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Line-up do Tomorrowland escancara o problema: O monopólio das agências dos grandes festivais

Phouse Staff

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A divulgação do line-up completo do Tomorrowland Brasil 2016 na terça-feira dessa semana gerou enorme polêmica e descontentamento entre os fãs da dance music no país. A opinião de parte do público é que a seleção de artistas foi fraca e que a proposta de “apostar em artistas nacionais” nada mais é do que uma tentativa de mascarar a ausência de mais nomes internacionais de peso. Porém, mesmo entre os grandes nomes do Brasil, algumas ausências significativas foram notadas. A mais importante é provavelmente Vintage Culture, surpreendentemente fora do festival.

A ausência de Vintage gerou enorme repercussão e debate sobre um tema polêmico: o monopólio das agências de booking que montam o line-up dos festivais. O próprio produtor publicou um desabafo em sua página do Facebook, criticando o trabalho da agência responsável pelo booking do Tomorrowland e lamentando não poder fazer parte da festa este ano. Vintage Culture colocou também que o funcionamento desse sistema coloca em choque a meritocracia e o amor pela música, algo que ele garante compartilhar com toda a sua equipe, comprovado pelo fato de ter tocado de graça no Tomorrowland do ano passado.

Este é um assunto que já tem sido muito discutido dentro do cenários: o monopólio das agências dentro dos festivais está afastando o talento, em benefício dos contratos? O Tomorrowland não é uma exclusividade. Esta questão tem se repetido em diversos festivais Brasil afora, nos quais as agências têm todo o poder para decidir quem vai e quem não vai se apresentar, muitas vezes não exatamente ao encontro do desejo do público. Alguns podem argumentar que isso é uma excessiva capitalização da música, por vezes deixando de lado o talento.

O assunto tem divido opiniões entre figuras do cenário. Bruno Barudi, por exemplo, recorreu ao Facebook para elogiar o line-up e alertar para a hipocrisia. De fato, é provável que muitos daqueles que reclamam por ter ficado de fora de determinado festival por não pertencer à agência X, são beneficiados em outro momento, em outro festival, por serem da agência Y. Barudi ainda lembrou da crise financeira que o país atravessa, incluindo um câmbio desfavorecido que dificulta trazer nomes de fora.

Outro ponto de vista que tem sido amplamente explorado, por exemplo pelo grande DJ Memê, é de que as agências estão afinal simplesmente fazendo seu papel. Elas são as responsáveis pela curadoria do festival e ao mesmo tempo tem um arsenal de bons DJs a sua disposição, ou seja, nada mais lógico do que preencher boa parte do line-up com seus próprios nomes. O Tomorrowland pertence à SFX, assim como a Plus Talent. Como o festival é deles, neste caso não é apenas uma mera intermediação. Se trata de nada mais, nada menos do que uma visão realista e voltada ao mercado.

O que aparenta ser o mais próximo da realidade é que a maioria dos DJs se sentem incomodados com essa configuração de mercado e não poderia ter ficado mais claro que o público se sente ainda mais frustrado. No entanto, como ressaltou Memê, esse é um conceito que não está perto de acabar e como lembrou Barudi, uma hora ou outra todos são beneficiados e a maioria reclama muito e faz pouco.

No final das contas e apesar de algumas justas críticas, o line-up do Tomorrowland continua a apresentar nomes fortes como Solomun, David Guetta, Markus Schulz, Alesso, Hernan Cataneo, Afrojack, Armin Van Buuren, Loco Dice, Axwell^Ingrosso e W&W. Apesar de ficar um pouco aquém da edição anterior, ainda é um festival de primeira linha, uma honra para o país. Neste momento de crise financeira profunda, a priorização de artistas nacionais pode ser um método de fazer as contas fecharem, para que eventos desse porte possam continuar a acontecer por aqui. Sem dúvida a SFX teve um trabalho árduo para colocar em prática a edição deste ano, com um cenário tão conturbado por aqui. O melhor que temos a fazer é debater e refletir, mas sem jamais deixar a festa parar!

E você, o que pensa sobre o assunto? As agências só estão fazendo o seu papel? O público é que sai prejudicado? Compartilhe com a gente sua opinião!

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Assista ao set do testpilot, projeto de techno do deadmau5, a bordo do Holy Ship!

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testpilot
O set foi gravado e upado na íntegra no YouTube

O set mais recente do projeto techneiro do deadmau5, o testpilot, foi gravado e está disponível na íntegra no YouTube.

A discotecagem rolou a bordo do Holy Ship!, um dos maiores festivais de música eletrônica em alto mar, cuja última edição rolou entre os dias 06 e 13 de janeiro, nas águas do Oceano Atlântico.

Já o testpilot foi inaugurado por mau5 no aclamado festival de techno Movement, de Detroit, em 2017. Na ocasião, como sofreu com o mau tempo, o Rato chegou a regravar aquele seu primeiro set para a BBC Radio 01. Agora, você pode conferir mais um set do projeto paralelo de Joel Zimmerman:

+ CLIQUE AQUI para ler mais sobre techno

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Com novo single, Claptone anuncia seu segundo álbum de estúdio

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Claptone
Escute “In The Night”, o primeiro single do novo LP do conceituado produtor alemão

O DJ e produtor alemão Claptone lançou ontem o single “In The Night”, pela Different Recordings. Com a voz de Ben Duffy, a faixa fará parte de um novo álbum, chamado Fantast, previsto para 08 de junho.

O segundo LP de sua carreira — sucessor de Charmer, de 2015 — conta com participações em todas as 13 faixas, e inclue nomes como Kele Okereke, da banda inglesa Bloc Party, Zola Blood, Clap Your Hands Say Yeah e Blaenavon, entre outros.

O single lançado é um pedaço mais pop de um álbum que pretende ir mais a fundo e explorar outras sensações para além da pista de dança, como disse Claptone via assessoria de imprensa:

“Nos últimos dois anos eu tive o enorme prazer de trabalhar nesse álbum como um contraponto da vida caótica de viagens como DJ, para me perder enquanto fazia música, cair de cabeça mesmo e criar meu próprio reino de beleza. […] Encontrei belos momentos em meio ao verde, à mata, embaixo da lua, e eu quero compartilhar isso com vocês”.

O artista, que trouxe recentemente seu palco “Masquerade” em edição da Kaballah no Green Valley, também está se preparando para uma turnê nos Estados Unidos, que começa no dia 2 de fevereiro e vai até 7 de abril.

Confira a tracklist de Fantast:

  1. Birdsong (feat. Zola Blood)
  2. In The Night (feat. Ben Duffy)
  3. Under The Moon (feat. Nathan Nicholson)
  4. Stay The Night (feat. Tender)
  5. Stronger (feat. Ben Duffy)
  6. Bad Thing (feat. Jones)
  7. Wildside (feat. Matt Simons)
  8. Abyss Of Love (feat. Nathan Nicholson)
  9. La Esperanza (feat. Katie Stelmanis)
  10. A Waiting Game (feat. Nathan Nicholson)
  11. Cruising (So They Say) (feat. Kele)
  12. Animal (feat. Clap Your Hands Say Yeah)
  13. Alone (feat. Blaenavon)

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Documentário com Carl Cox e Martin Garrix será disponibilizado no Netflix

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What We Started
“What We Started” chega aos cinemas em março, e três meses depois entra no catálogo da empresa

Depois de uma première no Los Angeles Film Festival em junho, o documentário What We Started — que tem Carl Cox e Martin Garrix como protagonistas — será lançado comercialmente no dia 23 de março, em algumas salas de cinema selecionadas.

Para quem não tem a sorte de poder ver o filme nos cinemas da sua região, a boa notícia é que um tempinho depois ele também ficará disponível no catálogo do Netflix, a partir de junho. Assim, é provável que também figure na programação do Netflix Brasil — a Phouse entrou em contato com a empresa para apurar a informação, mas não teve resposta até este momento.

Dirigido e produzido por Bert Marcus e Cyrus Saidi, a obra conta uma versão da história da música eletrônica, enganchando o legado de Cox com a insurreição de Garrix. Nomes como Moby, Steve Angello, David Guetta, Paul Oakenfold, Seth Troxler e Richie Hawtin também dão seus depoimentos.

Relembre o trailer:

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