What We Started Documentários

5 documentários sobre música para ver no Netflix

Confira as dicas de Danilo Bencke na coluna da AIMEC
* Por Danilo Bencke
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Se você gosta de música e está cansado de assistir animes ou séries que nunca acabam, tenho uma boa notícia para você: o Netflix possui ótimos documentários sobre música e personagens famosos que nos inspiram e permitem que conheçamos um pouco mais sobre o que acontece nos bastidores do mundo da produção musical.

Seja você um músico ou não, o ponto de vista do artista é sempre algo a ser levado em consideração, apesar de quase nunca explorado. Saber como veio a ideia de uma música ou álbum nos ajuda a entender um pouco sobre o sentimento envolvido naquele momento para criar aquela canção, trazendo uma nova visão sobre algo que já conhecemos muito bem.

Entender a cena e o contexto histórico onde se encaixa o artista, faz com que possamos ver com outros olhos o verdadeiro trabalho dos músicos envolvidos, nos fazendo perceber que há muito mais em jogo do que a diversão no palco e viagens em turnês lotadas.

Acima de tudo, o que descobrimos com esses documentários é o lado humano do artista, que muitas vezes pode aparecer como um ser inatingível, desprovido de emoção, porém, o que podemos perceber é exatamente o oposto — todos são seres humanos de carne e osso, assim como nós. Descobrir o que os motiva é um passo para descobrirmos em nós mesmos nosso combustível para seguir em frente.

Por isso, selecionei cinco documentários marcantes sobre música que estão disponíveis na plataforma.

Quincy

Muitas pessoas hoje em dia associam o nome Quincy Jones ao de Michael Jackson. Faz sentido, pois ele ajudou a produzir Thriller, um dos álbuns mais vendidos da história. O que os mais jovens podem não saber é do seu envolvimento com a música desde cedo, ao lado de super astros como Ray Charles e Frank Sinatra.

Agora, o que realmente poucos sabem é do seu passado humilde e de luta contra o preconceito racial nos Estados Unidos, e de como ele ajudou a mudar este panorama. Sua história como pessoa é tão bonita quanto à sua como artista, indicado a 79 Grammys e sendo premiado com 27, além de um Grammy Legends Award em 1991.

O documentário é codirigido por sua filha Rashida Jones, o que ajuda a trazer um clima intimista, mostrando o lado pessoal e humano, muito além da figura lendária e icônica de um dos principais artistas da música de toda a história.

The Defiant Ones

Um documentário sobre a vida e obra de Dr. Dre já daria bastante pano para manga. Junte isso com a vivência do renomado produtor Jimmy Iovine e adicione um pouco sobre a história da parceria entre ambos para a criação da iniciativa de hardware na área musical, Beats by Dr. Dre. O resultado é um documentário imperdível para qualquer um que goste de música e indispensável para qualquer produtor musical.

Para desenvolver o filme, o diretor contou com acesso irrestrito aos dois artistas durante um período de três anos, a fim de capturar longas entrevistas com Dre e Iovine, além de outros ícones da música. Mostrando tudo de suas vidas, desde o início de suas carreiras, seja como DJ ou varrendo o chão do estúdio, até conseguir produzir discos de sucesso.

Entre os convidados nas filmagens, estão Snoop Dogg, Bruce Springsteen, Gwen Stefani, Bono Vox, David Geffen, Eminem, Nas, Stevie Nicks, Kendrick Lamar, Ice Cube, Jon Landau, Patti Smith, Lady Gaga, Doug Morris, Tom Petty, Trent Reznor, Diddy, Alonzo Williams e will.i.am.

A série ainda mostra imagens inéditas de sessões de gravação e escrita com Eazy-E, JJ Fad, Stevie Nicks, N.W.A., Tom Petty, The D.O.C., Bruce Springsteen e U2. Com tantos nomes assim fica fácil entender a importância e a proporção desses dois para a indústria da música como um todo.

What We Started

A música eletrônica hoje em dia está mais pop do que nunca. Com cada vez mais adeptos, ela se espalha e começa a chegar a lugares e nichos que nunca havia chegado antes. Como consequência, a velha rixa entre mainstream e underground aparece mais forte na cena atual.

É justamente aí que este documentário consegue ganhar o público e agradar a todos. Tendo como personagens principais dois representantes dessas duas vertentes, Carl Cox e Martin Garrix, o filme foca no mais importante — o amor pela música.

Contando a história da música eletrônica de maneira leve e objetiva, podemos conhecer a origem do gênero em uma viagem no tempo, que nos leva de volta ao início da cena e nos traz até os dias de hoje, nos fazendo entender e compreender os movimentos que fundaram e pavimentaram essa cultura.

Contando com depoimentos de nomes como Moby, Steve Angello, David Guetta, Paul Oakenfold, Seth Troxler e Richie Hawtin, este filme aborda a questão com bastante credibilidade e isonomia, sendo um colírio para os olhos de todos aqueles que amam a música eletrônica e desejam saber mais sobre sua história e origens.

Hip-Hop Evolution

Apresentado pelo MC e jornalista Shad Kabango, ele se reúne com as maiores estrelas do hip-hop para mostrar as origens do estilo e como ele se tornou a música mais popular do mundo, mas percebe no caminho que o seu verdadeiro legado é algo muito mais profundo.

Por exemplo, a figura do MC, hoje tão enraizado em nossa cultura musical, tem suas origens diretamente no hip-hop. A própria música eletrônica tem seu passado compartilhado com o do gênero, ambos criados com o uso de samplers e sintetizadores.

As entrevistas são bem naturais, fazendo você se sentir como se estivesse no sofá de sua sala conversando com velhos amigos sobre as travessuras que aprontavam juntos quando jovem. Tudo bem que esses “velhos amigos” são figuras como Kool Herc, Afrika Bambaataa, Grandmaster Flash, Run-D.M.C., Ice-T e N.W.A., o que nos faz imergir realmente no contexto histórico e na cultura local, que influenciaram tanto essas obras e esses artistas.

Ganhador de um Emmy Internacional, esse documentário é essencial para quem tem interesse pela cultura hip-hop, que vai muito além de ser simplesmente um estilo musical.

Some Kind Of Monster

Quando ouvimos uma música de uma banda, quase nunca pensamos nas emoções que estão envolvidas no processo de criação. Criatividade e brigas de ego entre as partes envolvidas se misturam para fazer arte.

“Acontece nas melhores famílias”, é o que poderia ser dito sobre as brigas entre os integrantes do Metallica (principalmente Lars e James). O perfeccionismo e as opiniões divergentes são um problema para qualquer grupo, mas neste documentário isso é levado ao extremo, tanta pela pressão de ser uma banda que estava sem lançar há um tempo como pelo tamanho e proporção que é o Metallica.

Para completar a história, o quarteto ainda precisa resolver um grande problema: encontrar um novo baixista. Este por si só já seria um grande problema, mas em se tratando de Metallica, as coisas são sempre maiores. Como se não bastasse, o vocalista James Hetfield ainda enfrenta o alcoolismo e se interna em uma clínica, passando longos meses ausente.

Parece trama de um blockbuster hollywoodiano com presença de um elenco de peso, mas é um documentário da vida real, com pessoas reais e situações reais. Por isso ele é tão cativante e inspirador. Entender que os grandes artistas são seres humanos nos faz pensar que também somos seres humanos e também podemos ser grandes artistas.

Danilo Bencke assina a coluna da AIMEC na Phouse.

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