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2015 revelou grandes produtores para o cenário catarinense

Demorou, mas finalmente o Estado de Santa Catarina está vendo surgir artistas diferenciados, produtores com potencial internacional lançando por gravadoras mundo afora, fazendo nossa cena se fortalecer de baixo para cima, na raiz. Já faz pelo menos 15 anos desde que Balneário Camboriú começou a chamar atenção por sua vida noturna intensa. Clubs históricos como Baturité e Ibiza abriram caminho para região se tornar a meca da música eletrônica no Brasil, onde a Barra Sul era tomada por clubs, bares e restaurantes.

Logo depois veio o Warung Beach Club, com uma proposta completamente singular e que, de fato, estabeleceu um antes e depois pros sortudos que moram no Sul, além de turistas de todo o País no verão. Em meio a isso tudo, muitos DJs de outros Estados consolidaram suas carreiras e fizeram seu segundo lar por aqui. Já ouviu aquele ditado que diz que “santo de casa não faz milagre?”. Pois é, essa sempre foi uma verdade em nossa cena, e possivelmente é resultado da falta de apoio dos donos da noite e, é claro, do próprio público. Felizmente isso tem mudado; se há algum tempo atrás era improvável ver um DJ local tocando em horário nobre de nossos clubs, este ano vimos, por exemplo, residentes do Terraza BC e Floripa pegando a pista pra fechar. Nomes como Doriva RozekBernardo Ziembik e Emmy Betiol têm feito por merecer, não deixando nada a desejar para os gringos.

Por falar em Florianópolis, a capital também tem cada vez mais aflorado seu lado noturno — hoje praticamente dividiu o que acontece sobre música no Estado. É claro que a região de BC, Itajaí e cidades do Vale ainda têm mais movimento, clubs e festas, mas a grande Florianópolis é o lugar para se estar. Muitos DJs estão escolhendo viver na cidade, pois têm atentamente visto seu futuro como o polo da dance music na América do Sul. São diversos fatores que contribuem: um dos melhores destinos turísticos do mundo, uma ótima infraestrutura e qualidade de vida, a possível ampliação de seu aeroporto e, principalmente, uma abertura maior da sociedade pra diferentes estilos de vida e cultura, sobretudo musical.

Enquanto isso, BC tem cada vez mais perdido terreno — literalmente — com a especulação imobiliária e a não aceitação de moradores e órgãos governamentais, que têm somados forças pra que a vida noturna diminua a música de bar até meia noite. Porém, tudo vai depender da disposição dos interessados em viver da noite acharem caminhos para manter alimentado um público que já sabe muito de música e está alinhado com o que acontece no mundo. Mesmo tendo uma cena referencial, só agora tem aparecido gente muito talentosa de dentro dos estúdios. Por quê? Isso é algo difícil de entender e explicar, mas se olharmos a história, as revoluções sempre vieram em momentos de instabilidade social e em grandes centros, onde as pessoas são as primeiras a ser atingidas por inovações políticas e tecnológicas.

Com a música eletrônica não foi diferente; grandes cidades como Nova Iorque, Chicago, Detroit e Londres foram incubadoras daquilo que chamamos hoje de house e techno. No Brasil, São Paulo é de onde quase sempre surgiram produtores — caras como Mau Mau, MarkyRenato Cohen e Gui Boratto foram pioneiros em levar a dance music brasileira para o mundo. Com a disseminação da internet, hoje é possível você aprender a trabalhar com um estúdio completamente virtual e lançar as próprias músicas. Entre os nomes que tiveram grande destaque em Santa Catarina neste ano, sem dúvidas destacamos Wilian Kraupp, Blancah, Bruno Be e o projeto Elekfantz.

Kraupp é visto como o garoto prodígio, começou lançando por pequenos selos da Europa mediterrânea, alcançou respeito e admiração dos núcleos de lá apos receber apoio de Marco Carola, colocando uma de suas musicas na compilação do ano de 2014 pela Music On. Logo depois veio o reconhecimento nacional, entrou para o casting da D-AGENCY e gigs importantes começaram a acontecer em horários nobres dos melhores clubs do País, como D-EDGE, Vibe e Warung. Em 2015, ainda lançou por grandes gravadoras como D-Floor e Stereo Produtions. O jovem está apenas começando.

Patrícia Laus já está envolvida na cena há bastante tempo, tem experiência internacional e seu projeto live, onde canta e toca como Blancah foi uma das grandes novidades do ano. Ela tem aparecido em horários nobres de clubs como Terraza e recentemente fez uma tour pela Argentina. É uma das principais artistas do consagrado selo alemão Steyoyoke. Seu estilo musical envolvente e melódico é bem peculiar e tem muita demanda em todo o Sul do Brasil.

Já o Bruno Be vem se destacando cada vez mais no que hoje é conhecido como deep house, um dos estilos mais populares no Brasil. Natural de Porto Alegre, o artista seguiu o mesmo caminho do conterrâneo Fabrício Peçanha, mudando-se para Florianópolis. Com um caminho consistente, já vem apostando no estilo há alguns anos, tendo chamado a atenção de selos como Bunny Tiger e Lou Lou Records, e de nomes como Kolombo, Phonique (que o citou como melhor produtor do Brasil) e Sharam Jey. Neste ano, atingiu o topo do Beatport com o EP Breath Me (Bunny Tiger) e um remix para a faixa Holy Ghost!, de Sharam Jey e Tom Breu, via Nurvous Records.

E por fim, o consagrado Daniel Kuhnen, que por anos levou com maestria warm-ups do Warung, onde era residente, além de já ter rodado o mundo abrindo as noites de Gui Boratto, se juntou com seu amigo de infância, o músico Leo Piovazani, para formar o Elekfantz em meados de 2011. O projeto já teve música remixada por Solomun e um primeiro álbum muito bem recebido no ano passado. Em 2015, foi provavelmente o show mais pedido por todos os cantos do Brasil, além de ter rodado pelas Américas e pela Europa.

Esses quatro nomes terão um grande 2016 e ajudarão, de fato, Santa Catarina a ser reconhecida não só pelos clubs e pelas festas, mas por seus DJs e Produtores.

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