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Notícia

Fim de um ciclo: Saiba por que o Anzuclub está fechando

Phouse Staff

Publicado em

12/09/2017 - 14:06
Anzuclub encerramento

No final de agosto, a cena clubber brazuca foi surpreendida com a notícia do fechamento de uma de suas mais tradicionais boates: o Anzuclub, que está prestes a completar duas décadas, anunciou seu apagar das luzes. “Queremos agradecer a todos vocês que fizeram parte da nossa historia […]! E agora chega o momento de comemorar, encerrar e eternizar esse ciclo”, disseram em comunicado oficial, anunciando a festa de 20 anos da casa, que também marcará a despedida.

Para entender melhor o motivo da decisão, a Phouse entrou em contato com Milton Muraro Filho, o Miltinho, sócio-diretor e fundador do Anzu. Ele explicou que a casa, na verdade, ultrapassou por muito o seu tempo de existência inicialmente planejado, e que o fechamento deve ser encarado como algo natural. “O Anzuclub foi projetado desde sua concepção para um tempo de duração pré-determinado. Na época, o business plan calculado foi de sete anos. O negócio rompeu essa barreira e mais que dobrou a expectativa dele próprio, atualmente com 20 anos. A responsabilidade de gestão como único sócio e o tempo que tenho que me dedicar à noite me fizeram, nesses últimos anos, reavaliar meus projetos de vida. Poder dividir esse tempo com a minha família foi o que pesou para a decisão do encerramento”, disse.

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“É uma decisão natural de um ciclo que se encerra. Lógico que existe um apego emocional muito forte, afinal são 20 anos que fiquei à frente do negócio, mas a razão me mostrava que estava na hora de parar, e a festa de 20 anos é o momento mais correto para isso. Quero deixar um legado como uma história bonita e íntegra, para ser lembrada para sempre”, concluiu. Os planos do empresário agora são de dar um tempo na noite, tocando os negócios da família nos ramos de desenvolvimento imobiliário e de joalheria. Miltinho ainda ressalta que este é o posicionamento oficial da casa, e que outras declarações dadas anteriormente à imprensa sobre o caso foram feitas por pessoas que não representam a comunicação do Anzu.

Agora, a despedida em grande estilo será na festa de 20 anos, no dia 07 de outubro. Ontem à noite, foi anunciada a primeira atração do evento: o belga Lost Frequencies. Os outros nomes serão revelados em breve, mas os ingressos já estão à venda pelo Sem Hora. Antes disso, no entanto, o Anzu terá neste sábado, 16, sua penúltima balada: o aniversário de quatro anos da Trance in Brazil, com Markus SchulzGabe, SOLDERAWrechiskiDanilo ErcoleHarris MillerDJ MEYER e Ted Cor.

Aberto em 02 de outubro de 1997, em Itu, interior de São Paulo, o Anzuclub traçou uma sólida trajetória de crescimento e reconhecimento, tanto do público como dos artistas. O clube possui três espaços separados, o que inclui a famosa “pistinha”, e milhares de pessoas puderam prestigiar nomes como Armin van Buuren, FTampa, Vintage Culture, Eric Morillo, Paul Oakenfold, Solomun, Kaskade, Bob Sinclar e muitos outros. A produção da ainda salienta o fato de, no ano passado, ter alcançado a 18ª posição no ranking de clubes da DJ Mag (neste ano, a casa ficou em 31º).

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Premiere

PREMIÈRE: Gezender, Moebiius – Samadhi (BLANCAh Remix)

Phouse Staff

Publicado há

BLANCAh Hernan Cattaneo
Foto: Reprodução
Faixa será lançada em EP pela Neurom Records

Hoje tem lançamento de faixa exclusivo aqui pela Phouse. Trata-se do remix de BLANCAh para “Samadhi”, collab entre os produtores brasileiros Gezender e Moebius. A faixa faz parte do EP Tantra, que será lançado oficialmente no próximo dia 26, pelo selo berlinense Neurom Records. Além da original e da produção da BLANCAh, o disco traz remixes dos projetos paulistanos TessutoTeto Preto.

“A BLANCAh é nossa amiga há muitos anos. Ela é de Florianópolis, de onde eu vim, e onde o Moebiius mora, e nosso trabalho tem muitas coisas em comum”, explicou Gezender à imprensa. “Eu mostrei a música para ela, que adorou e topou fazer o remix.” Em contato com a Phouse, a artista complementou: 

“Geralmente quando eu aceito fazer remixes para outros artistas, tenho uma tendência de colocar muito da minha identidade, a ponto de quase parecer outra música. No caso desse remix específico, foi diferente. Foi o trabalho mais generoso que eu fiz porque fiz pensando no Tiago Franco [Gezender]. Pelo carinho que eu tenho por ele, pelo fato de eu já conhecê-lo há um tempão, por conhecer um pouquinho do gosto musical dele, da cena que ele criou em Floripa…”, declarou a BLANCAh. “Então eu tentei usar os sintetizadores um pouco mais rasgadinhos, alguns momentos lembrando de leve um electro, pensando bastante nas lembranças que eu tinha dele. Eu não criei muitas viagens etéreas nele, fui mais específica e direto ao ponto.”

E apesar de o EP só chegar daqui a sete dias, é nesta noite de quinta que vai rolar a festa de lançamento do EP. O rolê é no Tokyo, em São Paulo, a partir das 23h. O lineup traz os autores de Samadhi e dois dos remixers do EP: BLANCAh e Tessuto.

“Convidamos dois dos artistas que fizeram remixes para a ‘Samadhi’, com sets que passeiam entre house, electro e techno”, complementa Gezender. “As influências japonesas presentes no Tokyo, onde acontece a festa, passeiam também pelas nossas produções, e o local escolhido pra este lançamento vem muito a calhar. Vai ter pista fervendo até as 6h da manhã!”

Você pode conferir mais informações na página do evento.

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Entrevista

Em alta, HOT-Q quer revolucionar a cena eletrônica brasileira

Nayara Storquio

Publicado há

HOT-Q
Foto: Divulgação
DJ fala sobre primeiro EP, trajetória, collabs e turnês
* Edição e revisão: Flávio Lerner

HOT-Q existe há apenas um ano, mas provavelmente você já ouviu uma música desse cara. O projeto do DJ paulista Gabriel Breda Monteferrario já acumula sucessos tanto nos canais de streaming como nos palcos. Com colaborações que incluem nomes como Alok e Jetlag, o brasileiro de 22 anos está levando o seu estilo a todos os cantos do país — e depois de lançar Brasileira, seu primeiro EP, pretende ir mais longe com as primeiras turnês.

Para se ter uma ideia do quanto tem esquentado a cena, imagine que HOT-Q atingiu mais de um milhão de ouvintes mensais no Spotify com a música “Brisa”, que produziu em parceria com o Jetlag. Soma-se a isso o remix para “My Life is Going On”, música tema da série La Casa de Papel, com colaboração de Alok, Jetlag e WADD, e que o levou ao Top 10 dos DJs brasileiros mais ouvidos no Spotify.

Todavia, ele garante que essa resposta veio de muito esforço e trabalho. “O HOT-Q é um projeto em que tudo foi bem pensado e estruturado desde o começo. Temos a total certeza de onde queremos chegar. Acho que não tem uma fórmula para você ‘começar bombando’, mas todo começo exige um planejamento, e é claro, música boa!”, disse, com exclusividade para a Phouse. E claro, num cenário cheio de expoentes, ter suporte dos peixes grandes sempre ajuda; o DJ revela que o Jetlag foi essencial para que sua carreira embalasse: “Desde o meu primeiro lançamento o Jetlag me apadrinhou. Fizemos algumas parcerias juntos, mas o que eles mais colocaram na minha cabeça é sair um pouco da caixinha do DJ set e entregar um show”.

Com um sucesso crescente, o artista já marcou presença em diversos eventos e clubs ao redor do país, entre eles Pukka Up (RJ), Tetto Rooftop Lounge (SP), Taj (DF) e até no Lollapalooza. Gabriel, que tem um passado como guitarrista de bandas de rock, admite que o sucesso adquirido o impressiona: “Eu toquei em lugares que nunca imaginaria tocar em tão pouco tempo! Sempre tive o sonho de tocar guitarra no Lollapalooza Brasil, e pude realizar esse sonho tocando minha música ‘Brisa’. Outro evento que ficou marcado foi o Camarote Salvador, no Carnaval. Eu dividi cabine com Paris Hilton, Kaskade NERVO, foi animal!”.

“Minha turnê terá proposta audiovisual bem diferente do que se vê no Brasil. Queremos inovar, revolucionar o mercado da música eletrônica, trazendo um show com grandes momentos.”

HOT-Q já estava bem encaminhado, mas uma admiração pelo seriado La Casa de Papel, do Netflix, o motivou a remixar a música tema, “My Life is Going On”. “Eu sou viciado nessa série, já assisti três vezes. Tive a ideia de fazer esse remix, e então liguei para o WADD. O Thiago Mansur [do Jetlag] também curtiu a proposta que mostramos pra ele, e decidimos assinar juntos. O WADD fez os breaks e eu fiz os drops”.

O time não parou aí, e acabou ganhando o reforço de ninguém menos que Alok. “O Alok gostou demais da música e nos mostrou que a track tinha mais potencial esticando um pouco os breaks e deixando mais na pegada da original. Realmente ele tinha razão, e a prova disso são os mais de dez milhões de plays. Ele é, sem dúvidas, um visionário!”, acrescenta, orgulhoso do resultado, e garantindo que essa parceria ainda vai render muitos outros frutos.

Para coroar a boa fase, o produtor acaba de lançar seu primeiro EP. Com uma original, em collab com o SUBB e vocais de ROZA, e um remix para Adriano Pagani, o disco Brasileira acaba de sair pela Reven Beats.Brasileira mostra bem o ‘HOTBASS’ que venho levando nas minhas tracks. Eu acredito que um dos maiores desafios para o produtor é achar a sua identidade sonora, e com total certeza achei a minha.”

Nesse meio tempo, ele nem pensa em reduzir o ritmo, e passou a focar agora em suas primeiras turnês. “Em agosto, vamos anunciar a primeira tour do HOT-Q com uma proposta audiovisual bem diferente do que se vê no Brasil. Queremos inovar, revolucionar o mercado da música eletrônica, trazendo um show com grandes momentos”, adiantou, determinado.

O DJ destacou também o recente contrato com a F&S Produções Artísticas para a realização da  “HOT-Q Burning Tour”, que vai trabalhar em conjunto com a 4MZK Agency, que o gerencia. Segundo ele, a identidade da turnê gira em torno da história do fogo, e deve ter Portugal como primeiro destino fora do Brasil.

Além disso, as produções, é claro, não param. Depois do primeiro EP e de singles recentes como “I Wish” (releitura para Infected Mushroom) e “Esperança” (releitura para a banda Aliados, da qual é fã desde criança), HOT-Q garante ter muitos lançamentos pela Sony Music até dezembro. “Agora em agosto lanço com o Vitor Kley. Teremos também sons com Gabriel Boni, Jetlag, SoFly, Rakka e muito mais”, explica, antes de encerrar com uma piada interna que já virou clássica em seu cenário, repleto de parcerias entre produtores: “Collab, bro? (Risos)”.

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Entrevista

12 anos de carreira em 8 faixas: L_cio apresenta “Poema”, seu primeiro álbum

Alan Medeiros

Publicado há

L_cio
Foto: Divulgação
Disco consolida trabalho consistente do produtor paulistano
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Na última sexta-feira, foi lançado pela D.O.C. Records, com distribuição mundial da gigante alemã Kompakt, o álbum de estreia de L_cio, um dos maiores representantes da cena house/techno do país. Poema é a consolidação de um trabalho sólido, autêntico e inovador que transformou por completo a vida do produtor paulistano nos últimos anos. Mas, antes de falarmos do álbum propriamente, é interessante entender o perfil artístico de seu criador.

Laércio Schwantes é um artista multifacetado que já integrou e ainda integra projetos importantíssimos dentro do cenário eletrônico brasileiro. Desde a origem do Treto Preto, que não o tem mais no time, passando por outros exemplos, como Lacozta e Gaturamo, toda iniciativa musical deste produtor tende a passar pelo fora do óbvio, explorar novos caminhos e procurar, através de diferentes maneiras, uma profunda conexão com o público. Esse relacionamento direto, sincero e verdadeiro com sua base de fãs é uma das razões do sucesso da sua jornada na música até aqui.

Seu disco de estreia é composto por oito faixas originais de nomes minimalistas, e foi produzido na ponte aérea São Paulo/Floripa, duas cidades que o abrigaram nos últimos anos. Sobre as dificuldades relacionadas ao processo criativo do trabalho, L_cio contou à Phouse que antes de tudo veio a tomada de decisão que levou à concepção da ideia — o grande objetivo do trabalho sempre foi contar uma história que representasse os 12 anos de carreira em oito faixas.

Segundo o artista, encontrar tempo hábil para construção do trabalho não foi exatamente uma dificuldade: “Pra mim isso nunca foi um problema, pois produzo pouco, mas rapidamente”. Essa precisão pode ser sentida na forma como o disco evolui, com coerência, calma e sem apelar para clichês em nenhum momento. A flauta transversal, que virou sua marca registrada ao temperar suas produções e seus lives, não poderia deixar de se fazer presente. Ainda sobre todo momento que antecedeu o lançamento, o produtor destaca a importância que o público também teve para o lançamento, já que sempre testa suas faixas na pista: “‘Canto’, ‘Forte’ e ‘Avante’ eu tenho tocado há pelo menos oito meses”, complementa.

D.O.C. e Kompakt, as duas marcas envolvidas no lançamento, exerceram um papel importante durante toda criação do Poema. Gui Boratto, head do selo brasileiro, também é lembrado com carinho, principalmente pela amizade criada entre ambos, algo que nasceu graças a música. Assim como outros trabalhos de nomes importantes da música eletrônica mundial, o álbum ganhou a luz do dia com o toque particular de seu criador, e por isso, não há como negar a atmosfera especial que ronda esse lançamento: “Acho que foi uma bela realização e um momento único na minha carreira. Agora é encontrar os próximos passos para prosseguir numa crescente orgânica”.

Alan Medeiros é colaborador eventual da Phouse.

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