Alexbolis

365 em 1: DJ brasileiro vem lançando um set por dia em 2019

Conheça o curitibano Alexbolis, que considera pleitear recorde mundial no Guinness
* Por Danilo Bencke
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Se preparar um set de uma hora para tocar no final de semana pode ser complicado, já imaginou fazer um set por dia? É o que vem fazendo o DJ Alexandre Bolis, mais conhecido como Alexbolis, em seu projeto 365 em 1.

Nascido em Curitiba, começou sua carreira em 2013, e desde então vem se engajando na cena com muito esforço e dedicação, passando por espaços como Club Vibe, Danghai Club, Taj Bar, entre outros. Uma de suas marcas é manter o público unido a ele, passando emoções e sentimentos através de um repertório muito bem selecionado.

Seu estilo de som é impactante em qualquer pista de dança, um tech house com bastante groove, cheio de elementos marcantes e atuais. Tendo como inspiração a house e o techno, Alexbolis traz sua própria mistura, criando um ambiente ideal para clubes e festivais em todo lugar.

Contudo, mesmo para um DJ experiente, a meta de 365 sets em um ano é bem ambiciosa e possui diversos desafios. Como conseguir tanta música sem repetir? Como manter uma linha sem soar mais do mesmo? Onde arranjar tempo todo dia para gravar um set diferente? É por essas e outras questões que eu fui bater um papo com ele e saber mais sobre o projeto e sua carreira.

O set mais recente do DJ no projeto 365 em 1

Como foi seu início como DJ?

Comecei a pegar gosto por música na infância, quando comecei a querer aprender a tocar guitarra. Tive uma banda com os amigos e depois migrei para o eletrônico, deixando um pouco de lado o rock. Em 2012, eu fiz o curso de DJ na AIMEC, para aprender a discotecar. Minha referência na época era o prog [trance], de artistas como o Neelix e o Symphonix; curtia psy também.

Nessa trajetória, hoje eu toco mais house, tech house e techno. No ano passado, concluí o curso de produção musical, também na AIMEC, que foi onde comecei a me aprimorar mais e fazer música — não apenas tocar a música dos outros, quero que as minhas músicas sejam tocadas por outros artistas também.

Como surgiu a ideia do projeto?

Então, essa ideia surgiu por conta de uma conversa minha com o Rafael Araujo, da AIMEC. Falávamos que o mercado para DJ hoje está bem competitivo e eu queria saber de alguma coisa que pudesse me dar um destaque, ser algo que as pessoas não costumam fazer. Eu queria estar em vantagem, queria ter um diferencial, e comecei esse projeto meio que com receio de não dar certo, mas já estou quase na metade dele e ainda tem muita coisa boa pela frente.

Como está sendo para montar o repertório?

Para encontrar as músicas eu pesquiso bastante no Beatport, no próprio Google, YouTube, Spotify… Eu compro músicas, eu baixo free download, eu tento mexer um pouco em alguma que já tenho, faço uma produção bem pequena ou um reedit só pra dar um ar diferente. Tenho escutado bastantes sets de DJs que estão na linha que eu toco, tech house, além de techno também.

O primeiro set, lançado no primeiro dia de 2019

Com relação à escolha das músicas, você só toca novidade ou clássicos também entram?

Eu procuro colocar bastante música nova, mas nada me impede de pegar músicas antigas, de anos atrás. Mas o meu foco mesmo é pegar músicas de tech house que possuem mais groove, que não sejam tão retas, que possam dar impacto na linha de som, para o ouvinte não ficar na mesma sequência de som.

Todos os sets seguem o mesmo estilo sempre?

Então, o estilo que eu estou seguindo agora é o tech house, mas dessa linha de som eu saio um pouco para a house e para o techno — não muito além disso.

Para fazer um set já é preciso bastante tempo, seja para pesquisar as músicas ou mixar elas em um todo coeso. Como você está lidando com essa questão do tempo para fazer um set por dia?

Na verdade, estou tendo um pouco de dificuldade com os horários para fazer os sets, por conta de afazeres do dia. Mas sempre consigo fazer e postar os sets diariamente. Quando dá, eu consigo fazer dois, já consegui fazer três sets num mesmo dia, para adiantar o processo. Mas é difícil, porque como tenho que procurar bastante música, eu passo boa parte do tempo pesquisando músicas novas, e quando eu encontro já armazeno, para poder aproveitar.

Por mais que esteja sendo difícil, estou aprendendo bastante, porque se for ver os primeiros sets que eu fiz até os de hoje, eu mesmo já percebi a evolução, tanto na qualidade do som, quanto na velocidade que estou fazendo, estou pegando cada vez mais gosto por mixar e tocar. Gosto de ver as pessoas dando seu feedback.

Seu projeto é bem original e talvez único no mundo. Já pensou em entrar para o Guinness?

Sim, em conversa com o Araújo, já pensei em entrar no Guinness com a proposta de fazer um set por dia, que eu acredito que seja algo que dificilmente alguém faça, a não ser os DJs que tocam direto em clubes e viajam para trabalho e essas coisas. Andei pesquisando um pouco, vi um nigeriano que bateu um recorde tocando um set com uma duração de dez dias e isso me chamou atenção. Eu pensei: por que não um brasileiro conseguir um recorde também?

Você pode acompanhar todos os sets do projeto 365 em 1 e no MixCloud do Alexbolis.

Danilo Bencke assina a coluna da AIMEC na Phouse.

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