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Hernan Cattaneo exclusivo para Phouse: Matéria + Entrevista

Jonas Fachi

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Antes de desembarcar no Brasil para mais uma apresentação exclusiva, o ‘’El Maestro’’ nos concedeu uma entrevista muito especial em meio a sua intensa agenda de shows pelo verão do hemisfério norte. E a Phouse aproveitou para dar uma pincelada na história do Argentino que através de seu talento único e um amor incansável pela musica, o levou de um DJ em um continente pouco expressivo nos anos 90, para uma lenda da música eletrônica em todo mundo.

Depois de algumas trocas de e-mail Hernan conseguiu um tempinho em meio a um dos meses mais intensos do ano, chegando a apresentar-se 6 festas em 10 dias por 4 países diferentes. Ele gentilmente pediu um tempo para responder, pois estava tocando quase todos os dias e gosta de fazer as coisas com calma. Bem, é por ai que podemos começar a entender porque ele é tão admirado e possui uma base de fãs invejável por todos os lugares, pessoas que realmente acompanham sua carreira, colecionam discos, fazem camisas ou faixas em homenagem, tudo como uma forma única de agradecer. E nesta matéria você vai entender o porque.

Na entrevista ele nos conta sobre sua admiração pela cultura Japonesa, a preparação para criar seus sets longos, curiosidades sobre o festival Burning Man, e claro, o seu relacionamento singular com a pista do Warung Beach Club.

Hernan Cattaneo cresceu em Buenos Aires ouvindo bandas como Pink Floyd, Simply Red, Level 42, Depeche Mode e New Order, e na metade dos anos 80 começou a ter contato com o movimento em torno da House Music de Chicago após um amigo trazer alguns discos de vinyl de lá.  Frankie Knuckles viria mais tarde a ser a sua maior referencia, somando a outros artistas como Derrick May e Inner City, que combinavam a energia da música eletrônica européia com o soul da música americana.

No inicio dos anos 90, seu empresário Martin Gontad, acreditando no seu potencial em ser o primeiro DJ Sul-Americano a tornar-se mundialmente famoso, o levou a residência do clubland Pacha de Buenos Aires, que já trazia alguns dos principais nomes internacionais da época. Entre 1998 e 1999, Paul Oakenfold é quem convida Hernan para sua tour mundial com grandes shows pelos EUA, onde inclusive foram os primeiros Djs a tocarem em um estádio de futebol, também fez a ponte entre Hernan e a industria fonográfica do Reino Unido, o convidando para lançar uma compilação chamada ”South America”por sua Label Pefecto, no mesmo período muda-se para Londres onde começa a rodar os 4 continentes e de fato se consolida como um artista internacional. Os 5 anos seguintes talvez tenham sido os mais intensos da sua carreira, inicia residência no club Cream de Ibiza e Liverpool, além de  receber horários nobres nos principais festivais do velho continente, como Creamfields e Dance Valley. Cattaneo termina o ano de 2004 em sexto lugar no ranking da DJMAG e ainda lança pela Renaissance o seu primeiro de cinco, Masters Series. No ano seguinte, lançou Master Series – Volume 2 e promoveu o álbum dividindo o palco com artistas renomados como Chemical Brothers, The Prodigy, Coldplay, Nine Inch, e Kasabian.   

É interessante notar que a partir desse momento ele começa a cada vez mais mergulhar em sonoridades profundas e introspectivas, dando sinais do caminho que encontrou para tornar-se um dos poucos artistas que podem se vangloriar de ter um mundo só seu dentro de todo cenário eletrônico. Sua preferência em tocar sets de 4  a 8 horas em média o fez se reconhecido pela forma que conduz a pista de dança, mantendo-se fiel ao estilo que acredita ao longo dos  mais de 30 anos de carreira, que somados a um profissionalismo, humildade, respeito e entrega ao publico, fez despertar olhares reluzentes em todos os lugares que passou. Ele sempre deixou claro que sua alma é de DJ, ainda assim algumas das suas produções atravessam o tempo sendo relembradas como verdadeiros clássicos, remixes como ‘’For the time Being’’ de Phonique e ‘’ Closer To me’’ de Chab, além de produções próprias como Cripsis e Teleport possuem fortes traços da sua personalidade.

Sua ultima compilação pela Balance Series em 2014, foi descrita como um resgate a cultura progressiva, porem seu estilo nunca se limitou a um nome, ele encontra inspiração em variadas linhas, assim como incrivelmente conseguiu compilar e editar musicas de artistas como Boards Of Canada, Moderat, Mano Le Tough, Guy J e Gui Boratto, em um mesmo mix, o trabalho, que é dividido em dois Cds elaborados meticulosamente, foi  eleito o melhor do ano pela Pulse Radio.

Hernan sempre pareceu flutuar sobre o palco e observar de outra perspectiva o que cada pessoa precisava para entregar sua alma ao final de cada noite.

Dia 5 de setembro, com warm-up de um dos mais talentosos Dj’s que o Brasil produziu nos ultimos anos, Danee, o Mestre retorna ao Warung Beach Club, um dos seus locais favoritos (se não o mais), onde tudo estará lá,  a atmosfera melódica e soturna, a construção progressiva do set com transições pulsantes e envolventes, e claro, a mistura quente e emocional de Brasileiros e Argentinos em um balanço único, para celebrar outra vez a noite mais clássica do ano.

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Nota do autor: Agradecimento especial a Gustavo Caon Loeff pela colaboração imprescindível nesta entrevista.

Você vai chegar ao Brasil logo após se apresentar em um dos festivais mais comentados dos ultimos anos, o Burning Man, no deserto de Nevada. Sendo convidado para tocar todos os anos, como você vê o crescimento do evento? Conte-nos uma curiosidade sobre o festival.

Hoje o festival é muito diferente quando comparado à minha primeira visita 15 anos atrás. Com certeza há um número maior de pessoas indo ao festival e as produções cresceram, mas o espírito ainda é o mesmo, e é isso que torna o BM tão especial e único.

É provavelmente o festival mais interessante do mundo, mas não é um evento musical, e sim uma fusão de arte e liberdade de expressão, cheia de pessoas incríveis, artistas e músicos de todos os cantos do planeta. Ir ao BM é definitivamente um DEVER para todos em algum ponto de suas vidas.

O seu mais recente álbum Balance 026 Compilation Series foi aclamado pelos críticos, reunindo muitos grandes artistas no mesmo mix. Montar um grande álbum como esse requer muito tempo e trabalho duro, no entanto, como estão os preparativos para o próximo?

Estou muito satisfeito com as reações ao Balance. Sempre colocamos muito amor e trabalho em todas as compilações e, a melhor recompensa é ouvir feedbacks positivos das pessoas ao redor do mundo. Estamos trabalhando agora na compilação SudBeats 3 e no início do próximo ano começarei os trabalhos do meu novo álbum.

Sabemos que o Japão é um dos seus países favortivos como dj, possuem uma cultura muito diferente que combina hábitos tradicionais e contemporâneos. Em Tóquio 2008, você tocou na festa de encerramento do club Yellow, um de seus mais famosos longsets. Qual era o sentimento daquela noite, e o que Ocidente precisa aprender com o Oriente?

Oh Japão…

Eu amo Japão em todos os sentidos, não apenas como um dj. Definitivamente a cultura mais interessante que eu conheço; a comida, as artes, as roupas, as lojas, o espírito japonês e, ainda, o conhecimento musical faz com que seja ótimo tocar para o  público de lá. Eles sabem do que gostam, e levam as festas muito a sério. Os bons clubes underground são como uma instituição de boa música.

Eu recomendo à todos, fã de música ou não, para que visitem o Japão pelo menos uma vez na vida. Foi uma das experiências mais ricas em minha longa carreira de viagens pelo mundo e, todos os conhecidos que foram tiveram praticamente o mesmo impacto.

Na minha opinião, o club Yellow era sem dúvidas o melhor pequeno clube do mundo e um dos favoritos para muitos djs de todo o mundo.

O lugar era perfeito para marathon sets, havia um sistema de som incrivelmente bom, uma cabine de dj com melhores monitores de audio e um público sensacional. Tudo isso em uma pista totalmente escura, onde não sabíamos se eram 3 da manhã ou 3 da tarde! Você simplesmente continuava tocando e o público dançando, pois não havia limite de tempo para o club fechar. O Yellow foi como uma universidade para clubbers profissionais. Me apaixonei pelo club quando fui tocar pela primeira vez em dezembro de 2001 e voltava todos os anos, até que, infelizmente foi fechado.

A música eletrônica no Brasil move milhares de reais anualmente, e recentemente,  nosso país tem recebido alguns dos maiores festivais de música do mundo. Como você vê o crescimento da cena eletrônica na América do Sul?

A cena sul-americana tem crescido sem parar desde as primeiras edições da Creamfields na Argentina e Skol Beats no Brasil.  Agora temos os melhores djs do mundo tocando toda semana e alguns dos melhores clubs e eventos, como o Warung e a Moonpark. Sem mencionar os grandes djs e produtores que escolhem nosso continente como o seu favorito.

Neste ano você voltou à Ibiza para a SoundGarden, festa assinada pelo seu amigo de longa data Nick Warren. A ilha ainda é indispensável na carreira de um artista?

Voltar não é mais indispensável para mim, mas ainda é muito divertido e um ótimo lugar para se visitar e tocar. Ibiza é perfeito no início da carreira de um dj, quando você precisa que todo mundo lhe conheça e escute em uma temporada de verão. Acabei de tocar em duas festas SoundGarden com Nick Warren & Guy J e realmente gostei muito.

Sua gravadora SudBeat ajudou a lançar muitos produtores em países como Argentina e Israel. Algum produtor novo para ficarmos de olho? Quais são os planos para a SudBeat no segundo semestre de 2015?

Iremos lançar nossa nova compilação chamada SubBeats 3, uma coleção com mais de 30 faixas, a maioria de novos produtores de todos os cantos do planeta, Esse é o significado de quem somos como label, descobrir e projetar novos produtores.

Recentemente, o clube inglês Ministry of Sound, recebeu um showcase da Sudbeat, em  uma de suas noites mais famosas, chamada The Gallery. Como foi? Podemos esperar uma tour de seu label em outros clubes ao redor do mundo?

Foi maravilhoso. Tivemos um line up de alto nível, incluindo muitos artistas SudBeat como Guy Mantzur, Dave Seaman, King Unique, Cid Inc, Darin Epsilon e Graziano Raffa. A MOS estava cheia desde o começo da festa e foi um momento muito especial. Estamos planejando mais eventos, o próximo será o ADE show no Panamá Club em Amsterdam juntamente com a HopeRecordings, incluindo um b2b com Nick Warren e eu, Eelke Kleijn, Graziano Raffa e mais artistas a serem confirmados.

Durante sua carreira, voce conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo proporcionando uma experiência única através de longsets. Como é sua preparação para essas noites, e qual é o segredo para manter as pessoas conectadas por tantas horas?

Eu amo música, amo de verdade, então quanto mais tempo eu toco melhor para mim, especialmente quando você está em um club com o público e soundsystem corretos. Como dj você sempre está ouvindo música nova para adicionar à sua coleção, portanto você está sempre preparado musicalmente para longas horas. Claro que é muito importante conhecer os seus discos muito bem para mixar e programar corretamente para obter o melhor deles e do público

Falando agora sobre Warung, após sua última apresentação em que você postou em sua fan page uma brincadeira dizendo: “We may be big rivals in football, but when it comes to music it seems like we are brothers”. Sabemos que um grande número de argentinos e pessoas de outro país viajam para conhecer o Templo. É esta mistura de pessoas de diferentes culturas, que ajudaram a tornar o clube um dos lugares mais inspiradores para tocar?

Há muitos elementos que fazem com que o Warung seja chamado de Templo. A localização, a arquitetura, o clima, o público, o soundsystem, os djs de abertura… 

Tudo é faz com que você queira dar o seu melhor todas as vezes. Originalmente era apenas para os brasileiros e, ultimamente, recebe um público internacional mais amplo. É sempre fantástico e estou honrado por ter tocado lá tantas vezes!

No final de seus sets, você revive os clássicos tocando músicas especiais e remixes de bandas famosas, como Underworld, Depeche Mode e Unkle. Uma dessas faixas foi remix maravilhoso de Blue Foundation Sweep em seu último set no Warung. Podemos esperar algo especial para este show?

O nascer do sol no Warung é sempre um momento de alta carga emocional e eu gosto de tocar música especial para público, sempre tento encontrar algo que vai fazer a pista ficar arrepiada!

Para fechar, quando viveu em Barcelona, você gostava de ir ao Camp Nou para assistir aos jogos do Barça, certo? O que você acha sobre o trio MSN?

Eu amo o futebol e, claro, gosto muito do Barcelona. Messi, Suarez & Ney fazem a combinação perfeita e já são ataque mais bem sucedido no clube.

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URGENTE: Avicii morre aos 28 anos

Phouse Staff

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Foto: Reprodução
Produtor foi encontrado morto em Omã nesta sexta-feira

É com grande pesar que informamos que o DJ e produtor Tim Bergling, o Avicii, foi encontrado morto nesta sexta-feira (20). Tim tinha 28 anos e estava em Mascate, capital do Omã, no Oriente Médio. As causas ainda não foram reveladas.

Diana Baron, relações públicas do artista, confirmou a notícia em comunicado à imprensa: “É com extremo lamento que anunciamos a perda de Tim Bergling, também conhecido como Avicii. Ele foi encontrado morto em Mascate, Omã, nesta tarde de sexta-feira, 20 de abril, no horário local. A família está devastada e pedimos a todos que por favor respeitem a necessidade de privacidade deles nesse momento difícil. Nenhum novo comunicado será emitido”.

 

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Review

Primeiro D-EDGE Festival foi sucesso de ponta a ponta

Luckas Wagg

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Review D-EDGE Festival
Foto: Image Dealers/Reprodução
Evento paulistano brilhou em lineup, estrutura e organização

Aconteceu nesse último sábado, no complexo do estádio do Canindé, em São Paulo, a primeira edição do D-EDGE Festival, que nasceu para celebrar os 18 anos de um dos mais emblemáticos clubs da América Latina.

Com um lineup pesadíssimo, recheado de ícones do calibre de Stephan Bodzin, Butch, BLANCAh, Giorgia Angiuli, Gui Boratto e o anfitrião Renato Ratier, o festival rolou por 24 horas e reuniu 70 artistas (22 internacionais e 48 nacionais) divididos em seis palcos.

Palco RAWW X ROOM; Foto: Image Dealers/Reprodução

Logo que entrei, me deparei com uma estrutura familiar, que, por causa do formato de tenda e com o palco RAWW X ROOM bem ao lado, lembrava o Warung Day Festival — que por sinal, pertence também ao Grupo D-EDGE e rolou em Curitiba no mesmo dia. Tudo parecia sob controle da produção, muito bem planejado e executado. Não tivemos muita fila, grandes problemas e nem muito do que reclamar. A chuva que caiu na capital paulista poderia ter gerado uma situação de maior desconforto, mas como quase todas as áreas tinham cobertura, ela não chegou a atrapalhar.

O grande “problema” do festival foi exatamente encarar os dilemas de qual palco ficar em cada momento, pois em todos eles foram escalados artistas de responsa. Pra aproveitar bem e tentar ver o máximo de atrações possível, decidi me forçar a quebrar o protocolo e sair de palco em palco para assistir ao set de alguns nomes indispensáveis, como Bodzin, Marky, BLANCAh, Butch, Renato Ratier, Wilian Kraupp, Gui Boratto, Slam e o trio Mau Mau, Renato Cohen e Anderson Noise, que se apresentaram juntos, tornando aquela noite ainda mais histórica.

Stephan Bodzin; Foto: Image Dealers/Reprodução

É difícil avaliar cada um dos 70 artistas (ou mesmo os cerca de dez que consegui ver com calma), e é quase impossível dizer qual foi o melhor set da noite. Mesmo assim, arrisco em destacar as apresentações de Stephan Bodzin, Butch, Marky e o próprio Ratier, que dominou a pista pra valer e foi o responsável por encerrá-la logo pela manhã. Bodzin mandou um live incrível, que abusou de muita melodia — algo que gosto muito. O palco principal ficou pequeno para ver o alemão.

Após o fechamento do mainstage, quem roubou a cena foi ela, BLANCAh. A produtora catarinense se apresentou por volta das 10h no palco All My God, que teve uma sequencia pedrada com Trikk, Lee Burridge e Mdme até o seu encerramento, às 16h. Nem mesmo a chuva que caiu durante o dia inteiro conseguiu acalmar os ânimos do amantes da techneira, que encheram a pistinha do início ao fim.

Renato Ratier; Foto: Image Dealers/Reprodução

De modo geral, deu pra perceber que o festival lotou e o público parece ter curtido muito a experiência. Os comentários que ouvi foram todos positivos, em tom até de surpresa com a qualidade da produção do evento. Em sua primeira edição, podemos dizer que o festival mostrou a singularidade da marca D-EDGE, entregando ao público o que há de melhor no quesito de som, imagem e ambiência.

Se conseguir repetir a partir de agora, ano a ano, um evento desse mesmo nível, o D-EDGE Festival tem tudo para se consolidar como mais uma belíssima opção de festivais 100% made in Brazil, ao lado de expoentes mais antigos, como a XXXPERIENCE, o Universo Paralello e o próprio Warung Day. Talvez estejamos diante de um novo quadro que vem se desenhando lentamente nos últimos tempos: um em que, por mais que tenhamos ótimas versões brasileiras de cases de sucesso internacional — como Ultra, Dekmantel e DGTL —, mostramos que nosso país também tem condições de construir, cada vez mais, seus próprios festivais classe A.

Que o D-EDGE Festival siga nessa trilha de sucesso, proporcionando grandes experiências e incentivando outros players do mercado a se aventurarem no caminho.

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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Notícia

EXCLUSIVO: Nova edição do Ultra Brasil deve ser anunciada em breve

Phouse Staff

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Ultra Brasil São Paulo
Festival terá 12 horas de duração e três palcos

Pequenos detalhes ainda seguram o anúncio oficial do Ultra Brasil 2018, que deixa o Rio de Janeiro e volta para São Paulo neste ano. A Phouse apurou que uma reunião recente em Miami deixou tudo bem alinhado. O festival deve acontecer no dia 29 de setembro (sábado), no Autódromo de Interlagos, do meio-dia à meia-noite, em três palcos: Mainstage, RESISTANCE e Local — palco destinado a talentos brasileiros, normalmente focando em um gênero específico.

O anúncio deve sair nos próximos dias.

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