Agências Billboard Dance 100
Foto: Alisson Demétrio/Reprodução
* Por Matheus Duarte
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Atuar como uma agência de bookings e management no Brasil é fazer um cuidadoso trabalho de curadoria artística e funcionar como um espelho generoso das tendências de mercado e dos desejos do público brasileiro, que mudam periodicamente — e com anseio quase que obrigatório por novidades. 

Cada artista tem um lugar devidamente justificado em seus casts, e as agências empenham-se em apresentar caminhos múltiplos e certeiros tanto em bookings quanto em management, para cada tipo de persona em um mercado cada vez mais segmentado como o da música eletrônica.

No Spotify, plataforma mais relevante da atualidade, alguns números sintetizam a relevância das principais agências no mercado de show business por aqui, e traduzem as boas escolhas de casting. Em novembro, estes foram os artistas mais escutados, em um comparativo envolvendo as principais agências do mercado da música eletrônica no Brasil: 

 Os dez principais artistas no Spotify entre as agências brasileiras de música eletrônica, por número de ouvintes no Spotify.

Além da presença digital decorrente de lançamentos relevantes, a Artist Factory é uma das agências que mais exportam seus talentos mundo afora. Alok, Bhaskar, Liu e Sevenn estiveram em turnês na Ásia neste ano — mercado que possui grande apreço pelos sons dos artistas brasileiros (como você viu aqui).

Liu, que tem descendência asiática, viu sua popularidade crescer na cena oriental. Prova disso foi o convite — inédito — feito para participar de um reality show sobre DJs em Shangai, o Rave Now. Sevenn passou pela Ásia duas vezes em menos de seis meses. Já os Cat Dealers, da Nova — que, fundada há poucos meses, tem crescido rapidamente —, também foram para fora do país em 2018, assim como Vintage Culture, da Entourage, e Bruno Martini e FTampa, da Plusnetwork, já estão mais do que acostumados com grandes shows dentro e fora do Brasil.

Agências brasileiras mais relevantes do Spotify, em número de ouvintes no Spotify.

Todas essas outras agências trabalham em um formato “360 graus”, no qual os serviços prestados ao artista compreendem todo o fluxo de trabalho necessário para seu sucesso: desde o desenvolvimento, passando pelo planejamento estratégico até a logística, para que os DJs se apresentem no Brasil e no mundo. “Hoje somos reconhecidos no mercado internacional por ter com um casting variado e artistas de sucesso. E isso só é possível graças a um cuidadoso trabalho de curadoria artística somada a uma visão estratégica, sempre divida com toda a equipe”, explica Gabriel Lopes, diretor da Artist Factory, em contato com a Phouse.

“Como agência de bookings e management, procuramos estar à frente das mudanças, apontar tendências e promover caminhos para inovação neste mercado da música eletrônica, que está cada vez mais plural. Ter essa quantidade significativa de artistas no top 10 é gratificante e chancela o nosso trabalho e esforço diário”, conclui.

O cenário nacional está cada vez mais profissionalizado, e é bom ver uma grande quantidade de artistas em evidência, impulsionados pelo trabalho duro da turma dos bastidores. Com a visão de integrar todo um ecossistema produtivo em torno do artista, as agências prosseguem escalando sua importância e fazendo uso de seu tino de negócios para levar cada vez mais DJs ao sucesso. Estar atento às exigências, tanto do público quanto dos contratantes, é uma arte, e este é o ciclo atual do nosso mercado.

* Matheus Duarte é colaborador da Phouse.

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