Brasileiras no ADE
Monique Dardenne e Juliana Cavalcanti falam sobre convite e expectativas

Não são só as DJs brasileiras que estão chamando a atenção dos holandeses neste ADE. Duas importantes mulheres dos bastidores do cenário nacional, Monique Dardenne e Juliana Cavalcanti, estão confirmadas como speakers na conferência deste ano.

Produtora cultural, empresária, ex-diretora do Boiler Room no Brasil e cofundadora do Women’s Music Event, Dardenne vai participar de um painel sobre managers, com diversos outros executivos do mundo todo. Tanto ela quanto Cavalcanti relatam ter sido convidadas por Gary Smith — um dos curadores do ADE —, quando o encontraram no BRMC.

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“Eu fiquei muito feliz pelo convite, pois vou ao ADE há cinco anos como espectadora, e agora vou poder passar a minha experiência de anos de estrada. Sinto o meu trabalho muito valorizado”, contou Dardenne, em contato com a Phouse. “Achei incrível da curadoria essa amplitude no olhar por ter mais profissionais que saem no eixo Europa–EUA, e ainda mais sendo mulheres! Alguns anos atrás cheguei a contar a proporção de mulheres participando da conferência, e não chegaram a 25%, o que mostra também nesse ano um cuidado da conferência nessa mudança.”

Também empresária e produtora cultural, Cavalcanti seguiu linha parecida em seu comentário: “É super importante cada vez mais as mulheres terem um espaço pra falar. No meu caso é mais importante ainda porque eu sou do Nordeste, onde a cultura não é de música eletrônica. A gente tem uma questão cultural muito forte, e é sempre uma luta pra colocarmos eventos aqui. Acho que vai ser uma experiência muito legal e vamos ter muito pra contribuir”. Produtora do King Festival e idealizadora da primeira convenção de música eletrônica em Recife, Juliana participa de mesa sobre cenas eletrônicas em países periféricos.

Os painéis devem ser divulgados oficialmente pelo Amsterdam Dance Event em breve.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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