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O auge, a derrocada, o retorno do Trance e o que a EDM tem a ver com isso

O auge, a derrocada, o retorno do Trance e o que a EDM tem a ver com isso

Um (não tão) breve resumo do que foram os últimos 20 anos do trance mundial.

Tudo começa com um período que compreende 1998 a 2010. Desde o seu boom na Europa, especialmente na Alemanha e Holanda, o trance viveu tempos memoráveis. Tendo destaque principalmente nas mãos de Paul Oakenfold, Paul van Dyk, Ferry Corsten, Armin van Buuren, e Tiësto, a trance music alcançou o seu grande auge, chegando a participar de uma abertura de olimpíada, nas mãos de Tiësto.

Nos rankings anuais da DJ Mag, até então realizado por artistas, clubs e djs, classificaram o trance como sendo o estilo mais visado e valorizado do mundo. De 1997 até 2017, foram 15 dos 20 top #1 com um DJ de trance ou progressive no topo, fora os segundo e terceiro lugares, também recheados de artistas de trance.

Fonte: Wikipedia.

Após 2009, com a popularização de um som mais comercial, especialmente nos Estados Unidos, conhecido como Big Room, ou mais popularmente conhecido como EDM (electronic dance music), e o massivo investimento de empresas como a SFX (detentora do Tomorrowland), e os donos do Ultra, Russell Faibisch e o falecido Alex Omes, conseguiram uma massiva atenção para esse estilo, que se provou muito eficiente, nas mãos de caras como David Guetta, Hardwell, Dimitri Vegas & Like Mike, e outros, emplacando diversas faixas como top #1 da Billboard e Beatport seguidamente, e o estilo passou a dominar o mercado, expandindo-se para os festivais e clubs mundo afora. Uma mudança se deu também na forma com eram escolhidos os “Melhores DJs do Mundo”, com a DJ Mag abrindo a votação ao público a partir de 2010, a votação perdeu credibilidade, tendo diversas denúncias de “pay to win” para as melhores posições do ranking.

Desde o boom do Big Room/EDM, as tracks desse estilo nos principais sites de vendas de música os classificaram como PROGRESSIVE HOUSE. Isso descaracterizou totalmente o estilo que tem originalmente esse nome, e colocou na mesma sacola artistas como Guetta e Sasha, Hardwell e Deadmau5 (!!!!!!), e tantos outros exemplos. A descaracterização do progressive house criou um problema de identidade no gênero, que só foi corrigido recentemente no Beatport, com a reclassificação dos seus charts, e a inclusão do Big Room como estilo próprio.

Com o crescimento estrondoso da EDM pelo mundo, o mercado para outros estilos de música eletrônica se tornou mais escasso, incluindo nisso a trance music. Tivemos casos emblemáticos da mudança de gênero dos artistas pra acompanhar a onda do Big Room/EDM, e vou citar alguns dentro do trance:

Ummet Ozcan, Gareth Emery, Dash Berlin, Marco V, W&W, Arty, Andrew Rayel, Sander van Doorn, Leon Bolier, Tiesto, e Armin van Buuren.

Tiësto foi quem iniciou o movimento de migração dos artistas de trance para o EDM/Big Room, e foi a perda mais sentida, uma vez que até então era uma das grandes referências do gênero. Outros tantos os seguiram, até que a moda alcançasse o maior artista de trance da atualidade, Armin van Buuren.
Quem não lembra do TROUSE (junção de trance com bigroom house) em 2013 pra 2014, e as tentativas dos artistas de tornar o bigroom palatável ao gosto dos trancers?

Tiësto na Abertura das Olimpíadas de Atenas:

Tiësto em 2011, dentro do universo EDM com track em parceria com Hardwell:

E a nova faceta do Armin rendeu a ele grande destaque, ainda maior, nos festivais como Tomorrowland e ULTRA, onde seu som se descaracterizou completamente, não devendo nada a sets de Hardwell ou do Dimitri Vegas & Like Mike. Alcançou mais fãs, mas em consequência disso criou grande polêmica dentro da comunidade trance, chamando o público para “hear some a state of trance”, tocando tracks completamente bigroom ao invés disso.

Armin van Buuren durante sua apresentação no Tomorrowland Brasil, com um set bem misturado, focado em festivais:

No início de 2016, o artista Ferry Corsten iniciou um movimento forte com tracks emblemáticas em seus EPs HELLO WORLD, emendadas com o anúncio do retorno do famoso alias GOURYELLA (que iniciou com Tiësto em 2000, e que retomou sozinho agora), com seu single “Anahera”, alcançou rapidamente o top #1 entre todos os DJs e o público, sendo escolhida a música do ano do Trance. Gouryella trouxe ao trance um respiro ao estilo, que estava apagado mundialmente.

Ferry Corsten com sua track como Gouryella – Anahera

Artistas clássicos como Solarstone, Giuseppe Ottaviani, John O’Callaghan, Alex M.O.R.P.H, e mais especialmente os egípcios Aly & Fila (que estão chegando na edição 500 de seu programa Future Sound of Egypt) e tantos outros, mantiveram a comunidade trance ativa, preparando o terreno para o que viria a seguir.

Seguindo os passos de Ferry Corsten e seu estrondoso sucesso com Gouryella, outros artistas passaram a produzir mais faixas de trance como antigamente, surpreendendo a todos, como Gareth Emery, Arty, e mais recentemente, Sander van Doorn, com seu alias Purple Haze, e W&W com seu novo alias NWYR, ambos no ultimo Ultra Music Festival em Miami, que aconteceu no último final de semana. Mesmo Armin van Buuren passou a produzir mais tracks de trance (seja como Armin, ou como seus alias Gaia e Rising Star), e voltou a tocar mais faixas do gênero em seu programa A State of Trance, o que vem agradando muito aos fãs. Na edição do ASOT 800 na Holanda, Armin mostrou o melhor de sua forma, trazendo esperança de que os tempos áureos do trance voltem. Como businessman e sabendo do peso de seu nome, Armin van Buuren continua tocando sons mais comerciais em festivais como Ultra, mas em seus eventos ASOT, parece que o trance está voltando ao escolhido 5 vezes como melhor DJ do mundo.

Set do Armin no Mainstage do Ultra – EDM

Set do Armin no palco ASOT do Ultra – Trance

Hoje, vemos vários DJs retornando do Big Room/EDM ao trance, e nós vemos isso como positivo. O estilo está saturado, e não só o trance, mas o techno, o progressive house, o deephouse e outros tantos gêneros tem a ganhar com o retorno de seus estilos aos holofotes com o enfraquecimento do big room. Dekmantel no Brasil que o diga. Mesmo nos Estados Unidos, onde o big room criou raízes fortes, há um movimento de valorização do trance, com a criação do selo DreamState, evento exclusivo de trance com proporção de festival, com vários dias de duração, além dos eventos Transmission, em Praga, e o festival Luminosity, na Holanda.

Entendam. Essa não é uma crítica ao EDM. É um estilo forte, de presença marcante nos festivais, e que move multidões. Há espaço para TODOS. Mas a nova onda de diversificação da cena de música eletrônica é benéfica para todos.

Que venha a nova era de ouro do Trance!

E VIVE LA TRANCE! 

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