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Conhecimento

5 Ted Talks essenciais para os fãs da música eletrônica

Pedro Fialdini

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Dentre as diversas novas formas de transmitir ideias no mundo virtual, uma das que ganhou mais destaque nos últimos anos foram as TED Talks. Fundada em 1984, a plataforma é um espaço para o compartilhamento de pesquisas, conselhos, filosofias, técnicas e em geral qualquer tipo de conteúdo, de maneira simples, rápida e extremamente dinâmica. Os assuntos abordados são os mais diversos possíveis, de ciências a esportes, de economia às artes e é claro, a música não poderia ficar de fora.

O portal edm.com selecionou cinco TED Talks simplesmente imperdíveis para quem, como todos nós, respira música eletrônica. Seja você um profissional da área ou apenas um entusiasta, com certeza irá se divertir e aprender com eles. Os temas e autores são os mais diversos possíveis e há conteúdo para todos os gostos. É só clicar e aproveitar!

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*Se não tiver um bom inglês recomendamos as legendas automáticas em português.

Women, STEM and EDM – DJ Dani Deahl

O primeiro episódio selecionado diz respeito a um tema bastante debatido recentemente: a participação das mulheres no mercado da música eletrônica. Dani Deahl é DJ, produtora e também jornalista, e através de sua experiência na área, procura derrubar alguns mitos sobre a cena, além de passar uma poderosa mensagem para os que buscam um espaço nela: encontrar e seguir algo pelo qual você seja realmente apaixonado.

An Inside on Electronic Music – Noisia

Mudando para um panorama mais técnico, o vídeo seguinte apresenta o trio Noisia, uma referência do drum & bass, apresentando insights sobre o processo de criação de uma faixa e também sobre possíveis aplicações da música eletrônica em parceria com filmes, aplicativos e até televisão. Conhecidos pela excelente técnica e excelente uso da tecnologia em suas produções, os integrantes do Noisia sabem do que falam e produziram um TED imperdível.

How sampling transformed music – Mark Ronson

Estrela do cenário do hip hop e recentemente mais conhecido por sua colaboração com Bruno Mars, Mark Ronson tem uma vasta bagagem e experiência para falar de música. Em seu TED Talk, ele aborda o tema do “sampleamento”, ou seja, o ato no qual um produtor ou músico utiliza trechos ou partes de trabalhos de outros artistas em seu próprio trabalho. Mark Ronson explica a importância desta prática para o desenvolvimento da música moderna e debate alguns fatores que envolvem a prática nos dias atuais.

The LHC Remix – Tim Exile

Tim Exile é DJ e inventor de instrumentos eletrônicos. A partir de sua experiência na criação de sons para a música eletrônica, Tim demonstra em um excelente TED qual é o resultado quando ciência e música se encontram. Por mais surpreendente que pareça, ele capturou sons emitidos pelo Large Hadron Collider, que é simplesmente o maior e mais avançado acelerador de partículas do planeta. Não perderemos tempo te explicando o que é um acelerador de partículas. O que importa é o que Tim consegue fazer com os sons captados a partir deles a partir de suas tecnologias, a ponto de transformar a plateia da convenção em uma pista de dança. Impagável.

Bringing the Lessons of Burning Man to the World – Julia Wolfe

A apresentadora deste TED Talk tem um perfil inusitado e extremamente curioso. Julia Wolfe é uma garota de apenas 9 anos, que procura aplicar em outras áreas da vida, lições que aprendeu no famoso festival Burning Man. Com conselhos que vão desde a importância da reciclagem até a necessidade de autossuficiência, Julia nos transmite mais do que poderíamos imaginar ser possível de uma garota tão jovem.

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Entrevista

30 músicas para 30 anos: DJ Mau Mau celebra 3 décadas de carreira com playlist exclusiva

Flávio Lerner

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DJ Mau Mau 30 anos
Um dos principais nomes da cena nacional comemora 30 anos como DJ neste sábado, em São Paulo; confira o depoimento e a playlist que o Mau Mau montou para a Phouse!

Modelo, inspiração, exemplo, referência, ícone, respeito… São inúmeras as palavras que clubbers e profissionais da cena house/techno poderiam usar para resumir o DJ Mau Mau. Afinal, não é qualquer DJ brasileiro que festeja 30 anos de profissão com uma trajetória consistente, sendo pioneiro em tempos de terra seca e tendo a capacidade de se manter atual e relevante depois de tantas transformações nesse cenário.

Exemplo disso é o último ato de seu ano comemorativo: após aproveitar a marca pra celebrar em diversos momentos especiais durante todo este 2017, a festa derradeira desses seus 30 anos de DJ não é nada parecido com um baile da saudade tocando flashback para tiozões saudosistas, mas a nova edição da Capslock de Paulo Tessuto — um dos maiores exemplos [e reflexos] do que é a cena clubber contemporânea.

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Antes de discotecar pra jovens mudérnos e hedonistas no sábado — fechando com chave de ouro um ano que teve direito até a B2B com o DJ Marky no palco eletrônico do Rock in Rio —, o Mau Mau gentilmente topou dar um depoimento à coluna com uma breve retrospectiva de sua trajetória; de quebra, escolheu pra gente 30 músicas que representam essas três décadas de carreira, incluindo nomes como Kraftwerk, Front 242, Moby, John Tejada, Paul van Dyk, LFO, Carl Craig e Galaxy 2 Galaxy, além de uma faixa autoral.

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Basta, então, clicar na playlist abaixo [tracklist ao final do artigo] e ler as palavras a seguir pra curtir essa pequena viagem no tempo com um dos DJs-símbolo de São Paulo. Com vocês, DJ Mau Mau:

Sempre fui apaixonado por música. Na adolescência, minha experiência inicial foi através de vários grupos profissionais de dança que participei. No final dos anos 80, frequentei o Largo São Bento, em São Paulo, onde gangues e grupos de hip hop munidos de equipamentos de som portáteis se encontravam para disputas de breakdance. Foi nesse momento que o universo do DJ começou a me conquistar.

Um pouco antes de completar 18 anos, tive minha primeira oportunidade como DJ: no porão do casarão mais underground da cidade, o Madame Satã, reduto de punks, góticos e modernos, comandado pelos mestres Marquinhos MS e DJ Magal, duas grandes fontes de inspiração. Nos primeiros cinco anos, os toca-discos eram apenas um passatempo, e eu exercia outras atividades como sustento — fui bancário, trabalhei no escritório do DMC Brasil e fui coreógrafo do grupo Dance Division. Com o tempo, me apaixonei pela profissão, outras oportunidades apareceram e ganhei residências importantes no final dos anos 80: Club Malícia, US Beef Rock, Rouge Neon e Walkabout.

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Nos anos 90, adotei o nome profissional de DJ Mau Mau, quando fui convidado para comandar a cabine de som do Sra. Kravitz, ao lado do DJ Renato Lopes. Naquele momento, meu trabalho ganhou destaque e pude desenvolver meu estilo, voltado para o underground. Em meados dos anos 90, nasceu em São Paulo o primeiro after hours do Brasil: o Hell’s Club. Convidado pelo promoter e amigo Pil Marques, comandei por quatro anos essa grande revolução que moldou um novo comportamento na noite.

Em seguida, outras residências importantes: o after do Club Base, com o promoter Paulo Silveira, e a noite Technova no Lov.e Club, a convite de Oscar Bueno. Depois dos anos 2000, fui residente da noite Mothership no D-EDGE, onde, depois de alguns anos, fui transferido para a residência do Superafter, em que sigo até hoje. Atualmente, também comando a noite Houseira, no Club Jerome, com meu amigo Roque Castro.

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A carreira de DJ também me direcionou para a produção musical, em que desenvolvi muitos projetos e parcerias. Fazendo remixes e participações em shows, trabalhei com artistas nacionais importantes, como Roberto Carlos, Rita Lee, Marina Lima, Edgar Scandurra, Kiko Zambianchi, Edson Cordeiro, Laura Finocchiaro, DeFalla, Rodrigo Pitta, Franco Junior, Daniela Mercury, Jota Quest, Dudu Marote, Adriana Calcanhoto e o maestro Fabio Gomes Oliveira. Minhas músicas foram tocadas por DJs internacionais que admiro e que sempre foram fonte de inspiração: Laurent Garnier, Stacey Pullen, Mr C. e Carl Cox, entre outros.

A profissão também me proporcionou conhecer outros países e culturas. A convite do mestre Garnier, fiz minha primeira apresentação na França em 1995, no festival Trans Musicales, em Rennes. Depois ganhei residência por dois anos na festa francesa Open House, onde passei pelas principais capitais do país. Os convites internacionais não pararam: Inglaterra, Portugal, Alemanha, Turquia, Japão, Itália, Espanha, Bélgica, Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia.

Em 2017, já recebi homenagem pelos anos de carreira do Nation Disco Club, primeiro reduto clubber em São Paulo, do final dos anos 80, comandado pelo DJ Mauro Borges, e também do Music Non Stop de Claudia Assef, entre outras comemorações. No início do ano, recebi o convite para tocar na Carlos Capslock através do L_cio e do Paulo Tessuto, e desde então estou muito ansioso.

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A Capslock é o tipo de festa que eu gostaria de frequentar, mas a minha agenda de trabalho não permite. Ter a oportunidade de comemorar essa data tão especial numa das festas mais legais da atualidade é um presente ao lado de amigos queridos! Tantos momentos de plena felicidade dedicados à música passaram voando, mas a paixão em pesquisar novos estilos musicais, desenvolver sons em estúdio e depois testar o resultado nas pistas pelo mundo continua a mesma do início de carreira.

São 30 anos de dedicação e amor. Assim, preparei uma retrospectiva com 30 músicas que marcaram minha carreira. São composições em estilos diferentes que em algum momento fizeram parte do meu repertório, e mesmo as mais antigas ainda soam bem atuais. ​Divirtam-se!

Tracklist:

[Anos 80]

1- Section 25 – Looking from a Hilltop (Megamix)

2- Colourbox – Hipnition

3- Front 242 – Don’t Crash

4- Kraftwerk – Numbers

5- Test Dept – The Faces of Freedom 1,2,3

6- Fast Eddie – Acid Thunder

7- Mike Dunn – Life Goes On

8- Adonis – No Way Back

9- Bam Bam – Give It To Me (Club Mix)

[Anos 90]

10- LNR – Work It To The Bone (The Original Classic)

11- West Bam – Alarm Clock

12- Dr. Baker – Kaos 1989

13- LFO – LFO

14- Xpansions – Move Your Body

15- DSR – Babaloo

16- Capricorn – 20 Hz

17- Speedy J – Something For Your Mind

18- Moby – Go

19- Humate – Love Stimulation (Paul van Dyk’s Love Club Mix)

20- Galaxy 2 Galaxy – Hi-Tech Jazz

21- Secret Cinema 2 ‎- Straight Forward

22- Kosmic Messenger – Flash

23- Jonny L – This Time (Carl Craig Mix 2)

[Anos 2000]

24- M4J – Macumba

25- DJ Mau Mau – Space Funk

26- John Tejada – Sweat (On The Walls)

27- The Martian – Particle Shower

28- Gabriel Ananda – Doppelwhipper

29- Luna City Express – Fresh

30- Justin Maxwell & John Tejada – I’ve Got Acid

A Capslock com o DJ Mau Mau rola neste sábado, dia 09, em São Paulo, em local ainda não revelado; o line ainda traz Tessuto, L_cio, Ella De Vuono, Max Underson, Vitor Lagoeiro e o alemão Sebastian Voigt.

Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna.

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Notícia

Site faz lista das 30 músicas mais consumidas em 2017

Phouse Staff

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30 músicas 2017
The Chainsmokers, Kygo, Zedd e DJ Khaled emplacam faixas no ranking

A Variety, em parceria com a BuzzAngle Music, publicou na última semana uma lista das 30 músicas mais consumidas em 2017. Para chegar aos números, foram levados em conta streamings de áudio e vídeo, vendas, uso em rádio e também tags do aplicativo Shazam.

No pódio estão Ed Sheeran, com “The Shape Of You”, Luis Fonsi e Daddy Yankee com “Despacito”, e “HUMBLE”, de Kendrick Lamar. Representando a música eletrônica, temos The Chainsmokers (duas vezes), DJ Khaled, Zedd e Kygo.

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Confira a lista completa abaixo — a sessão “Total” corresponde à soma de todos os dados de consumo analisados.

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Confira 5 lançamentos nacionais que foram destaque em outubro

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Análise

Confira 5 lançamentos nacionais que foram destaque em outubro

Jonas Fachi

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5 lançamentos outubro
Entre EPs, coletâneas, remixes e faixas, Jonas Fachi escolhe cinco destaques de outubro na cena eletrônica nacional

Hoje, estreio em minha coluna aqui na Phouse uma série pensada para dar o devido reconhecimento ao trabalho dos produtores nacionais de vanguarda, com ênfase em artistas que estão começando a lançar seus primeiros trabalhos, já possuem estrutura e merecem serem mostrados.

Serão cinco lançamentos — sejam álbuns, EPs, coletâneas, faixa originais ou remixes — escolhidos eventualmente. Confira abaixo, portanto, a primeira seleção, que corresponde a releases de outubro.

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Nana Torres – Iron Coat (EP, Discotech Music)

Lançada em junho de 2016, “Iron Coat” — segundo a própria Nana Torres — representa a identidade da produtora. Mais de um ano depois, a faixa ganhou agora uma série de reinterpretações de produtores de destaque no país, com nomes do calibre de L_cio, Mumbaata e DJ Glen. Porém, o destaque vai para o techno minimalista do paulistano Vitor Munhoz, que trouxe ideias espaciais e elementos tribais para uma linha de batidas lineares e seguras.

“Quando fecho os olhos e ouço o remix do Vitor Munhoz, vou diretamente para os rolês que fizemos nos porões de Berlim. A qualidade é gringa e a personalidade muito forte” — Nana Torres.

Ednner Soares – Torment (EP, ID Music)

O EP Torment conta com remix do espanhol Medu, e a faixa original remete, à primeira impressão, a influências do leste europeu, com linhas de baixo e elementos misteriosos nos quais o produtor gaúcho flerta com conceitos minimalistas. O disco foi lançado por sua própria label, em 16 de outubro.

RezQ Sound – Poli (Fer J remix, BC2 Records)

Carioca radicado em Portugal, Fer J foi um dos convidados para remixar “Poli”. No trabalho, reconhecemos uma típica ambientação do clássico house progressivo desenvolvido nos últimos anos, com a entrada de elementos anestesiantes misturados com camadas cada vez mais profundas e sintetizadores melódicos, além das linhas ritmicas inquietas e dançantes. Esse é aquele tipo de música que nunca falha em sets que querem proporcionar imersão.

Albquerque, Ariel Merisio – Can’t See (Dear Deer Mafia)

Com mais de 20 artistas brasileiros, a coletânea Nasty Bros & Friends, lançada pela label ucraniana, tem como destaque a colaboração de dois dos mais expressivos artistas do Sul do Brasil na atualidade: a faixa “Can’t See”, de Albuquerque e Ariel Merisio. Um trabalho que impressiona pelo dinâmismo e ajuste perfeito dos elementos — cada um tem seu pequeno momento, e suas somas não se sobrepõem entre si.

Mau Maioli, DJ Mandraks – Onne (Original Mix, Digiment Records)

O trabalho que abre a coletânea Essentials Techno Vol. 1 é resultado entre um dos DJs mais experientes do país e uma das mentes novas mais promissoras do Sul. Autenticidade é o que carrega a essência de “Onne”, que leva peso no bass e um sintetizador agressivo sobre uma série de camadas de baterias industriais.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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