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O Brazilian Bass mostrou força total com a segunda edição de sua festa em São Paulo

Phouse Staff

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Rótulos são secundários; o que realmente importa é o impacto que eles podem causar.

No último final de semana, a atual hashtag mais popular — e controversa — da cena eletrônica brasileira aterrissou com tudo na Audio Club, em São Paulo, para uma noite com casa lotada e muita gente bonita. Realizada pela UP Club em parceria com a Plus Talent, a festa Brazilian Bass, como de praxe, contou com um time de DJs que faz jus à sua relevância: Liu, Bhaskar, Dazzo, Illusionize e, claro, o Alok, principal precursor do novo gênero, que levou o seu público ao delírio. Além dele, Liu e Illusionize foram os que mais se destacaram no evento.

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© Alisson Demetrio | 2016

Alok e Liu tocando a faixa “Bolumback”- © Alisson Demetrio | 2016

O novo Brazilian Bass divide muitas opiniões em toda a cena nacional, e aqui na Phouse já foi tema debatido — inclusive com vídeo do DJ Zegon com o Alok, tentando colocar panos quentes na polêmica. Fato é que, quer você ame ou odeie o rótulo, não dá pra negar o barulho que essa cena vem fazendo, e por isso fomos conferir bem de perto pra ver melhor o que ela significa no cenário nacional, sem entrar no mérito da polêmica se o som pode ser enquadrado na paleta do “bass” ou não.

Por mais que parte da galera da bass music vire o olho no Brasil, o Brazilian Bass encontrou o seu nicho, e tem agradado geral dentro dele. A superlotação da festa na Audio foi uma prova disso — muitas pessoas que não garantiram ingresso antecipado tentaram entrar na hora, mas já não tinha mais lugar. Vendo tudo isso de perto, concluímos que as etiquetas, isto é, como vamos chamar o som/gênero/estilo, não são o mais importante; o que realmente importa é o impacto que esse movimento gera na música eletrônica, no Brasil e no mundo. A cena dessa nova revolução nacional está sendo cultuada por muita gente, sobretudo pelo consumidor final, que é quem paga o ingresso pra ir em festas e clubs.

© Alisson Demetrio | 2016

© Alisson Demetrio | 2016

Isso não quer dizer que você é obrigado a gostar, “engolir” ou mesmo aceitar esse ou qualquer outro estilo, mas ao menos procure fazer mais pela bandeira que você acredita, seja ela techno, deep house, trap, baile funk ou EDM. Por que não criar o seu próprio movimento e ir à luta? Obviamente é muito mais difícil e trabalhoso que ficar apenas odiando e criticando quem você despreza, mas é também muito mais compensador — pra todo mundo. Por bem ou por mal, é isso que a galera da Brazilian Bass vem fazendo (injetados por bastante marketing, é claro, o que não é demérito algum). Moral da história: fazer mais e falar menos. O resultado você sente na pista de dança — e na bilheteria.

Agradecimento especial ao Felipe Lobo e a Taty Cardoso, que nos recepcionaram atenciosamente no evento. Abaixo você confere algumas fotos do evento, cedidas gentilmente pelo incrível fotógrafo Alisson Demétrio:

© Alisson Demetrio | 2016

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© Alisson Demetrio | 2016

© Alisson Demetrio | 2016

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REVIEW: DGTL São Paulo, uma noite inesquecível

Júlia Gardel

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O DGTL chegou em São Paulo fazendo história. É difícil colocar em palavras o que foi a noite do último sábado (6). Dizer que foi como uma viagem a um novo universo talvez ajude a resumir a esfera que esse festival criou. Conhecido por seu florear artístico, que conecta a inovação moderna à nostalgia industrial, o DGTL é hoje um dos mais conhecidos festivais de techno da Europa e do mundo. Acontece em Amsterdã, Barcelona e agora no Brasil.

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O que rolou em São Paulo foi inesquecível. Como diz o próprio festival, através da música, arte e produção, o evento consegue cumprir seu objetivo de manter o público sempre na sede por mais, proporcionando uma sensação inspiradora, cheia de descobertas e surpresas. Uma experiência única.

A imagem pode conter: 3 pessoas, multidão (Foto do DGTL /Facebook)

Sua preocupação em mesclar os maiores nomes da arte, da música e as melhores tecnologias dentro de um espaço inovador e industrial foi perfeitamente concluída. Começando pelo local — uma fabrica abandonada que possui historia desde 1950 —, a chamada Fábrica DGTL foi o lugar perfeito, como eles já haviam antecipado:

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“A Fábrica DGTL é um gigantesco complexo de galpões que já abrigaram diversos tipos de fábricas. Espaçoso, com uma arquitetura bruta e atmosfera industrial, é o lugar ideal para receber não apenas alguns dos melhores artistas do planeta como para exibir as instalações e projetos artísticos que fazem parte do festival” — DGTL Festival (Site).

Para o DGTL, projetos culturais e artísticos possuem um papel muito importante na sua proposta de envolver e engajar seus visitantes. Por isso, durante o evento, várias instalações de arte foram vistas. A de Muti Randolph buscava observar as relações entre linhas que se sobrepõem no espaço. À medida que as pessoas iam caminhando, as sobreposições iam mudando.

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Modular Dreams, da dupla Priscilla Cesarino e Danilo Barros, era uma parede mapeada digitalmente com projeções ao vivo. A Sala 28, formada pelo duo paulistano Junior Costa Carvalho e Rodrigo Machado, foi responsável por dois projetos: o do corredor luminoso e o do palco Modular, onde foram utilizados 180 metros de LED digital, controlados pixel a pixel por meio de um software áudio reativo desenvolvido pelo próprio estúdio. As luzes eram projetadas por meio de quatro espelhos motorizados em constante movimento.

A imagem pode conter: noite e atividades ao ar livre(Modular Dreams – foto do DGTL/Facebook)

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Foram três palcos muito bem localizados: o Modular, o Generator e o Frequency, que alimentaram o evento com muita música boa durante as quatorze horas de festival, sem nenhuma interferência de som. Da entrada, o palco mais próximo era o Modular, que contou com um design incrivelmente lindo, todo de LED, como citado, trazendo como primeira impressão uma sensação de dimensão e profundidade sem igual. Era realmente apaixonante olhar a estrutura. Uma grande viagem hipnotizante admirar toda aquela dimensão de lâmpadas de LED.

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“No palco Modular não era apenas ouvir a música, era conectar-se com o lugar!” – Michelly Pomini (Participante do Evento)

O palco Generator conteve painéis de LED e o maior atrativo foi a iluminação da pista. Várias fileiras de luz foram dispostas, com diversas configurações durante todo seu funcionamento, trazendo um aspecto de iluminação bem diferente ao público.

Já quem gosta de um ambiente aberto, gostou do Frequency — um palco decorado com madeira e folhas, formando um ambiente bem natureza, criado por Beto Tancredi. Entre grandes árvores e por cima de um gramado, contou com uma decoração natural e três “arquibancadas” de acesso livre ao público, para diferentes perspectivas: uma atrás do palco e duas em suas laterais. Todas as árvores foram iluminadas, e durante alguns momentos eram inclusive sincronizadas com o som da pista.

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“O palco Frequency foi bem diferente dos outros, principalmente na questão da música em si. Passei horas lá sem conseguir sair, o som estava maravilhoso, cativou todas a pessoas presentes. O ambiente estava lindo, o público sensacional e os DJs estavam ARREBENTANDO” — Arthur Peixoto (Participante do Evento).

O que mais admirei em todo o planejamento foi a preocupação do festival com alguns detalhes, os quais fizeram toda a diferença. Primeiro no seu engajamento: a cada semana um vídeo novo era publicado nas redes sociais, gerando expectativa e chamando atenção. Essa proximidade com o público, o suspense e a interação foram fundamentais — inclusive na parte de deixar cada detalhe do evento devidamente explicado.

Além disso, uma das propostas do DGTL é ter um impacto sustentável no universo dos festivais. Conscientes do impacto social e ambiental que possuem, trabalham com parceiros para espalhar essas mensagens cada vez mais. O festival trouxe, por exemplo, o seu conceito dos copos e garrafas não descartáveis: você comprava um copo personalizado por quatro reais e o reutilizava, evitando o descarte. No final, se você quisesse o seu dinheiro de volta, era só devolvê-lo.

As garrafas custavam quatro reais a mais no preço da água, na segunda, ao devolve-la ao bar você não pagava novamente. Esquema semelhante foi visto com os cartões do sistema cashless, que tem se feito cada vez mais presente nos festivais. O cartão custava cinco reais.

A estrutura, enfim, foi perfeitamente planejada. A quantidade de bares foi suficiente e a de caixas também, principalmente por causa dos caixas moveis. Embora houvesse nove mil pessoas, a demanda foi muito bem atendida, os atendimentos foram rápidos e tudo em ordem. Uma grande quantidade de banheiros foi disponibilizada, tanto químicos quanto em contêineres, com espelho e até mesmo pias. Mas poderiam ter sido do lado de fora para evitar o mau cheiro.

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Um fato me surpreendeu. Na área de alimentação havia três food trucks, porém todos veganos. É muito difícil ver em grandes festivais opções vegetarianas e principalmente veganas. Pela primeira vez em um festival no Brasil o público vegetariano foi privilegiado — com direito a barraca de batata frita, pra quem se perdeu nas opções.

“Quando percebi que a comida da barraca era vegetariana fiquei feliz demais! Eu me senti muito realizada. Não só por me ver representada no evento, mas por ele ter ideologia sustentável.” – Lorena Camargo (Participante do Evento)

O cardápio foi variado: batatas fritas com molho e um topping de sua escolha (como bacon de soja); tacos mexicanos com salada de repolho, guacamole e pimenta; hambúrgueres de tofu, de feijão vermelho ou de shitake, entre vários outros ingredientes, a vinte reais; e falafel no pão sírio ou na folha de couve, por dezoito reais.

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A parte difícil chega quando tento citar o melhor set da noite, o que obviamente é impossível. Foram quatorze horas repletas de grandes nomes, tanto nacionais quanto internacionais, que trouxeram em três palcos diferentes perspectivas do nosso amado techno, em diferentes proporções de emoção, amor e vibração pela música. Foi encantador — uma honra e um prazer — poder presenciar tantos nomes incríveis juntos no DGTL; foi arrepiante da cabeça aos pés.

Carol Mattos fez corações palpitarem de emoção no palco Modular. Juntando a emoção de se viver um dia histórico à energia do seu set e ao cenário hipnotizante, nada poderia ter sido mais perfeito.

A imagem pode conter: noite (Patrice Bäumel tocando no palco Modular)

Tati Pimont aqueceu muito bem a sua pista, que aguardava pelo espetáculo do Teto Preto, um show que reuniu diversos fãs e que surpreendeu a muitos com sua apresentação intensa e única, envolvendo também um show corporal por parte da vocalista Laura Diaz e do dançarino Loic Koutana. Como sempre, Teto Preto fazendo um show fora da caixa.

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“A todos aqueles que disseram não ir cedo para o DGTL, sinto muito, mas perderam a identidade incrivelmente poderosa do expoente da cena de Techno paulista do Teto Preto, um live instrumental arrasador misturado com performances de cair o queixo!” – Gustavo Binembaum (Participante do Evento)

A grande Eli Iwasa, por sua vez, mais uma vez deixou a pista sem palavras. Trouxe tudo do bom e do melhor durante suas duas horas de set que pré-aqueceram nossas mentes ao Patrice Bäumel, que verdadeiramente deu um show no Modular! Um show intenso do começo ao fim.

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Tama Sumo em seu b2b com Lakuti fez um set de três horas muito bem construído, alternando bem as tracks e fazendo a pista toda dançar sem parar por um instante. Apparat conseguiu administrar muito bem seu set mantendo o estilo do Patrice no começo e aos poucos introduzindo seu ar mais alternativo e melodico até entregar a pista ao Mind Against. Encerrou com chave de ouro tocando três tracks que fizeram a pista ir aos céus.

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“Apparat veio numa pegada bem diferente dos outros djs, o que me agradou muito. Teve breakdown, downtempo, techno, o cara conhece demais!” – Melanie Havens (Participante do Evento)

Sobre o Mind Against, o dia que eu conseguir explicar para mim mesma o que foi aquele set, eu conto para vocês. Estou até agora tentando entender o que eu ouvi, um verdadeiro espetáculo dessa dupla que realmente fez todo mundo se emocionar.

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Carl Craig, o rei do techno de Detroit, lotou o Generator de gente até não poder mais. Ninguém conseguiu ficar parado e todos fizeram o máximo para ver todo o seu set bem de pertinho. De fato fez historia — principalmente quanto tocou “Sweet Dreams”.

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“O que esse cara fez foi indescritível, não é a toa que é o rei de Detroit. Em todas as tracks a galera ia à loucura, principalmente quando ele tocou ‘Wings‘ do Armand Van Helden, que tem um vocal super antigo da música ‘I won’t let you down’ de Ph.D. Craig soube comandar a pista e fazer todos dançarem sem parar. Para mim foi o melhor da noite.” – Melanie Havens (Participante do Evento)

Derrick May, não preciso nem dizer, foi um sucesso. Fez um set sensacional, que junto com toda aquela iluminação segurou a pista até o fim. Para muitos, foi bem difícil sair de lá para ver o Recondite.

“Derrick May foi sem duvidas, para mim, o nome da noite! Trazendo para nós aquele pedacinho de Detroit em seu Techno industrialmente inconfundível e mixagens de tirar o folego.” – Gustavo Binembaum (Participante do Evento)

Agora, Recondite é Recondite, não tinha como perder. Quem conseguiu e saiu do Derrick May para ver o careca botar para quebrar, provavelmente não se arrependeu. Resultado? Não está escrito no céu o que foi essa live. O produtor colocou a pista no chão e levou as mentes para o espaço. Um live impecável, imperdível e memorável.

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“Seu live foi porrada do começo ao fim, transições perfeitas e tracks impressionantes que deixaram todos de queixo caído. Quando ele tocou Phalanx (minha track favorita) só faltou eu pular a grade para beijar sua careca, ele superou todas as minhas expectativas junto com DGTL.” – Diego Freitas (Participante do Evento)

Vril foi mais um que trouxe ao público do Generator um live de responsabilidade. Dividiu seu horário com Âme, que também não tem nem o que comentar. Âme deu vida ao amanhecer de domingo com suas tracks melódicas e ao mesmo tempo intensas, do jeitinho que seus fãs gostam. Foi um belo começo de manhã.

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“O live do Vril foi de longe um dos momentos mais marcantes da noite de sábado, ele conseguiu superar toda e qualquer expectativa que eu tinha. Ele conseguiu dominar a pista e levar a galera à loucura a cada track que ele virava mixada com outra e essa mistura sempre resultava em algo extremamente impactante! Fui surpreendida, mal posso esperar para ver ele denovo!” – Jéssika Rodrigues (Participante do Evento)

Ryan Elliott, Speedy J e Davis parecem ter finalizado as três pistas da melhor maneira possível. Para quem conseguiu escolher em qual dos três palcos encerrar a noite, meus parabéns, porque realmente foi difícil.

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“Transitando do techno ao house com extrema técnica e maestria, com ênfase na house music, Ryan Elliott mostrou para o que veio. Foi uma finaleira digna de um palco tão bonito quanto foi o Frequency. Ryan resgatou tracks clássicas difíceis de serem tocadas nos dias de hoje e ao mesmo tempo mesclou com novas, o resultado foi de um set impecável. A emoção do americano foi tão grande que acabou tocando 1 hora a mais do que o esperado com um grande sorriso no rosto e de alma lavada.” – Lucas Lifschitz (Participante do Evento)

Em suma, apesar de não estar cem por cento expresso em palavras o que foi realmente a sensação de vivenciar essa experiência, é fundamental encerrar parabenizando todos os responsáveis e organizadores do DGTL São Paulo por toda a produção e organização do evento. O festival foi realmente indescritível e muito bem articulado do começo ao fim. O lineup foi montado de uma maneira preciosa com grandes produtores do mundo todo.

“Meses de espera nunca valeram tanto a pena. Um festival em que sua essência foi a fusão de uma organização europeia de ponta ao som de um techno vibrante que cada vez mais conquista nossos corações.” – Gustavo Binembaum (Participante do Evento)

Acredito que o evento tenha alcançado a expectativa da maioria de seus participantes, e isso não é algo fácil de fazer. Por isso, os parabéns, e que tenha uma vida longa no Brasil, pois o público aguarda ansioso uma próxima edição. Vai ser difícil alguma festa superar tão cedo a sensação e a experiência que o DGTL nos trouxe.

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REVIEW: Saiba como foi o Awakenings dentro da estrutura do Electric Zoo

Júlia Gardel

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Pela segunda vez fazendo um evento fora dos EUA, o Electric Zoo, que acontece anualmente em Nova York, finalmente aconteceu na cidade de São Paulo. Com inicio em 2009, o festival desde então é conhecido por seu tema animalesco e por sua estrutura que busca representar todos os gêneros da música eletrônica, trazendo grandes nomes internacionais.

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A edição brasileira inaugurou com a duração de apenas um dia de evento e não três como o habitual nos EUA. O dia 21 de abril foi registrado por uma variedade de artistas divididos em três palcos: o King Cobra (Mainstage), o Tree House (só com artistas brasileiros) e o Awakenings, que nada mais nada menos foi uma versão do festival holandês traduzida em um palco inédito.

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O Awakenings é um dos festivais eletrônicos mais conhecidos da Europa e com mais de 70 mil participantes em um só fim de semana é considerado um dos maiores festivais de Techno ao ar livre do mundo. Com mais de 13 edições, o festival se consolida ano após ano por seu público dedicado e seu line up recheado de grandes nomes da cena. Esse ano, o Awakenings acabou vindo ao Brasil dentro do Electric Zoo, sendo representado em apenas um palco com muito capricho.
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O line up do palco contou com nomes brasileiros como Anna, Eudi, Soldera e Gui Boratto. Apesar de muitos terem criticado dizendo que esperavam mais do line, o que aconteceu naquela noite foi inexplicável! Enrico Sangiuliano em um b2b com Bart Skils, o duo Pig & Dan e Nic Fanciulli completaram o line com chave de ouro. Foi muito difícil sair desse palco, todos queriam ver o espetáculo do Awakenings.

Escolher o melhor set é impossível. A iluminação e decoração da estrutura com diversos painéis de led fizeram do palco um visual muito atraente! Por mim o Awakenings foi o trunfo do Electric Zoo!

O palco de led fez com que a experiência ficasse ainda melhor com as projeções em 3D e a parte pirotécnica sincronizada com a música.” – Giovanni Roque (Participante do Evento)

Os brasileiros Soldera e Eudi começaram o festival em grande estilo. Logo em seguida tivemos Nic Fanciulli que fez um set de tech house extremamente envolvente e dançante do começo ao fim!

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Gui Boratto fez uma abertura de prender a atenção de todos e de resto não é nem preciso comentar, Gui Boratto é Gui Boratto.

“Gui Boratto é um produtor que admiro muito, mais uma vez sua apresentação impressionou por toda técnica que ele tem.” – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

O duo Pig & Dan teve apenas um de seus integrantes presente, mas não deixou de representar quem são! Um set intenso, dançante e apaixonante! Um set impactante e cheio de vitalidade! Fez história tocando suas tracks Growler e Capsule com Adam Beyer!

“A pista estava se preparando pra primeira pancada da DRUMCODE que viria, Pig & Dan veio quebrando tudo, techno reto. O set me surpreendeu muito e levantou demais a pista”      – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

“Gui Boratto, Pig & Dan e Anna me mostraram o porque eu não poderia sair daquele palco. O live set alucinante do Gui Boratto, um set de respeito do Pig & Dan e uma apresentação maravilhosa de Anna fizeram da minha experiência a mais agradável possível.” – Giovanni Roque (Participante do Evento)

Para a Anna não tenho nem palavras! O que essa mulher fez não teve explicação. A reação da pista a cada música era de plena admiração e amor. Foi um set de muita maestria! Não é atoa que a Anna é uma grande representante do Brasil mundo à fora. Sua track ‘Haze Moon‘ bombou na pista!

“Vi a apresentação da ANNA que mais uma vez me surpreendeu pela qualidade do som e pela vibe incrível! Outra apresentação impecável, não deixou nada a desejar.” – Thiago Carvalho (Participante do Evento)

“A Anna para mim foi o melhor set da noite. Foi a primeira vez que vi uma gig dela e me surpreendeu demais! Na hora consegui entender o sucesso que ela está fazendo, principalmente fora do Brasil, não deve nada pra nenhum big name da cena!” – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

Para finalizar tivemos um b2b histórico entre Enrico Sangiuliano e Bart Skils que levaram a galera a loucura, principalmente durante o remix do Enrico da música Why Does My Heart Feel So Bad do Moby e a sua música Ghettoblaster.

A Drumcode foi muito bem representada durante a maioria dos sets, até a track ‘Fire Eyes‘ do Layton Giordani tocou na sexta-feira.

“Pra fechar a noite, veio mais uma pancada da DRUMCODE, agora em dose dupla, b2b do Enrico Sangiuliano, que na minha opinião é um dos melhores produtores da atualidade, com o grande Bart Skils. Ambos souberam levar a pista muito bem e fecharam a festa com maestria!” – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

O festival aconteceu no Autódromo de Interlagos e teve sua estrutura bem colocada. Apesar do grande espaço que o Autódromo possui, os palcos não eram longe um do outro. Uma grande quantidade de bares e caixas foi distribuída, as filas não eram tão grandes, os atendimentos foram rápidos e sem grandes transtornos. O que provavelmente incomodou a muitos foram os preços.

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Não que os preços fossem muito mais altos do que já estamos acostumados a ver em festivais ou baladas, mas os preços foram de acordo com a moeda do Electric Zoo. “50 centavos” da moeda do Electric Zoo, equivalia a dois reais, portanto uma água no valor de duas moedas do Electric Zoo, equivaliam a oito reais. Isso confunde um pouco com relação a saber o quanto está de fato gastando. O sistema era cashless, você carregava um cartão cujo valor era de 6 reais, devolvidos no final do evento se solicitado no caixa.

A área vip estava bem estruturada, porém muito baixa, quase da mesma altura que a pista e longe do palco. Haviam lockers próprios no local, mas por quarenta e seis reais ($11,50 na moeda do Electric Zoo) e os banheiros eram ótimos.

Como ponto negativo do evento, o caminho planejado da saída da estação de trem até os portões do evento, se comparado ao do Lollapalooza e EDC por exemplo, foi muito mais perigoso. Passava no meio do bairro, por ruas muito escuras e quase nada policiadas. A chuva também prejudicou um pouco o evento, apesar de dois dos palcos serem cobertos e isso ter colaborado muito pro conforto do público, o chão acabou virando uma lama total.

Apesar de tudo isso, o festival foi muito bom, mas para um festival internacional, esperava-se muito mais. Tiveram varias opções de food truck, variando desde espetinhos à crepe, churros e temaki, saindo um pouco do tradicional x-burguer. Assim como no Lollapalooza, os sorvetes Kibon e a atividade da Fusion Energy Drink de criar o próprio drink em um copo personalizado estavam por lá. Os frozen’s de Skol Beats que tiveram no Tomorrowland Brasil também voltaram!

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O evento conteve um line up com muitos nomes brasileiros, o que desanimou alguns, mas agradou a outros. Grandes nomes como Liu, Illusionize, Vintage Culture, KVSH, Elekfantz, Dazzo, Junior C, Chemical Surf e Dubdogz estiveram por la e fizeram grandes shows! Hardwell, R3hab e KSHMR mataram a saudade de quem ainda é muito fã da cena Mainstream. Alan Walker com toda sua personalidade, fez um set bem autoral e diferente do que se escuta na maioria dos outros sets, já que suas produções têm uma identidade singular.

“Vi o set do Illusionize e foi impecável, perfeito do começo ao fim! Assisti também o set do Vintage Culture. Esperava bem mais pelo tamanho da festa, deixou um pouco a desejar. Já vi o Vintage várias vezes e ele já tocou sets melhores. “Fui para o Tree House ver o Chemical Surf, a apresentação mais esperada por mim e como sempre me surpreenderam” – Thiago Carvalho (Participante do Evento)

“Tenho que dar parabéns ao Bruno Martini que fez um BAITA de um set, misturando desde Brazilian Bass até Bass House. KSHMR me deixou sem palavras e Hardwell não preciso nem descrever né? Como sempre um espetáculo.” – Nicolas Nespatti (Participante do Evento)

DEPOIMENTOS

“O palco do Mainstage estava maravilhoso, mas temos que concordar que o som deixou MUITO a desejar.” “Perto do palco sobrava grave em excesso, mais para o meio da pista faltava volume e a falta de constância do mesmo não dava vontade de dançar e muito menos de pular” – Nicolas Nespatti (Participante do Evento)

“Pela propaganda que fizeram e tratando-se de um festival gringo pela primeira vez no Brasil, eu esperei muito mais com relação a sua estrutura. Faltou muita coisa, achei o line muito fraco. Fui mais pelo set de alguns artistas e todos brasileiros.” – Thiago Carvalho (Participante do Evento)

“Tinha me programado para ficar apenas no palco Tree House e assistir só o set do Illusionize no Main Stage. Devido à chuva muito forte e ao Tree House estar cheio, decidi conhecer o espaço e achar um lugar coberto. Achei o Awakenings e o som estava muito bom. Acabei ficando no palco e não consegui sair mais… Não sou fã de techno, mas os sets estavam tão bem executados e o som me impressionou tanto que fiquei por lá.” – Giovanni Roque (DJ e Participante do Evento)

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Tudo que você precisa saber sobre o Federal Music 2016

Phouse Staff

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O clima em Brasília é de contagem regressiva para um dos principais festivais do Brasil, o Federal Music, que acontece dia 13 de agosto no Campo da Pista de Aeromodelismo de Brasília. A produção prepara a maior edição do festival até o momento, com melhorias em vários aspectos. Reunimos aqui todas as informações e novidades para você curtir o Federal.

Line-up de responsa

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Conversando com um dos produtores do evento sobre o line-up desta edição, tivemos a seguinte resposta: “Para este ano, queríamos um line-up mais equilibrado, coerente e principalmente fora do óbvio. Vários dos artistas que estamos trazendo não costumam tocar em outros festivais, são artistas que todos adoram mas poucos tiveram a oportunidade de ver ao vivo, especialmente em Brasília, tudo isso com muita diversidade.”

Mesmo em meio à situação econômica atual no Brasil, serão ao todo 70 atrações divididas em 4 palcos, e de fato, além dos queridos Firebeatz o line-up está cheio de “cerejas do bolo” como Kryder, Dzeko & Torres, Lucas & Steve, Skazi, EDX, Inpetto, Ashibah, a febre Chapeleiro e até mesmo alguns dos novos sucessos da linhagem “brazilian bass”, como Liu, Cat Dealers e Vinne. Alguns DJs que marcaram outras edições do festival retornam, como Romeo Blanco e Third Party. Veja abaixo o line-up completo:

FM--2016----COMPLETO-(1)

Nova Cenografia

O Federal Music apresenta cenografia inédita em 2016, dando mais atenção à decoração em todos os quatro palcos. O mainstage tem causado bastante barulho no Facebook com seu imponente robô — de onde vai sair de tudo: fogos, lasers, fumaça, vídeos na tela de LED, e até mesmo o sound-system será segurado pelo personagem. Outro palco que chamou a atenção foi o Future & Sounds, com decoração colorida e cheia de boomboxes retrô. Veja o projeto cenográfico do Federal Music no vídeo abaixo:

Estreia do psytrance

Pela primeira vez na história do Federal Music, os fãs das vertentes do trance psicodélico terão um palco totalmente dedicado a eles. O line-up do Mantra Stage, além de trazer a lenda Skaki, proporciona uma mistura entre febres mundiais atuais do psytrance como Berg, BLiSS e Major7, e clássicos como Vibe Tribe, Bizzare Contact e Pixel. Além de tudo, este palco será decorado por um dos melhores cenógrafos do país, Michele Petillo, responsável pelo Universo Paralello.

FM---MANTRA-V3

15 horas de festival

Para quem tem muita energia, esta novidade serve perfeitamente: a duração do Federal Music vai aumentar de 12 para 15 horas. Será tempo de sobra para passar por todos os palcos e aproveitar tudo que o festival tem a oferecer.

Novo local

A Orla da Concha Acústica ficou pequena para o festival. Na nova edição, o Federal Music acontecerá em um local, o Setor de Clubes Sul, em frente ao Pier 21, um dos cartões postais da cidade.

E os ingressos?

A censura do Federal Music é 16 anos para convites pista e 18 anos para convites camarote. Os ingressos podem ser adquiridos aqui no site da Bilheteria Digital ou, para aqueles que já moram na capital, nos diversos pontos de venda.

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