Desande

Almanac fala sobre o fenômeno “desande” na cena nacional

Duo mineiro lança “Shake My Boo”, pela HUB Records, e evidencia o sucesso do novo subgênero nas pistas do Brasil

* Por Thomas Meirelles

Se nos últimos 12 meses tivemos o FISHER e Chris Lake dominando as pistas do Brasil, mais recentemente, um movimento capitaneado por ILLUSIONIZE, Victor Lou e Visage Music amadurece e conquista cada vez mais públicos do país: o desande.

O nome vem de uma gíria muito comum no centro-oeste do Brasil, e apelida a sonoridade bass house brasileira na qual ILLUSIONIZE é pioneiro. Além dos três artistas já citados, Breaking Beattz, Flux Zone, Mochakk e, é claro, o duo de Lagoa da Prata–MG, Almanac, são outros dos nomes que compõem o movimento.

“Não temos muitas informações de qual foi a origem do desande, porém, quando esse termo caiu na boca do público, se popularizou cada vez mais, pois acredito que carrega uma missão muito grande: rotular os artistas que, talvez, estavam num limbo entre o tech house e a bass house”, comentou Victor Caetano, do Almanac, em contato com a Phouse.

Almanac é um desses artistas. O duo moldou seu projeto lá em 2016, influenciado pelo som eletrônico de artistas nacionais, como Breaking Beattz, e também seguindo gringos como Chris Lake e Noise Frenzy.

“Cursamos a Make Music Now e começamos a fazer nossas músicas para tocar nas festas. A situação atual do projeto nos deixa bastante feliz, com lançamentos em gravadoras como Spinnin’ Deep, Elevation, Blackartel e, obviamente, a HUB Records”, complementou Victor.

A explosão de hits como “Work”, “Untitled”, “This Is My Flow”, “Vida Loka” e “Another Planet” fez com que a demanda pelo subgênero não só crescesse nas festas, mas também entre os DJs/produtores, e inúmeros tutoriais de “como produzir o desande” brotaram por aí.

“Acredito que o desande é uma espécie de g-house evoluído do que tem rolado no Brasil — desde as roupas que os artistas usam, até a forma que o som chega na grande massa. Apesar de ele ter iniciado com uma pegada bem característica dos precursores, hoje tem se tornado mais versátil, pegando sons mais fechados e viajados como ‘Underground’, do Flux Zone, até alguns com pegada mais tech house, como a ‘Tip Toe’, de Victor Lou e MKJAY”, opinou Davi Junior, a outra metade do Almanac.

“Shake My Boo”, em collab com Cavallieri, chegou nesta sexta-feira via HUB Records como uma track que representa bem a identidade sonora da dupla. E talvez entre neste final de ano como uma das produções que consagra o movimento na cena nacional.

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