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Festas, networking e depoimentos: o ADE 2017 pelo olhar da Phouse

Luckas Wagg

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ADE 2017
Confira o que vimos em Amsterdã durante o maior encontro da indústria da música eletrônica no mundo todo
Fotos por Phouse e Amsterdam Dance Event

Atingindo o recorde de mais de 395 mil pessoas — incluindo produtores, DJs, empresários e amantes da música eletrônica de mais de 90 nacionalidades —, rolou entre os dias 18 e 22 de outubro o Amsterdam Dance Event. Maior encontro global da indústria da música eletrônica, o ADE existe desde 1995, misturando uma programação de palestras e workshops com mais de 200 festas em diferentes locais espalhados pela cidade. São cinco dias, 80 locais e mais de 7.200 representantes do mercado, e a Phouse foi conferir esse evento através da recente parceria com a BURN, que proporcionou essa viagem incrível para a gente.

Antes dessa semana intensa, é importante se programar bem, e pensando nisso, o evento disponibiliza um aplicativo para os participantes em que é possível acessar todos os eventos, festas, workshops e exposições previamente, e já se inscrever. Para se ter uma noção, a população da capital holandesa chega a aumentar em mais de 40% durante esse período. A divulgação é enorme, e encontramos indicações das festas por todos os lados da cidade, de bares a farmácias.

São mais de 4,5 mil conferências, e quem participa não vai apenas para fazer festa. É, na verdade, uma mistura de negócios e lazer. O ADE é uma oportunidade para descobrir novas tendências, novos talentos, participar de seminários, exibições de documentários, aulas de produção musical e até mesmo de torneios de futebol para a caridade. Neste ano, a maioria das palestras aconteceu no Teatro Nieuwe DeLaMar, um bonito e amplo espaço onde grandes nomes da cena eletrônica abordaram diferentes tópicos. Em nossa cobertura, nos dividimos entre essas diversas atividades e nos encontramos com importantes artistas como Bhaskar, Sharam Jey, ILLUSIONIZE, Mike Mago, De Hofnar e Matisse & Sadko, e em meio a tantos eventos, a gente divide aqui com vocês os que mais curtimos.

E aqui vamos nós para para o terceiro dia de Amsterdam Dance Event. @burn_energy

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AMF – Amsterdam Music Festival

Conhecido por ser palco do anúncio do Top 100 da DJ Mag, é o festival derivado do ADE, organizado pela ID&T Entertainment e a ALDA Events, duas empresas do grupo LiveStyle. No aniversário de cinco anos do AMF, o lineup ficou por conta de ninguém menos que David Guetta, Dimitri Vegas & Like Mike e, pela primeira vez, um B2B oficial de Armin van Buuren e Hardwell. A festa rolou até de manhã e foi um sucesso.

Awakenings ADE Specials

A Holland Powerhouse Company, responsável pelo Awakenings Festival, que é um dos maiores festivais de techno do mundo, se expandiu ainda mais nesse ano no ADE. Com a série Awakenings ADE Specials, tivemos, durante cinco dias, sete showcases do festival dentro da programação do evento. Na sexta, 20, pudemos conferir o Awakenings X Joris Voorn & Friends, que contou sets de Sven VäthKölsch, Nastia e Slam, além, é claro, do próprio Joris Voorn. Com as incríveis produções visuais e abrindo o fim de semana, a festa, que era uma das mais aguardadas, não deixou a desejar.

ADE 2017

Martin Garrix – 18+

Pelo segundo ano consecutivo, o top DJ esgotou os ingressos das duas edições da festa que comanda durante o ADE — ambas produzidas pela E&A Events. O primeiro show realizado foi na sexta-feira, somente para o público maior de 18 anos. Já no sábado, Martin, que se tornou uma das estrelas mais jovens da música eletrônica, retornou para uma segunda apresentação, dessa vez livre de classificação indicativa. O DJ se disse feliz em poder tocar para um público que normalmente não é capaz de participar do evento.

elrow

Para encerrar o festival com sucesso, nos dirigimos à elrow. Em uma das melhores locações da cidade — De Kromhouthal, em Amsterdam Noord —, a label (que em breve desemboca no Brasil pela primeira vez) teve como tema o Sambódromo do Brasil, e contou com nomes como Paco Osuna, Parks & Songs e Michel Hey. A festa, uma das mais empolgantes que vimos, teve início no começo da tarde e seguiu madrugada adentro.

ADE 2017

Superando-se a cada edição, o Amsterdam Dance Event de 2017 foi sucesso absoluto. Os maiores profissionais da área no Brasil também se encontraram em peso por lá; confira o que alguns deles compartilharam conosco sobre o evento:

 “O ADE é um evento muito importante para a Braslive Entertainment, uma oportunidade para network com os maiores players globais da música eletrônica. Tivemos reuniões com agências de booking de diversos países, empresários, executivos de gravadora, empresas de tecnologia, assessores de imprensa, mídias e artistas. Além disso, unimos o útil ao agradável e também pudemos aproveitar um pouco da cidade de Amsterdã, que é maravilhosa” — Guilherme Tannenbaum (Braslive Entertainment)

 “O ADE é o principal evento de música eletrônica no mundo. Em meu segundo ano consecutivo, considero uma experiência enriquecedora, seja pelas mais de 400 palestras sobre temais atuais do segmento, pelas oportunidades de networking, por testar novidades de equipamentos e assistir aos principais artistas da cena que se apresentam durante o evento” — Tiago Zacaner (DJ/Produtor)

“A transição do Felix Meritis para o DeLaMar foi excelente: Leidseplein é muito bem localizada, tem uma grande variedade de restaurantes, bares e, com a decoração temática da conferência, a praça ficou realmente incrível. Outro grande destaque positivo foi a presença dos colegas brasileiros! Em quase todos os lugares era possível encontrar alguém conhecido. O volume de reuniões é muito grande — em alguns dias não sobrou tempo para conferir as palestras e demais atividades do programa —, mas, como até mesmo os veteranos de ADE sofrem com isso, não diria que é um ponto negativo. Das festas que fui, Awakenings e elrow foram as melhores” — Gabriel Lisboa (Plusnetwork)

“Achei importantíssimo participar do ADE neste ano. Além de ampliar os horizontes, tive a oportunidade de gravar com alguns artistas que estavam presentes no evento. Sem contar as infinitas festas pela cidade” — Darick (DJ/Produtor)

“O ADE 2017 me surpreendeu muito. Além das festas, em que pude ver referências minhas da música eletrônica, neste ano fui com um intuito mais acadêmico e atento às oportunidades profissionais que podia ter, e valeu muito a pena. Assisti a palestras bem interessantes — como a sessão de estúdio com o Martin Garrix e a masterclass sobre engajamento no YouTube — e tive reuniões com algumas gravadoras. É um lugar onde você respira música eletrônica, e isso traz um crescimento imensurável, tanto para os profissionais da área quanto para os simples amantes da e-music. Uma coisa tenho certeza: ano que vem estaremos lá novamente!” — Bhaskar (DJ/Produtor)

 “Grandes oportunidades são criadas durante a semana do ADE. Eu vou a Amsterdã durante o período da conferência para fomentar negócios e relacionamentos internacionais. Isso me ajuda a me preparar os planos para o próximo ano, tanto na importação quanto na exportação de talentos e produtos do mercado da música. O volume de reuniões é grande, permitindo me encontrar com os principais players, produtores, agências e gravadoras” — Gabriel Lopes (Artist Factory/Alok)

“O ADE é sempre surpreendente. Cada ano encontro novos motivos para sempre estar presente. É a oportunidade que temos de encontrar os principais stakeholders do mercado para troca de ideias e estratégias, e muito do próximo ano começa se desenhando naquela semana. Além de toda a formalidade de reuniões, as festas trazem um ingrediente especial para novas oportunidades de negócios em um ambiente descontraído” — Mario Sergio (Laroc)

Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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URGENTE: Avicii morre aos 28 anos

Phouse Staff

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Foto: Reprodução
Produtor foi encontrado morto em Omã nesta sexta-feira

É com grande pesar que informamos que o DJ e produtor Tim Bergling, o Avicii, foi encontrado morto nesta sexta-feira (20). Tim tinha 28 anos e estava em Mascate, capital do Omã, no Oriente Médio. As causas ainda não foram reveladas.

Diana Baron, relações públicas do artista, confirmou a notícia em comunicado à imprensa: “É com extremo lamento que anunciamos a perda de Tim Bergling, também conhecido como Avicii. Ele foi encontrado morto em Mascate, Omã, nesta tarde de sexta-feira, 20 de abril, no horário local. A família está devastada e pedimos a todos que por favor respeitem a necessidade de privacidade deles nesse momento difícil. Nenhum novo comunicado será emitido”.

 

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Review

Primeiro D-EDGE Festival foi sucesso de ponta a ponta

Luckas Wagg

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Review D-EDGE Festival
Foto: Image Dealers/Reprodução
Evento paulistano brilhou em lineup, estrutura e organização

Aconteceu nesse último sábado, no complexo do estádio do Canindé, em São Paulo, a primeira edição do D-EDGE Festival, que nasceu para celebrar os 18 anos de um dos mais emblemáticos clubs da América Latina.

Com um lineup pesadíssimo, recheado de ícones do calibre de Stephan Bodzin, Butch, BLANCAh, Giorgia Angiuli, Gui Boratto e o anfitrião Renato Ratier, o festival rolou por 24 horas e reuniu 70 artistas (22 internacionais e 48 nacionais) divididos em seis palcos.

Palco RAWW X ROOM; Foto: Image Dealers/Reprodução

Logo que entrei, me deparei com uma estrutura familiar, que, por causa do formato de tenda e com o palco RAWW X ROOM bem ao lado, lembrava o Warung Day Festival — que por sinal, pertence também ao Grupo D-EDGE e rolou em Curitiba no mesmo dia. Tudo parecia sob controle da produção, muito bem planejado e executado. Não tivemos muita fila, grandes problemas e nem muito do que reclamar. A chuva que caiu na capital paulista poderia ter gerado uma situação de maior desconforto, mas como quase todas as áreas tinham cobertura, ela não chegou a atrapalhar.

O grande “problema” do festival foi exatamente encarar os dilemas de qual palco ficar em cada momento, pois em todos eles foram escalados artistas de responsa. Pra aproveitar bem e tentar ver o máximo de atrações possível, decidi me forçar a quebrar o protocolo e sair de palco em palco para assistir ao set de alguns nomes indispensáveis, como Bodzin, Marky, BLANCAh, Butch, Renato Ratier, Wilian Kraupp, Gui Boratto, Slam e o trio Mau Mau, Renato Cohen e Anderson Noise, que se apresentaram juntos, tornando aquela noite ainda mais histórica.

Stephan Bodzin; Foto: Image Dealers/Reprodução

É difícil avaliar cada um dos 70 artistas (ou mesmo os cerca de dez que consegui ver com calma), e é quase impossível dizer qual foi o melhor set da noite. Mesmo assim, arrisco em destacar as apresentações de Stephan Bodzin, Butch, Marky e o próprio Ratier, que dominou a pista pra valer e foi o responsável por encerrá-la logo pela manhã. Bodzin mandou um live incrível, que abusou de muita melodia — algo que gosto muito. O palco principal ficou pequeno para ver o alemão.

Após o fechamento do mainstage, quem roubou a cena foi ela, BLANCAh. A produtora catarinense se apresentou por volta das 10h no palco All My God, que teve uma sequencia pedrada com Trikk, Lee Burridge e Mdme até o seu encerramento, às 16h. Nem mesmo a chuva que caiu durante o dia inteiro conseguiu acalmar os ânimos do amantes da techneira, que encheram a pistinha do início ao fim.

Renato Ratier; Foto: Image Dealers/Reprodução

De modo geral, deu pra perceber que o festival lotou e o público parece ter curtido muito a experiência. Os comentários que ouvi foram todos positivos, em tom até de surpresa com a qualidade da produção do evento. Em sua primeira edição, podemos dizer que o festival mostrou a singularidade da marca D-EDGE, entregando ao público o que há de melhor no quesito de som, imagem e ambiência.

Se conseguir repetir a partir de agora, ano a ano, um evento desse mesmo nível, o D-EDGE Festival tem tudo para se consolidar como mais uma belíssima opção de festivais 100% made in Brazil, ao lado de expoentes mais antigos, como a XXXPERIENCE, o Universo Paralello e o próprio Warung Day. Talvez estejamos diante de um novo quadro que vem se desenhando lentamente nos últimos tempos: um em que, por mais que tenhamos ótimas versões brasileiras de cases de sucesso internacional — como Ultra, Dekmantel e DGTL —, mostramos que nosso país também tem condições de construir, cada vez mais, seus próprios festivais classe A.

Que o D-EDGE Festival siga nessa trilha de sucesso, proporcionando grandes experiências e incentivando outros players do mercado a se aventurarem no caminho.

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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Notícia

EXCLUSIVO: Nova edição do Ultra Brasil deve ser anunciada em breve

Phouse Staff

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Ultra Brasil São Paulo
Festival terá 12 horas de duração e três palcos

Pequenos detalhes ainda seguram o anúncio oficial do Ultra Brasil 2018, que deixa o Rio de Janeiro e volta para São Paulo neste ano. A Phouse apurou que uma reunião recente em Miami deixou tudo bem alinhado. O festival deve acontecer no dia 29 de setembro (sábado), no Autódromo de Interlagos, do meio-dia à meia-noite, em três palcos: Mainstage, RESISTANCE e Local — palco destinado a talentos brasileiros, normalmente focando em um gênero específico.

O anúncio deve sair nos próximos dias.

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