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As constantes mudanças na noite, na música e na cena Clubber

Phouse Staff

Publicado em

03/08/2013 - 18:13

club2A mudança faz parte da natureza humana, e não diria só da humana mas de todo o mundo, já que evolução nada mais é do que uma mudança para melhor, se for para pior é um retrocesso, mas o fato é que, nós vivemos em constante mudança, o mundo muda, as pessoas mudam, a noite e a música mudam!

Vou começar falando da mudança na música, lembrando um texto que causou polêmica na web ano passado, texto este em que o autor dizia que a música eletrônica não era música, mas sim barulho. Percebam que apenas citei o caso e não estou aqui escrevendo para entrar nesse mérito nem muito menos discutir sobre este texto (infeliz), que já foi mais do que discutido. Nesta parte irei falar apenas de música, ponto!

A música, como o mundo, evoluí! Mas eu não vou aqui, falar da história da música porque, primeiro não sou autoridade no assunto, e segundo, música existe praticamente desde que o mundo é mundo e eu perderia alguns séculos (com trocadilho) para falar dela. Vamos começar então pela música erudita e clássica, imaginem quando surgiram as primeiras guitarras elétricas, e com elas o Jazz e o Blues, o que os músicos “conservadores” diziam sobre isso? Imagino que muitos tenham dito coisas como o autor do texto citado anteriormente disse, que não era música etc. E se o mundo tivesse ouvido isso e ignorado este novo som já que não o considerava música? O “bom e velho” rock and roll, que o nosso amigo, autor do infeliz texto que citei, parecia ser fã, simplesmente não existiria, já que ele foi derivado diretamente de tais estilos, principalmente do Blues!

E a música continuou evoluindo, e continua até hoje. Surgiam entre os anos 60 e 70, os primeiros sintetizadores, e com eles a Disco Music, que consagrariam as Discotecas, ou Boates e Clubs como chamamos hoje. Dos anos 70 e 80 para cá muita coisa mudou, o rock evoluiu e ganhou diversos novos estilos e vertentes, assim como a música eletrônica, que da Disco Music derivou o House e Techno, depois Trance, Drum and Bass entre outros além das (diversas e infinitas) sub vertentes de cada.

Dito isso, fica fácil observar que em média, de 10 em 10 anos a música tem mudanças significativas e que ditam o rumo da sua história. E em cada década se tem um estilo que ganha destaque na mídia. Focando apenas em E-music, eu não gostaria de afirmar, mas sim que os fizesse pensar: Seria a House Music o destaque nos anos 90? E na década passada, seria o Psy Trance, que ganhou as massas e fez o mundo “conhecer” a música eletrônica com as Mega Raves? E depois do Psy, foi a vez do Minimal? Um som sério, repetitivo e obscuro, que alguns acreditam ter sido o motivo do “boom” da música Pop nos últimos anos? Teria a música eletrônica ficado tão séria, a ponto de os amantes da E-music mais alegre e descontraída terem a trocado pela música Pop?

Se vocês perceberem, aqui a história (e por que não, evolução) da música se mistura com a da noite e da cena clubber. De por exemplo, 50 festas na cidade hoje em dia, falando em Rio de Janeiro, quantas são de música Pop? Pelo menos a metade? E se pegarmos as festas de rock, que passaram a não tocar mais só rock, e incluíram o Pop no repertório, já temos a maioria? E se falarmos de noite GLS, onde quase não se encontram mais, festas unicamente de House Music, onde a maioria das festas incluí também o Pop no seu line up, e o house que ainda existe é o mais comercial possível? Sobram o que, umas 5, 10 festas no máximo onde não se toca Pop? A própria música eletrônica ficou Pop, mais comercial. Estilos anteriormente tidos como undergrounds, viraram mainstream, está aí o Electro de prova, o próprio Psy Trance com vocais antes raramente incluídos nas músicas, o surgimento do Dutch, do Dubstep e por aí vai…

E já que estamos falando de música, temos que falar da figura do DJ que, está diretamente ligada a historia e evolução da música. Nos anos 90, as pessoas queriam aprender a tocar guitarra, bateria, contra-baixo etc, montar uma banda e serem Rock Stars. De meados dos anos 2000 em diante é fácil perceber que isso mudou, agora querem aprender a usar cdj’s e serem DJ’s! E com a evolução também dos equipamentos, barateamento dos mesmos e facilidade de acesso as mídias com a internet, os gravadores de cd’s etc, ser dj ficou muito mais fácil! Se nos anos 90, uma pessoa para ser DJ precisava de tanta dedicação e investimento em equipamentos quanto para ser músico, isso hoje não existe mais, qualquer um aprende a abrir e fechar os faders de um mixer, a dar play e cue nos cdj’s, grava meia dúzia de cd’s e diz que é DJ! Isso sem falar dos “Virtuais DJ’s”… Com o “boom” da música Pop então, onde os “DJ’s” não precisam se preocupar com BPM, Tempo, Compasso e é só tocar sem as músicas serem mixadas, o que temos é cada vez mais uma idiotização da cena Clubber, onde as pessoas vão a uma festa para assistir os pseudo “DJ’s Atores e Modelos” tocando as músicas que já estão cansadas de ouvir na radio, e sem ao menos o trabalho de terem procurado por uma versão “diferente” daquela que todo mundo conhece, o famoso Remix. Evolução ou retrocesso?

É fato que, essas mudanças ocorrem por diversos fatores além dos citados anteriormente, o público muda o tempo todo, as pessoas se casam, se mudam, mudam de estilo musical, MUDAM! E com isso a noite também muda, as festas também mudam, as casas noturnas mudam, tudo muda! E pra finalizar, deixo aqui uma última pergunta para pensarem: Se a seriedade exagerada da música eletrônica, e eu disse SE, foi o que fez o Pop ganhar força nos últimos anos, seria o Pop que faria nessa década termos um novo destaque na música eletrônica, talvez fosse a vez do Techno? Do Deep? Nu Disco? Não sei, infinitas são as possibilidades, só o tempo poderá nos dizer! Mas espero que, nos próximos anos, usemos mais os ouvidos, menos os olhos e bocas, saibamos valorizar a boa música, os bons profissionais, e menos o que se fala e se vê, fica a dica!

Leo Mendes – DJ, Produtor Musical e de Eventos

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Notícia

Na Suécia, pai recebe prêmio em nome de Avicii

Em cerimônia, “Without You” foi escolhida melhor canção sueca do ano

Phouse Staff

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Avicii
Foto: Reprodução

Mesmo após sua partida, Avicii continua marcando o mundo da música. Nessa quarta-feira, 15, o pai do produtor, Klas Bergling, recebeu uma homenagem em nome do filho. Na cerimônia de premiação do Rockbjörnen (o “Urso do Rock”, em sueco), em Estocolmo, o hit “Without You”, com participação de Sandro Cavazza nos vocais, ganhou o prêmio de melhor canção sueca do ano. Bergling fez um discurso orgulhoso sobre a música e agradeceu aos fãs pelo apoio contínuo.

“Estou feliz por ter a oportunidade de estar aqui nesta noite para agradecer por este incrível prêmio que vocês estão dando ao Tim e ao Sandro, e a todos que votaram em ‘Without You’, uma música incrível”, disse Klas.

+ Padrasto de Avicii culpa manager por morte do artista

Ele também aproveitou o momento para lembrar de todas as homenagem que o filho recebeu. “Talvez seja melhor agradecer por todos os tributos incríveis que vocês têm dado ao Tim e a sua música. Tem sido quase incompreensível e aqueceu nossos corações, de toda a família, durante esse período difícil, então novamente um grande obrigado a todos”. 

O Rockbjörnen é uma importante cerimônia anual na Suécia, tocada pelo Aftonbladet — jornal que tem revelado importantes notícias sobre Avicii nos últimos meses. A premiação é feita através de votação pública, e costuma dar ênfase em artistas de rock e pop. Você pode conferir a íntegra da premiação deste ano no vídeo abaixo.

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Análise

10 motivos para não perder a #XXX22

Festival rola em 22 de setembro, em Itu

Phouse Staff

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#XXX22
Foto: Divulgação

Confirmada desde o finzinho de 2017, a edição principal de número 22 da XXXPERIENCE já está chegando à Arena Maeda, em Itu — e ela está fervendo com novidades, dando pinta de que será uma das mais impactantes até hoje.

Se há dez dias trouxemos em primeira mão o lineup completo, agora te mostramos dez motivos pra não perder o rolê:

1. A nova cenografia

Não espere lógica ou sentido nas criações. A cenografia inédita, assinada pela ArteFicial Design, é uma das grandes promessas para este ano. O tema “Nonsense Journey” chega em sua versão “2.2”, e a liberdade que ele permite é o que mais estimula a equipe de criativos — desde a ilustração inicial da campanha até o projeto arquitetônico de cada stage.

2. O novo formato

Com disposição circular dos palcos, sem privilegiar a “parada automática” em um “Mainstage”. Neste ano, os palcos terão porte semelhante: não há um principal.

3. O quinto palco

Nos últimos dez anos, o festival tem trabalhado com três ou quatro palcos. Agora, a produção convidou Soldera para trazer o espírito da #PistinhaMeuAmor, que marcou época no lendário e extinto Anzuclub. O lineup promete, e o ambiente mais ainda, visto que o quinto espaço ficará numa área super arborizada, cercada de verde.

4. Mais de 20 artistas inéditos na XXX

Se tem algo que não dá pra afirmar neste ano é que o lineup tá cheio de figurinhas repetidas. Em cada stage rolou uma atenção especial da curadoria no sentido de inovar: no techno, temos Len Faki pela primeira vez e o retorno de Guy Gerber depois de dez anos, além das estreias de Tessuto, Stroka e Feemarx. No Peace, os debuts ficam por conta de Flegma, Rising Dust, UnderCover, Dang3r vs BlazyStar Track, Digital-X e Zanon. No Joy, temos Patrice Bäumel e Franky Rizardo, dois nomes de altíssima relevância no cenário internacional na atualidade. Na Pistinha, destaque para os três gringos: Flashmob, Eli Brown e DJ Fronter. No Love, as estreias ficam por conta de Malaa, Bruno MartiniSantti, Nato Medrado e Skullwell.

5. 22 anos de amor e resistência

A mãe dos festivais brasileiros tem o desafio de continuar sexy perante os olhos do público teen, sem deixar de lado a galera que a acompanha desde o início. Manter-se ativo e relevante por mais de 20 anos no cenário brasileiro não é pra qualquer um.

6. Superdose de titãs do techno

Se liga na sequência da noite no #UnionStage powered by TNT Energy Drink: Len Faki, Dubfire, ANNA, Guy Gerber, Ben Klock e Renato Ratier — cada um com duas horas de set. O Union vem com tudo para ser um dos pontos altos desta edição.

7. A arte em evidência

Espere por esculturas e instalações iradas espalhadas pela Arena Maeda.

8. Nova praça de alimentação

O espaço vai ocupar a área que normalmente era destinada ao Love Stage, agora com mais espaço e novas opções gastronômicas.

9. Nova área de descanso

A produção da XXX preparou para esta edição um redário, que estará localizado entre os palcos Peace e Joy. Sim, redes!

10. Xô, chuvarada!

A ideia de a XXX ter mudado a data para setembro foi exatamente para fugir das tempestades que tradicionalmente afetavam o festival em novembro. A probabilidade de tempo seco e ensolarado agora é consideravelmente maior!

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Notícia

Amy Thomson se despede do Swedish House Mafia

Depois de 14 anos, manager não fará parte da nova fase do trio sueco

Phouse Staff

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Amy Thomson
Foto: Reprodução

Na esteira de grandes novidades sobre o trio sueco, a manager de longa data do Swedish House Mafia anunciou no Instagram que está se desligando do projeto.

Com uma arte da declaração de Steve Angello que confirmou a volta do grupo ao estúdio, Amy Thomson escreveu uma espécie de carta de despedida. “Obrigada por todas as mensagens que recebi sobre isso [notícia do SHM voltando a produzir]. Mas acho que agora é a hora de dizer que em maio eu avisei os meninos que sairia [do projeto] ao final do verão [no Hemisfério Norte] deste ano”, declarou Amy, que está há 14 anos trabalhando com o trio.

+ Steve Angello confirma novas músicas do Swedish House Mafia

“Desejo a eles toda a alegria e felicidade e sucesso, e estarei assistindo orgulhosa, mas a era do meu trabalho com os meninos está chegando ao fim. E que era foi essa. […] Mas pra mim a vida mudou agora. O futuro pertence a um novo time de pessoas em volta deles, e eu os desejo sorte com todo o meu coração.”

Thanks for all the messages I got hit with about this. But I guess now is the time to say that in May this year I told the boys I would be leaving at the end of summer 2018. In this industry people expect you to stay in projects that make you powerful. Ego. Pride. Power. Money. All of that. But for me I have learned that life changes you and what you want to do with that gift is a gift in itself. It was a big decision after 14 years but one I made for myself. I wish them so much joy and happiness and success and I will be watching proudly but the era of me with the boys is at an end. And what an era it was. We changed the game so many times through everything from brave hearts to sheer blindness. What a ride. But for me life’s changed now. The future belongs to a new set of people around them and I wish them luck with all my heart. And I suppose telling people in this way is not very CEO of me. But that’s not who I am. My passion got me here not a boardroom. Thank you to everyone who helped us. Who put up with us. The fans who stayed with us. We made history. But most of all to my daughter who shared me with this crazy ride without ever complaining. We Came. We Raved. I Loved it. Thank you so much. Amy x

A post shared by Amy Thomson (@amyhesterthomson) on

Confira o texto de Amy Thomson na íntegra, em tradução da Phouse:

Obrigada por todas as mensagens que recebi sobre isso [notícia do SHM voltando a produzir]. Mas acho que agora é a hora de dizer que em maio eu avisei os meninos que sairia [do projeto] ao final do verão [no Hemisfério Norte] deste ano. Nesta indústria as pessoas esperam que você fique em projetos que te fazem poderoso. Ego. Orgulho. Poder. Dinheiro. Tudo isso. Mas para mim, eu aprendi que a vida te muda, e que o que você quer fazer com essa dádiva é uma dádiva por si só.

Foi uma grande decisão depois de 14 anos, mas uma que fiz para mim mesma. Desejo a eles toda a alegria e felicidade e sucesso, e estarei assistindo orgulhosa, mas a era do meu trabalho com os meninos está chegando ao fim. E que era foi essa. Nós viramos o jogo tantas vezes, a partir de tantas coisas. Que viagem. Mas pra mim a vida mudou agora. O futuro pertence a um novo time de pessoas em volta deles, e eu os desejo sorte com todo o meu coração.

Suponho que fazer essa declaração ao público dessa forma não seja muito “CEO” da minha parte, mas esta não é quem eu sou. Foi minha paixão que me trouxe até aqui, não uma sala de reuniões. Obrigada a todos que nos ajudaram, que seguraram as pontas conosco. Aos fãs que ficaram do nosso lado. Nós fizemos história. Mas sobretudo à minha filha, que compartilhou comigo essa viagem louca sem nunca reclamar. 

Nós viemos. Nós dançamos. Eu amei. Muito obrigada. Amy.

+ Manager do Swedish House Mafia lança curso de negócios solidário

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