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Comunidade eletrônica arrecada muita grana para vítimas de Vegas

Phouse Staff

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DJs doação Las Vegas

Logo após o incidente no Route 91 Festival, que deixou quase 60 mortos e centenas de feridos, diversos artistas do cenário eletrônico manifestaram choque e pesar nas redes sociais. Muito mais importante que isso, porém, é o poder de mobilização que essas figuras têm para arrecadar fundos a fim de ajudar as vítimas.

Como de costume nos Estados Unidos, foi criado um fundo especial para a ocasião, visando cobrir as várias despesas relativas aos cuidados com as famílias atingidas, contas de hospital dos feridos, entre outros. Motivados por Diplo, vários DJs e produtores se prontificaram a fazer doações pra lá de generosas.

Em um vídeo na sua página do Facebook, Diplo falou sobre como gosta da cidade e quer protegê-la. Para tanto, doou 100 mil dólares para o fundo de alívio às vítimas, e também escreveu um tweet desafiando outros DJs a doarem o mesmo valor (a exemplo do que Seth Troxler fez no México). Dali pra frente, pintaram doações igualmente impactantes, de nomes como Valentino Khan, Dillon Francis e marshmello. Outros DJs, como The Chainsmokers, Tiësto e Steve Aoki chegaram a dobrar a proposta, doando nada menos que 200 mil dólares.

#vegasstrong

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I’m going to match you @diplo and donate $100,000 to the city I consider my second home. #VegasStrong #mellogang

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Além disso, o Hakkasan Group, multinacional com base em Las Vegas especializada em experiências noturnas e gastronômicas de luxo, irá realizar uma noite no OMNIA Nightclub (clube de Nova Iorque, que chegou a ser premiado no primeiro Electronic Music Awards) dentro do Ceasers Palace, com todos os lucros revertidos para o fundo de alívio das vítimas. No lineup já estão Tiësto, Steve Aoki, Lil Jon, NGHTMRE, Zedd e Kaskade, mas outras atrações ainda serão anunciadas para o evento, que rola em 07 de novembro.

CEO do Kakkasan, Nick McCabe falou sobre a tragédia: “Nós ainda estamos sentindo o choque e a tristeza após o ataque da semana passada, e claro, as vítimas, suas famílias e todos aqueles impactados estão em primeiro lugar nos nossos pensamentos. Com esse evento, esperamos que nossa empresa, parceiros e amigos possam não só retornar algo para a comunidade, mas também mostrar que estamos unidos”.

Os ingressos e as áreas VIP para a noite já estão à venda, e o valor arrecadado será transferido via Direct Impact Fund, uma empresa sem fins lucrativos que controla essa operação financeira sem cobrar taxas.

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SoFly lança seu primeiro single em português

Phouse Staff

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SoFly
“Se a Gente Pode Sonhar” chega pela Sony Music Brasil

Depois de lançar com o VINNE o hit “So Bad” — que ganhou também versão acústica —, o duo SoFly começa 2018 com “Se a Gente Pode Sonhar”.

Publicado hoje (23) pela Sony Music Brasil, o novo single mostra mais um pouco da versatilidade sonora da dupla, misturando uma pegada pop com um drop cheio de graves. Aqui se juntam as guitarras de Américo Simões e a voz de Lenon Scarpa para compor uma faixa que promete agitar as pistas pelo Brasil.

+ Faixa de SoFly e VINNE ganha versão acústica com videoclipe

Neste quarto lançamento dos caras — o primeiro em português —, a letra fala sobre como você escreve sua própria história e como seus sonhos são construídos somente por você, independentemente do que o mundo te disser.

Escute:

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Phouse Tracks

RaFelps – This Way (Original Mix)

Phouse Staff

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RaFelps

Hoje lançamos pela Phouse Tracks a música “This Way”, do DJ e produtor RaFelps. Trata-se de um trap com toques de dubstep e future bass, que, segundo o artista, tem como referência a energia forte e impactante dos grandes festivais de EDM.

“This Way” está agora disponível para free download no Artist Union, no nosso SoundCloud e no Spotify.

Rafael Pereira Pires é o nome por trás do projeto. Nascido na cidade de Santo Antônio de Pádua, interior do Rio de Janeiro, Rafael é estudante e cursa hoje o Ensino Médio. Sua vida sempre foi cercada de música; começou pela bateria e posteriormente passou por violão, teclado e guitarra, até se encontrar na música eletrônica. Em 2013, produziu seu primeiro som, e desde então tem se dedicado a cada dia para concretizar esse projeto.

Siga e ouça também a nossa playlist de bass, trap e dubstep, criada pelo E-Cologyk:

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Hernán Cattaneo estreia concerto sinfônico com clássicos da dance music

Jonas Fachi

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Concerto
Foto: Hernán Zenteno/La Nación
Performance inédita será no teatro Colón, em Buenos Aires

Nunca antes a música eletrônica esteve exposta em um palco tão importante. Hoje (22), às 19h e às 22h, o lendário DJ argentino Hernán Cattaneo desembarca, juntamente de artistas convidados e uma orquestra com 50 músicos, no teatro Colón de Buenos Aires.

O projeto foi anunciado há alguns meses como parte do festival “Únicos”. Automaticamente, o movimento de seus fãs em toda América do Sul foi intenso por mais informações. Em dezembro as vendas foram abertas, e em poucas horas os dois horários tiveram ingressos esgotados.

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Vale lembrar que o Colón possui espaço para mais de duas mil pessoas sentadas. Com a demanda muito superior ao esperado, a organização do festival cedeu a Hernán mais um horário no dia 23, às 19h. Novamente, com os tickets esgotados, outro horário foi colocado à disposição no dia 26.

Com tamanho sucesso, a imprensa argentina ficou simplesmente de boca aberta, buscando saber um pouco mais do que havia por trás do nome que fez ter quatro funções esgotadas no icônico e respeitado teatro. Jornais como La Nación e canais de TV procuraram Hernán para entender melhor do que se tratava. Imagine no Brasil Gui Boratto sendo entrevistado pelo Fantástico. É mais ou menos isso que Hernán tem vivido nos últimos dias em Buenos Aires, sendo o centro das atenções na mídia da cidade.

Entrevista para o canal Telenoche

Para os argentinos, o Colón é uma espécie de Maracanã cultural, com mais de cem anos de construção e arquitetura que remete à história da cidade. É um cartão postal e um espaço de muito orgulho para o país, pois é considerando internacionalmente como um dos cinco mais importantes do planeta. Após o anúncio, algumas pessoas de perfil mais conservador se mostraram intrigadas sobre o que iria se passar com um DJ e “música eletrônica” no templo que é dedicado à música clássica, ballet e peças líricas.

Hernán, porém, em todos os momentos deixou claro que se trata de um concerto sinfônico, não de um show de música eletrônica comum. Nas suas palavras, “o que difere de um concerto de Mozart ou Beethoven é apenas que os músicos da orquestra irão reinterpretar faixas da dance music, que fazem parte de minha história enquanto artista”. Entre as escolhidas, terão clássicos de bandas e DJs como Depeche Mode, Chemical Brothers, Massive Attack, Underworld, Way out West (com Nick Warren como convidado), Moby e Frankie Knuckles — que foi o DJ que inspirou Hernán a tocar —, além de músicas autorais não divulgadas. Haverá ainda uma quinta apresentação gratuita ao ar livre no dia 3 de março, no famoso parque destinado a shows da avenida Figueroa Alcorta y Pampa, bairro de Palermo.

Mural feito por um artista da cidade com imagem do DJ argentino em Palermo (Foto: Seba Cener/La Nación)

O festival Únicos conta com apoio do poder público da cidade. O novo ministro da cultura portenã, Enrique Avogadro, declarou que “a abertura de Colón a novos públicos é um debate interessante e que precisa ser feito”. Comentou também, em matéria trazida pelo La Nación, que “hoje se vive um ciclo em que já não existe mais a lógica de uma cultura superior à outra”.

O festival reúne diferentes gêneros para propor sinfônicas de música popular. Uma das preocupações dos guardiões da sala maior do teatro e artistas do ambiente lírico foi em nome da famosa acústica do teatro, em que ofereceram resistência quanto ao uso de amplificadores. Sobre isso, Hernán explicou ao La Nación suas intenções:

Hernán Cattaneo se apresentou na Catedral de Liverpool em setembro de 2012 (Foto: Hernán Zenteno/La Nación)

“Me contaram que no Twitter estavam falando que eu queria ultrapassar o limite de 90 decibéis [permitido no local]. As pessoas de Colón falaram que há um nível de decibéis. Não vi nenhum contrato, mas se falarem 70, serão 70, e se decidirem 90, serão 90. Como que vou querer impor minhas regras ao teatro? Não sou um herege, não venho profanar um cenário. Isso é uma vez na minha carreira, uma oportunidade, um convite impossível de recusar e estou feliz. Não vejo a hora de chegar esse dia”.

Em outro momento da entrevista, Hernán conta como tudo começou: “Darío Lopérfido nos contatou, conversamos sobre as opções de apresentações e começamos a trabalhar. Depois ele saiu do Colón, e o projeto não deu em nada, mas eu já tinha a programação na cabeça, com Oliverio Sofía e Paul Baunder [produtores que trabalham com Hernán], e já havíamos avançado. Então em meados do ano passado, Gerardo Gardelín, o diretor da orquestra, nos contou sobre a possibilidade de participar do festival Únicos, um contexto bastante lógico para nós. Então seguimos: por um lado, Gerardo fazendo as versões sinfônicas de todas as canções, e Oliverio, Baunder e eu com as versões eletrônicas. Tudo ia e voltava constantemente”.

Vale lembrar que após as cinco mortes durante o festival Time Warp, em Buenos Aires, em que foi declarado que houve negligencia por parte dos organizadores pela superlotação e poucos espaços para descanso e hidratação, o governo da cidade, fortemente pressionado pela grande mídia, resolveu cancelar todos os alvarás para grandes festivais. Eventos importantes para a economia, como o tradicional Creamfields, não foram mais realizados desde então. De certa forma, apenas três anos depois de sofrer uma grande discriminação, a música eletrônica parece estar dando a volta por cima.

Chegar com tamanha representatividade em um palco tão importante culturalmente é um passo enorme para fazer a mídia e o poder público começarem a ter um olhar diferente sobre o gênero. Todo o respaldo da carreira exemplar de Hernán em mais de 30 anos, sendo o maior DJ que a America do Sul já produziu, ajuda a tudo convergir para anos de maior integração e evolução da cena pioneira da cidade e do país. Hernán, desde os 15 anos de idade, fez sua escolha. Foi o primeiro DJ sul-americano a se tornar verdadeiramente global, e hoje continua a quebrar barreiras que pareciam inatingíveis — só poderia ser ele.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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