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Em nova edição, a LEEDS brilha e dá mais um passo para se consolidar em SP

Júlia Gardel

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O Canindé, famoso estádio da Portuguesa, mais uma vez foi palco de uma das grandes festas de São Paulo, recebendo a LEEDS — O Colapso!

* Fotos por Fernando Sigma (Sigma F)

A festa que causou ansiedade desde o seu primeiro dia de divulgação — a edição “O Colapso”, da LEEDS — encheu todo o Village Canindé para receber no último dia 22 o que podemos chamar de um lineup extraordinário: com dois palcos, tivemos Adriatique em um long set de quatro horas, Danny Daze, Gabriel Moraes, Eli Iwasa, Renato Cohen, Leo Scarpa, Zopelar, em seu live set, Vini Pistori, Joyce Muniz e o residente e sócio-proprietário da LAUD, o Guss.

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O ambiente estava incrível e o visual foi bem florestal, principalmente na decoração de palco; tudo colaborou para um clima diversificado. O que fez falta foram os leds, uma parte bem conceitual da festa, e que muitos sentiram falta. A pista Blackyard foi na parte interna do estádio do Canindé, e apesar de uma produção bem simples, não deixou a desejar pelo visual e pelos sets que ali foram executados.

A imagem pode conter: noite

Começando pelo Gabriel Moraes, podemos dizer que ele fez um espetáculo: um set envolvente e dançante, num warmup de respeito. O remix do H.O.S.H. para “Keep Control”, do Sono, e “Glutes”, de Patrice Baümel, levaram a pista à loucura. O duo Adriatique reinou durante suas quatro horas de set na maior naturalidade. Não se esperava nada menos do que o verdadeiro show que deram — um set misterioso, intenso e extremamente fascinante, que fez cada um na pista sentir-se imerso ao som. A abertura com “Space Ramp”, de The Drifter, foi uma das tracks da noite, só não mais que o remix deles de “Atlas”, do Stephan Bodzin com Marc Romboy, que encerrou a pista causando arrepios.

A imagem pode conter: 8 pessoas, pessoas sorrindo

Eli Iwasa, como sempre, fez um set impecável do começo ao fim, lotando o Blackyard. Renato Cohen botou a pista pra dançar de verdade, Danny Daze mais uma vez impressionou a todos, e Guss fez um set eletrizante, o que ajudou a entender por que muita gente ficou ali até às dez horas da manhã. As pessoas presentes também merecem destaque: a pista foi vibrante e calorosa o tempo inteiro, fundamental pra energia da festa.

“O público foi o principal; melhor pista que eu já peguei, de longe… E olha que já toquei em muitos lugares!” — Gabriel Moraes.

A organização mais uma vez se demonstrou bem feita, com atendimentos rápidos de bar, um espaço adequado para o tamanho de público, palcos sem interferência sonora, disponibilização de comida através de food trucks, uma bela escolha do lineup e, principalmente, com o sistema de som impecável.

Método na loucura e olhos no horizonte: conheça o trabalho da LAUD

Os preços de cardápio foram padrão de festa: Budweiser a 12 reais, energético a 14, vodka a 25, gin tônica a 30, e a água estava até mais barata que o habitual, custando seis reais. E se você baixasse o aplicativo do ZigPay, a sua primeira cerveja ainda era de graça! Pela segunda vez o evento contou também com uma ativação da Absolut bem caprichada.

Aquela LEEDS do começo do ano foi histórica e difícil de ser superada, mas, ainda assim, esta edição foi de fato um colapso, com menção honrosa para a LAUD. A agência vem demonstrando cada vez mais potencial, trazendo grandes atrações internacionais quanto nacionais, e fazendo tudo de uma maneira organizada.

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Escute a mais nova “A State Of Trance Year Mix” de Armin van Buuren

Phouse Staff

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A State of Trance Year Mix
O mix retrospectivo de 2017 acaba de ser lançado pelo DJ holandês

Este foi um grande ano para Armin van Buuren. Em meio a muitos lançamentos e episódios do seu programa de rádio A State Of Trance, o cara fez um B2B com Hardwell no ADE, tocou nas pirâmides de Gizé com Aly & Fila e apresentou o show The Best Of Armin Only, um mega concerto em comemoração de seus 20 anos de carreira.

E agora que 2017 está ficando para trás, ele lançou mais um volume da sua série de mixes anual, A State Of Trance Year Mix, com as melhores faixas do ano pela Armada Music. Nomes como Ferry Corsten, Above & Beyond, deadmau5 e W&W figuram em uma retrospectiva muito positiva de um dos importantes segmentos da cena eletrônica no mundo todo.

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O lançamento é o 13º da série anual e está disponível nas plataformas digitais, mas também em um CD duplo disponível na Armada Shop. No dia 28 de dezembro, o último episódio do ASOT do ano vai tocar esse megamix de duas horas na íntegra.

Confira:

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SELVA lança seu primeiro single em português

Phouse Staff

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SELVA O Amor Existe
“O Amor Existe (meu amor)” foi lançado neste sexta, via Warner Music, com colaboração da dupla Mar Aberto

O duo SELVA está de volta com um novo single para o verão brasileiro. “O Amor Existe (meu amor)” saiu hoje pela Warner Music, junto com o videoclipe da faixa dirigido por Thiago Eva e produzido pela Bossa Nova Films.

A faixa soma as vozes do SELVA com as da dupla Mar Aberto (formada pela carioca Gabriela Luz e o paulistano Thiago Mart) em um coro que busca trazer uma mensagem positiva, mesmo que hoje em dia o mundo possa parecer mais violento e inseguro. O som é rodeado de guitarras e cai num drop com graves fortes mas mantendo um tom tropical.

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“É a nossa primeira faixa em português. Sempre tivemos vontade de fazer algo na nossa língua nativa, e o momento certo chegou! Estamos muito empolgados para mostrar esse nosso outro lado pra todo mundo”, disseram Pe Lu e Brian, em contato com a Phouse.

Confira:

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Gui Boratto homenageia pioneiro do tango em show inusitado em Paris; assista!

Flávio Lerner

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Gui Boratto Tango
Em programa da TV francesa, o músico improvisou ao lado de instrumentista letã para uma plateia que contou até com um dos “robôs” do Daft Punk

Ao lado da importante instrumentista Ksenija Sidorova — original da Letônia e integrante da Orquestra Sinfônica de Viena —, o conceituado produtor e arquiteto brasileiro Gui Boratto protagonizou uma bela homenagem a um dos criadores do tango, o argentino Astor Piazzolla.

A apresentação, em formato live, rolou em outubro, em Paris, e teve direito até a convidado de honra: um dos “robôs” do Daft Punk. “Foi lindo, até o Thomas Bangalter do Daft Punk estava lá na plateia! Foi muito foda!”, resumiu o boss da D.O.C. Records, em contato com a coluna.

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O espetáculo durou quase meia hora, e agora, com vídeo disponibilizado ontem no YouTube, podemos assistir ao show na íntegra [veja abaixo]. O próprio Gui destaca que foi ele quem escolheu trabalhar com a música do Piazzolla, pois já havia um flerte antigo com o lendário jazzista que resultou na faixa de 2011 “Soledad”, do seu terceiro álbum.

O músico admite que levou quase dois meses pra tirar as harmonias do Piazzolla e fazer os arranjos da forma que queria, pensando em como criar as harmonias para encaixar com o acordeão de Sidorova.

O projeto faz parte da segunda temporada do Variations, conteúdo exclusivo que une música eletrônica e orgânica reunindo músicos das duas áreas para homenagear ídolos do jazz — em outras ocasiões, o programa já trouxe Marc Romboy e Kenny Larkin para, ao lado de instrumentistas famosos, interpretar John Coltrane e Miles Davis, respectivamente. Além deles, Dubfire e Rebotini também já participaram.

O Variations é apresentado pela Culturebox, canal cultural da tevê francesa, e sempre gravado ao vivo na sala de espetáculos La Cigale, clube parisiense que data da belle époque, nascido em 1887. “La Cigale é um lugar cheio de história que remonta ao começo do século: já pegou fogo e foi reinaugurado nos anos 90. Pra mim, foi um prazer sem igual me apresentar nessa obra arquitetônica, acima de tudo”, concluiu o Gui Boratto, que, também como arquiteto, está sempre atento a esses detalhes.

Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna.

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