“Aqui é o topo do mundo da música eletrônica”; membro do SELVA fala sobre camp da Spinnin’

Brian Cohen é o primeiro artista brasileiro a participar do Writing Camp, realizado pela Spinnin' Records com a MusicAllStars
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Nesta semana, o brasileiro Brian Cohen, que com Pe Lu forma o duo SELVA, está participando do Writing Camp da Spinnin’ Records com a MusicAllStars (editora que pertence à gravadora) no Bullet Sound Studio’s, em Amsterdã. Brian é o primeiro brasileiro a ser convidado para o evento, que consiste em unir produtores e compositores — como ele — para produzirem músicas para a label.

O Writing Camp ocorre periodicamente. Esta edição começou na segunda-feira, 18, e vai até a sexta-feira, 22, e é a terceira de 2019 (as anteriores ocorreram na Espanha e na Inglaterra). Ao longo da semana, artistas como Moguai, Lucas & Steve e Jay Hardway estão dando suas doses de contribuição no encontro.

Brian também se tornou o primeiro brasileiro a assinar com a MusicalAllStars como compositor (outros, como Alok e Vintage Culture, já haviam assinado como produtores). No camping, ele já colaborou com Jay Hardway, na terça-feira, e Moguai, com quem fez três músicas nesta quinta. 

Enquanto estava ao lado de alguns dos maiores produtores do mundo, ele também nos atendia pelo WhatsApp. Confira a ideia que trocamos:

Brian Cohen

Como tem sido a experiência de participar desse evento?

É surreal! Vim de muito longe para trabalhar com pessoas que tem uma experiência e uma vida muito diferentes. Para mim como músico, produtor e compositor, está sendo uma experiência fora da curva. No meu segundo dia já havia aprendido muita coisa. Na hora de dormir eu deito e fico pensando nas paradas que eu vi: como eles pensam, como deixam de pensar, como eles são pragmáticos de um lado e criativos de outro… É muito legal.

Como é a sensação de saber que você é o primeiro brasileiro em um rolê desse porte?

Ser o primeiro brasileiro é muito doido porque eu não sabia disso, só fui saber semanas atrás. E é muito louco porque é muito atípico eles pegarem alguém do Brasil como compositor para escrever músicas em inglês, então é uma honra estar aqui escrevendo com uns caras desse porte e falando com eles.

Estou fazendo música agora com o Jay Hardway, que já fez collabs com o Martin Garrix, tem canções super famosas e eu estou escrevendo a música inteira dele. Ainda estou meio que assimilando isso, dia após dia aqui. Fico só entre o estúdio e o hotel, então ainda não vi nem uma árvore aqui em Amsterdã.

Você tem contato direto com os big names da gravadora por aí? Tá dando pra fazer um networking?

Tá todo mundo aqui: o presidente da Spinnin’, o Chico Rose (que acabou de estourar uma música com o Afrojack), Jay Hardway, Moguai, Bright Sparks (que já compôs músicas para o Tiësto e outros grandes artistas), Lucas & Steve, entre outros.

Para o SELVA isso é muito importante. Esse tipo de conexão, de fazer uma música como eu estou fazendo agora, não se decide na hora o que se vai fazer com ela, então eu imagino que algumas dessas músicas eu vou amarrar com o SELVA, a que eu achar que faz mais sentido.

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Como você conseguiu ser convidado?

No meio do ano eu assinei com a MusicAllStars, para ser compositor deles. Automaticamente, eu assino com a Warner através deles. No fim eles me chamaram porque receberam muitas demos minhas, viram as músicas que fiz para o Alok e outros artistas, curtiram meu trabalho e resolveram me envolver nos campings.

O que você espera trazer de experiência daí para a sua carreira?

Cada vez mais, eu percebo que a música é o que importa, a música vem primeiro. Foi isso que me trouxe aqui, é isso que tá me dando moral com essa galera e me colocando no meio desse trabalho. Não é dinheiro, não é fama.

A experiência que eu tô tirando é ver eles fazendo mais e ter vontade de fazer mais, porque aqui é o topo do mundo para a música eletrônica. Não tem lugar melhor para estar. Tem muita gente boa no mundo e o mundo é muito grande. Pessoas com histórias, com famílias,  com carreiras diferentes, se juntando para contar histórias diferentes. Parece até uma terapia.

Matheus Mariano é colaborador da Phouse.

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