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Em busca de inovação, WeTransfer financiará demitidos do Soundcloud

Phouse Staff

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O WeTransfer lançou a possibilidade de financiar projetos criativos para os funcionários que recentemente foram demitidos do Soundcloud. A iniciativa da empresa vai fornecer $10 mil àqueles que tiverem seus projetos aprovados.

A ideia surgiu na Tech Open Air Conference, em Berlim, quando o presidente do WeTransfer, Damian Bradfield, palestrousobre “Roubo de dados, desconfiança, e a síndrome de estocolmo digital”. Durante o evento, Damian assistiu a uma entrevista com Alex Ljung, CEO do Soundcloud, e inevitavelmente o tema do corte de funcionários e diminuição da empresa veio à tona. Enquanto ouvia os fatos e as explicações de Ljung, ele comentou com um jornalista ao seu lado sobre como seria interessante oferecer a cada um desses funcionários dispensados 10 mil dólares para que eles, em vez de dependerem de um novo emprego, criassem algo novo para a indústria da música. Duas semanas depois, a ideia esteva em pauta nas reuniões do WeTransfer, até se tornar realidade.

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+ WeTransfer entra na batalha dos serviços de “streaming” de música

Para ter direito à quantia, basta aos ex-funcionários do Soundcloud, comprovando que foram dispensados no corte realizado em julho, apresentarem um projeto, através de uma inscrição por e-mail. As inscrições serão avaliadas e podem ser enviadas individualmente ou em grupo, e para cada projeto aprovado será fornecida a quantia. É necessária também a comprovação de que todo dinheiro será usado para o projeto em questão.

Com isso, o WeTransfer visa impulsionar ideias que talvez não saíssem do papel caso seus idealizadores estivessem com o tempo consumido por outro trabalho, e assim alcançar algum tipo de inovação, tão necessário no mercado digital da música.

+ Herói? Aparentemente, Chance The Rapper acaba de salvar o Soundcloud

Você pode conferir mais detalhes da notícia na FACT; ou conferir um texto postado no Medium pelo presidente do WeTransfer. Como um dos “frontmen” da empresa, Bradfield já participou e liderou projetos voltados para impulsionar a arte, novos artistas e expressões inovadoras, tendo trabalhado com artistas como FKA Twigs e Kamasi Washington. Artes gráficas são constantemente trocadas como plano de fundo da página do WeTransfer enquanto você seleciona o que e pra quem vai transferir, fazendo da empresa não só um serviço digital, mas um amplificador cultural.

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Escute a mais nova “A State Of Trance Year Mix” de Armin van Buuren

Phouse Staff

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A State of Trance Year Mix
O mix retrospectivo de 2017 acaba de ser lançado pelo DJ holandês

Este foi um grande ano para Armin van Buuren. Em meio a muitos lançamentos e episódios do seu programa de rádio A State Of Trance, o cara fez um B2B com Hardwell no ADE, tocou nas pirâmides de Gizé com Aly & Fila e apresentou o show The Best Of Armin Only, um mega concerto em comemoração de seus 20 anos de carreira.

E agora que 2017 está ficando para trás, ele lançou mais um volume da sua série de mixes anual, A State Of Trance Year Mix, com as melhores faixas do ano pela Armada Music. Nomes como Ferry Corsten, Above & Beyond, deadmau5 e W&W figuram em uma retrospectiva muito positiva de um dos importantes segmentos da cena eletrônica no mundo todo.

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O lançamento é o 13º da série anual e está disponível nas plataformas digitais, mas também em um CD duplo disponível na Armada Shop. No dia 28 de dezembro, o último episódio do ASOT do ano vai tocar esse megamix de duas horas na íntegra.

Confira:

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SELVA lança seu primeiro single em português

Phouse Staff

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SELVA O Amor Existe
“O Amor Existe (meu amor)” foi lançado neste sexta, via Warner Music, com colaboração da dupla Mar Aberto

O duo SELVA está de volta com um novo single para o verão brasileiro. “O Amor Existe (meu amor)” saiu hoje pela Warner Music, junto com o videoclipe da faixa dirigido por Thiago Eva e produzido pela Bossa Nova Films.

A faixa soma as vozes do SELVA com as da dupla Mar Aberto (formada pela carioca Gabriela Luz e o paulistano Thiago Mart) em um coro que busca trazer uma mensagem positiva, mesmo que hoje em dia o mundo possa parecer mais violento e inseguro. O som é rodeado de guitarras e cai num drop com graves fortes mas mantendo um tom tropical.

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“É a nossa primeira faixa em português. Sempre tivemos vontade de fazer algo na nossa língua nativa, e o momento certo chegou! Estamos muito empolgados para mostrar esse nosso outro lado pra todo mundo”, disseram Pe Lu e Brian, em contato com a Phouse.

Confira:

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Gui Boratto homenageia pioneiro do tango em show inusitado em Paris; assista!

Flávio Lerner

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Gui Boratto Tango
Em programa da TV francesa, o músico improvisou ao lado de instrumentista letã para uma plateia que contou até com um dos “robôs” do Daft Punk

Ao lado da importante instrumentista Ksenija Sidorova — original da Letônia e integrante da Orquestra Sinfônica de Viena —, o conceituado produtor e arquiteto brasileiro Gui Boratto protagonizou uma bela homenagem a um dos criadores do tango, o argentino Astor Piazzolla.

A apresentação, em formato live, rolou em outubro, em Paris, e teve direito até a convidado de honra: um dos “robôs” do Daft Punk. “Foi lindo, até o Thomas Bangalter do Daft Punk estava lá na plateia! Foi muito foda!”, resumiu o boss da D.O.C. Records, em contato com a coluna.

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O espetáculo durou quase meia hora, e agora, com vídeo disponibilizado ontem no YouTube, podemos assistir ao show na íntegra [veja abaixo]. O próprio Gui destaca que foi ele quem escolheu trabalhar com a música do Piazzolla, pois já havia um flerte antigo com o lendário jazzista que resultou na faixa de 2011 “Soledad”, do seu terceiro álbum.

O músico admite que levou quase dois meses pra tirar as harmonias do Piazzolla e fazer os arranjos da forma que queria, pensando em como criar as harmonias para encaixar com o acordeão de Sidorova.

O projeto faz parte da segunda temporada do Variations, conteúdo exclusivo que une música eletrônica e orgânica reunindo músicos das duas áreas para homenagear ídolos do jazz — em outras ocasiões, o programa já trouxe Marc Romboy e Kenny Larkin para, ao lado de instrumentistas famosos, interpretar John Coltrane e Miles Davis, respectivamente. Além deles, Dubfire e Rebotini também já participaram.

O Variations é apresentado pela Culturebox, canal cultural da tevê francesa, e sempre gravado ao vivo na sala de espetáculos La Cigale, clube parisiense que data da belle époque, nascido em 1887. “La Cigale é um lugar cheio de história que remonta ao começo do século: já pegou fogo e foi reinaugurado nos anos 90. Pra mim, foi um prazer sem igual me apresentar nessa obra arquitetônica, acima de tudo”, concluiu o Gui Boratto, que, também como arquiteto, está sempre atento a esses detalhes.

Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna.

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