Começa hoje em Porto Alegre o 3º Festival Kino Beataquele evento que abrange o conceito de arte eletrônica, misturando música avançada e experimental, tecnologia, projeções de vídeo, entre outros. A crise econômica e política pela qual passa o Brasil atrapalhou o orçamento pra este ano — o evento é bancado pelo Sesc, todo gratuito para o público —, mas mesmo assim o produtor Gabriel Cevallos conseguiu dar um jeito de fazê-lo maior, com mais atrações internacionais, performances e locais do que nas edições anteriores. Ele voltou recentemente inspirado de uma viagem pelo norte da Europa, onde visitou diversos festivais para absorver referências.

O paulistano Matheus Leston retorna ao Festival Kino Beat com sua nova performance audiovisual: Menos

Serão mais de dez artistas se apresentando em sete eventos, em cinco datas e cinco locais diferentes. De cara, uma diferença notável é o rumo que o 3º FKB toma em relação a seu conceito, focando menos em música e mais em performance/teatro/dança e até mesmo academicismo. Hoje, por exemplo, o Kino abre a partir das 19h, com o espetáculo Forças, e depois dá sequência com a performance A Festa Profunda. Amanhã teremos dois artistas audiovisuais suecos — Moon Wheel e Quiltland — no Theatro São Pedro, enquanto no dia 07 será a vez da performance Three Dreams, que traz um formato inédito para o FKB: a dança, com a japonesa Junko Wada acompanhada pela música e luz executados ao vivo pelo alemão Hans Peter Kahn.

Pra contrastar e não deixar a veia clubber morrer, teremos live da fluminense/paulistana Érica Alves, aluna da próxima turma da Red Bull Music Academy e integrante do trio The Drone Lovers, com Zopelar e Davis; a Érica abre uma exposição de arte sobre cultura de pista na Galeria Ecarta, no dia 07, e depois, mais tarde no mesmo dia se junta à trupe do coletivo de festa de rua Arruaça. Ainda dentro do conceito de cultura DJ, o encerramento do Festival se dará com uma balada à tarde, no domingo, com ninguém menos que o DJ holandês Tom Trago como atração — isso depois do live cinema do francês Vincent Moon. Um dia antes, teremos espetáculos audiovisuais do também francês Alex Augier e do paulistano Matheus Leston, que já havia trazido sua fantástica Orquestra Vermelha na 1ª edição do FKB, em 2014; o rapaz, desta vez, apresenta seu novo ato Menos, em que um computador controla e sincroniza áudio e um sistema de iluminação ao seu redor.

A produtora e cantora fluminense Érica Alves, da Red Bull Music Academy e do trio The Drone Lovers, manda dois lives no dia 07

Confira a programação completa abaixo, clicando em cada link pra sacar melhor sobre cada ato do Festival Kino Beat:

05/10, 19h: Grupo Medula lança o espetáculo Forças @ Teatro do Sesc

05/10, 20h30: A Festa Profunda @ Galeria Península

06/10, 21h: Suecos [Quiltland e Moon Wheel + Eduardo Taborda (RS)] no Theatro São Pedro

07/10, 19h: Three Dreams [Alemanha/Japão] @ Instituto Goethe

07/10, 19h30: Abertura da exposição THE DANCE PARTY: A cultura das pistas de dança como forma de arte [live de Érica Alves (SP)] @ Galeria Ecarta

08/10, 16h30: A Festa Profunda @ Galeria Península [reprise]

08/10, 19h: Som x Luz x Videomapping [Alex Augier (FRA) apresenta oqpoo_oooo; Matheus Leston (SP) apresenta Menos] @ Teatro do Sesc

09/10, 18h: Vincent Moon [França] et/errances @ Teatro do Sesc

09/10, 19h30: OFF Kino Beat com Tom Trago [Holanda] @ Ocidente

Um gif com filmagens da L&M em Porto Alegre [a primeira rave feita no Brasil, que também passou por São Paulo e Belo Horizonte, como você pode ver no doc acima] será retransmitido na exposição THE DANCE PARTY

Como de praxe, no LOFT55 estamos fazendo a cobertura oficial do evento, e você pode ler três publicações que já saíram até o momento: uma entrevista com o Cevallos, trazendo todos os detalhes deste 3º FKB; outra com a Érica Alves, que falou comigo sobre sua expectativa pra sua primeira gig em POA, mas sobretudo sobre a luta feminista na cena clubber, em que ela é figura fundamental; e a matéria sobre a exposição THE DANCE PARTY: A cultura das pistas de dança como forma de arte, que traz obras de artistas nacionais e internacionais — entre vídeo, música, texto, escultura, instalação e performance — que promovem uma reflexão maior sobre a importância sociocultural e política da cultura de pista; ainda haverá também, ao fechamento da expo, no dia 12 de novembro, um seminário chamado A Teoria da Festa.

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