Fundada em setembro de 2017, a Alphabeat Records — label brasileira que assina coluna na Phouse, que também atua fazendo agenciamento de shows e gerenciamento de carreiras artísticas — acaba de expandir e tornar ainda mais profissional o seu negócio. Com um crescimento considerável nestes 16 meses de atuação [são mais de cem lançamentos e 30 milhões de plays no Spotify], a gravadora resolveu levar sua atividade de booking e management para outro patamar, e abriu a Alpha Talent Agency (ATA).

Com a ATA, os sócios conseguiram separar e definir melhor as operações da companhia, deixando a Alphabeat 100% focada nos novos sons. A Alpha já conta com uma equipe experiente em estratégia de vendas e é comandada pelo sócio-diretor Klauss Goulart, que já trabalha há dez anos na área de agenciamento de turnês nacionais e internacionais. O próprio grupo Alphabeat surgiu da parceria entre a Live Talentos [gestora de carreiras musicais, que trabalha com grandes nomes da música brasileira] e a QWERTY.ID, que fornece consultoria e gestão de carreira, com foco em música eletrônica. A expertise, portanto, sempre esteve ali.

Alpha
Escritório da Alphabeat, em São Paulo. Foto: Divulgação

“Com pouco mais de um ano de vida, vendemos mais de 1.500 shows, e para 2019 começamos a entrar no mercado de tours internacionais, já tendo shows marcados com Galantis, Dzeko e tours de artistas nacionais para fora do Brasil”, revela Goulart. “O plano da Alphabeat sempre foi cuidar não só da música, mas também dos shows dos artistas. No nosso entendimento, as atividades, quando coordenadas, rendem um melhor resultado.”

Já neste primeiro momento, a Alpha já conta com pouco mais de 20 artistas em seu casting, incluindo artistas de peso no cenário brasileiro, como Tropkillaz, Manimal (projeto do Junior Lima com o Julio Torres) e o trio Make U Sweat. André Teles, Anna de Ferran, Crow, DH, Dudu Linhares, Ecologyk, Heitor Melo, Joe Kinni, Juliana Barbosa, Julio Torres, Kiko Franco, Lipe Forbes, Michael Prado, Milena Scheide, On’A Beat, Pedro Almeida, Rakka, RodMac, Rodrigo Sá, Sandeville, Seakret, Smile, The Otherz e Woak são os outros nomes agenciados pela ATA.

Grande parte desses nomes também acumula lançamentos pela Alphabeat Records, como é possível perceber na coluna do selo aqui na Phouse. “Com as operações separadas, nós podemos ter artistas que têm suas músicas lançadas na gravadora sem ter a venda de shows. E vice-versa, como é o caso do Tropkillaz, que tem contrato com uma major”, continua Klauss, que ainda destaca que o trabalho integrado entre todas as áreas é um dos fatores-chave para fechar bons contratos. “Temos uma estrutura com gravadora, editora, bookings, management e três salas de estúdio dentro do escritório. Vários dos nossos artistas passam horas a fio produzindo dentro ‘de casa’. O ambiente artístico em um clima familiar é um dos nossos diferenciais.”

Sócio-fundador da Alphabeat, Ronaldo Cunha explica que o próximo passo é expandir o roster de artistas — tanto do selo quanto da nova agência — para abrigar outras vertentes da dance music: “Como podemos perceber até então, o foco inicial tem sido em vertentes mais populares de house e urban music, mas estamos esperando o momento certo para lançar subsselos direcionados ao underground e a outros subgêneros”.

Para o futuro, o cenário é extremamente positivo na visão dos sócios. “Estamos muito otimistas! O mercado para música eletrônica e DJs é cada vez mais extenso. Estamos entrando em todos os tipos de eventos pelo país”, finaliza Goulart.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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