10 nomes do palco eletrônico do Lollapalooza Brasil para ficar de olho

Uma seleção com nomes gringos e brasileiros que ainda não são tão conhecidos por aqui — mas que você deveria conhecer

* Edição e revisão: Flávio Lerner

Se você é fã de música eletrônica e ama um bom festival, provavelmente deve estar contando os dias para o Lollapalooza Brasil. Justo, afinal, a nona edição do evento marcada para acontecer entre os dias 03 e 05 de abril trouxe um lineup de primeira que abraça diversos gêneros musicais e recebe artistas de altíssimo nível.

Além das estrelas principais que estampam a primeira linha do cartaz (Guns n’ Roses, Travis Scott e The Strokes), temos do lado eletrônico Armin van Buuren, Martin Garrix e projetos brasileiros bem hypados atualmente como Cat Dealers e Chemical Surf. É claro que a grande maioria aguarda por eles, mas o Palco Perry reserva muitas outras surpresas e traz nomes que prometem surpreender e bagunçar a pista colocando todo mundo pra pular.

Por isso a gente resolveu trazer uma lista com artistas internacionais que, apesar da fama lá fora, ainda não caíram nas graças do público brasileiro; e nacionais que podem muito bem estourar a qualquer momento. Se liga nas indicações:

Illenium


Fenômeno. É assim que o DJ e produtor americano Nicholas D. Miller aka Illenium pode ser definido. Ele tem quase 15 milhões de ouvintes mensais no Spotify e sua música “Takeaway” supera os 260 milhões de streams, mas sua fama é de não ligar para qualquer tipo de estrelismo

Com menos de 30 anos, já possui três álbuns lançados — incluindo seu mais recente Ascend, assinado pela Astralwerks em agosto de 2019 — e uma legião incontável de seguidores mundo afora. Se você ainda não conhece o som desse rapaz, recomendamos a audição do disco acima, e também um passeio pelas plataformas de streaming atrás de seus principais sucessos, que incluem remixes e collabs com nomes como The Chainsmokers, marshmello e Flume.

REZZ

Ela já comandou uma festa em realidade virtual e ganhou espaço no prestigiado Essential Mix da BBC Radio 1. Isabelle Rezazadeh, ou REZZ, é outra novata a integrar o lineup do Lolla que não precisa mais provar seu talento para ninguém. Com apenas 24 anos — ela completa 25 alguns dias antes do festival —, a DJ e produtora canadense ascendeu no cenário sem tomar conhecimento de qualquer barreira.

Em 2016, fechou alguns releases com a mau5trap, gravadora comandada por um de seus grandes ídolos, deadmau5, lançando por lá sucessos como “Purple Gusher” e “Edge” — esta última, sua faixa mais reproduzida no Spotify, com 15,5 milhões de plays.


REZZ é uma grande celebridade dentro de seu nicho, reverenciada pelos fãs que acompanham seu trabalho. Na conta são dois álbuns de estúdio, Mass Manipulation (2017) e Certain Kind of Magic (2018), alguns poucos EPs e singles lançados e uma gravadora que leva seu próprio nome. Prepare-se para tremer com os graves que ecoarão das caixas do festival.

San Holo

Quem também já zombou do top 100 da DJ Mag e não está nem aí para a fama, mas ainda assim a detém, é o holandês San Holo, artista que atraiu holofotes para o seu trabalho principalmente após remixar o clássico “The Next Episode” do Dr. Dre, em 2014. 

Além de discotecar e produzir, ele também administra seu selo Bitbird, por onde lançou seu LP de estreia, Album1, além de outros sucessos como “Lines of the Broken” e a recent “Honest” em parceria com o duo Broods — que, inclusive, citamos aqui. Volta e meia, o produtor se aventura criando e explorando diferentes sons, mas de alguma forma sempre consegue inserir sua identidade nas músicas.

Vale conferir acima sua apresentação do ano passado no EDC Las Vegas.

GoldFish

Misturando ritmos africanos e melodias com fortes referências do jazz, o duo GoldFish aos poucos foi desenvolvendo um som verdadeiramente único para chamar de seu. Formado pelos sul-africanos Dominic Peters e David Poole, o projeto deu as caras em 2006 apresentando logo um álbum, Caught In The Loop, com 15 faixas originais e uma identidade bastante peculiar.

Depois de sete anos se baseando entre a Cidade do Cabo e Ibiza, Dom e Dave resolveram se mudar para San Diego surfando a onda do crescente mercado americano. Do Coachella ao Glastonbury, passando por Tomorrowland e ADE, a dupla marcou presença em alguns dos principais eventos ao redor do globo apresentando seu live act.


Eles também conquistaram a Armada Music, que adotou o projeto e lançou grande parte de seus releases, e são próximos de alguns artistas brasileiros, já tendo lançado com Pontifexx, Beöwulf e Cat Dealers. De fato, é um projeto diferenciado que vale a pena ver de pertinho.

Fatnotronic (Phillipi & Rodrigo)

Acharam que não ia ter brasileiro na lista? Acharam errado, até porque o Fatnotronic é um projeto verde e amarelo que todo mundo deveria conhecer. Phillipi A. e Rodrigo Gorky, que formam o duo, gostam de excessos, no bom sentido.

A sonoridade da dupla transborda brasilidade, extravasa nos graves e excede na malemolência. Os caras possuem uma identidade super original que conquistou Diplo e até mesmo o gigante Fatboy Slim.

Unindo brazilian boogie, disco, house e baleárico, conquistaram releases importantes pela DEEWEE, selo dos irmãos belgas Dewale, também conhecidos como 2manydjs ou Soulwax, que os fizeram assinar os trabalhos na gravadora apenas como Phillipi & Rodrigo — incluindo seu primeiro álbum, lançado há um ano (ouça e saiba mais sobre aqui).

Marcaram presença em festivais como Time Warp Brasil, Rock in Rio, Dekmantel São Paulo e a própria edição do Lolla Brasil em 2015 — além da gravação de um Boiler Room, que rolou em maio de 2017. Apresentação super vibes e imperdível, vai pela gente.

Boombox Cartel

Na sequência dos brasileiros, apresentamos agora outro projeto que trabalha a quatro mãos. O Boombox Cartel é um duo de trap/dubstep que traz influências do hip-hop e da música latina; nasceu em 2012 através de Americo Garcia e Jorge Medina.

Formada no México, a dupla logo se mudou para Los Angeles, lugar que os inspirou para o lançamento da primeira faixa, “B2U”, com Ian Everson, em 2015 — produção que fez Skrillex, Diplo e Martin Garrix arregalarem os olhos. 

Depois desse hit, eles conquistaram um espaço na Mad Decent, de Diplo, e continuaram progredindo sonoramente, tanto que emplacaram outros releases por OWSLA e Spinnin’ — eles são considerados hoje um dos principais projetos do México.

Madeon 

Ok, eu me lembro de ter assistido a esse vídeo acima antes mesmo de ser um aficionado por música eletrônica — e provavelmente ele deve ter aparecido diante dos seus olhos em algum momento. Foi essa filmagem amadora fazendo um mashup com músicas de diferentes artistas em seu Launchpad, quando tinha apenas 16 anos, que fez Madeon começar a brilhar no cenário internacional — aí no meio tem som do Daft Punk, Linkin Park, Madonna, Gorillaz, Coldplay e muito mais.

Por trás de Madeon está o francês Hugo Pierre Leclercq, que lançou seu primeiro EP, The City, em 2012 pela popcultur/Sony. A estreia com um álbum aconteceu em março de 2015 com Adventure, disco que carrega 18 faixas super vibrantes e com vibes distintas entre si, e há alguns meses ele soltou seu novo LP, Good Faith, com um número menor de produções, mas com seu selo de qualidade presente.


Ele já passou pelo Lolla Brasil na edição de 2012 e agora retorna ao festival recheado de novos hits. Se você curte future bass com uma pegada pop, o show dele é uma ótima pedida.

Alan Walker

Aqui temos um campeão em números. É praticamente impossível você nunca ter escutado “Faded”, música de maior sucesso do produtor norueguês Alan Walker, que ultrapassa a marca de 2.6 bilhões de plays apenas no vídeo oficial do YouTube. 

Depois desse super hit, lançado em 2015, chegaram outras sonzeiras como “Alone”, “The Spectre” e “Sing Me to Sleep”, provando ser mais um artista jovem extremamente talentoso. Seu primeiro álbum de estúdio, Different World, veio em 2018, mesmo ano em que tocou em festivais como Ultra Music Festival, Tomorrowland e Coachella.

Com apenas 22 anos, ele com certeza é outro dessa lista que pode ser considerado como um fenômeno. 

Victor Lou

O goiano Paulo Victor Cardoso, aka Victor Lou, é um nome que começou a aparecer mais recentemente por aqui, mas que já tem feito um barulho dos bons na cena há algum tempo. Ele é dono de produções como “Back”, “Suavemente”, “Untitled” e “This Is House”, tracks que o ajudaram a  alcançar um patamar de destaque no mercado brasileiro.

Recentemente, realizou sua segunda turnê internacional e lançou uma nova faixa ao lado do duo Breaking Beattz; ele também soma collabs com Chemical Surf, Chris Lawyer e ILLUSIONIZE, e é headlabel da Blackartel Records ao lado de Visage e Alfrexx.

Lou já marcou presença em eventos do Só Track Boa, fez parte do lineup do NAFF, já tocou no Laroc e agora encara a responsa de subir no palco eletrônico do Lollapalooza Brasil para contagiar o mar de gente à sua frente — missão não muito difícil, já que possui um arsenal de bombas no seu case.

Barja

Encerramos a lista com mais um talento verde e amarelo: Thaís Barja, cantora profissional há mais de dez anos, que se descobriu na música eletrônica em 2016, quando lançou oficialmente seu projeto, sem, contudo, abandonar seu diferencial nas apresentações: a voz. 

Ela participou recentemente de eventos como Ame Laroc Festival, CarnaVibe, SOME Festival, Universo Paralello e Rock in Rio. Além disso, possui na conta parcerias com nomes como Alok, Volkoder, Dazzo e Gabe.

Ao lado de FractaLL e Rocksted (que também são atração deste Lollapalooza Brasil), o trio foi responsável por abrir os shows do New Order no país, que aconteceram no final de 2018. Sua estreia no Lolla promete momentos de muita energia e deve consolidar ainda mais seu nome dentre as principais artistas do cenário brasileiro. 

Sejam os gringos em evidência ou os projetos nacionais em ascensão, podemos confiar que todos os nomes mencionados acima vão fazer bonito no Palco Perry e deixar a nona edição brasileira do Lollapalooza marcada na história.

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

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