Depois de anos de ascensão, 2018 foi um pouco mais complicado para a BLANCAh. Foram poucos lançamentos e algumas dores de cabeça que culminaram com sua saída da Steyoyoke, selo alemão que vinha sendo sua casa — e sua família, como ela mesma dizia — desde o início do projeto.

Passada a turbulência, ela está voltando ao caminho que vinha trilhando, e com novidades importantes. A produtora catarinense fechou com a label britânica Renaissance, conhecida por suas famosas compilações com expoentes do cenário underground, como Maceo Plex, Tale of Us, Hernán Cattáneo, Sasha, John Digweed e o brasileiro Gui Boratto.

Podcast lançado pela Renaissance nesta semana marca a nova era de BLANCAh

O primeiro lançamento da artista pelo “novo lar” será no final de maio: um EP chamado Cold Lights, com a faixa título (que, inclusive, leva também os seus vocais) e uma versão dub. Antes disso, as boas-vindas serão em grande estilo. No dia 17 de maio, BLANCAh fará parte do lineup da festa Renaissance Birmingham Part II, em que ninguém menos que Solomun será o headliner. Esta será a sua primeira data no Reino Unido.

“Nem imaginava estar alcançando tudo isso agora. O nome ‘Renaissance’ faz muito sentido nesse momento: o destino, ou o acaso, ou seja lá o que for, escolheu a dedo, porque me sinto nesse momento de renascimento, de sair da minha antiga gravadora, de experimentar aquele gosto de quase morte — porque não deixa de ser um luto o que a gente vive nessas trocas, até porque foi um término não tão agradável —, e poder ter a possibilidade de renascer, de voltar pra cena como produtora de novo, numa gravadora tão emblemática”, contou BLANCAh à Phouse.

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“Na Steyoyoke, tudo o que eu criava, o pessoal assinava embaixo e lançava, mas agora eu estou diante de um novo modus operandi, em que eles dão feedback, pedem mudanças. Esse processo todo foi angustiante pra mim, em vários momentos me deixou infeliz [risos], porque sempre me vi mais como uma artista me expressando do que tendo que me adequar com alguns padrões. Mas acredito que é o início de uma jornada nova, em que tenho ainda minha identidade musical, mas com uma pegada um pouco mais adequada ao que o mercado vem consumindo no meu segmento”, explicou.

Ainda para este ano, há também a previsão de um novo álbum — sucessor de Nest —, que já se encontra em processo avançado. E aqui ela destaca que teve 100% de liberdade para fazer do seu jeito. “Estou feliz por conseguir manter um equilíbrio na minha produção, podendo me expressar da forma que eu quero e chegar num resultado interessante”, concluiu.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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