O DJ e produtor britânico Chris Liberator é considerado um dos ‘Pais’ do Techno e Acid Techno. Junto com seus parceiros de Londres curtiu muitas festas punk e reggae até chegar a música eletrônica, onde se firmou como um nome internacional, tendo suas músicas tocadas por DJs do mundo inteiro, influenciando toda uma geração de ‘techneiros’ mundo afora. Além de tocar, ele tem duas bandas, cuida do selo 909london e Stay Up Forever, entre outros. No Brasil sua influência vem de antes do ano 2000. Eu vi a apresentação do cara – somente vinis, claro – pela primeira vez no ano de 2002, em Curitiba. Foi sensacional, além de mixagens muito rápidas, ele tem uma energia de contagiar. Aproveitei a passagem dele pelo Brasil para relembrar um pouco disso tudo e saber o que vem pela frente.

Chris, é um prazer trocar esta idéia contigo novamente. Cite para nós 5 músicas que você tem no carro hoje.
Haha! O som do meu carro está quebrado então eu tenho ouvido só rádio… apenas som comercial, mas eu e minha filha de 11 anos gostamos de Riton ‘Rinse and Repeat’ porque tem algum Acid, um grave estranho e descolado que me lembra um pouco da banda brasileira “CSS” e Years and Years ‘King’ por que é pegajosa e tem letras inteligentes. Saindo do comercial do rádio, entre outras músicas que eu tenho curtido no momento tem o novo single do Anthrax – uma banda punk britânica – na gravadora ‘Grow your own’, e a minha track favorita dos últimos tempos de Acid Techno que é Secret Hero’s ‘Sylmar Acid Test’ além de qualquer coisa dos ‘Skints’ – banda londrina de reggae. O último álbum deles é brilhante e os outros também.

Riton ‘Rinse and Repeat

CSS – Let’s Make Love

YEARS & YEARS – KING

ANTHRAX

Secret Hero’s ‘Sylmar Acid Test’

SKINTS

A última vez que você tocou em Curitiba foi no aniversário de 10 anos do Coletivo Acid Eaters, em dezembro de 2012. O que mudou no seu som de lá pra cá?

Bom, eu voltei a tocar um monte de Acid Techno pois tem um monte de música boa por aí, com bons produtores surgindo na cena e levantando essa bandeira. Eu ainda gosto do Techno que fazia naquela época mas é tão devagar que fica difícil tocar junto com outras coisas de Acid Tech, exceto em alguns sets longos, como fiz na Techno Route ano passado, em São Paulo. O Hard groove desapareceu, tem muito pouco techno no 140/135 então ou você tem um techno muito devagar, ou um acid techno muito rápido. Eu prefiro o Acid Techno mais rápido pois é mais ‘energético’ e se encaixa mais comigo do que o techno 125 que é quase um house (música de velho!!! hahaha!)

Como consegue conciliar o seu tempo sendo DJ, produtor, organizador de festas, tendo um selo e ainda filhos…

Eu tento, tempo é algo que não tenho muito, ou nunca o bastante.

E entre todas essas coisas, em que você tem se dedicado mais?

Minha filha de 11 anos é uma excelente atriz, seus ensaios de canto e dança, além de outras coisas da escola dela tomam bastante do meu tempo livre. E eu ainda tenho um filho recém nascido então está difícil pra mim! A Gravadora e a loja online tomam quase todo o tempo de trabalho pois sou eu e o Aaron (Liberator) cuidando apenas, assim como todos o selos e produção, mesma coisa com a ‘909london’ onde sou eu e o Jethro, então eu tenho que me concentrar bastante nestas tarefas que são sempre constantes. Além disto tenho as gigs nos finais de semana e 2 bandas punk; Dogshite e Hagar The Womb. Meu tempo de estúdio para o techno é bastante limitado mas eu continuo tentando manter a média de 1 lançamento por mês.

Falamos agora do seu som de 2012. Mas e se fosse comparar o Techno de hoje com o de 2002?
Como a gente conversou antes… É muito devagar, quase um house, o que pra mim tudo bem mas é uma pena baixar aquela energia e o ímpeto do techno de antes. Existem bons produtores e músicas de techno hoje em dia mas fica difícil de combinar com o nosso ‘Acid Techno’ e o ‘Techno’ inglês que continuou rápido e acelerado.

Publicamos aqui na coluna TudoBeats/Phouse um artigo sobre a cena londrina, as ‘Squat Parties’ e tudo mais. Como está tudo isso?

Tem havido muitos problemas com a polícia fechando as festas e confiscando os ‘sound systems’. Além disto, hoje em dia grande parte de Londres é ocupada por áreas residenciais ‘prime’, ou seja, fica complicado de achar os prédios e espaços abandonados para fazer as squats. Mesmo com tudo isto ainda tem muitas crews afins de fazer as squats rolarem, como no final de semana passado quando rolou uma muito boa e é isso! O espírito continua vivo, com certeza!

Qual a imagem que você tem do público brasileiro?

Amo toda vez que toco no Brasil, na Big Fish, no Club Vibe, enfim, é sempre uma energia imensa e na última vez a galera foi brilhante, ficaram até o finalzinho, horas depois do horário que eu deveria ter parado e isso é alucinante, muitos sorrisos!

Que bom! E nós queremos que você volte sempre. Agora conta pra gente sobre seus trabalhos futuros e parceiros. O que devemos esperar dos próximos passos de Chris Liberator?

Tenho trabalhado bastante com Guy Geezer de volta, até já temos bastante coisa pronta, incluindo uma nova track no selo ‘Corrosive 007’. Tenho trabalhado também com Steve Mills, o novo álbum ‘Brain Gravy’ terá eu e ele num “Pic Disc” – um vinil que tem uma imagem nele, ao invés da usual cor preta – então fiquem ligados nas novidades! Fiz algumas sessões com Henry (D.A.V.E. the Drummer) onde nós estivemos desenvolvendo o projeto “Ha-lo” novamente, o que tem sido divertido… Mais devagar e funkeado. A gente espera ter um álbum finalizado neste ano. Também tem coisas com Fly from the Dice, Darcmarc, Sterling Moss, e quem sabe algo solo também, uma vez que eu estou com um estúdio novo em Hackney, junto com o Aaron, e vamos levar a sede do Stay Up Forever para lá – assim que tiver tempo! Eu amo as colaborações mas estou determinado em produzir algo solo dentro de no máximo 2 anos. Pura falta de tempo, mas vou dar um jeito!

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