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Entrevista: 3LAU nos conta detalhes de sua parceria com Dash Berlin

Atualmente um dos melhores produtores e “mashupers” do mundo, a Phouse entrevistou neste fim de semana o americano Justin Blau, o 3LAU. Ele ficou conhecido para o mundo, após sua música ser tocada por nada mais, nada menos, que Tiesto, no festival EDC Las Vegas, do ano passado, depois disso o talento do rapaz ganhou outras proporções.

A sua primeira música a ficar conhecida foi “Escape”, parceria com Paris & Simo e a vocalista Brights Lights. Logo outros sucessos vieram à tona, como How You Love Me, Vikings, Bang, e a mais nova parceria com Dash Berlin e Bright Lights, Somehow. E esse o principal tema do bate-papo que tivemos com o jovem, de 23 anos, que também falou sobre suas influências musicais e apoio da família ao seu trabalho.

No começo deste mês Somehow foi lançada e mostrou mais uma colaboração criativa do rapaz de Las Vegas, que uniu seu progressive ao trance, de Dash Berlin. E essa não é a primeira vez que ele “inventa”. Em um dos seus podcast “3LAU Haus”, Justin fez um set especial para os amantes de deep house. Confira abaixo a conversa que tivemos com 3LAU.

Você fez uma música com características do Trance, nos conte dessa parceria com Dash Berlin?

É engraçado porque alguns dos primeiros arquivos de projeto a faixa estava com uma “ideia trance”, mas é apenas um registro de trance, no sentido tradicional. Eu acho que diria é “trance progressivo”, porque tem influências do trance, mas continua a ser um 130 bpm progressive house. Eu sempre amei as estruturas de acordes épicos da música trance, mas eu sempre achei que faltava em energia, então eu tentei cruzar um pouco mais com isso.

Quais foram os primeiros artistas que te inspiraram na música?

Acredite ou não, as minhas primeiras influências foram bandas de rock, do Radiohead para Sigur Ros, eu estava ouvindo pós-rock / música eletrônica experimental, enquanto crescia. Minhas influências de música eletrônica começaram com Boys Noize e Justice, mas eu realmente não comecei a “produzir” ouvindo house music até que eu fiz uma viagem para a Suécia e fiquei encantado com a cultura de lá. Todo mundo estava feliz, animado e dançava. Era uma espécie de cultura da música, eu não estava acostumado a voltar aos Estados Unidos que, há 3 anos, ainda foi dominado pelo pop e hip-hop. É por isso comecei a fazer mashups, queria mostrar às pessoas como a música era incrível através da lente do pop, combinando vozes familiares, com menos batidas e instrumentais familiares.

Você estudou finanças na faculdade e até trabalhou com isso. Já na faculdade fazia sucesso entre os amigos por ser DJ. Como foi essa época de sua vida?

Eu sempre tive um grande interesse em finanças e negócios, mas, principalmente, do lado empresarial. Quando eu convenci meu pai que a minha carreira de DJ poderia se tornar um empreendimento empresarial, eu acho que é quando meus pais começaram a ver a oportunidade que eu tinha encontrado em um gênero de música, que, na época, ainda estava em seus estágios iniciais. Meu pai faz um trabalho incrível e eu tenho muita sorte de ter uma família que me apoia, mas agradeço a eles por me dar um tempo difícil, porque ele me obrigou a trabalhar mais e provar a eles que eu estava fazendo algo de grande valor. Na escola, eu não tinha um cartão de crédito e nem sequer meu próprio carro, por isso agradeço aos meus pais por dar essa ética de trabalho a mim, o que é uma grande razão para eu estar onde eu estou agora. Mas, para responder a pergunta mais diretamente, finanças sempre foi um interesse, a música sempre foi uma paixão, ambos poderiam funcionar juntos.

2014 tem sido um grande ano para você. Como você se imagina nos próximos 12 meses?

Quero que as pessoas ouçam o disco que eu estou fazendo, chamado “Don’t Wait.” Eu só quero que as pessoas possam ouvi-lo, senti-lo, e espero ganhar alguma coisa com isso.

Quem são seus produtores do momento?

Audien, Botnek, Nom De Strip, MakJ, Deorro. As pessoas mais jovens, que estão menos estabelecidas, fazem música melhor do que alguns que já tem uma posição concreta. Estamos com fome e nós estamos chegando forte.

Cite 5 tracks que você está ouvindo atualmente?

1. Pierce Fulton – Kuaga

2. Botnek – ID remix;)

3. Porter Robinson – Coração de Leão (Arty Remix)

4. Mightyfools – Shaolin (Original Mix)

5. Martin Garrix – Virus (Original Mix)

E, finalmente, como estão seus trabalhos em estúdio?

Tenho muitas coisas para terminar. Mal posso esperar para que todos possam ouvir!

Escute o novo trabalho do americano:

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