Brazilian House Mafia? Fancy Inc fala sobre novas collabs com Vintage Culture

Depois dos sucessos de "My Girl" e "In The Dark", os músicos revelaram uma terceira track a caminho: "Cali Dreams"; e ainda vem mais por aí

Vintage Culture e Matheus Rodrigues e Adriano Dub, do Fancy Inc, vem sendo apelidados, de brincadeira, de “Brazilian House Mafia”. Foto: Divulgação

A parceria entre Vintage Culture e Fancy Inc ainda vai dar muito o que falar. Depois de fazer bastante sucesso com “My Girl” e, principalmente, “In The Dark”, os três produtores estão promovendo agora sua terceira collab, chamada “Cali Dreams”.

Em publicação nas redes sociais na noite desse domingo, Vintage soltou um preview do single, afirmando que deve sair entre abril e maio — e que ele faz parte da missão estabelecida entre eles de “encontrar sons e influências novas pra agregar nos nossos sons”. A música já pôde ser ouvida em algumas gigs pontuais de ambos os projetos.

Com base nisso, entramos em contato com Adriano Dub, metade do Fancy Inc, que revelou mais detalhes sobre a collab e a parceria que tanto vem rendendo frutos. “‘Cali Dreams’ é a bola da vez, mas temos ainda outras collabs por vir. Temos vários planos pra ela, incluindo um videoclipe. Acreditamos que vai fazer tanto sucesso quanto ‘In The Dark'”, explicou. A expectativa não é modesta, já que o segundo single entre o duo e o astro brasileiro explodiu na gringa.

“Depois de todo aquele sucesso com a ‘In The Dark’, surgiu esse vocal da ‘Cali Dreams’, do mesmo cantor, e já começamos a trabalhar na sequência. Essa música já está pronta desde o ano passado. Fizemos a mesma proposta, mas mudando algumas coisas, porque não queríamos deixar totalmente igual [ao single anterior]. Tentamos sair um pouco da caixa e montar uma proposta que tivesse a identidade do Fancy Inc e a identidade do Lukas”, complementou.

Segundo Adri, dentre sugestões enviadas para uso exclusivo, os vocais são selecionados pelo trio — à exceção de “My Girl”, que é uma regravação de “Party All The Time”, do Eddie Murphy. As letras já vêm prontas, mas os produtores pedem alterações pontuais nas composições ou nas interpretações: “Dependendo do cantor, ele tem um cacoete que soa mais rock, mais country… A letra às vezes é boa, mas temos que mudar a forma do cantor interpretá-la”.

The Brazilian House Mafia?

Com o que chamam de um “progressive tech house” — uma fusão da bateria do tech house com instrumentais mais melódicos — , o trio Vintage Culture + Fancy Inc está ditando tendências sonoras no mercado nacional e fazendo sucesso lá fora. Por isso, entre eles e os próprios fãs, surgiu de brincadeira o apelido de “Brazilian House Mafia”, em evidente alusão ao Swedish House Mafia.

Adriano, porém, explica que não existe — ao menos por ora — a pretensão de formalizar um grupo com o sul-mato-grossense: “Várias ideias surgem quando encontramos o Lukas. A gente vai na casa dele, faz reunião. No momento, não temos a pretensão de montar um projeto. Já brincamos, o Lukas já brincou com a gente, mas por enquanto nada concreto. Estamos focados em fazer música, e no crescimento do Fancy Inc”.

O artista contou que o casamento aconteceu de forma expontânea e sem pressão, através de uma química forte entre os três DJs: “Nossa parceria com o Lukas começou lá atrás, com os remixes de ‘Pour Over’, de forma natural. Quando ele ouviu, apaixonou. O Lukas gostou do jeito que trabalhamos. Temos um grupo onde brincamos, não falamos só de business, e também a gente não fica cobrando nada dele. As coisas vão acontecendo, e muitas vezes ele nos procura querendo fazer mais. É uma amizade verdadeira. Simplesmente tá acontecendo porque bateu o santo”.

Depois de ficar em primeiro lugar no chart “Dance Club Songs” da Billboard, “In The Dark” ganhou Disco Duplo de Platina no Brasil.

E como Adriano Dub e seu parceiro no crime Matheus Rodrigues já tinham experiência de montarem tracks à distância, foi simples adaptar o modelo ao trabalho com Vintage, passando pelo Dropbox propostas, versões e mexidas. “Na ‘My Girl’, o Lukas veio com a ideia, a partir do sample do Eddie Murphy, e nós adaptamos um pouco o groove — pra sair daquela identidade que tava todo mundo fazendo, que ele ainda puxava mais pro lado do som dele — e trabalhamos a bateria. O baixo foi feito junto com ele”, exemplificou.

“Na ‘In The Dark’, ele veio com o vocal, e nós começamos a track. Foi uma produção mais certeira: fomos já direto praquela proposta, aquele groove, já sabíamos o tipo de instrumental que queríamos, os synths… Trabalhamos até onde podíamos ir e ele já retornou com várias ideias. Inclusive aquele chord que vem no break principal, ele falou: ‘cara, fui pra Europa e vi que tava rolando isso em algumas tracks dos gringos. Vamos tentar!'”, seguiu narrando Adriano.

“Então sempre teve a ideia de todos. Foi um trabalho bem bacana realizado dos dois lados, com ideias dos dois lados, e acho que as tracks não ficariam tão boas se fossem feitas só por um. É por isso que tem dado certo. A gente trabalha bem, sabe aceitar a ideia um do outro.”

Além de “Cali Dreams”, o produtor gaúcho revelou à reportagem que haverá, no mínimo, uma quarta collab com o Vintage Culture neste ano — desta vez, puxando para “uma pegada mais afro house“. Já há, também, uma quinta ideia em andamento, mas ainda sem previsão.

“Para 2020, temos ainda collabs com outros amigos: Drunky Daniels, Bruno Be… E também estamos focando em lançamentos solo, pra não ficar uma parada só de collabs. As músicas todas vão sair bem com essa identidade que estamos propondo pro mercado. Em algumas vamos tentar sair um pouco da caixa: umas mais house, outras mais progressivo, mas em geral vai lembrar muito o Fancy Inc”, concluiu.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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