REVIEW: Novo álbum do The Chainsmokers “parece com tudo, menos com Sertanejo”

Saiu na última semana o aguardado álbum de estreia da dupla norte-americana The Chainsmokers. Como previsto, não demorou muito para chover críticas e elogios sob o lançamento. Antes de soltar o verbo, decidimos analisar com calma todo o trabalho e opinião de nossos leitores, para assim fazer um review com uma visão mais ampla.

Ao escutar “Memories… Do Not Open”, de cara podemos observar que o álbum veio com uma pegada bem mais pop e radiofônica do que esperávamos, deixando de lado todo aquele lado “Chainsmokers” que conhecemos com faixas como “Selfie”, “Kanye” e “Dont Let Me Down” – que convenhamos; também já era bem pop – porém, um pouquiiiinho mais eletrônica.

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“Eles fugiram um pouco da essência EDM e foram para uma linha mais “closer” ou “paris”. Acredito que o intuito deles (pelos snaps e redes sociais que acompanho) seja partir pra algo mais banda do que um duo de DJs. Não é algo inovador mas sem dúvida surpreendeu a quem esperava algo mais EDMzado. Eu curti, deu outra pegada pros Chainsmokers!” – Bruno Campos (Leitor da Phouse)

Como disse o Bruno em seu depoimento em nossa página do Facebook, o trabalho da dupla pode não ter agradado aos fãs que tanto aguardavam por composições mais pesadas, porém, nem por isso deixou de ser bom. Seguindo um posicionamento bem diferente, foi notável que Drew e Alex não se importaram muito com o fato de repetir formulas de próprias crias como “Paris” e “Closer”, dando uma “total guinada para o pop”, como pontuou a leitora Larissa Lima.

Em nossa opinião, o trabalho chega para ser um divisor de águas. Está mais do que claro que eles querem muito mais do que gigs bombásticas em festivais.

Obviamente, há quem tenha se decepcionado com o disco, porém, a nossa crítica não é como fã do The Chainsmokers, nem muito menos como hater, ao exemplo do cara do Portal G1 (Globo), que desde o Lollapalooza Brasil vem ridiculamente pegando no pé da dupla.

Chainsmokers lança 1º disco com candidatas a megahit e letras que lembram sertanejo”manchete do mesmo autor no portal da Globo.

De duas coisas uma, ou esse cara não entende nada de música e está carente por atenção, ou é um fã encubado e mal-amado que o Chainsmokers adquiriu durante apresentação no Brasil. Enfim, vamos pular isso e voltar ao que realmente interessa…

Eu achei que faltou os singles que colocaram eles na mídia! Pois os trabalhos anteriores eram E.P… E no álbum oficial deveriam reunir eles… Nem que fosse num deluxe ! O álbum ficou sem atrativos na minha opinião… – Marcio Veiga (Leitor da Phouse)

Acreditamos que essa ausência de “Don’t Let Me Down”, “Roses” e outras de suas manjadas tracks foi proposital. Embora muitos tenham sentido falta, está na cara que isso foi pura estratégia dos caras, que comprovadamente queriam dar um ar de “novidade” ao trabalho. Não faz tanto sentido colocar músicas quais já bombaram em algo que é para ser “novo”. Mas, como o Mario citou acima, uma versão “Deluxe” poderia cair muito bem.

Por fim, o álbum não nos surpreendeu nem soou como algo inovador. É um de fato um bom trabalho, algo já esperado pelo que vinham tocando em seus shows.

“Memories… Do Not Open” mostrou uma proposta ousada e totalmente diferente do que vem rolando, com músicas que estão muito mais para se cantar do que para se dançar. Muito recomendado para o dia a dia. Por fim, o álbum é cheio de influências do mundo pop e parece com um pouco de tudo, menos com sertanejo.

Oremos e aguardemos pelos bons remixes.

Escute abaixo na íntegra:

 

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