Esta menina que TATUOU o logo do Vintage Culture nos deu 2 lições de Marketing para DJs

Uma das coisas mais legais de ser DJ é poder tocar a vida das pessoas com a música e a arte.

Pensa nos artistas que você mais ama: o que eles significam para você? Alguns deles marcaram sua vida para sempre, não é verdade?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ...

Agora imagina você, com seu trabalho, ter este mesmo tipo de significado nas vidas de milhares de pessoas. É algo realmente incrível !

O problema é que atingir este nível de impacto não é tarefa fácil:

  • Mesmo para quem tem muito talento musical;
  • Mesmo para quem tem preparo técnico;
  • Mesmo para quem é bem relacionado;
  • Mesmo para quem tem bom marketing;
  • Mesmo para quem tem muitas oportunidades de exposição.

Vou reforçar: mesmo quem tem tudo isso que acabei de citar (incluindo talento musical) pode não causar um grande impacto nas vidas das pessoas CASO esqueça de 2 ensinamentos fundamentais.

Estes 2 ensinamentos estão implícitos no post desta menina que, de tão fã, TATUOU o logo do Vintage Culture em seu braço.

(Aviso importante: não importa se você curte ou não o Vintage. Este exemplo não se trata de gosto pessoal, é só um exemplo de como um fã vê o seu ídolo — e como você pode buscar recriar este tipo de impacto no SEU público. Se aplica a qualquer tipo de artista).

Leia cada palavra:

Ensinamento #1: No fim das contas, o que realmente importa para o público são as EMOÇÕES e os BONS MOMENTOS que o artista proporciona.

Repare nas palavras da Bruna:

  • “… que me proporciona os melhores SENTIMENTOS em cada show”;
  • “… é um misto de EMOÇÕES e ALEGRIAS”.

Note que:

  • Ela não liga se o Vintage toca com Vinil, CD, Pendrive ou Laptop;
  • Não importa pra ela se o rótulo é de “comercial”, “underground” ou o que for;
  • Ela não liga se o Vintage usa sync ou não (talvez nem saiba o que é isso);
  • Não liga se o artista favorito dela faz muito marketing ou pouco marketing;
  • Ela não liga se a técnica de mixagem é assim ou assado;
  • Não liga se as produções usam ou não samples de músicas antigas, se tem ou não loops de sample packs (provavelmente ela nem sabe o que é isso também); Etc, etc, etc.

Tudo isso é conversa de DJ.

Para o público que não é DJ, só existem 2 tipos de DJs: aqueles que proporcionam emoções e bons momentos e aqueles que não.

Todo o resto são apenas MEIOS para atingir este fim.

Agora uma ressalva (antes que você comece a me jogar tomate hehe): sim, nem todos os públicos são iguais. E este é o X da questão que pouca gente entende!

Talvez você seja como a Bruna e curta muito o trabalho do Vintage. Mas talvez você curta algo totalmente diferente e este DJ não te represente. E está tudo bem!

Se este for o caso, para você outro tipo de artista proporciona emoções e bons momentos.

Mas, no fim das contas, os DJs/Produtores que você ama são sempre aqueles que fazem você dizer “que noite!”, “que sonzeira!”. São sempre aqueles que fazem você se sentir bem, independente dos meios utilizados para isso.

Muitos DJs/Produtores tem oportunidades, visibilidade e até muito talento, mas não conseguem criar uma conexão mais profunda com o público pois vivem no alto de seus próprios egos.

Quando vão tocar, eles querem “dar uma aula”. Proporcionar uma boa experiência ao público, para eles, é secundário. A experiência deles próprios é mais importante que a do público.

Já aconteceu de você ir numa festa, pagar um ingresso caro só pra ver um DJ que está cagando pra pista?

Pois é…. eu também! E, inevitavelmente, transferimos esta experiência ruim para o DJ que a causou. “Que set de merda que o Fulano fez, PQP!”.

Se você entender que seu trabalho é proporcionar emoções e bons momentos AO SEU PÚBLICO (seja ele quem for), você vence.

Nunca, jamais suba no palco sem a intenção de proporcionar o melhor momento possível para aquelas pessoas que estão à sua frente.

Ensinamento #2: as pessoas não gostam apenas de seu trabalho. Elas gostam de VOCÊ!

Se o seu trabalho for ótimo mas você for um babaca, você perde.

Repare, novamente, nas frases da Bruna:

  • “Quando mostrei a tatuagem para você (…) o que me foi dito, o carinho e agradecimento que você demonstrou, só me mostrou que SOU FÃ DA PESSOA CERTA”;
  • “Tenho admiração, respeito e muito carinho pelo seu trabalho e pela sua PESSOA”;

Imagina a decepção se, ao encontrar seu ídolo Vintage Culture, o mesmo agisse com descaso? Seria um desastre e, provavelmente, ela não faria este post. Talvez até se arrependesse da tatuagem, vai saber.

É normal que nós, como seres SOCIAIS que somos, queiramos ter uma conexão pessoal com os artistas que admiramos.

Para pra pensar: você não gostaria de tomar uma ceva, comer um churrasco ou fazer uma night com o DJ/Produtor que você mais curte? Tenho certeza que sim!

E se você descobrisse que, além de talentoso, ele também é muito gente boa? Uau, sua admiração aumentaria ainda mais, não é verdade?!

Então não esqueça disso quando estiver lidando com seu público, seja pessoalmente ou pelas redes sociais. Eles querem saber que você é gente boa também. E você ganhará muitos pontos por isso!

Moral da História

Lembre-se sempre que não se trata de você. Não se trata de ser o fodão que faz e acontece. A grande estrela é e sempre será o PÚBLICO!

Todo o talento, o estudo, o preparo técnico, o networking, o marketing e as oportunidades de exposição não resultarão em fãs verdadeiros se você não proporcionar a eles EMOÇÕES, BONS MOMENTOS e CONEXÃO.

Enquanto você estiver conseguindo proporcionar isso, sua carreira estará crescendo.

Parece que o Vintage aprendeu isso muito cedo e não é à toa que ele chegou onde está.

Mas lembre-se: a mesma lógica se aplica a qualquer DJ/Produtor, de qualquer estilo, em qualquer lugar do mundo.

Curtiu este post? Teve alguma sacada legal?

Vamos continuar este papo nos comentários abaixo! Vou participar pessoalmente do bate-papo. ;)

Deixe um comentário

No Comments Yet

Comments are closed