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Entrevista exclusiva com Öwnboss, projeto em ascensão na cena eletrônica brasileira

Entrevista exclusiva com Öwnboss, projeto em ascensão na cena eletrônica brasileira

O duo curitibano Öwnboss, integrado por Mario Camargo e Eduardo Zaniolo, concedeu uma entrevista à Phouse, e falou sobre o início do projeto, como adquiriu espaço na cena e lançamentos de sucesso. Contou sobre o suporte de nomes como Bruno Be e Vintage Culture, planos para este ano e muitas outras curiosidades.

Os rapazes, que decidiram se mudar de Florianópolis para o Rio de Janeiro logo no início do projeto, deixando familiares e amigos sem entender o que estava acontecendo, hoje têm o suporte da Plusnetwork e Division Management, e já tocaram nos principais clubs do país, como Maori, Anzu e Green Valley.

Um nome que acreditou em seu potencial, Öwnboss deu seus primeiros passos na indústria criativa sem dinheiro para marketing, e hoje conta os frutos que conquistou com seu trabalho, como tocar no mesmo palco que DJs como Afrojack, Illusionize e Kungs.

Na entrevista, o projeto também revela ter muitas novidades chegando neste ano, como lançamentos por selos gringos, colaborações com artistas nacionais e muitas músicas originais. Confira!

Como vocês se conheceram e de onde surgiu a ideia de montar o projeto Öwnboss?

Então, é uma história que aconteceu muito rápida. Já nos conhecíamos de vista, pois frequentávamos as mesmas festas em Santa Catarina, porém não nos falávamos muito e mal sabíamos algo sobre a vida um do outro. O engraçado é que a gente foi se conhecer mesmo e criar essa sintonia, que temos de verdade até hoje, em um after na casa de um amigo em comum. Ficamos a manhã inteira conversando sobre objetivos de vida, sonhos, planos, e resolvemos da noite pro dia nos mudar de Florianópolis para o Rio de Janeiro, para montar uma empresa pra prestar serviços no ramo de entretenimento, já visando alavancar o projeto e começar a tocar à medida que a empresa e a nossa inserção no meio fosse crescendo – na época seria a forma mais rápida e fácil de se infiltrar na cena, porém não foi bem assim que aconteceu (risos). 

Mais ou menos uns 14 dias depois dessa nossa conversa, já tínhamos nos mudado para o Rio, largando tudo sem pensar muito, e daí, então, surgiu o nome pro nosso projeto Öwnboss (próprio chefe), que significa apesar de na época a gente ter uma condição segura com a nossa família, nossos empregos, algumas gigs na região, escolhemos sair da nossa zona de conforto para fazer algo maior e ir em busca da vida que queríamos.

Logo no começo dessa mudança pro Rio, nossos amigos próximos e familiares mal entendiam o que estava acontecendo, pois foi algo bem repentino. Mas a gente sentiu que era a hora de fazer e até hoje moramos aqui. Largamos tudo e seguimos em busca dos nossos objetivos através da música. Basicamente, tudo o que fazemos está relacionado à música. 

Vocês começaram o projeto apenas como DJs, tocando em festas. Após isso, passaram aproximadamente seis meses focando em produção musical. Explica para nós como foi esse processo. Vocês já produziam algo antes de iniciar o projeto ou aprendeu tudo nesse curto período?

O projeto iniciou apenas como DJ. Tocávamos antes em outros projetos e sempre tivemos a curiosidade em aprender a produzir música eletrônica. Durante toda a nossa criação, sempre buscamos informações, como fazer cursos on-line. Porém, imaginávamos que iriamos atingir um nível bom em produção com o projeto rolando. Não foi o que aconteceu. Faltou um pouco de experiência e até estrutura no começo para se aprofundar ainda mais em produção. 

Com o passar do tempo, percebemos que estava difícil conseguir datas e ficou nítido que precisávamos parar o projeto para focar em produção. Independentemente do tempo que demorasse pra gente se sentir seguros e começar a lançar nossas próprias músicas, iríamos continuar se dedicando a ela. Após isso, aí sim retomaríamos o projeto com tudo para chegar onde desejávamos. 

Nesse período de 6 meses, além de respirar produção musical 24 horas por dia, contamos com ajuda de alguns amigos. Fizemos algumas viagens estratégicas para passar algumas semanas com alguns produtores de nome e contamos com a grande ajuda do DJ e produtor Bruno Be, que acreditou em nosso potencial e abriu as portas do estúdio dele, sendo um atalho muito importante nesse processo para que tudo ocorresse da forma como ocorreu.

Hoje, temos um estúdio com ele, então a evolução é constante, sem falar que foi surpreendente ver um cara autodidata como o Bruno Be nos passar esse atalho realmente por acreditar em nós. Temos muito a agradecer a ele.

Em dois anos de projeto, vocês se apresentaram frequentemente pelos principais clubs do país, ao exemplo do Maori, Anzu e Green Valley. Qual o principal fator que vocês consideram essencial para tantas gigs realizadas em um período considerado curto? Seria trabalho de marketing? Agenciamento? Lançamento de músicas?

 Acreditamos que foi um conjunto de coisas na nossa vida. Quanto no Ownboss, sempre soubemos onde queríamos chegar, e foi incrível que mesmo sem saber ao certo como iríamos alcançar nosso objetivo, muitas portas foram se abrindo sem a gente imaginar. Acreditamos que a força de pensamento e trabalho foram as principais chaves. Algumas coisas aconteceram porque persistimos até conseguir e outras ocorreram de forma mágica.

A primeira track que lançamos atingiu 5 milhões de visualizações no YouTube, e isso deu um levante bom em nosso nome. Naquela época, nem na melhor das hipóteses imaginaríamos que nossa primeira track iria repercutir tanto (lembrando que sempre estávamos sem dinheiro para investir em marketing, então foi incrível como aconteceu).

Nossa segunda música lançada teve suporte do Kungs, sem a gente nunca ter tido contato com ele. Mal conseguimos postar ela no SoundCloud por problemas com direitos autorais. Foi algo incrível ver que ela sempre estava entre as listas das músicas tocadas em seus sets. Começamos a receber várias mensagens de gringos pedindo ela. Inclusive ficamos sabendo que ela estava tocando em rádios nos EUA e na Europa.

Logo em seguida, veio nossa terceira track, que ficou conhecida em um vídeo postado no Instagram, e teve suporte do Vintage Culture e outros artistas nacionais. Assim foi o início da nossa caminhada.

A partir desses momentos, as pessoas começaram a nos olhar com outros olhos. Os contratantes que nos conheciam começaram a abrir as portas, e a proporção começou a crescer junto com lançamentos de outras tracks. A partir disso, conseguimos chegar aos grandes clubes.

No carnaval, vocês fizeram uma boa maratona de shows, passando pelo camarote CarnaUol, na Sapucai, tocando ao lado do Kungs; logo após tocaram na Anzu, com Illusionize; e encerraram no Maori Beach Club, com Afrojack. Como foi essa experiência de ter tocado nesses grandes eventos, ainda mais ao lado desses grandes artistas? 

Foi a realização de todo um trabalho que vem sendo feito a um bom tempo. Viajar e tocar nos lugares que tocamos foi para lavar a alma. Realmente foi gratificante e nos deixou ainda mais motivados para trabalhar. Passamos muito tempo sonhando e imaginando como seria ter uma sequência de datas importantes. Só podemos falar que queremos muito mais e estamos trabalhando para isso a todo vapor.

Por falar em conquistas, vocês recentemente entraram para a Plusnetwork e Division Management. Falem um pouco sobre o que isso representa para a carreira de vocês.

A entrada para uma agência de ponta sempre foi o primeiro objetivo, visto por nós como um grande passo para o nosso projeto. A nossa caminhada com o Öwnboss nunca foi fácil, e quando recebemos o convite para trabalhar com o suporte da Plusnetwork, que é uma das maiores agências da América Latina, e ter todo um trabalho de management feito pela Division, que alavancou vários artistas na cena nacional e internacional, foi algo incrível. Costumamos dizer que nós damos pequenos largos passos, e com certeza esse foi um desses.

Vocês têm lançado diversas tracks nos últimos tempos, algumas delas com alguns dos maiores nomes do cenário nacional, como Bruno Be e Vintage Culture. Conte um pouco sobre essas parcerias e o que elas representam para o projeto Öwnboss.

Ver o seu trabalho ser valorizado por artistas de ponta e maiores que a gente é sensacional. O melhor é que tudo foi acontecendo de forma natural. Acompanhamos o Bruno Be muito antes de idealizar nosso projeto e assistimos todo o crescimento do Vintage Culture, que inclusive foi um dos artistas que mais nos motivaram a seguir em frente por conta de suas músicas que transformaram o cenário nacional. Depois de um ano do projeto ter músicas com ambos, constatamos que isso foi mais um grande passo nessa trajetória e mais uma realização para o projeto. Com certeza vem muito mais por aí.

Dentre todos os lugares que vocês tocaram, qual vocês mais gostariam de voltar?

Acho que todos os lugares onde tocamos deixaram uma marca em nós muito grande, desde o início do projeto até agora. Nossas últimas gigs, que tomaram proporções maiores, nos deixaram sentimento bom de realização. Em toda a nossa caminhada, passamos por tantos lugares irados que é difícil responder qual foi o melhor. Adoraríamos voltar em todas e fazer tudo de novo (risos)!

Mas com certeza os réveillons da Green Valley, Maori e Anzu foram os lugares que mais nos fizeram felizes. Esperamos voltar a tocar nesses espaços com certeza. Temos uma lista dos lugares que queremos voltar e outra que ainda queremos tocar. Incrivelmente, o Brasil está cheio de super clubes e isso é muito bom.

Quais são os planos para 2017? Mais lançamentos? Álbum? O que podemos esperar?

Para 2017, estamos nos estruturando, terminando nosso novo estúdio, estudando e planejando amadurecimento do nosso som. Fizemos um ano de 2016 de muitos remixes e bootlegs e em 2017 queremos começar a lançar nossas músicas próprias, que com certeza irão levar nosso projeto a um outro nível. Independentemente do gênero, temos muita história musical dentro de nós para mostrar, e agora em 2017 nos sentimos preparados para criar novas melodias.

Acreditamos também que o mercado precisa de coisas novas e estamos atrás disso incansavelmente, por isso estamos demorando um pouco para lançar nosso primeiro EP.

Para 2017, esperem nosso nome cada vez mais presente na cena, pelo menos é o que esperamos (risos). Temos alguns lançamentos por selos gringos já encaminhados, algumas tracks originais engatilhadas e outras collabs com artistas nacionais, que com certeza irão dar orgulho ao público que nos acompanha. 

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