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Diretor do documentário de Avicii dá depoimento emocionante sobre o artista

Phouse Staff

Publicado em

10/05/2018 - 14:38
Avicii diretor
Foto: Reprodução
Levan Tsikurishvili é mais uma pessoa que compartilha belas palavras sobre o produtor

Mais uma pessoa próxima a Avicii deixou seu depoimento homenageando o artista, que faleceu no último dia 20. Diretor do documentário de AviciiTrue Stories, lançado em 2017, o sueco Levan Tsikurishvili (que, segundo o EDM Tunes, era um dos melhores amigos do produtor) também compartilhou belas palavras e histórias sobre o artista, exaltando o caráter e a sensibilidade do colega. O post foi feito no Instagram, ilustrado por uma foto de Tim Bergling em Madagascar.

Confira o texto do diretor na íntegra, traduzido pela Phouse:

Escrever isso pra você é surreal, como se fosse um pesadelo sem fim ou uma piada de péssimo gosto. Você foi e sempre será a pessoa mais leal e inteligente que já conheci nessa indústria superficial. Uma indústria que não foi esperta o suficiente pra você e que nunca realmente entendeu quem você era. 

Eu admiro e vou sentir muita falta do seu comportamento humilde e genuíno, que eu nunca encontrei em outra pessoa. Nunca vi você julgar alguém pela opinião dos outros, e nunca vi você deixar que os outros julgassem alguém que não estava presente para se defender. Essas são algumas das muitas coisas que me vêm à mente quando penso em você.

Nunca me esqueço de momento como quando um lêmure mordeu seu dedo em Madagascar, no meio da selva, e você quase morreu de dor enquanto usava as folhas como curativo. Mas mesmo assim você ainda protegeu o lêmure, discutindo comigo: “ele não é agressivo, ele só achou que meu dedo era uma parte da comida que eu dei. Não é culpa dele”. Sou muito grato por tudo que passamos juntos, tudo que você fez por mim, tudo o que me ensinou por suas ações, todos os trabalhos que fizemos juntos, toda a longa semana de conversas criativas que tivemos, além das brigas que sempre resultavam em algo fantástico. As noites épicas, risadas sem fim, o documentário que não deixou uma única pessoa não ficar emocionalmente tocada, TODAS as noites de sessões longas no estúdio que eu tive a sorte de filmar, seus melhores amigos que significavam tudo pra você, e que logo viraram meus amigos próximos; piadas bestas, tardes com pipoca e todos os lugares que fomos juntos.

Você me mostrou um mundo que não existia para mim antes dos nossos caminhos se cruzarem novamente, e eu tenho que agradecê-lo por todas as coisas que eu ainda faço hoje em dia. Vou sempre me manter leal a você e ao seu espírito. Nada mudou em relação à nossa lealdade, e vou carregá-lo para sempre no fundo do meu coração até o dia em que eu morrer e, espero, voltarei a encontrá-lo em um lugar melhor, onde você está agora. Obrigado por tudo, “Brysh” Tim. Amo você e sinto muito a sua falta.

Writing this to you feels unreal; like a never-ending nightmare or a terrible joke. You were, and always will be the most intelligent and loyal person I’ve ever got to know in this superficial industry. An industry that was not smart enough for you and that never really understood who you were. I admire and will severely miss your genuine and humble behavior, which I’ve never seen in any other person. Never did I see you judge a person based on the opinion of others, and never did you let others judge someone that wasn’t there in person to defend themselves. These are few of many things that always pops up in my head when I’m thinking of you. Never forgetting moments like when a Lemur bit your finger in Madagascar in the middle of the jungle, and you almost passed away of pain while you were plaster your finger with the leaves. But you still wanted to protect the Lemur and argued with me; “brysh, he is not aggressive, he just thought my finger was a part of the food I gave him, it’s not his fault.” I’m so thankful for everything we went through together, everything you did for me, everything you taught me by your actions, every single work we did together, all the WEEK-long creative conversations we used to have and fights that always used to end up in something great, epic nights, endless laughs, the documentary we did that didn’t left a single person emotionally untouched, ALL the night long music sessions I was fortunate to film, your best friends that meant the whole world to you, who also quickly became my close friends, silly jokes, popcorn evenings and all the places we went to together. You introduced me to a world that did not exist for me before our paths crossed again and I have you to thank for many things I still do today. I will always stay loyal to you and your spirit, nothing has changed in our loyalty, and I will forever carry you deep down in my heart until the day I die and hopefully meet you again in a better place, where you are right now. Thank you “Brysh” Tim for everything! I Love you and miss you so much🖤🖤🖤

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Brazil Music Conference anuncia primeiras novidades para 2019

Evento tem nova parceira e nova data, mas segue em São Paulo

Phouse Staff

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Brazil Music Conference 2019
Foto: Reprodução

Em comunicado à imprensa, o Brazil Music Conferece anunciou as primeiras novidades para este ano — o segundo como BRMC. A maior conferência de música eletrônica segue no Unibes Cultural, em São Paulo, porém em uma nova data e com uma nova parceira: a Dream Factory.

A agência de comunicação, que possui escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Portugal — e faz parte do Grupo Artplan, que também detém o Rock in Rio —, é a nova sócia do BRMC, entrando como “parceiro estratégico para contribuir com o sucesso e a experiência da marca”. A Dream Factory também já teve o Sónar São Paulo como cliente.

Realizado no ano passado em maio, o BRMC será agora no segundo semestre — a data, entretanto, ainda não foi especificada. O diretor geral Claudio da Rocha Miranda Filho promete a volta de eventos em outras regiões do Brasil, o que não ocorreu em 2018.

+ Assista ao aftermovie do BRMC 2018

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ENTREVISTA

“A saúde vem em 1º lugar, e é difícil lembrar quando você está se divertindo”; membro do Sevenn é mais um DJ a dar um tempo

Irmão mais velho e fundador do projeto, Sean Brauer é outro DJ que saturou da vida de turnês

Flávio Lerner

Publicado há

Entrevista Sevenn
Kevin e Sean Brauer. Foto: Divulgação

Se a morte de Avicii teve um impacto positivo, foi no fato de que nunca se conversou tanto sobre saúde mental, depressão e o lado desgastante — fisica e psicologicamente — que a vida de um DJ de sucesso muitas vezes impõe.

As consequências estão sendo vistas: além dos debates sobre o tema em conferências e redes sociais, e de iniciativas que arrecadam fundos para instituições que trabalham na saúde mental de músicos, alguns expoentes perceberam que era hora de dar um tempo. O caso mais notável foi o de Hardwell, que anunciou hiato dos shows por tempo indeterminado. Também chamou atenção o deadmau5, que depois de tanto polemizar nas redes, se afastou delas e procurou ajuda psicológica.

No cenário nacional, temos um exemplo a partir do Sevenn — dupla formada pelos irmãos americanos Sean e Kevin Brauer, mas baseada no Brasil. No último final de semana, o duo anunciou nas redes que Sean, o irmão mais velho e fundador do projeto, estava se retirando por tempo indeterminado das apresentações. Sean volta a morar nos Estados Unidos, mas garante seguir fazendo parte do Sevenn nas produções.

Para entender melhor essa história, troquei uma ideia com os irmãos, em papo que você confere abaixo.

Sean, você pode nos contar melhor o que foi que aconteceu? O que tem rolado na sua vida e na sua carreira que te levou a tomar essa decisão?

Sean Brauer: Já tem 16 anos que toco como DJ, mas nada havia sido como o que eu e meu irmão fizemos nos últimos três. Aí eu me dei conta que eu não tenho mais 18 anos, e de que talvez fosse hora de mudar de estilo de vida.

Você chegou a desenvolver algum problema de saúde?

SB: Não, mas eu reparei que as viagens constantes, as turnês e os shows começaram a me desgastar com mais facilidade do que antes. Então achei melhor para minha saúde dar esse passo para trás neste momento.

E agora, como imagina sua vida profissional? Vai seguir produzindo normalmente com o Kevin?

SB: Por ora, só preciso descansar. Vou passar muito mais tempo com a minha família e pessoas queridas — também conhecidas como a lenda das lendas no quesito ser mãe, Jodie Brauer. Serei sempre um membro do Sevenn, e nada vai mudar isso. Só não participarei mais das apresentações com o meu irmão.

Acho que às vezes a gente esquece o quão frágeis realmente somos, e tentamos superar nossos limites sem perceber o quão fácil e rápido tudo pode mudar— Sean Brauer.

Kevin, como vai ser o Sevenn agora sem o Sean? Como foi o seu processo na tomada de decisão do seu irmão?

Kevin Brauer: Quando o Sean me contou sobre sua decisão, eu fiquei um pouco chocado, mas o Sevenn é o filhinho dele e eu pretendo criá-lo e dá-lo a devida educação — talvez até formar uma família com dois filhos ilegítimos.

Quais as principais mudanças que o projeto passa agora que é capitaneado por você?

KB: A única mudança significativa é que eu agora estou loiro #loirossedivertemmais. O Sean vai continuar sendo uma parte muito importante de tudo o que fazemos como Sevenn. Acho que tenho muita sorte que ele me chamou pro projeto há três anos. Vou fazer ele e a mamãe muito orgulhosos.

A morte do Avicii parece ter desencadeado um alerta na cena eletrônica, de modo geral. Você acha que foi influenciado também por essa onda, Sean?

SB: Claro, o caso do Avicii foi um choque pra todos na indústria musical, não só no mundo da música eletrônica. Acho que às vezes a gente esquece o quão frágeis realmente somos, e tentamos superar nossos limites sem perceber o quão fácil e rápido tudo pode mudar. Precisamos nos lembrar que a saúde vem em primeiro lugar, e às vezes é difícil quando você está se divertindo.

“Se eu pudesse, teria uma sessão de meia hora de conversa, sete shots e pizza com cada um dos fãs nas nossas gigs” — Kevin Brauer.

Você vê o seu caso como o de alguém que está dando um tempo e logo deve voltar, como o Hardwell, ou mais como o Calvin Harris, que desistiu das turnês e tem o foco nos estúdios, tocando apenas eventualmente em Vegas?

SB: Estar no palco, tocando minhas músicas e tendo a oportunidade de dividir os sentimentos com outras pessoas é como eu mais me sinto eu mesmo, e nunca vou abrir mão disso. Só não sei te dizer em relação às frequências dos shows. Talvez eu possa aparecer de surpresa com meu irmão em uma apresentação do Sevenn, talvez com outro projeto, ou mesmo as duas coisas. Quem sabe?

Kevin, você não chegou a passar também por um momento de saturação da rotina intensa de DJ? Não sente vontade de tirar um período sabático?

KB: Às vezes eu fico um pouco cansado, mas conhecer o tipo de pessoa que a gente encontra e trocar energia é a coisa mais realizadora para mim. Se eu pudesse, teria uma sessão de meia hora de conversa, sete shots e pizza com cada um dos fãs nas nossas gigs.

Vocês dois foram criados numa comunidade de cristãos missionários. Como foi essa experiência e como isso moldou o caráter de vocês?

SB: Acho que ter estudado em casa nos deu mais liberdade para crescer emocionalmente e criativamente. O nosso grupo era baseado em amor e paz, então temos um pouquinho da vibe hippie conosco (risos). Somos uma família de nove irmãos, e cada um teve que encontrar um jeito de ser melhor que o outro. Essa competição sadia nos fez mais fortes juntos.

“Estar no palco, tocando minhas músicas e tendo a oportunidade de dividir os sentimentos com outras pessoas é como eu mais me sinto eu mesmo, e nunca vou abrir mão disso” — Sean Brauer.

O estilo de vida nestas comunidades — sem tecnologia, sem curtição, sem álcool e drogas — parece ser o extremo oposto de um lifestyle de um DJ. Como foi que vocês saíram de um extremo ao outro?

KB: É exatamente o oposto. Acho que nunca vamos nos sentir completos em sociedade. O Sean foi expulso da comunidade quando ele tinha 16 anos, por ter uma namorada “de fora”. E aí ele foi pra sua primeira rave, onde se apaixonou por música eletrônica. Eu odiava o estilo, porque eu fazia metal progressivo “da Disney” e nunca tinha ido a uma balada. Em 2013, o Sean me mostrou “Spectrum”, do Zedd, e também acabei me apaixonando.

Vocês são religiosos? Há alguma espiritualidade que influencia a obra de vocês dois?

KB: Temos muita experiência de vida e lidamos com todo o tipo de pessoa que você consegue imaginar. Mas definitivamente não somos religiosos — a não ser que você considere o Nicholas Cage um deus, como eu considero.

O que podemos esperar do Sevenn em 2019?

KB: Mais turnês internacionais e collabs loucas. Também quero passar boa parte dos shows no meio da galera, conhecer todo mundo e fazer festa com eles. E também long sets allll the timeeee!

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Tomorrowland revela os hosts dos palcos de 2019

Selos como Anjunabeats, Dirtybird, Diynamic, Heldeep e Masquerade foram anunciados

Phouse Staff

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Tomorrowland Hosts 2019
Foto: Reprodução

Como de praxe, o Tomorrowland traz dezenas de labels que assinam espaços nos seus mais diversos palcos. Nesta quinta-feira, a produção revelou quem serão os selos responsáveis pela próxima edição, que celebra os 15 anos do festival.

Selos como a Anjunabeats, de Above & Beyond, Ants, Cocoon, a Dirtybird de Claude VonStroke, a Diynamic de Solomun, Glitterbox, a Heldeep de Oliver Heldens, Lost & Found, a Masquerade de Claptone, Q-Dance e a Sexy By Nature, de Dimitri Vegas & Like Mike, estarão presentes. O mainstage é assinado como The Book of Wisdom, tema desta edição.

Além deles, nomes como Carl Cox, Eric Prydz, Lost Frequencies, Martin Solveig, Nervo, Netsky, Robin Schulz e Shaquille O’Neal também assinam seus próprios espaços — o que já dá uma palinha de alguns DJs que estarão presentes no lineup.

Tomorrowland Hosts 2019
Foto: Reprodução

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