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Análise

Conheça o Altar das Intenções, o projeto brasileiro para este Burning Man

Castelan

Publicado em

23/08/2017 - 19:11

Baseado em estudos sobre a água de pesquisador japonês, o projeto dos Brazilian Burners para 2017 mistura arte, ciência e espiritualidade.

O Burning Man 2017 está chegando aí, e já existe muita curiosidade sobre todos os detalhes dos projetos que farão parte de Black Rock City neste ano. Como já é de conhecimento dos fãs, o evento não é nada parecido com a ideia tradicional de um festival, pois não se trata apenas de uma estrutura com vários palcos e artistas alocados, mas de uma cidade que é levantada e desmontada em sete dias — sendo que o evento vem acontecendo há mais de 20 anos.

Black Rock City já possui o status de cidade temporária reconhecido pelo governo dos Estados Unidos, e durante seu período de funcionamento é uma das maiores do Estado de Nevada, constando inclusive no Google Maps. Dentro dela, as pessoas se organizam em acampamentos, que aglutinados se tornam vilas, e a organização do evento os distribui no formato de um relógio, cujo centro é o grande homem de madeira que queima ao final do sétimo dia.

Em 2009, o artista plástico e curador de arte mineiro Daniel Strickland foi o primeiro brasileiro a participar com uma instalação, a DNA, e em 2015 foi um dos responsáveis pelo Projeto Mangueira. Neste ano, como parte ativa do grupo Brazilian Burners, realiza o projeto Altar das Intenções. O Brazilian Burners é uma organização (um dos “camps” do Burning Man) que, apesar de carregar o nosso país no nome, é feita por gente do mundo todo, sendo atualmente composta por cerca de 125 pessoas, de 12 nacionalidades.

+ RELEMBRE AQUI como foi o Projeto Mangueira

Cada acampamento, ou camp, deve ter um projeto, afinal, tudo só acontece através de colaborações voluntárias e trocas entre as pessoas. “Muita gente me procura querendo ir para o Burning Man, aí eu informo sobre os custos e o funcionamento do camp. A pessoa responde: ‘mas eu não preciso de um camp, porque eu vou de motorhome [trailer]’”, narra Strickland. “Mas pense bem: se todo mundo for para Black Rock City do mesmo jeito que você quer ir, o Burning Man acaba; a cidade só acontece porque seus habitantes proporcionam alguma interação para ela”. Daniel, inclusive, caracteriza esse tipo de participante como um pirata, pois ele usufrui de todas as interações proporcionadas, mas não propicia nada em troca.

O artista me conta que desde muito jovem mostrava interesse por física. Com o passar do tempo, foi desenvolvendo projetos artísticos e se envolveu com uma cena embrionária da música eletrônica no Brasil, participando da realização de palcos em eventos como Universo Paralello e Transcendence, além de trabalhos de consultoria em arte e design. Seu trabalho acabou evoluindo para focar na mescla entre a ciência e a arte, sendo que desde 2009 ele vem estudando a água. A água, afinal, corresponde a 70% dos nossos corpos e também a boa parte do planeta; é um elemento onipresente, que compõe praticamente toda matéria orgânica existente, além das propriedades sugeridas nos estudos do pesquisador Masaru Emoto — uma das grandes influências de Daniel.

+ Assista ao documentário sobre a primeira instalação de arte brasileira no Burning Man

Strickland soube das experiências realizadas pelo doutor japonês, que supostamente revelaram como a água seria capaz de captar intenções e sentimentos emanados pela consciência coletiva e individual. Emoto aliou uma técnica de fotografar os cristais da água com o auxílio de um microscópio a testes específicos. Primeiramente, os cristais de amostras de água limpa e de água suja eram totalmente diferentes. A água limpa formava cristais geométricos, cristalinos e sólidos, enquanto a água suja formava cristais disformes, pouco consolidados e de cor escurecida.

Em um segundo momento, submeteu garrafas d’água a diferentes sons — como Mozart, “Imagine”, de John Lennon e heavy metal —, concluindo que músicas calmas ou com mensagens positivas formavam cristais como o da água limpa, e músicas ruidosas, como o metal, formavam cristais como o da água suja.  Isso causou no doutor a impressão de que a água estaria captando a mensagem da música. Finalmente, ele escreveu em garrafas mensagens positivas, como “amor”, e negativas, como “ódio”, e diariamente se voltava para cada uma, emanando os respectivos sentimentos escritos. Da mesma forma, os pensamentos positivos formavam cristais límpidos, enquanto pensamentos negativos formavam cristais turvos.

Foi a partir da linha de pesquisa de Masaru Emoto que o Daniel baseou a arte que centraliza o projeto dos Brazilian Burners neste ano. Trata-se de uma adaptação do vortex d’água que montou em sua casa, em 2009, com uma chama de fogo no centro da espiral. Ali, diversas pessoas depositavam suas intenções positivas da maneira que entendessem melhor: através de orações, lembranças, sentimentos… Com o passar dos dias, tais ações se tornaram um hábito na casa, quase como um ritual de canalização de pensamentos bons.

O vortex, segundo Daniel, “é um movimento natural, uma espiral que puxa tudo para o centro, e esse movimento suga para o centro as intenções ali presentes”. O mineiro conta que foi naquele ano que sentiu toda a força das descobertas do japonês — “uma presença no local”.

Vortex de água e fogo feito por Daniel Strickland em 2009

O Altar das Intenções é, portanto, uma grande instalação com água e fogo em um cilindro ao centro, que reproduzirá o movimento do vórtice espiralizando a água. Por ali, os habitantes de Black Rock City passarão durante seis dias depositando suas intenções da maneira que acharem melhor — seja meditando, tirando um minuto de silêncio, relembrando de seus antepassados…

Com essa ideia, Daniel quer literalmente levar a água para o deserto, posicionando-a de maneira artística, justamente para que o projeto tenha mais impacto nas pessoas. “Uma coisa é te mostrar uma garrafa d’água, outra coisa é te mostrar uma garrafa d’água com um tornado dentro”, brinca. O local onde seu camp ficará só será descoberto na hora, mas foi solicitado que a instalação ficasse próxima ao templo da cidade. Por ser distante de lugares com música ou grandes aglomerações, o templo é o espaço ideal para as pessoas poderem refletir com calma e transmitir suas mais sinceras intenções.

Simulação gráfica do Altar das Intenções

A experiência do Altar das Intenções pretende mostrar como nossas intenções e nossos pensamentos têm uma influência no meio em que vivemos — afinal, segundo os ensinamentos de Emoto, a água está ali captando tudo e se modificando de acordo. Isso obviamente não explica o todo, nem define conceitos subjetivos como o bem e o mal, mas aproxima o ser humano de uma compreensão mais aprofundada de sua interação com o meio, e de como pode exercer influências positivas ou negativas nele.

Ao sétimo dia, quando o “Man” queima, a água do Altar será coletada e depois enviada para Berlim, em um laboratório do Instituto Masaru Emoto. Ali, serão fotografados os cristais das amostras, para revelar o produto final de toda essa empreitada — esse resultado final será divulgado posteriormente. Além disso, os Burners também pretendem fazer um documentário sobre o Altar, que irá trazer todo o contexto da obra, sua execução e seu resultado.

Aguardamos ansiosamente pelos resultados dessa experiência única. O Burning Man começa na próxima segunda-feira, 28, e vai até o dia 5 de setembro.

* Castelan é colunista da Phouse; leia mais de seus textos.

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Notícia

Marisco Festival tem programação diversa na próxima semana

Flávio Lerner

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Marisco Festival
Em 2017, o Marisco Festival rolou no Colégio do Jockey Club. Foto: Reprodução/Facebook
Terceira edição do festival mescla música, conversas e oportunidade para produtores

Organizado pela label Mareh Music, de Guga Roselli, o Marisco Festival traz uma programação bastante diversa para este ano, em São Paulo. A terceira edição do evento foi dividida em quatro datas: um show especial que rolou nessa última quarta [30], com banda em tributo ao lendário maestro brasileiro Lincoln Olivetti; dois dias da chamada “Talks”, que traz painéis, conversas e até juri para avaliar produtores brasileiros [dias 06 e 07]; e o festival em si, no dia 09, que traz Ed Motta como principal atração, além de DJs e produtores como Nuts, Selvagem, Edu Corelli e Roger Weekes e Ashley Beedle [Inglaterra].

Um dos destaques da Talks é uma grande oportunidade para novos talentos nacionais que produzem sons que casam com a proposta da Mareh — isto é, música eletrônica groovada e tropical, mais voltada à disco music, disco house, sons baleáricos e brasilidades. A mesa “New kids on the block” vai trazer dez músicas de produtores brasileiros para serem tocadas e julgadas ao vivo por três DJs experientes: Caio Taborda [Gop Tun], Mari Rossi [We Sounds] e Benjamin Ferreira [Stay Free].

+ Um mergulho na rica discoteca de Chaves e Chapolin

As faixas serão selecionadas mediante seleção prévia do DJ Camilo Rocha, um dos curadores do evento. Para participar, basta enviar até as 18h do dia 05 sua faixa em 320 kbps para o camilorocha68@gmail.com e ficar na torcida. Os dez escolhidos serão convidados a participar do evento — segundo o Camilo, quem não estiver em Sampa poderá assistir posteriormente à sessão em vídeo.

Além da mesa, haverá ainda inúmeros outros painéis com grandes expoentes da cena nacional, como Tessuto, Claudia Assef, L_cio, Carrot Green e Sonia Abreu.

Expoente do groove nacional, Marcos Valle foi atração em 2017. Foto: Reprodução/Site oficial

Confira a programação completa da Talks e do Festival:

Marisco Talks: Conversas e escutas sobre música

Local: Cobertura do Excelsior Hotel — Av. Ipiranga 770, Centro

QUARTA – 6 de junho

A cidade e a música 17h – 18h

Pena Schmidt, consultor de produção musical, Fabiana Batistela, diretora do SIM São Paulo, e Paulo Tessuto (DJ e fundador da festa Capslock) falam sobre desafios e oportunidades nas relações entre as cidades e a música que é vivenciada nelas.

Futuro do pretérito 18h15 – 19h15

Os produtores musicais L_cio e Carrot Green falam sobre os passos da criação do edit/remix, da recriação ao licenciamento, a partir de suas experiências nessa área.

Os discos mais raros do Brasil pt. 1 19h30 – 20h30

Os DJs Nuts e Paulão tocam e comentam raridades nacionais das suas coleções enquanto conversam com o público sobre música brasileira, colecionismo e garimpagem de discos. Mediação de Renata Simões.

Dancing queens: as mulheres da disco brasileira 20h45 – 21h45

Duas mulheres icônicas da disco music brasileira, a DJ Sonia Abreu e Vivian Costa Manso (Harmony Cats) falam sobre suas experiência como artistas femininas na indústria musical e na noite dos anos 70. Mediação de Claudia Assef.

QUINTA – 7 de junho

Disquecidos 16h – 17h

Há quatro anos a Vice Brasil vem contando as histórias por trás de discos que não estouraram em seus lançamentos, mas que se tornaram referências musicais, fetiches de colecionadores e raridades no mercado de vinis. O repórter Peu Araújo fala sobre os bastidores desses papos.

New kids on the block 17h15 – 18h15

Diante do público e um júri, novos produtores exibem faixas para julgamento ao vivo de três DJs com tarimba de anos de pista: Caio Taborda, Mari Rossi e Benjamin Ferreira.

REGRAS:

1) Cada produtor pode enviar apenas uma música

2) A música tem de ser em arquivo MP3 320 kbps. Para a seleção final, que será executada no evento, pediremos uma versão em WAV.

3) Preferimos que o estilo musical esteja coerente com a proposta do Marisco Festival, que fica no meio do caminho entre disco music, house e música brasileira.

4) Só serão aceitas músicas enviadas até 5 de junho às 18h.

5) Envie música ou link para camilorocha68@gmail.com

6) Os produtores selecionados serão avisados individualmente e convidados a ir ao evento.

Qual é a cara desse som? 18h30 – 19h30

Por que é importante construir uma identidade musical? E como se faz e não se faz isso? Venha ouvir as experiências e opiniões de três artistas sobre o tema: os DJs Max Underson, da Coletividade Namíbia e Capslock, Luanda Baldijão e Mauricio Fleury, do Bixiga 70.

Os discos mais raros do Brasil pt. 2 19h45 – 20h45

Augusto Olivani, da Selvagem, e Tata Ogan falam sobre pérolas da música brasileira da sua coleção, tocando discos e conversando com a plateia sobre coleção, pesquisa e recantos obscuros da música do país. Mediação de Guilherme Menegon.

Entrevista no palco – Ashley Beedle 21h00 – 22h00

Protagonista da música e pista britânica desde a acid house, participante de projetos históricos da house music como X-Press 2 e Black Science Orchestra, Beedle vai falar sobre história e carreira com Camilo Rocha. Uma oportunidade única de conhecer de perto os saberes e experiências de um dos mais celebrados veteranos da cena eletrônica.

Marisco Festival: Sábado, 09 de junho

Local: ainda a ser anunciado

Atrações:

Ed Motta (Baile do FlashBack)

Lincoln Olivetti BAND

Ashley Beedle

DJ Nuts

Selvagem

Edu Corelli 

Roger Weekes

Benjamin Ferreira

Vitor Kurc

DJ Paulão

Tata Ogan

Marcelo Dionisio

+ Mais nomes a serem anunciados

Os ingressos estão disponíveis via Event Brite. Mais informações podem ser encontradas no site oficial.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Entrevista

Grupo Laroc revela detalhes sobre novo clube underground

Flávio Lerner

Publicado há

Laroc underground
Nova casa terá projeto arquitetônico semelhante ao Laroc. Foto: Divulgação
Nova casa ficará exatamente ao lado do Laroc Club, em Valinhos
* Atualizado em 28/05/2017, às 19h47

O Grupo Laroc anunciou recentemente que está abrindo uma nova casa noturna, totalmente voltada à música eletrônica underground. A partir daí, a Phouse entrou em contato com Mario Sergio de Albuquerque, sócio-diretor do Laroc Club, que, além de confirmar a inauguração do empreendimento para 2018, revelou à coluna mais detalhes sobre o novo espaço.

Quando e onde

Segundo Mario Sergio, já está definido: o clube abre entre outubro e novembro deste ano. A localização será literalmente ao lado do Laroc, no quilômetro 118 da Rodovia D. Pedro I, em Valinhos, SP. Logo, o complexo que já abriga o Laroc Club e a casa de shows Folk Valley ganhará um novo membro dentro de poucos meses.

“O novo club vem pra ser a terceira casa do grupo, dentro de um complexo que praticamente estamos criando de entretenimento na cidade de Valinhos. É exatamente ao lado do Laroc, numa área mais elevada, mais alta, com uma visão 360 das montanhas, bem mais verde, super bacana”, revela o business man. “É como se fosse uma segunda pista, mas não é. As conversas surgiram dessa maneira, mas decidimos que é outro clube, outro nome, outra identidade, outra história”, continua.

Por estar em fase final de desenvolvimento, o nome ainda não foi revelado.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma do pop.”

Por quê

Criado há dois anos e meio, o Laroc costuma dar muito espaço a artistas da cena house/techno underground, abrindo noites completamente voltadas a esse nicho. Essas noites, porém, não costumam encher a casa, que tem capacidade para até seis mil pessoas. Assim, Mario Sergio explica que em um ambiente menor, diminuindo o tamanho e o custo operacional, fica muito mais viável seguir trazendo essas atrações — e também mais interessante do que a ideia inicial de abrir uma segunda pista. Segundo ele, a casa terá capacidade para cerca de duas mil pessoas.

“A gente sabe que tem umas cinco datas no ano que aceitam uma segunda pista e que têm público suficiente pra acomodar mais do que as seis mil pessoas. Mas a gente também entende que abrir uma pista apenas cinco vezes no ano seria algo ocioso, então não seria tão interessante, já que a ideia é aumentar o volume de operações. O Laroc abre hoje em 18 datas no ano, vai passar a abrir 14 — uma por mês mais duas durante o Carnaval —, e o club novo vem pra abrir mais 12 datas. Com isso, os dois clubes passam a ter 26 datas, o que nos dá mais oito eventos no ano, e com maior pluralidade de atrações. Praticamente, de quatro finais de semana de um mês, o grupo abre em três: Laroc, club novo e Folk”, explica.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma de mais mainstream, mais comercial, mais pop. Esse é o principal motivo da abertura de um novo espaço: entender que a gente tem um público muito bom de techno/tech house, mas que o Laroc ainda é muito grande.”

Isso não significa, no entanto, que a sonoridade do Laroc será sempre a mesma. “Sempre bati na tecla de que o Laroc era um club multicultural que poderia atender qualquer tipo de evento, e isso continua existindo”, segue de Albuquerque. “Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

Laroc underground

Complexo de entretenimento em Valinhos tem Folk Valley, Laroc e espaço mais à direita para o novo clube. Foto: Divulgação

Identidade

Mario Sergio revela que o novo espaço traz a mesma assinatura visual das outras duas casas do complexo em Valinhos, mas adaptada para traduzir seu próprio conceito. “Todas as casas do grupo têm as mesmas características. Elas são conceituadas a partir da tenda, que é nosso artigo principal. Tanto Laroc quanto Folk têm a mesma característica arquitetônica, e o clube novo vem na mesma linha, inclusive de layout e acabamentos”, revela.

“O público é exigente em todas as vertentes, não é porque é underground ou mainstream, e a gente manterá esse nível de excelência, de qualidade, no clube novo. Vamos agregar bastante em produção, que é um diferencial da nossa parte, porque os clubes do underground são mais minimalistas, não têm tanto esse nível de exigência. Então este é mais um motivo pra trazermos esse conceito novo pro underground, com características fortes do nosso grupo.”

O sócio-diretor também explicou como se divide a construção do projeto gráfico: “A concepção do Laroc, os projetos, desenhos, foi feita por nós, os sócios. Somente a parte de stage design, light design e video content foi produzida por um escritório holandês, o TWOFIFTYK, que provavelmente estará conosco nesse projeto também, desenvolvendo a parte interna da tenda, de palco e tudo o mais. A gente deve ter um pouco mais de pegada cenográfica na parte externa, brincando com o ambiente, e deixar a casa com características diferentes — mais luz, menos led, menos papel picado, mas ao mesmo tempo com bastante efeito visual.”

“Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

O Laroc não corre riscos?

Em pouco tempo de existência, o Laroc vem sendo considerado por muitos — de artistas a frequentadores — como um dos melhores clubes do mundo. Perguntei ao Mario Sergio se, agora que o clube vai mais ou menos se dividir em dois, deixando a parte mais pop/comercial ao Laroc, ele não corre o risco de perder um pouco do seu charme e prestígio. O empresário foi acertivo:

“Não, muito pelo contrário. A gente ganha força como grupo agindo em bloco, a gente vê cases de sucesso pelo mundo como o próprio Hï Ibiza, que é um derivado do Ushuaïa — que é um pouco diferente, lá um é clube dia e o outro é noite… Nós manteremos o club novo também como sunset club, porque o ambiente segue tendo bastante a agregar, mantendo a história do pôr do sol como atrativo. Isso atrai mais fatores positivos e deixa o Laroc ainda mais exclusivo, porque diminui o número de aberturas: uma por mês dá pra ficar com saudade e querer ir de novo. Ao mesmo tempo, cria mais uma opção pra outra vertente musical, outro tipo de público, o que também será um diferencial nosso”.

A nova casa deve ter seu nome e mais detalhes revelados dentro dos próximos meses.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Notícia

DJ Marky leva sua festa Influences para novo espaço cultural em SP

Flávio Lerner

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Tokyo
Foto: Reprodução
Inaugurado em maio, o Tokyo ocupa um prédio de nove andares com diversas atividades

Nesta sexta-feira, 18, o lendário DJ Marky estreia um novo ambiente para sua já tradicional Influences, noite em que usa toda sua técnica nos decks para passear pelas músicas que moldaram seu caráter musical — da música brasileira, passando pela disco, soul, funk e jazz à house music e ao drum’n’bass, sobretudo em discos antigos e raros, que o DJ vem colecionando em países como Japão, Portugal, Austrália e Inglaterra.

No ano passado, quando o entrevistei, o Marky falou sobre o conceito da Influences: “É uma festa em que toco todos os estilos que foram essenciais na minha carreira. É mais do que uma noite, é uma aula. As pessoas têm que ir com a cabeça aberta. E direto recebo vários DJs, justamente porque é uma noite diferente, que falta no circuito, já que a maioria das noites é só o mesmo estilo de música”.

Em 2014, o DJ Marky mandou um set de influências no Boiler Room

A festa, que nasceu no Vegas e depois mudou para o Pan-Am, será hoje no Tokyo, espaço cultural e gastronômico inaugurado neste mês no centro da capital. Longe do conceito tradicional de casa noturna, o Tokyo ocupa um prédio inteiro de nove andares na Rua Major Sartório; os andares reúnem karokê, bar, restaurante, instalações e oficinais de economia criativa durante o dia. Na cobertura, uma pista de dança com vista para o Copan e o Edifício Itália — e é nela que Marky comandará a noite, a partir das 23h.

A ideia da Influences, que teve sua última edição realizada em março de 2017, é voltar a fixar uma periodicidade a cada um mês e meio, quando o artista está no Brasil. Apesar de as possibilidades serem boas, o Tokyo ainda não está confirmada como nova casa oficial da festa. Você pode conferir mais detalhes da noite de hoje na página do evento.

Vídeo promocional revela mais detalhes do funcionamento do Tokyo

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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