Apneia
Artista catarinense contou à Phouse sobre suas duas fases atuais

BLANCAh está de EP novo. Chamado Apneia, o disco aponta caminhos um pouco fora da curva do que a artista catarinense tem apresentado até aqui: um selo diferente e uma experimentação com a funcionalidade para as pistas de dança, como ela mesma destacou em contato com a Phouse.

“Esse EP reflete a minha busca pela funcionalidade. Pensei em fazer algo mais voltado para as pistas de dança, uma música um pouquinho mais funcional. Comecei pela [faixa-título] ‘Apneia’, em um momento em que ganhei um sintetizador novo da Dave Smith, então comecei a testar sons… É uma música que nasceu um pouco da experimentação e no final ficou super legal, tenho testado ela na pista e tá funcionando super bem”, declarou a artista, que também falou sobre o processo de produzir para outro selo que não a Steyoyoke, por onde havia feito todos os seus lançamentos até então. O disco chegou via Timeless Moment, do carioca Morttagua.

“O EP começou a surgir através do convite do Morttagua, que há um tempo já vinha pedindo pra lançar comigo. E eu normalmente demoro a me convencer a lançar por outras gravadoras, preciso ter mais certeza, enxergar melhor o trabalho. Então comecei a prestar mais atenção na Timeless Moment, que vem fazendo um trabalho super bonito. Percebi a consistência deles, a seriedade… Aí eu topei. Foi uma aposta: a primeira vez que saio com mais força dos braços da Steyoyoke pra lançar por outra label, e é tudo novo pra mim.”

Além das faixas originais “Apneia” e “Abissal”, o EP traz remixes de pesos pesados da cena gringa — o canadense Glenn Morrison e o espanhol D-Formation — e os amigos do Binaryh, colegas inseparáveis de Steyoyoke. Ao falar sobre essa sua nova faceta, mais dançante, a artista revelou em primeira mão que já trabalha em um novo álbum, sucessor do conceituado Nest.

“Estou nessa fase de experimentar em que venho buscando um pouco mais de funcionalidade nas minhas músicas pra que elas sejam mais fáceis de tocar. Então eu tô passando no estúdio por duas fases: uma super intimista, preparando um novo álbum. Baixei o BPM, algo em torno de 105, uma coisa super cósmica (risos). E ao mesmo tempo eu sinto que eu preciso evoluir a questão da funcionalidade da música nas pistas. Este é um mês em que vou estudar bastante, tenho menos gigs e já agendei algumas aulas pra começar a entender um pouco mais a dinâmica da funcionalidade.”

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