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Brasileiras no ADE: empresárias são confirmadas como speakers na conferência

Flávio Lerner

Publicado em

08/08/2018 - 19:17
Brasileiras no ADE
Monique Dardenne e Juliana Cavalcanti. Montagem: Phouse
Monique Dardenne e Juliana Cavalcanti falam sobre convite e expectativas

Não são só as DJs brasileiras que estão chamando a atenção dos holandeses neste ADE. Duas importantes mulheres dos bastidores do cenário nacional, Monique Dardenne e Juliana Cavalcanti, estão confirmadas como speakers na conferência deste ano.

Produtora cultural, empresária, ex-diretora do Boiler Room no Brasil e cofundadora do Women’s Music Event, Dardenne vai participar de um painel sobre managers, com diversos outros executivos do mundo todo. Tanto ela quanto Cavalcanti relatam ter sido convidadas por Gary Smith — um dos curadores do ADE —, quando o encontraram no BRMC.

+ Monique Dardenne: abrindo portas pras mulheres na música, sem “mimimi”

“Eu fiquei muito feliz pelo convite, pois vou ao ADE há cinco anos como espectadora, e agora vou poder passar a minha experiência de anos de estrada. Sinto o meu trabalho muito valorizado”, contou Dardenne, em contato com a Phouse. “Achei incrível da curadoria essa amplitude no olhar por ter mais profissionais que saem no eixo Europa–EUA, e ainda mais sendo mulheres! Alguns anos atrás cheguei a contar a proporção de mulheres participando da conferência, e não chegaram a 25%, o que mostra também nesse ano um cuidado da conferência nessa mudança.”

Também empresária e produtora cultural, Cavalcanti seguiu linha parecida em seu comentário: “É super importante cada vez mais as mulheres terem um espaço pra falar. No meu caso é mais importante ainda porque eu sou do Nordeste, onde a cultura não é de música eletrônica. A gente tem uma questão cultural muito forte, e é sempre uma luta pra colocarmos eventos aqui. Acho que vai ser uma experiência muito legal e vamos ter muito pra contribuir”. Produtora do King Festival e idealizadora da primeira convenção de música eletrônica em Recife, Juliana participa de mesa sobre cenas eletrônicas em países periféricos.

Os painéis devem ser divulgados oficialmente pelo Amsterdam Dance Event em breve.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Documentário sobre Avicii voltará ao Netflix no fim do mês

Lançado no final de 2017, filme foi retirado da plataforma após sua morte, em abril deste ano

Phouse Staff

Publicado há

True Stories Brasil
Foto: Reprodução

O documentário sobre a vida de Avicii está prestes a voltar ao Netflix. No próximo dia 28, o filme dirigido por Levan Tsikurishvili está confirmado na plataforma em países como Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Austrália. No Brasil, sua volta ainda não foi confirmada.

Antes de ser disponibilizado pelo serviço de streaming, alguns cinemas exibirão o título com exclusividade, como em Los Angeles, no Laemmie Theatre, entre os dias 14 e 20 de dezembro, e em Nova Iorque, no Cinema Village, entre os dias 21 e 27 do mesmo mês.

True Stories aborda os bastidores da trajetória do artista — de sua ascensão meteórica à queda pelo estresse e os problemas de saúde, provocados pela intensa agenda de turnês —, e foi lançado antes da trágica morte do artista. É possível notar que o filme deu muitas pistas de que o pior estava por vir, mas ninguém percebeu a tempo.

Avicii demonstrava constantemente cansaço físico e mental, e até mesmo, numa espécie de previsão sinistra, vemos Ash Pournouri — seu antigo empresário, considerado pelo pai de Avicii o responsável pela morte do DJ — alertando: “O Tim [Avicii] vai morrer, com todas as entrevistas, shows e turnês… Ele vai cair morto”.

Em entrevista recente ao Guardian, Tsikurishvili revelou ter passado por uma avalanche de emoções ao assistir ao filme pela primeira vez após a morte do amigo. “Era felicidade, tristeza, raiva, tudo o que você pode imaginar. Ao mesmo tempo, foi muito bom vê-lo novamente”, declarou.

No Brasil, o documentário teve sua estreia em maio pelo Canal BIS. Hoje, está disponível para assinantes pelo Globosat Play.

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Com novo single, Chainsmokers completam seu segundo álbum

Disco é formado pelos dez singles lançados durante o ano

Phouse Staff

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Sick Boy
Foto: Reprodução

Com Winona Oak, os Chainsmokers lançaram “Hope”, single que fechou o pacote dos dez lançados entre janeiro e dezembro, totalizando no álbum Sick Boy, sucessor de Memories… Do Not Open, de abril do ano passado. 

Sick Boy, portanto, traz todos essas canções que o duo vinha lançando mensalmente (com excessão de maio e junho), como “Beach House”“This Feeling”, “Siren”, “Save Yourself”“Somebody” e “Side Effects” — músicas que ainda carregam participações especiais de Emily Warren, Kelsea Ballerini, Aazar e NGHTMARE.

O disco apresenta um Chainsmokers levemente diferente, experimentando com outras texturas e sonoridades: ainda há muito do piano-pop do primeiro álbum, mas também aventuras pela bass music e saudações à house clássicaSick Boy pode ser conferido na íntegra no player abaixo.

 

+ CLIQUE AQUI para ler mais sobre os Chainsmokers

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Öwnboss explica como surgiu “Tell Me”, collab com Cevith e SPECT3R

Música foi lançada na última sexta-feira, via Liboo

Phouse Staff

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Öwnboss
Foto: Divulgação

Tudo começou quando Eduardo Zaniolo e Mário Camargo, do Öwnboss, receberam um e-mail do jovem produtor campinense Cevith. O mail trazia o “exoesqueleto” de uma música, apenas com os acordes de guitarra de Cevith, complementados com a voz de Ana Luísa e o violão de Júlio César — irmão e irmã que formam o duo mineiro SPECT3R.

A partir daí, o Öwnboss não pensou duas vezes em aceitar o convite para trabalhar naquela base, e se inspirou para abrilhantar a canção com o seu toque electropop. Foi assim que surgiu “Tell Me”, single colorido, na pegada do verão, lançado nessa última sexta-feira (14), pela Liboo/Universal Music.

 

Foi o próprio Eduardo quem contou essa história pra Phouse. “O Cevith nos disse que achava o som a nossa cara, e que sempre que a gente trabalha em cima de uma track, mantemos a essência dela, sem deixar nada fora de harmonia. E a gente tem essa característica mesmo: quando produzimos um remix ou um som original, fazemos algo bem suave, com timbres bem harmônicos”, revela o artista do Öwnboss.

“Acabamos caindo num timbre de baixo Sylenth, que nos levou a fazer a sequência das notas tipo aqueles punk rocks californianos dos anos 2000, como o Blink 182“, continua. “Fizemos a base dela inteira e reenviamos pro SPECT3R e pro Cevith, que acharam o clap parecido com o de ‘Blue Monday’, e trabalharam em cima dela pra finalizar. E aí chegamos no resultado final, que foge um pouco do que tá sendo lançado hoje em dia, que tá um pouco genérico, né?”

“Tentamos fazer algo mais original. É o tipo de música que sempre que a gente tocar, vai dar aquele sentimento bom, de festa. O vocal e a guitarra são muito emocionantes”, conclui Eduardo.

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