Um breve papo com o Disclosure no Brasil

Guy e Howard Lawrence trocaram uma ideia rápida conosco antes do seu último show em São Paulo.

Eles explodiram rapidamente em 2013 com Settle, um primeiro álbum cheio de hits que combinavam o melhor da música pop com um revival classudo da garage/house music britânica. No ano passado, saíram-se razoavelmente bem na prova do segundo álbum, com Caracal, que os fez chegar ainda mais longe — assim como com o LP anterior, este também concorreu a um Grammy. Deste então, para promover o disco, recheado de participações especiais como Sam Smith e Lorde, têm saído em turnês pelo mundo, e chegaram recentemente na América Latina, com shows em Colômbia, Peru, Argentina e Chile, além, é claro, do Brasil.

Foram duas datas: em 30 de setembro, apresentaram-se no Metropolitan, no Rio de Janeiro, enquanto no dia 02 de outubro foi a vez de tomar o Citibank Hall, em São Paulo. Foi nessa ocasião que conseguimos um minutinho pra trocar uma ideia com os jovens irmãos ingleses Guy e Howard Lawrence, que vêm atingindo cada vez mais sucesso como Disclosure. Confira como foi esse bate-papo:

Mais uma vez, bem-vindos ao Brasil! Na primeira, vocês tocaram apenas no Lollapalooza, certo?

Sim, naquela vez foi tudo bem rápido, tocamos no Lolla em SP, mas, infelizmente, não tivemos tempo de conhecer muito da cidade.

Vocês estão em tour na América do Sul; por onde já passaram e qual foi o lugar que mais gostaram de conhecer?

Já passamos por Chile, Argentina, Colômbia e agora estamos no Brasil. Gostamos muito de conhecer Medelín, a cidade tem uma história muito doida, então foi legal de ver pessoalmente. Também fizemos um turismo nas Cataratas do Iguaçu, o que foi muito bacana. O show no Rio foi bem divertido também, e diferente, já que foi o menor da turnê toda.

Logo no lançamento do primeiro álbum vocês tiveram um enorme sucesso, sendo nomeados ao Grammy. Vocês já esperavam por isso?

De maneira nenhuma, nós não fazemos música para prêmios, mas os vemos como um bônus. A melhor coisa é encher shows e tocar pra tantos fãs. Essa energia é incrível!

A cena doméstica de DJs e produtores brasileiros cresceu muito recentemente. Vocês conhecem algum desses artistas daqui?

Não, mas adoraríamos conhecer. Só precisamos que alguém nos envie um monte de música dos brasileiros. Nos mandem no Twitter ou Instagram, estamos sempre checando!

O Diplo é um exemplo de artista que sempre trabalha com elementos exóticos de outros locais. Vocês já fizeram ou gostariam de fazer algum tipo de experiência assim?

Até o momento ainda não fizemos nada de tão exótico, principalmente porque ficamos muito focados na nossa essência — a house music de Chicago, Londres, Detroit e Nova Iorque. Achamos melhor manter o foco em menos elementos no inicio, mas provavelmente em álbuns futuros vamos sair um pouco da zona de conforto e explorar coisas novas. A coisa mais exótica que fizemos foi uma vez no Saturday Night Live, onde nos apresentamos com um grupo de samba no palco.

Qual dos dois álbuns vocês mais gostaram de fazer?

Muito difícil essa pergunta [risos], é como escolher seu filho favorito! Gostamos muito dos dois e cada um fez um papel importante em nossa carreira. O primeiro é como seu primeiro filho mesmo, foi muito especial e abriu muitas portas para diversos artistas como nós e o Sam Smith. O segundo atingiu mais pessoas e nos levou a grandes arenas!

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