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Amsterdã discute a aprovação de restrições a festivais

O conselho de Amsterdã está debatendo uma proposta que pode impor limitações sonoras a festivais que acontecem no município. Atualmente, o limite para o volume do som produzido nos festivais é de cem decibéis, e a primeira imposição seria a diminuição para 85 decibéis para eventos ao ar livre. Também se estuda uma limitação de três dias consecutivos de som intensivo por ano, excetuando-se 20 áreas populares da cidade.

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Outras imposições incluiriam fazer com que os festivais realizassem estudos do impacto do ruído no meio ambiente, e também a proibição dos subwoofers aéreos, o que poderia tornar a lei excessivamente severa com festivais de techno ou de heavy metal, em que os graves necessitam de destaque.

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Entre os possíveis pontos e contrapontos, vale observar que esta é uma lei proposta há três semanas e que já está sendo debatida, mostrando agilidade por parte do município. Outro destaque são os recortes de zonas da cidade que permitem abrigar tais eventos, um experimento passível de mudança no futuro que visa o bem-estar da maioria.

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Para os fãs de música eletrônica, a notícia pode soar como mais uma tentativa do poder público de um país em minar a cena eletrônica. A situação, contudo, aparenta ser bem mais razoável do que no Brasil e em outros países da América Latina, onde os governos (e a própria imprensa) demonstram consideravelmente mais preconceito e má vontade com esse cenário. Basta lembrar a novela que envolveu a realização do Ultra Brasil, no ano passado, ou de quando a Jovem Pan considerou o Dekmantel São Paulo uma “festa rave”, que geraria “barulho e algazarra”.

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