Benjamim Sallum

Quem é o prodígio do techno que representa o Brasil na Red Bull Music Academy 2018

O paulistano Benjamim Sallum foi o único brasileiro selecionado para a academia neste ano
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Muito se fala sobre a falta de apoio das marcas para o universo da música eletrônica conceitual. Na contramão desse quase senso comum está a Red Bull, com suas diversas iniciativas que variam entre um grande festival por algumas das maiores metrópoles do planeta e a Red Bull Music Academy, um dos seus projetos mais interessantes, que consiste em uma oficina de estudos para talentos emergentes de todas as partes do mundo.

Em 2018, a RBMA terá uma edição muito especial em Berlim, epicentro mundial da música eletrônica. Especial porque a academia comemora seu 20º ano. Fundada em 1998, a iniciativa cresceu muito ao longo dessas duas décadas, revelando colossos a nível mundial, como Nina Kraviz, Flying Lotus, Aloe Blacc, Hudson Mohawke e brasileiros como Eli Iwasa [que ontem relembrou à Phouse a experiência da turma de 2003], Pedro Zopelar e Carrot Green. O retorno do evento à capital alemã terá 61 produtores de 31 nacionalidades diferentes, que ficarão imersos entre os dias 08 de setembro e 12 de outubro para uma série de workshops, palestras, sessões em estúdio e programas noturnos com alguns dos maiores nomes do universo musical.

O selecionado brasileiro foi Benjamim Sallum, jovem produtor paulistano de apenas 17 anos, que ficou conhecido no circuito underground da capital por conta de suas apresentações em festas independentes como Capslock e Mamba Negra — e isso já pelo menos desde 2016, quando tinha só 15 anos. Além do seu projeto solo como produtor de techno e ambient, bastante experimental, também tem chamado atenção por conta do duo My Girlfriend is Programming the Roland TR-909, Making a House Beat (ou apenas My Girlfriend), formado com o experiente Zopelar (que foi aluno da academia da Red Bull em 2014, na edição de Tóquio).

Por sinal, Pedro e L_cio — dois dos maiores expoentes da cena techno de São Paulo — são considerados os “descobridores” deste jovem talento, que hoje se apresenta em diferentes formatos e já comanda seu próprio selo, o OXI. Desde muito cedo, o Benja, como é conhecido, já chamava a atenção dos grandões com suas experimentações em lives na efervescente noite paulistana, e agora também convenceu os exigentes curadores da RBMA, que garimpam anualmente os alunos em um oceano de milhares de aplicações vindas dos quatro cantos da Terra.

Podcast do My Girlfriend para a rádio da Gop Tun

O interesse pela música vem de berço. Benjamim é filho da conhecida promoter Claudia Pinheiro, e por isso desde muito cedo já entrou em contato com a música eletrônica — e olha que isso nem é papo de bio fajuta, hein! Com a Academy, Sallum deve ganhar maturidade e personalidade artística para encarar os inúmeros desafios que uma vida artística em alto nível apresenta. Há também a possibilidade de estar em contato com diferentes perspectivas sonoras, já que cada participante traz algo bastante peculiar e único.

Tão jovem e já tão cheio de potencial, referências, admiradores, apoiadores e em contato com o que há de mais revigorante na música, só Deus sabe onde esse garoto pode chegar.

Alan Medeiros é colaborador eventual da Phouse.

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