Armin van Buuren infeliz

Armin van Buuren dá entrevista reveladora a TV holandesa

“Em 2010, eu era o DJ número um, mas a pessoa mais infeliz do mundo”, afirmou o astro.

Na turnê promocional de Balance, Armin van Buuren concedeu uma das entrevistas mais honestas de sua carreira ao talk show holandês Jinek. O DJ abriu o jogo em relação a temas como as suas mudanças ao longo da carreira, a pressão dos fãs e problemas psicológicos dos artistas na cena eletrônica.

A conversa se inicia quando Armin é questionado em relação à música “Hoe Het Danst”, com o cantor Marco Borsato — sua primeira faixa a atingir o topo das paradas em seu país natal. O DJ afirmou que atingir essa marca, mesmo após tantas conquistas na carreira, ainda o emociona, e que já teve preconceitos em relação ao top 40 holandês por considerá-lo comercial demais.

“Eu era contra isso no começo, mas secretamente é legal ter esse lugar. No começo, a dance music era contracorrente. […] Éramos completamente avessos a tudo que estava no top 40 e coisas assim. Mas hoje em dia você também pode ver que no top 40 quase não há música sem uma batida eletrônica por trás, isso se inverteu completamente”, disse.

O artista foi conduzido a falar sobre as  mudanças na sonoridade de seus sets e produções. “Eu acho que mudei ao longo dos anos. Ainda estou fazendo muitas coisas underground, como o recente álbum do Gaia, mas estou me desenvolvendo cada vez mais e abrindo minhas asas”, afirmou.

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“Se você tivesse me dito há cinco anos que eu faria um sucesso número um com Marco Borsato, provavelmente teria rido na sua cara, porque isso poderia ser considerado muito comercial. Agora percebo que, na verdade, esse é o combustível para continuar fazendo o que faço”, completou.

Quando um jornalista lhe perguntou se ele não havia valorizado demais o que as pessoas pensavam a seu respeito, Armin confessou: “Sim, eu ainda quero agradar a todos os fãs. Todo fã é importante para mim. Não suporto quando um fã diz que ficou insatisfeito. […] Sofri muito com isso. Em 2010, eu era o número um, mas a pessoa mais infeliz do mundo”.

“All Comes Down” é o single mais novo de Armin van Buuren

“Comecei a produzir apenas para aqueles poucos fãs que eram críticos. Parecia uma camisa de força, mas com ‘This is What it Feels Like’, me livrei disso. Ainda sou muito leal aos meus fãs, e o novo álbum também tem um pouco do som antigo. Também gosto desse som e ainda o aceito, mas notei que tenho que tomar essas medidas criativas para continuar me desenvolvendo”, continuou.

O DJ ainda falou sobre ter que conciliar as tours com a paternidade e outras questões de sua vida pessoal: “Pode parecer incrível para o mundo exterior, mas diariamente temos essa agenda e a tentação, porque é preciso dizer sim ou não a um festival muito grande. Se você for, recebe uma enorme sacola de dinheiro e um show para 40 mil pessoas, mas seu filho tem que ir ao futebol. Você tem que fazer esse tipo de consideração estranha”.

Também presente em “Balance”, “Don’t Let Me Go” saiu na semana passada

Para Armin, os artistas muitas vezes se submetem a essa vida, mesmo já tendo acumulado dinheiro suficiente para abandoná-la, por conta de uma espécie de vício. “Há um livro escrito sobre isso por Ian Robertson, O efeito vencedor. […] Ele comparou as endorfinas que são liberadas no seu cérebro com uma droga. De fato, sob a influência dessa droga, seu cérebro muda, de acordo com a teoria dele, e ele provou tudo isso cientificamente”, pontuou o astro.

No último verão europeu, pela primeira vez, Armin tirou duas semanas de folga das gigs nos maiores clubs e festivais do continente. Desde a morte de Avicii, a Phouse está cobrindo as mudanças que a cena vem sofrendo, com muitos DJs falando mais sobre saúde mental, e passando a se cuidar mais. Armin acredita que ainda há muito a ser feito.

“Há um lado sombrio e estamos começando a mostrá-lo mais e mais. Quando olho ao meu redor na cena DJ, lentamente começo a conversar com colegas, alguns se tornaram realmente bons amigos. Secretamente, nem todo mundo está indo tão bem. […] Todo mundo quer tocar o máximo possível e causar a melhor impressão possível às pessoas, e tudo bem. Esse é o jogo que você joga”, finalizou.

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