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“Que porra é essa de new beach?”; O Fatnotronic segue mostrando consistência em seu novo EP

Flávio Lerner

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Com “Mantra” e “New Beach”, a dupla paulistana Fatnotronic — aka Phillipi & Rodrigo — segue na vanguarda brazuca da house music quente, suingada e orgânica.

Em um cenário “underground” [entre aspas porque sigo com restrições com o termo] brasileiro cada vez mais techno, reto e sombrio, a melodia e os arranjos quentes, orgânicos e suingados seguem muitíssimo bem representados pelo duo paulistano Fatnotronic — esses carinhas que têm altos anos de estrada, prestígio de uma caralhada de gente do mais alto nível da cena mundial [entre eles Fatboy Slim, Diplo, Nightmares on Wax e JKriv], mas que seguem ainda meio escanteados no nosso País, e é por isso mesmo que faço questão de escrever sobre eles aqui e trazer seus novos lançamentos.

O Fatnotronic começou em 2014 fazendo belos edits de disco music brasileira, e desde então foi encorpando e ganhando cada vez mais consistência. Neste ano, lançaram suas primeiras faixas autorais no EP Karma/Gueto de Gent pela DEEWEE, selo dos irmãos Dewale, geninhos criativos belgas que integram a dupla 2manydjs. Desde então, graças a uma idiossincrasia dos belgas, passaram a assinar como Phillipi & Rodrigo nas composições 100% próprias [mantendo Fatnotronic pros edits]. É o caso aqui do DEEWEE 017, novo EP da dupla dinâmica que saiu oficialmente nessa última terça-feira.

O disco traz duas faixas, “Mantra” e “New Beach”, que revelam melhor do que nunca a capacidade do Phillipi A. e do Rodrigo Gorky em atuarem em frentes diferentes, brincando com referências das mais variadas, ao mesmo tempo em que mantêm sempre a sua identidade — uma credencial indispensável pra quem quer ser um artista consistente. “Mantra” é fantástica, a faixa mais percussivo-étnica-psicodélica dos caras até hoje; nas palavras do próprio Phillipi, “techno de umbanda devagar com pandeiro”. Perguntei se funcionava como uma espécie de sequência narrativa pra “Karma”, como os nomes sugerem, mas o Gorky garantiu que as semelhanças param por aí. “Musicalmente não [tem a ver], mas acho que isso é o legal da coisa toda; que cada lançamento é uma coisa diferente.”

Na verdade, quem mais conversa musicalmente com “Karma” é o lado B “New Beach”. Introduzida por um “Ow, que porra é essa de new beach? New beach é o caralho, isso aqui é Brasil, merrmão!”, a faixa é também marcada por timbres acid house e frases recitadas aqui e ali. Curioso é que, pra quem não é nativo ou especialista em inglês, a pronúncia de “new beach” [“nova praia”] soa idêntica a “new beat”, nome da vertente de house music lenta e grave [normalmente por volta dos 110 BPM] que foi febre na Bélgica na virada dos anos 80 pros 90. O Phillipi confirmou que a intenção do trocadilho: “Em dezembro, durante a Pommes Frittes Tour, estávamos no DEEWEE STUDIO em Ghent trabalhando e os irmãos Dewale foram ouvir o que eu e o Gorky gravamos. Eu fiz o riff do bass e o Dave [Dewale] na hora falou que estávamos fazendo um som estilo new beat. Curtimos a referência, e new beat feito por brasileiros vira new beach”, brincou.  

Pra esse som, os caras fizeram um videoclipe [assista abaixo] que nada mais é do que uma edição de imagens despretensiosas feitas na última turnê europeia do Fatnotronic — o famigerado aftermovie. “Hoje em dia todo mundo faz vídeo tão, mas tão produzido que achamos legal fazer o nosso na pegada do it yourself”, seguiu contando o Phillipi. O vídeo traz takes das 12 gigs feitas pela dupla em cidades de França, Bélgica e Portugal, além de passeios turísticos da dupla entre os 25 dias da tour. Gringos respeitabilíssimos da cena disco house, como Moullinex, Xinobi, Boston Bun, In Flagranti e DVNO também aparecem nas gravações. Um terceiro EP pela DEEWEE deve sair ainda neste ano; ficamos no aguardo!

Você pode sacar mais sobre a história do new beat aqui. Não deixe de ler também os outros artigos que escrevi sobre o Fatnotronic:

Em meio à primeira turnê europeia, o duo paulistano Fatnotronic finaliza seu segundo EP

O novo clipe do Fatnotronic é um WTF absurdo que retrata o caos urbano de São Paulo

Com suporte do Fatboy Slim, o Fatnotronic segue surfando na boa onda


 

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Confira “Attraction”, mais novo lançamento do cearense RodMac

Alphabeat Records [ Sponsored ]

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RodMac
Lançada pela Alphabeat, a faixa representa a linha que RodMac quer seguir neste ano

Lançada na última sexta-feira, 16, pela Alphabeat Records, “Attraction” é a nova música do DJ e produtor cearense RodMac.

A música, que mostra bem a linha que o artista quer seguir neste ano, possui um vocal diferenciado e bem alinhado com a proposta de trabalho que RodMac apresenta em seus sets: várias vertentes da house music que viajam dentro da música eletrônica, sobretudo o deep house.

+ CLIQUE AQUI para conferir mais conteúdo da Alphabeat Records

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Armin van Buuren lança nova versão de “Sex, Love and Water”

Phouse Staff

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Sex, Love and Water
Escute o “Club Mix” do single “disco” do produtor holandês

Depois de surpreender o público com o single “disco” “Sex, Love and Water”, Armin van Buuren lançou uma versão da faixa bem mais no seu estilo clássico.

O “Club Mix” sai do campo do groove e vai para a zona da música eletrônica de pista, com sintetizadores rasgados e baterias dançantes. É interessante notar como a voz de Conrad Sewell se encaixou bem nos dois contextos — na original, carregada de emoção, e agora mais acelerada, remetendo a hits do trance.

+ Armin “goes disco”: astro holandês ousa em novo single

+ Fãs gravam trechos da turnê brasileira de Armin van Buuren

A estreia oficial do som foi no episódio 851 do A State Of Trance, porém Armin já havia tocado a música em sua turnê brasileira. Nessa sexta-feira, 16, ganhou um lyric video, que você pode assistir abaixo.

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Alok doa cachê do Carnaval para ONGs de Salvador

Phouse Staff

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Alok doa cachê
Foto: Alisson Demétrio/Divulgação
Dentre as instituições ajudadas, o DJ menciona o Projeto Axé, que ajuda crianças em situação de vulnerabiliade
* Atualizado em 19/02/2018, às 17:57

Atração deste Carnaval baiano, no qual arrastou cerca de um milhão de pessoas em um trio elétrico no Circuito Barra/Ondina, em Salvador, Alok comunicou para a imprensa que doou todo seu cachê correspondente ao evento para instituições de caridade da capital.

Um dos beneficiados foi o Projeto Axé, que atua para melhorar a vida de crianças que vivem em situação de vulnerabilidade social e econômica. A ONG passa por dificuldades para se manter, e, em contato com a Phouse, a equipe de Alok disse que seu nome foi divulgado justamente para atrair mais doadores. As outras instituições não tiveram seus nomes revelados.

“Obrigado Salvador por me receber sempre tão bem! Agora posso dizer que conheço de verdade a energia do Circuito Barra/Ondina! Melhor ainda é tornar isso exposição para a situação do Projeto Axé e demais instituições, que agregam tanto à sociedade soteropolitana. Precisamos ter consciência sempre de que nossa felicidade depende da felicidade dos outros, e esse é o caminho. Se cada um fizer um pouco, conseguimos transformar a vida de muita gente”, declarou o DJ, através de sua assessoria.

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