, de clubes a praias, com lineups bem expressivos. Confira:

SUNFLOWER FESTIVAL

A terceira edição do festival acontecerá no dia, 11 de fevereiro, um domingo a partir das 16h, com sete expoentes brasileiros: Bruno Martini, ILLUSIONIZE, Chemical Surf, KVSH, Joy Corporation, Nato Medrado e o duo Two Birds. A grande atração confirmada é Armin van Buuren, que promete agitar o Mirante Beagá.

TERRAZA MUSIC PARK

Quem estiver em Florianópolis pode curtir o carnaval no Terraza Music Park, que já anunciou o DJ Luciano para embalar a noite do dia 12 de fevereiro com muito techno. Aninha, Ney Faustini e Ricardo Lin completam o time.

P12

A “ilha da magia” também recebe o Carnaval no famoso Parador 12, que já confirmou Alesso, Steve Angello, Claptone, Elekfantz e o eterno Bob Sinclair para os dias 10, 11, 12 e 13 de fevereiro.

BLOCO DA PUMP MANAUS

PUMP Santarém

Na capital da Amazônia, a festa está garantida no Bloco da PUMP, que neste ano traz Cat Dealers, JØRD, Chemical Surf, Doozie e Albie, além de um trio elétrico. O bloco vai dominara orla da ponta negra em Manaus no dia 13 de fevereiro, a partir das 14 horas.

CARNAVAL WARUNG

Warung 15 anos review

Já o Warung Beach Club, em Itajaí, vai fazer três dias de Carnaval com selos internacionais. Do dia 10 ao dia 12, a Rumors, a Spectrum e o Circo Loco irão tomar conta do “Templo” com Joris Voorn, Seth Troxler, Recondite (live), Guy Gerber, The Martinez Brothers, Gromma, Albuquerque e Eli Iwasa, entre outros (confira a agenda completa no site oficial).

CARNAVAL LAROC

Em Valinhos, no interior de São Paulo, o Laroc Club recebe ninguém menos que Alesso, no dia 10 de fevereiro, Kungs no dia 11, e Armin van Buuren no dia 12. O sunset club também escalou Bruno Martini como convidado especial, além de Wrechinski, Nato Medrado, Rodrigo Vieira e os residentes CIC e Renato Naya.

CAMAROTE SALVADOR

Dos dias 08 a 13 de fevereiro, o Space Club vai fazer parte do Camarote Salvador 2018 com inúmeras atrações. Além das residentes do duo NERVO, estarão presentes Vintage Culture, RICCI, Bruno Be, Ale Rauen, Steve Angello, Alesso, KVSH, Robin Schulz e a herdeira milionária Paris Hilton. Através de uma parceria com o recém-inaugurado Nanö Beach Club, o evento também recebe Cady, Kesia, Yves V, Romeo Blanco, Diefentaler e AJ Perez.

RIO MUSIC CARNIVAL

Rio Music Carnival 2018

Entre 09 e 13 de fevereiro, a Marina da Glória recebe o Rio Music Carnival, com mais de 20 artistas confirmados. Entre eles estão Alesso, Groove Delight, Dashdot, GABE, FELGUK, Diplo, Armin van Buuren, Tropkillaz, além de um dia com o Baile do Dennis. Através de promoção exclusiva pela Phouse, você pode comprar ingressos para duas dessas datas com 20% de desconto.

CARNAVAL HABBITAT

O novíssimo clube catarinense Habbitat traz o seu conceito all day living para o Carnaval. Por ora, as atrações são Kaskade, Claptone e a suíça Nora En Pure. Mais nomes ainda serão revelados.

CARNAVAL GREEN VALLEY CIRCUS

Com o tema “Circus”, o Green Valley vai se tornar em um picadeiro a céu aberto nos dias 10 e 12 de fevereiro. Vintage Culture e Steve Angello comandam o palco principal, acompanhados por Dashdot, Bruno Be, Aninha, VINNE e Thiago Mansur. Os palcos Underline_ e Lagoon completam o cardápio com vertentes de techno e psytrance, respectivamente. L_cio, Skazi, Fabrício Peçanha, Berg, Any Mello e Special M são algumas dessas atrações (confira todos no site oficial).

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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Entrevista

EXCLUSIVO: Bruno Martini revela seus principais lançamentos para 2018

Flávio Lerner

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Bruno Martini 2018
Martini com o conceituado produtor americano Timbaland, com quem deve lançar álbum no segundo semestre
Da nova música com o Zeeba ao álbum com Timbaland, passando por collabs com Sunnery James & Ryan Marciano, Dennis DJ e lenda do hip hop

Nesta sexta-feira, 26, Bruno Martini vai lançar uma nova collab com Zeeba. Chamada “With Me”, a faixa chega via Aftercluv Dancelab, e além de celebrar o poder da amizade, integra campanha de conscientização e luta contra o câncer. Em contato com a coluna, o produtor — que teve uma ascensão meteórica em 2017, se tornando um dos principais novos expoentes da cena eletrônica/pop nacional — revelou em primeira mão que ele e Zeeba vão usá-la para ajudar o Instituto Vencer o Câncer, fundação sem fins lucrativos que ajuda na prevenção e divulgação de informações sobre a doença.

“A música chega nessa sexta, e no dia 04, que é o Dia Mundial do Câncer, vamos lançar o videoclipe, com uma campanha nas nossas redes pra recolher fundos pra essa instituição”, disse Martini. “Eu tive um priminho que teve câncer e isso me marcou muito. Eu lembro que pra ele vencer a doença, foi muito importante a ajuda das pessoas em volta dele, família e amigos. Por isso, a ‘With Me’ celebra também a amizade, nos momentos difíceis e nos de alegria. Minha vida mudou drasticamente de um ano pra cá, viajei o mundo inteiro tocando em diversos lugares, e foi muito importante minha amizade com o Zeeba ter se mantido, porque a gente se ajudou bastante nesses momentos de correria e solidão. Queríamos fazer uma música falando disso.”

Dirigido pela dupla Hymalayas, o vídeo foi gravado em São Paulo e traz justamente a história de um homem que precisa superar o câncer. Ainda segundo o artista, parte dos lucros da venda do single também serão destinados ao Instituto.

Preview exclusivo da faixa, cedido por Bruno Martini para a Phouse

Lançamento com o Dennis DJ

“With Me” é apenas o primeiro passo de um ano que promete bastante para o músico, que tem em 2018 uma temporada de confirmação. Ainda para este primeiro semestre, ele revelou que devem sair diversos outros singles, todos frutos de parcerias peculiares. O próximo, aliás, já pôde ser conferido pelos fãs em um post recente no Instagram: “Sou Teu Fã”, feita em conjunto com o Dennis DJ e o cantor Vitin, da banda de reggae Onze:20. O vídeo traz alguns segundos da apresentação da música sendo tocada no Baile do Dennis em Guarapari, Espírito Santo, para mais de 20 mil pessoas.

“Sou muito amigo do Dennis. Quando ele me mandou essa música, há mais ou menos um mês, eu achei foda demais, falei que queria trabalhar nela. Depois, pensamos na hora em chamar o Vitin pra fazer o vocal”, continua. “Rolou uma puta sinergia entre nós três. O resultado junta um pouco de cada um: é meio MPB com eletrônico e uma pitadinha de funk, uma parada mais praia. É a primeira música que faço em português nessa nova fase da minha carreira, e tô empolgadão com ela. Inclusive, comecei a tocá-la nos shows do ano-novo e é impressionante: a galera não conhece, mas chega na segunda parte do refrão e já sai cantando junto. Nunca tinha visto isso.”

Segundo o Bruno, essa collab deve sair logo depois do Carnaval, ainda em fevereiro, e também vai ganhar um videoclipe. Quando o perguntei se não se preocupava com as críticas — que certamente virão — por se juntar a um artista de funk, ele se mostrou bastante tranquilo. “Eu acho legal essa mistura. As pessoas criticam o funk porque não entendem de onde ele vem. Você tem que respeitar todos os estilos, suas histórias. E hoje em dia, com essas plataformas digitais, a galera mais nova escuta de tudo: sertanejo, funk, house… Tenho duas irmãs menores, e é impressionante. Então a união dos estilos vai acontecendo. Na época do vinil e do CD, a gente economizava nosso salário pra comprar o que queríamos ouvir. Era um pouco mais fechado. Hoje, você confere no Spotify o top 50 da Rússia, da Noruega, consegue ouvir tudo que rola no mundo inteiro.”

Bruno Martini 2018

Cena exclusiva do clipe de “With Me”, que será lançado no próximo dia 04

Collabs com gringos, lenda do hip hop e álbum com o Timbaland

Outra collab na ponta da agulha e prevista para este primeiro semestre é a faixa “Savage”, feita com Sunnery James e Ryan Marciano. Martini explica que conheceu a dupla em gig no Laroc, fortaleceu os laços com eles no Tomorrowland e recebeu convite pra dividir estúdio em Amsterdã. Depois dela, pretende lançar em seguida outro som, feito com o expoente chinês Carta.

Mas o lançamento que tem tudo para ser o protagonista neste 2018 de Bruno Martini deve chegar no segundo semestre: um disco com o Timbaland, um dos mais aclamados produtores do universo pop atual. “O Timbaland é meu herói. Gravei com ele no estúdio em Los Angeles onde o Michael Jackson gravou ‘Thriller’, foi do caralho. Era pra ter durado dois dias, mas acabamos ficando a semana toda produzindo esse álbum”, segue Bruno, revelando que foi procurado pela equipe do próprio Timbaland depois do lançamento de “Living on the Outside”. “Ficamos bem amigos e fizemos uma parada muito maluca, unindo o que cada um de nós faz de melhor, e o resultado ficou muito legal, bem diferente do som que eu normalmente faço. Tenho certeza que as pessoas vão ficar bem surpresas com o que a gente fez. Tô bem empolgado pra este ano.”

No estúdio com o lendário Afrika Bambaataa

Como se não fosse o suficiente, o brasileiro ainda tem mais uma carta na manga: uma collab com o lendário Afrika Bambaataa — um dos pioneiros do hip hop —, que ainda não tem previsão para lançamento, mas tem boas chances de chegar ainda em 2018. Como já havia revelado no ano passado, Martini tem amizade antiga com o Bambaataa; chegaram a gravar um som juntos quando o rapaz tinha apenas 18 anos, e agora aproveitou a vinda mais recente do rapper ao Brasil para gravar um novo som. “Sou amigo de um MC dele, de Nova Iorque, e o conheci quando ele veio pro Brasil, há um tempinho. Agora ele voltou pra cá, me ligou e a gente fez um som novo, bem hip hop old school mesmo [risos]! Respeito muito e aprendo muito com ele”, concluiu.

* Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna

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