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Análise

Conheça as 5 atrações desta sexta-feira no Caos

Rodrigo Airaf

Publicado em

01/08/2018 - 19:16
Caos
Foto: Reprodução
Clube de campinas recebe noite do techno à disco
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Há poucos meses era uma doce surpresa, e agora já se tornou um refúgio de música eletrônica na cada vez mais noturna região metropolitana de Campinas. O Caos, que abre cerca de uma vez por mês em um galpão revitalizado que incentiva a curtição simples sem abandonar o conforto, criou em torno de si uma grande estima, já que seu amplo espaço possibilitou a vinda de nomes importantes, como Laurent Garnier, Carl Craig, Nina Kraviz, Chris Liebing, ANNA e Marco Carola.

Sua próxima edição, nesta sexta-feira, está entre as mais democráticas desde que inaugurou em dezembro. No lineup, um mix de diferentes nacionalidades e bagagens musicais que deixarão o som passear pela disco music, house music, techno dos mais diversos teores e live performance. Puxamos a ficha de cada um dos responsáveis pela jornada musical desta sexta-feira, 03 de agosto, no clube. Veja abaixo e saiba mais sobre o evento clicando aqui.

Tijana T

Base: Belgrado, Sérvia.

História: Cada vez mais evidente internacionalmente, Tijana T percorreu um caminho singular em sua carreira. Desde sempre uma pesquisadora musical assídua, começou como jornalista no importante festival sérvio Exit, no começo dos anos 2000, e gradualmente desempenhou diversas funções, desde booker a apresentadora de programas de TV em rede nacional — sempre em torno da cena da dance music. Fortalecida por esse conjunto de habilidades e pela experiência que só o tempo dá, hoje desfruta de grande reconhecimento e agenda lotada como DJ.

Uma visão: “Há várias abordagens diferentes para a discotecagem. Você pode ser um bom seletor, um verdadeiro escavador [de música], um expert em um estilo, ou um deus da técnica na cabine. Mas é o senso perfeito de timing e muita empatia pelo que está acontecendo na pista de dança que faz de você um grande DJ” (Tijana T para o XLR8R).

Característica especial: Techno sofisticado, de seleções que não se encontram no Shazam.

Horário de apresentação: 02h-04h.

Speedy J

Base: Roterdão, Holanda.

História: Mais uma atração lendária em Campinas, Jochem Paap, ou Speedy J, fincou sua bandeira na história da música eletrônica como um dos maiores difusores do techno desde os anos 90. Apaixonado pela abstratividade e universalidade da música eletrônica, é até os dias de hoje uma referência até mesmo para as gerações mais jovens.

Uma visão: “Experimentação é uma grande parte da ética de trabalho. Eu nunca vou para o estúdio para copiar e colar coisas” (Speedy J para o XLR8R).

Característica especial: O equilíbrio perfeito entre fortes batidas e atmosferas industriais.

Horário de apresentação: 04h-06h.

Zopelar (live)

Base: São Paulo, Brasil.

História: Um dos nomes mais prolíficos do underground nacional, Zopelar teve formação musical antes de se apaixonar pelos instrumentos eletrônicos. A qualidade do seu trabalho já o elevou a grandes patamares, como o convite para o Red Bull Music Academy em Tóquio. Não apenas multi-instrumentalista, é multi-atarefado: além de se apresentar como Zopelar, também tem seu próprio selo, o In Their Feelings, faz parte do trio The Drone Lovers, do grupo Teto Preto, do duo Gaturamo e da festa ODD.

Uma visão: “Sei que musicalmente consigo expressar exatamente o que sinto e penso, há uma pureza que não encontro nas palavras, algo que nos conecta diretamente e é puro sentimento. Eu pessoalmente não consigo conceber uma melhor forma de comunicação entre um ser humano e outro” (Zopelar para a House Mag).

Ao vivo: O vício pela experimentação, tanto analógica quanto digital.

Horário de apresentação: 06h-fim.

Eric Duncan

Base: Nova Iorque, EUA.

História: Simples, irreverente e completamente imerso no mundo da house e disco music, Eric Duncan faz parte de um importante duo americano, o Rub N Thug, e está na nata da cena underground nova-iorquina.

Uma visão: “Duas garrafas de vinho, uma mala cheia de discos e um soundsystem de alta qualidade: receita para uma audição suave (até o vinho bater)” (Eric Duncan no Facebook).

Ao vivo: O groove em pessoa.

Horário de apresentação: 00h-02h.

Nascii

Base: São Paulo, Brasil.

História: Fernando Nascii é uma das mentes por trás da Gop Tun, poderoso selo que proporciona experiências únicas em São Paulo, entre elas a versão brasileira do festival holandês Dekmantel, que foi considerada um divisor de águas para os festivais de música eletrônica no cenário.

Ao vivo: Autenticidade e apreço por sons retrôs e tropicais.

Uma visão: “O Brasil já fincou seu lugar no mapa da musica eletrônica mundial, o momento atual é ótimo para o mercado da musica eletrônica em geral. Nos últimos anos diversos movimentos, festas e coletivos surgiram e isso vem enriquecendo muito a cena por aqui. Já decolamos de vez e isso vai ser mais nítido nos próximos anos” (Nascii para o Music Non Stop).

Horário de apresentação: 23h-00h.

Rodrigo Airaf é colaborador eventual da Phouse.

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Documentário sobre Avicii voltará ao Netflix no fim do mês

Lançado no final de 2017, filme foi retirado da plataforma após sua morte, em abril deste ano

Phouse Staff

Publicado há

True Stories Brasil
Foto: Reprodução

O documentário sobre a vida de Avicii está prestes a voltar ao Netflix. No próximo dia 28, o filme dirigido por Levan Tsikurishvili está confirmado na plataforma em países como Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Austrália. No Brasil, sua volta ainda não foi confirmada.

Antes de ser disponibilizado pelo serviço de streaming, alguns cinemas exibirão o título com exclusividade, como em Los Angeles, no Laemmie Theatre, entre os dias 14 e 20 de dezembro, e em Nova Iorque, no Cinema Village, entre os dias 21 e 27 do mesmo mês.

True Stories aborda os bastidores da trajetória do artista — de sua ascensão meteórica à queda pelo estresse e os problemas de saúde, provocados pela intensa agenda de turnês —, e foi lançado antes da trágica morte do artista. É possível notar que o filme deu muitas pistas de que o pior estava por vir, mas ninguém percebeu a tempo.

Avicii demonstrava constantemente cansaço físico e mental, e até mesmo, numa espécie de previsão sinistra, vemos Ash Pournouri — seu antigo empresário, considerado pelo pai de Avicii o responsável pela morte do DJ — alertando: “O Tim [Avicii] vai morrer, com todas as entrevistas, shows e turnês… Ele vai cair morto”.

Em entrevista recente ao Guardian, Tsikurishvili revelou ter passado por uma avalanche de emoções ao assistir ao filme pela primeira vez após a morte do amigo. “Era felicidade, tristeza, raiva, tudo o que você pode imaginar. Ao mesmo tempo, foi muito bom vê-lo novamente”, declarou.

No Brasil, o documentário teve sua estreia em maio pelo Canal BIS. Hoje, está disponível para assinantes pelo Globosat Play.

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Com novo single, Chainsmokers completam seu segundo álbum

Disco é formado pelos dez singles lançados durante o ano

Phouse Staff

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Sick Boy
Foto: Reprodução

Com Winona Oak, os Chainsmokers lançaram “Hope”, single que fechou o pacote dos dez lançados entre janeiro e dezembro, totalizando no álbum Sick Boy, sucessor de Memories… Do Not Open, de abril do ano passado. 

Sick Boy, portanto, traz todos essas canções que o duo vinha lançando mensalmente (com excessão de maio e junho), como “Beach House”“This Feeling”, “Siren”, “Save Yourself”“Somebody” e “Side Effects” — músicas que ainda carregam participações especiais de Emily Warren, Kelsea Ballerini, Aazar e NGHTMARE.

O disco apresenta um Chainsmokers levemente diferente, experimentando com outras texturas e sonoridades: ainda há muito do piano-pop do primeiro álbum, mas também aventuras pela bass music e saudações à house clássicaSick Boy pode ser conferido na íntegra no player abaixo.

 

+ CLIQUE AQUI para ler mais sobre os Chainsmokers

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Öwnboss explica como surgiu “Tell Me”, collab com Cevith e SPECT3R

Música foi lançada na última sexta-feira, via Liboo

Phouse Staff

Publicado há

Öwnboss
Foto: Divulgação

Tudo começou quando Eduardo Zaniolo e Mário Camargo, do Öwnboss, receberam um e-mail do jovem produtor campinense Cevith. O mail trazia o “exoesqueleto” de uma música, apenas com os acordes de guitarra de Cevith, complementados com a voz de Ana Luísa e o violão de Júlio César — irmão e irmã que formam o duo mineiro SPECT3R.

A partir daí, o Öwnboss não pensou duas vezes em aceitar o convite para trabalhar naquela base, e se inspirou para abrilhantar a canção com o seu toque electropop. Foi assim que surgiu “Tell Me”, single colorido, na pegada do verão, lançado nessa última sexta-feira (14), pela Liboo/Universal Music.

 

Foi o próprio Eduardo quem contou essa história pra Phouse. “O Cevith nos disse que achava o som a nossa cara, e que sempre que a gente trabalha em cima de uma track, mantemos a essência dela, sem deixar nada fora de harmonia. E a gente tem essa característica mesmo: quando produzimos um remix ou um som original, fazemos algo bem suave, com timbres bem harmônicos”, revela o artista do Öwnboss.

“Acabamos caindo num timbre de baixo Sylenth, que nos levou a fazer a sequência das notas tipo aqueles punk rocks californianos dos anos 2000, como o Blink 182“, continua. “Fizemos a base dela inteira e reenviamos pro SPECT3R e pro Cevith, que acharam o clap parecido com o de ‘Blue Monday’, e trabalharam em cima dela pra finalizar. E aí chegamos no resultado final, que foge um pouco do que tá sendo lançado hoje em dia, que tá um pouco genérico, né?”

“Tentamos fazer algo mais original. É o tipo de música que sempre que a gente tocar, vai dar aquele sentimento bom, de festa. O vocal e a guitarra são muito emocionantes”, conclui Eduardo.

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