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Festas, networking e depoimentos: o ADE 2017 pelo olhar da Phouse

Luckas Wagg

Publicado em

13/11/2017 - 16:44
ADE 2017
Confira o que vimos em Amsterdã durante o maior encontro da indústria da música eletrônica no mundo todo
Fotos por Phouse e Amsterdam Dance Event

Atingindo o recorde de mais de 395 mil pessoas — incluindo produtores, DJs, empresários e amantes da música eletrônica de mais de 90 nacionalidades —, rolou entre os dias 18 e 22 de outubro o Amsterdam Dance Event. Maior encontro global da indústria da música eletrônica, o ADE existe desde 1995, misturando uma programação de palestras e workshops com mais de 200 festas em diferentes locais espalhados pela cidade. São cinco dias, 80 locais e mais de 7.200 representantes do mercado, e a Phouse foi conferir esse evento através da recente parceria com a BURN, que proporcionou essa viagem incrível para a gente.

Antes dessa semana intensa, é importante se programar bem, e pensando nisso, o evento disponibiliza um aplicativo para os participantes em que é possível acessar todos os eventos, festas, workshops e exposições previamente, e já se inscrever. Para se ter uma noção, a população da capital holandesa chega a aumentar em mais de 40% durante esse período. A divulgação é enorme, e encontramos indicações das festas por todos os lados da cidade, de bares a farmácias.

São mais de 4,5 mil conferências, e quem participa não vai apenas para fazer festa. É, na verdade, uma mistura de negócios e lazer. O ADE é uma oportunidade para descobrir novas tendências, novos talentos, participar de seminários, exibições de documentários, aulas de produção musical e até mesmo de torneios de futebol para a caridade. Neste ano, a maioria das palestras aconteceu no Teatro Nieuwe DeLaMar, um bonito e amplo espaço onde grandes nomes da cena eletrônica abordaram diferentes tópicos. Em nossa cobertura, nos dividimos entre essas diversas atividades e nos encontramos com importantes artistas como Bhaskar, Sharam Jey, ILLUSIONIZE, Mike Mago, De Hofnar e Matisse & Sadko, e em meio a tantos eventos, a gente divide aqui com vocês os que mais curtimos.

E aqui vamos nós para para o terceiro dia de Amsterdam Dance Event. @burn_energy

Uma publicação compartilhada por Phouse (@revistaphouse) em

AMF – Amsterdam Music Festival

Conhecido por ser palco do anúncio do Top 100 da DJ Mag, é o festival derivado do ADE, organizado pela ID&T Entertainment e a ALDA Events, duas empresas do grupo LiveStyle. No aniversário de cinco anos do AMF, o lineup ficou por conta de ninguém menos que David Guetta, Dimitri Vegas & Like Mike e, pela primeira vez, um B2B oficial de Armin van Buuren e Hardwell. A festa rolou até de manhã e foi um sucesso.

Awakenings ADE Specials

A Holland Powerhouse Company, responsável pelo Awakenings Festival, que é um dos maiores festivais de techno do mundo, se expandiu ainda mais nesse ano no ADE. Com a série Awakenings ADE Specials, tivemos, durante cinco dias, sete showcases do festival dentro da programação do evento. Na sexta, 20, pudemos conferir o Awakenings X Joris Voorn & Friends, que contou sets de Sven VäthKölsch, Nastia e Slam, além, é claro, do próprio Joris Voorn. Com as incríveis produções visuais e abrindo o fim de semana, a festa, que era uma das mais aguardadas, não deixou a desejar.

ADE 2017

Martin Garrix – 18+

Pelo segundo ano consecutivo, o top DJ esgotou os ingressos das duas edições da festa que comanda durante o ADE — ambas produzidas pela E&A Events. O primeiro show realizado foi na sexta-feira, somente para o público maior de 18 anos. Já no sábado, Martin, que se tornou uma das estrelas mais jovens da música eletrônica, retornou para uma segunda apresentação, dessa vez livre de classificação indicativa. O DJ se disse feliz em poder tocar para um público que normalmente não é capaz de participar do evento.

elrow

Para encerrar o festival com sucesso, nos dirigimos à elrow. Em uma das melhores locações da cidade — De Kromhouthal, em Amsterdam Noord —, a label (que em breve desemboca no Brasil pela primeira vez) teve como tema o Sambódromo do Brasil, e contou com nomes como Paco Osuna, Parks & Songs e Michel Hey. A festa, uma das mais empolgantes que vimos, teve início no começo da tarde e seguiu madrugada adentro.

ADE 2017

Superando-se a cada edição, o Amsterdam Dance Event de 2017 foi sucesso absoluto. Os maiores profissionais da área no Brasil também se encontraram em peso por lá; confira o que alguns deles compartilharam conosco sobre o evento:

 “O ADE é um evento muito importante para a Braslive Entertainment, uma oportunidade para network com os maiores players globais da música eletrônica. Tivemos reuniões com agências de booking de diversos países, empresários, executivos de gravadora, empresas de tecnologia, assessores de imprensa, mídias e artistas. Além disso, unimos o útil ao agradável e também pudemos aproveitar um pouco da cidade de Amsterdã, que é maravilhosa” — Guilherme Tannenbaum (Braslive Entertainment)

 “O ADE é o principal evento de música eletrônica no mundo. Em meu segundo ano consecutivo, considero uma experiência enriquecedora, seja pelas mais de 400 palestras sobre temais atuais do segmento, pelas oportunidades de networking, por testar novidades de equipamentos e assistir aos principais artistas da cena que se apresentam durante o evento” — Tiago Zacaner (DJ/Produtor)

“A transição do Felix Meritis para o DeLaMar foi excelente: Leidseplein é muito bem localizada, tem uma grande variedade de restaurantes, bares e, com a decoração temática da conferência, a praça ficou realmente incrível. Outro grande destaque positivo foi a presença dos colegas brasileiros! Em quase todos os lugares era possível encontrar alguém conhecido. O volume de reuniões é muito grande — em alguns dias não sobrou tempo para conferir as palestras e demais atividades do programa —, mas, como até mesmo os veteranos de ADE sofrem com isso, não diria que é um ponto negativo. Das festas que fui, Awakenings e elrow foram as melhores” — Gabriel Lisboa (Plusnetwork)

“Achei importantíssimo participar do ADE neste ano. Além de ampliar os horizontes, tive a oportunidade de gravar com alguns artistas que estavam presentes no evento. Sem contar as infinitas festas pela cidade” — Darick (DJ/Produtor)

“O ADE 2017 me surpreendeu muito. Além das festas, em que pude ver referências minhas da música eletrônica, neste ano fui com um intuito mais acadêmico e atento às oportunidades profissionais que podia ter, e valeu muito a pena. Assisti a palestras bem interessantes — como a sessão de estúdio com o Martin Garrix e a masterclass sobre engajamento no YouTube — e tive reuniões com algumas gravadoras. É um lugar onde você respira música eletrônica, e isso traz um crescimento imensurável, tanto para os profissionais da área quanto para os simples amantes da e-music. Uma coisa tenho certeza: ano que vem estaremos lá novamente!” — Bhaskar (DJ/Produtor)

 “Grandes oportunidades são criadas durante a semana do ADE. Eu vou a Amsterdã durante o período da conferência para fomentar negócios e relacionamentos internacionais. Isso me ajuda a me preparar os planos para o próximo ano, tanto na importação quanto na exportação de talentos e produtos do mercado da música. O volume de reuniões é grande, permitindo me encontrar com os principais players, produtores, agências e gravadoras” — Gabriel Lopes (Artist Factory/Alok)

“O ADE é sempre surpreendente. Cada ano encontro novos motivos para sempre estar presente. É a oportunidade que temos de encontrar os principais stakeholders do mercado para troca de ideias e estratégias, e muito do próximo ano começa se desenhando naquela semana. Além de toda a formalidade de reuniões, as festas trazem um ingrediente especial para novas oportunidades de negócios em um ambiente descontraído” — Mario Sergio (Laroc)

Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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Entrevista

Conquistando a Ásia: DJs brasileiros falam sobre o novo polo da música eletrônica

Nayara Storquio

Publicado há

Ásia
O jovem Liu estreia na Ásia nesta semana. Foto: Rafael Oliveira/Divulgação
Bhaskar, Liu, FELGUK e Cat Dealers relatam suas experiências no continente
* Com a colaboração, revisão e edição de Flávio Lerner

Quando falamos de dance music no contexto internacional, os primeiros destinos que vêm na nossa cabeça são Europa e Estados Unidos. Não se iluda; este é apenas mais um reflexo da influência musical e cultural que esses lugares têm sobre nós. A verdade é que o novo oásis da indústria da música eletrônica está bem mais longe do que imaginamos: na Ásia. E é pensando nisso que não só os Top DJs mundiais como também os brasileiros estão se aventurando em terras orientais e fazendo muito sucesso.

Que a Ásia vem roubando a atenção do mercado não é de hoje. É evidente que o continente proporciona condições ideais para realização de festivais, por exemplo. Se avaliarmos o clima, o público, as paisagens e o custo, fica fácil saber o porquê. Ainda em 2015, o CGA Strategy divulgou um ranking dos 250 melhores festivais do planeta, e a Ásia, com apenas dez concorrentes, emplacou cinco: o Sunburn, na Índia; o Zoukout, em Singapura; e Clockenflap e Storm Electronic Festival, na China. De lá pra cá, a cena só cresceu.

Sabendo da mina de ouro que se tornou o “mundo oriental”, os nossos DJs também resolveram desbravar o continente. Alok, FELGUK, Cat Dealers, Sevenn, Liu, Bhaskar, D-Stroyer, Gaby Endo, Wav3motion, Renato Cohen, Gui Boratto e André Pulse são alguns dos que se destacam nessa aventura, e a Phouse entrevistou alguns dessa lista que só aumenta.

Ásia

Foto: Divulgação

Neste sábado, dia 04, a label UP Club desembarca no Half Moon Festival, em Koh Phangan, Tailândia. O showcase do selo de Alok vai levar muita brasilidade consigo com Liu, Bhaskar, Shapeless, Ekanta, Logica (antigo projeto de Bhaskar e Alok) e o Tripical (o único artista que não é brasileiro) fechando o line. Alok já deixou suas marcas no Oriente, e é visto como um dos nomes que “puxou o carro” para os seus colegas terem mais espaço no outro lado do planeta. O DJ mais popular do Brasil faz várias turnês no continente asiático desde 2016, tocando em países como China, Indonésia, Vietnã e Filipinas.

Seu irmão, Bhaskar, também tem experiência no continente. O DJ já tocou no SKY Garden, em Bali, no 1900 Le Theatre, no Vietnã, além do próprio Half Moon Festival, e nos contou sobre suas impressões. “[Os asiáticos são] Um povo muito evoluído mentalmente. O que sinto é que é mais difícil perder a pista na Ásia. Todos estão super envolvidos do começo ao fim da apresentação, e parecem não se cansar nunca!”, complementa o DJ. O artista comentou também sobre as limitações da cena e sua crescente evolução. “Como a música eletrônica não tem barreiras, era de se esperar que chegasse aqui [na Ásia], e esse crescimento tem sido constante. Cada vez que eu volto eu noto a diferença. A única parte chata é que vários clubs têm limites de horários bem restritos, então se torna difícil fazer sets mais longos.”

Já o jovem Liu, que inclusive tem descendência chinesa, está chegando agora na cena oriental, e entende que o mercado asiático é promissor. “A Ásia é um dos maiores novos polos de música eletrônica do mundo, pois é um continente massivamente populoso e que está em constante expansão econômica”, argumentou. Ele defendeu ainda o “up” que tocar no continente pode dar na carreira.

“Acredito que exista uma grande relevância e respeito na carreira dos artistas em atingirem a Ásia, já que é um mercado fechado e difícil de chegar”. Liu revelou que já foi até convidado para participar de um reality show sobre DJs na China. “Foi uma grande honra em saber que represento os DJs chineses no Ocidente. Não sei se vou poder participar devido às minhas datas no Brasil”. O garoto toca nesta semana em dois showcases da UP Club (Vietnã, no dia 03, e Tailândia, no dia 04).

Os caras do Sevenn também podem ser considerados parte dessa história. Americanos de nascimento, mas brazucas de coração, os dois têm a maior parte da sua agenda hoje em dia voltada para o nosso país, sendo inclusive representados pela Artist Factory — agência de São Paulo que cuida da carreira de muitos dos nomes aqui citados. O Sevenn está com uma turnê recheada de destinos asiáticos para 2018. Só neste mês de agosto eles vão tocar no Japão, na Índia, na Tailândia e na Coreia no Sul. A Phouse tentou contato com o duo e o Alok para mais detalhes de suas experiências orientais, mas não recebemos resposta até o fechamento desta matéria.

Enquanto para uns a Ásia ainda parece ser “outro planeta”, para outros ela já faz parte da vida profissional. É o caso do FELGUK. Os brasileiros já tocam por lá há quatro anos, e revelaram pra gente que a presença eletrônica no continente só cresce. “Quando falamos da Ásia, falamos da maior população do mundo, a velocidade com que a música eletrônica cresce lá é impressionante. Os menores festivais são quase do tamanho dos maiores daqui. Acredito que nos próximos anos a Ásia será o novo polo da música eletrônica, se já não é”, comentam.

Os dois acrescentam que antes deles, o Wrecked Machines, antigo projeto do Gabe, já havia passado por lá. Ainda segundo os DJs, a vertente mais popular era o psytrance, e a maioria das festas e festivais aconteciam no Japão. Outra característica de destaque no cenário asiático de dance music é a estrutura. “São extremamente inovadores quando o assunto é produção de eventos. Os níveis de produção e tecnologia usados nos clubs e festivais, é de ficar de boca aberta”, lembrou o duo, que já tocou no M2 Club, em Shanghai, e V2Tokyo, no Japão.

“A música como um todo, inclusive a EDM, tem a capacidade de unir as pessoas, independentemente da cultura, do credo e da filosofia” — FELGUK.

Outra dupla que chegou na empreitada oriental recentemente é o Cat Dealers, cujos integrantes destacaram que grande parte da cena de lá é influenciada por padrões ocidentais. “O Top 100 da DJ Mag é bastante influente entre o público asiático. Vários países do continente têm acesso restrito a sites e redes sociais ocidentais, portanto países como a China usam o ranking para saber quem são os DJs em alta pelo mundo”, disseram, indo ao encontro da carta aberta ao público que 3LAU escreveu sobre a relação entre o Top 100 e a Ásia, em 2016.

Para os Dealers, a chegada ao continente asiático também foi proporcionada pela popularização de uma de suas produções mais recentes. Eles revelaram que “depois de ‘Sunshine’, que fez bastante sucesso na Rússia”, foi possível pôr a Ásia na agenda. A turnê incluiu shows na China, Hong Kong, Vietnã e Coreia do Sul, em julho deste ano. Apesar do crescimento do mercado, eles confessam que chegar na Ásia ainda é um “feito inusitado” para alguns. “Os outros DJs sempre nos perguntam como são os detalhes, como é a vibe do público, como são os clubs… Rola curiosidade demais, parece que fomos tocar na Lua”, brincam.

Os números não mentem: tanto os exemplos da exportação dos nossos DJs quanto as pesquisas evidenciam a Ásia como um potente mercado para o setor. Divulgado em maio, o IMS Business Report 2018 já tinha apontado a música eletrônica como o gênero que mais cresceu em popularidade no continente. O estudo revela que 64% da China e do Taiwan escutam dance music, chegando a 74% na Coreia do Sul. Dá pra apostar, então, que vai ter muito DJ indo pra lá nos próximos anos — e, tomara, cada vez mais brasileiros espalhando a sua arte.

Nayara Storquio é redatora da Phouse.

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Entrevista

Federal Music aposta em racionalidade e “pés no chão” para seguir bombando no Brasil

Nayara Storquio

Publicado há

Federal Music
Raul Mendes no Federal Music. Foto: Filipe Miranda/Reprodução
Raul Mendes explica como driblou o desânimo e os obstáculos para seguir firme com seu festival

O nosso país não passa por um dos melhores momentos econômicos já há algum tempo, e isso afeta vários setores da dance music nacional, entre eles os festivais. Em tempos de vacas magras, o Federal Music Festival vem procurando se reinventar para se manter na agenda, driblando as adversidades impostas pelo momento, pelo público e pelo mercado.

Em 2015, depois de uma intensa campanha publicitária que atraiu pessoas de todas as partes do país, o Brasil conheceu o Federal Music. O festival surgiu em 2011, com o intuito de tornar Brasília uma das cidades referência em música eletrônica, e nesses sete anos acumulou mais de 190 mil frequentadores, virando tradição na capital nacional.

“É muito triste apostar em tendências e as pessoas quererem somente o ‘feijão com arroz’. Meus sócios me fizeram enxergar o evento mais como business: fazer só o que o público quer” — Raul Mendes

O “Federal”, como os brasilienses o apelidaram, é hoje o maior evento de música eletrônica da sua região. “Criamos a maior marca de música eletrônica do Centro-Oeste do país e temos grande parte nisso, pois não medimos esforços até então para trazer o que há de melhor no mundo para cá”, comenta o DJ e produtor Raul Mendes — sócio-fundador do evento ao lado do DJ Raff —, em contato com a Phouse.

Mesmo com os grandes resultados da popularização do gênero no Planalto Central, nem tudo foram flores na trajetória do evento. Com a chegada da crise, que forçou cancelamentos de festivais ao redor do país nos últimos anos, o Federal teve que remar para não desaparecer. “Brasília é uma cidade que anda para trás. Fica cada vez fica mais difícil empreender no mercado de entretenimento. É a comunidade batendo de um lado, a gente tentando resolver de outro, e o público criticando. Difícil equalizar essa vibe. Se tivéssemos mais incentivo e mais tolerância, seria o ideal”, segue Mendes.

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As dificuldades chegaram a um ponto crítico no ano passado, quando Raul chegou a anunciar seu afastamento, alegando desmotivação. “É muito triste apostar em tendências, investir pesado e as pessoas quererem somente o ‘feijão com arroz’ comercial que toca toda hora”, explica. “Em 2015, 2016 e 2017 foi assim, e cada vez piorando, então tomei a decisão de sair. Porém, o negócio não anda 100% sem a minha presença, e meus sócios me fizeram enxergar o evento mais como business: fazer só o que o público quer realmente ouvir, e pronto.”

A partir de agora, o Federal se planeja para driblar os imprevistos, contratempos e dificuldades impostas pelo macroambiente com “pé no chão, pouca emoção e trabalhando mais dentro do racional”. A edição de 2018 segue dentro dos conformes, e já tem algumas atrações confirmadas. Infected Mushroom, SKAZI, Astrix, Paranormal Attack, Reality Test, Trindade B2B Dimitri Nakov, Freakaholics e Hi-Profile são os nomes para o palco de psytrance em destaque até agora, enquanto os brasileiros Felguk, Liu, Devochka, Cat Dealers, Evokings, KVSH e VINNE, além do italiano Jude & Frank, são os DJs já escalados para o segundo palco, de low BPM/brazilian bass. Diversos outros nomes ainda serão anunciados.

Primeira fase, anunciada no começo do mês, já tem acréscimos

“No psytrance, os heróis são os artistas internacionais. Na house, deixamos de priorizar os gringos e estamos consumindo mais cena nacional. Analisamos quem está mais em evidência no momento em nossa cena — os artistas mais pedidos e os eventos que estão mais bombando”, explica o boss do Federal Music. Além dos dois palcos, em que prometem “cenografia inédita”, o evento trará novidades para este ano. Em primeira a mão, Raul nos adiantou que desta vez o festival terá sua primeira edição “que adentrará o dia”, em vez de se encerrar na madrugada, como de praxe. A produção ainda promete elevar as expectativas em qualidade: “Vamos ter uma entrega jamais vista. Nesta edição teremos muito a nível de experiência, fora o lineup”, concluiu.

Em local inédito, ainda mantido em segredo, a oitava edição do Federal Music vai rolar no dia 11 de outubro. Em lote promocional, os ingressos já disponíveis via Sympla.

Nayara Storquio é colaboradora da Phouse.

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Premiere

PREMIÈRE: Gezender, Moebiius – Samadhi (BLANCAh Remix)

Phouse Staff

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BLANCAh Hernan Cattaneo
Foto: Reprodução
Faixa será lançada em EP pela Neurom Records

Hoje tem lançamento de faixa exclusivo aqui pela Phouse. Trata-se do remix de BLANCAh para “Samadhi”, collab entre os produtores brasileiros Gezender e Moebius. A faixa faz parte do EP Tantra, que será lançado oficialmente no próximo dia 26, pelo selo berlinense Neurom Records. Além da original e da produção da BLANCAh, o disco traz remixes dos projetos paulistanos TessutoTeto Preto.

“A BLANCAh é nossa amiga há muitos anos. Ela é de Florianópolis, de onde eu vim, e onde o Moebiius mora, e nosso trabalho tem muitas coisas em comum”, explicou Gezender à imprensa. “Eu mostrei a música para ela, que adorou e topou fazer o remix.” Em contato com a Phouse, a artista complementou: 

“Geralmente quando eu aceito fazer remixes para outros artistas, tenho uma tendência de colocar muito da minha identidade, a ponto de quase parecer outra música. No caso desse remix específico, foi diferente. Foi o trabalho mais generoso que eu fiz porque fiz pensando no Tiago Franco [Gezender]. Pelo carinho que eu tenho por ele, pelo fato de eu já conhecê-lo há um tempão, por conhecer um pouquinho do gosto musical dele, da cena que ele criou em Floripa…”, declarou a BLANCAh. “Então eu tentei usar os sintetizadores um pouco mais rasgadinhos, alguns momentos lembrando de leve um electro, pensando bastante nas lembranças que eu tinha dele. Eu não criei muitas viagens etéreas nele, fui mais específica e direto ao ponto.”

E apesar de o EP só chegar daqui a sete dias, é nesta noite de quinta que vai rolar a festa de lançamento do EP. O rolê é no Tokyo, em São Paulo, a partir das 23h. O lineup traz os autores de Samadhi e dois dos remixers do EP: BLANCAh e Tessuto.

“Convidamos dois dos artistas que fizeram remixes para a ‘Samadhi’, com sets que passeiam entre house, electro e techno”, complementa Gezender. “As influências japonesas presentes no Tokyo, onde acontece a festa, passeiam também pelas nossas produções, e o local escolhido pra este lançamento vem muito a calhar. Vai ter pista fervendo até as 6h da manhã!”

Você pode conferir mais informações na página do evento.

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