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Entrevista

EXCLUSIVO: Bruno Martini revela seus principais lançamentos para 2018

Flávio Lerner

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Bruno Martini 2018
Martini com o conceituado produtor americano Timbaland, com quem deve lançar álbum no segundo semestre
Da nova música com o Zeeba ao álbum com Timbaland, passando por collabs com Sunnery James & Ryan Marciano, Dennis DJ e lenda do hip hop

Nesta sexta-feira, 26, Bruno Martini vai lançar uma nova collab com Zeeba. Chamada “With Me”, a faixa chega via Aftercluv Dancelab, e além de celebrar o poder da amizade, integra campanha de conscientização e luta contra o câncer. Em contato com a coluna, o produtor — que teve uma ascensão meteórica em 2017, se tornando um dos principais novos expoentes da cena eletrônica/pop nacional — revelou em primeira mão que ele e Zeeba vão usá-la para ajudar o Instituto Vencer o Câncer, fundação sem fins lucrativos que ajuda na prevenção e divulgação de informações sobre a doença.

“A música chega nessa sexta, e no dia 04, que é o Dia Mundial do Câncer, vamos lançar o videoclipe, com uma campanha nas nossas redes pra recolher fundos pra essa instituição”, disse Martini. “Eu tive um priminho que teve câncer e isso me marcou muito. Eu lembro que pra ele vencer a doença, foi muito importante a ajuda das pessoas em volta dele, família e amigos. Por isso, a ‘With Me’ celebra também a amizade, nos momentos difíceis e nos de alegria. Minha vida mudou drasticamente de um ano pra cá, viajei o mundo inteiro tocando em diversos lugares, e foi muito importante minha amizade com o Zeeba ter se mantido, porque a gente se ajudou bastante nesses momentos de correria e solidão. Queríamos fazer uma música falando disso.”

Dirigido pela dupla Hymalayas, o vídeo foi gravado em São Paulo e traz justamente a história de um homem que precisa superar o câncer. Ainda segundo o artista, parte dos lucros da venda do single também serão destinados ao Instituto.

Preview exclusivo da faixa, cedido por Bruno Martini para a Phouse

Lançamento com o Dennis DJ

“With Me” é apenas o primeiro passo de um ano que promete bastante para o músico, que tem em 2018 uma temporada de confirmação. Ainda para este primeiro semestre, ele revelou que devem sair diversos outros singles, todos frutos de parcerias peculiares. O próximo, aliás, já pôde ser conferido pelos fãs em um post recente no Instagram: “Sou Teu Fã”, feita em conjunto com o Dennis DJ e o cantor Vitin, da banda de reggae Onze:20. O vídeo traz alguns segundos da apresentação da música sendo tocada no Baile do Dennis em Guarapari, Espírito Santo, para mais de 20 mil pessoas.

“Sou muito amigo do Dennis. Quando ele me mandou essa música, há mais ou menos um mês, eu achei foda demais, falei que queria trabalhar nela. Depois, pensamos na hora em chamar o Vitin pra fazer o vocal”, continua. “Rolou uma puta sinergia entre nós três. O resultado junta um pouco de cada um: é meio MPB com eletrônico e uma pitadinha de funk, uma parada mais praia. É a primeira música que faço em português nessa nova fase da minha carreira, e tô empolgadão com ela. Inclusive, comecei a tocá-la nos shows do ano-novo e é impressionante: a galera não conhece, mas chega na segunda parte do refrão e já sai cantando junto. Nunca tinha visto isso.”

Segundo o Bruno, essa collab deve sair logo depois do Carnaval, ainda em fevereiro, e também vai ganhar um videoclipe. Quando o perguntei se não se preocupava com as críticas — que certamente virão — por se juntar a um artista de funk, ele se mostrou bastante tranquilo. “Eu acho legal essa mistura. As pessoas criticam o funk porque não entendem de onde ele vem. Você tem que respeitar todos os estilos, suas histórias. E hoje em dia, com essas plataformas digitais, a galera mais nova escuta de tudo: sertanejo, funk, house… Tenho duas irmãs menores, e é impressionante. Então a união dos estilos vai acontecendo. Na época do vinil e do CD, a gente economizava nosso salário pra comprar o que queríamos ouvir. Era um pouco mais fechado. Hoje, você confere no Spotify o top 50 da Rússia, da Noruega, consegue ouvir tudo que rola no mundo inteiro.”

Bruno Martini 2018

Cena exclusiva do clipe de “With Me”, que será lançado no próximo dia 04

Collabs com gringos, lenda do hip hop e álbum com o Timbaland

Outra collab na ponta da agulha e prevista para este primeiro semestre é a faixa “Savage”, feita com Sunnery James e Ryan Marciano. Martini explica que conheceu a dupla em gig no Laroc, fortaleceu os laços com eles no Tomorrowland e recebeu convite pra dividir estúdio em Amsterdã. Depois dela, pretende lançar em seguida outro som, feito com o expoente chinês Carta.

Mas o lançamento que tem tudo para ser o protagonista neste 2018 de Bruno Martini deve chegar no segundo semestre: um disco com o Timbaland, um dos mais aclamados produtores do universo pop atual. “O Timbaland é meu herói. Gravei com ele no estúdio em Los Angeles onde o Michael Jackson gravou ‘Thriller’, foi do caralho. Era pra ter durado dois dias, mas acabamos ficando a semana toda produzindo esse álbum”, segue Bruno, revelando que foi procurado pela equipe do próprio Timbaland depois do lançamento de “Living on the Outside”. “Ficamos bem amigos e fizemos uma parada muito maluca, unindo o que cada um de nós faz de melhor, e o resultado ficou muito legal, bem diferente do som que eu normalmente faço. Tenho certeza que as pessoas vão ficar bem surpresas com o que a gente fez. Tô bem empolgado pra este ano.”

No estúdio com o lendário Afrika Bambaataa

Como se não fosse o suficiente, o brasileiro ainda tem mais uma carta na manga: uma collab com o lendário Afrika Bambaataa — um dos pioneiros do hip hop —, que ainda não tem previsão para lançamento, mas tem boas chances de chegar ainda em 2018. Como já havia revelado no ano passado, Martini tem amizade antiga com o Bambaataa; chegaram a gravar um som juntos quando o rapaz tinha apenas 18 anos, e agora aproveitou a vinda mais recente do rapper ao Brasil para gravar um novo som. “Sou amigo de um MC dele, de Nova Iorque, e o conheci quando ele veio pro Brasil, há um tempinho. Agora ele voltou pra cá, me ligou e a gente fez um som novo, bem hip hop old school mesmo [risos]! Respeito muito e aprendo muito com ele”, concluiu.

* Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna

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DJ Marky leva sua festa Influences para novo espaço cultural em SP

Flávio Lerner

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Tokyo
Foto: Reprodução
Inaugurado em maio, o Tokyo ocupa um prédio de nove andares com diversas atividades

Nesta sexta-feira, 18, o lendário DJ Marky estreia um novo ambiente para sua já tradicional Influences, noite em que usa toda sua técnica nos decks para passear pelas músicas que moldaram seu caráter musical — da música brasileira, passando pela disco, soul, funk e jazz à house music e ao drum’n’bass, sobretudo em discos antigos e raros, que o DJ vem colecionando em países como Japão, Portugal, Austrália e Inglaterra.

No ano passado, quando o entrevistei, o Marky falou sobre o conceito da Influences: “É uma festa em que toco todos os estilos que foram essenciais na minha carreira. É mais do que uma noite, é uma aula. As pessoas têm que ir com a cabeça aberta. E direto recebo vários DJs, justamente porque é uma noite diferente, que falta no circuito, já que a maioria das noites é só o mesmo estilo de música”.

Em 2014, o DJ Marky mandou um set de influências no Boiler Room

A festa, que nasceu no Vegas e depois mudou para o Pan-Am, será hoje no Tokyo, espaço cultural e gastronômico inaugurado neste mês no centro da capital. Longe do conceito tradicional de casa noturna, o Tokyo ocupa um prédio inteiro de nove andares na Rua Major Sartório; os andares reúnem karokê, bar, restaurante, instalações e oficinais de economia criativa durante o dia. Na cobertura, uma pista de dança com vista para o Copan e o Edifício Itália — e é nela que Marky comandará a noite, a partir das 23h.

A ideia da Influences, que teve sua última edição realizada em março de 2017, é voltar a fixar uma periodicidade a cada um mês e meio, quando o artista está no Brasil. Apesar de as possibilidades serem boas, o Tokyo ainda não está confirmada como nova casa oficial da festa. Você pode conferir mais detalhes da noite de hoje na página do evento.

Vídeo promocional revela mais detalhes do funcionamento do Tokyo

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Parceria entre Boiler Room e Ballantine’s retorna ao Brasil em novo projeto

Flávio Lerner

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Boiler Room São Paulo
Foto: Reprodução
Série “Hybrid Sounds” mescla artistas eletrônicos com nomes orgânicos 

Juntos há cinco anos, Boiler Room e a marca de uísque Ballantine’s já montaram projetos ousados e incríveis no cenário musical. A partir de 2016, a união foi ainda mais longe com o lançamento da série Stay True, que visitava diversos países com lineups cuidadosamente curados para celebrar a cultura de cada nacionalidade. Naquele ano, tivemos nada menos que o Boiler Room Stay True Brazil — o lendário Boiler Room de Recife, que fez história em nosso país. Em 2017, a parceria voltou rebatizada como True Music, trazendo nomes como Seth Troxler e Little Louie Vega a Salvador, junto a expoentes brazucas como Fatnotronic e Renato Ratier, e agora, em 2018, a Stay True traz seu novo projeto, Hybrid Sounds, para São Paulo.

A proposta da Hybrid Sounds é trazer lives inéditos e inesperados, colocando no mesmo palco artistas de música eletrônica com projetos acústicos, que provavelmente nunca se encontrariam em outra oportunidade. Em SP, isso será visto através do conceituado grupo do underground paulistano Teto Preto, que tocará em conjunto com a produtora berlinense rRoxymore. Expoente da Chicago house, Derrick Carter é o headliner do evento, enquanto a MC Linn da Quebrada e o cantor e compositor Tom Zé — um dos grandes nomes da música brasileira — completam o lineup.

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Em local ainda mantido em segredo, o Boiler Room True Music: Hybrids Sounds São Paulo rola no dia 23 de maio, uma quarta-feira, e terá transmissão ao vivo pela plataforma, como de praxe. O evento sucede as edições que rolaram em Moscou e em Beirut, no Líbano, e antecede a edição de Valência, na Espanha, que encerra o projeto. Ao final, um EP da série Hybrid Sounds será lançado, com faixas inéditas dos artistas que colaboraram em cada região (Teto Preto X rRoxymore em SP; Overmono X Solo Operator em Moscou; Dollkraut X Zeid & Maii em Beirut; e KiNK com um artista ainda não revelado, em Valência).

Para quem quer participar da festa, é necessário se inscrever no site e torcer para ganhar o convite por e-mail.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Análise

O indie dance original respira com a volta do Friendly Fires

Flávio Lerner

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Friendly Fires
Foto: Reprodução
Depois de mais de seis anos sem lançamentos, o trio britânico que marcou os anos 2000 está de volta

Fundado em 2006, o trio britânico de dance-rock/indie danceFriendly Fires foi importantíssimo para uma guinada mais eletrônica e dançante à cena indie da década passada, que encontrava-se em sua era de ouro com a ascensão de bandas como The Killers, Franz Ferdinand, The Strokes e Bloc Party. Seu surgimento — somado à ascensão de grupos como Klaxons, Chromeo, Cut CopyMetronomy e o brasileiro Cansei de Ser Sexy — fez com que aquele cenário mais centrado nas guitarras passasse a ter um foco maior nos sintetizadores e nas batidas. O LCD Soundsystem não estava mais sozinho.

Comandando pelo carismático e rebolativo Ed Macfarlane — com suas dancinhas impagáveis ao vivo e nos videoclipes —, o Friendly Fires explodiu mesmo em 2008, com o primeiro e homônimo álbum, e desde então acumulou milhões de fãs no mundo inteiro. Nunca fizeram exatamente música eletrônica de pista, mas bebiam claramente de fontes como a house e o synth pop de grupos como New Order e Depeche Mode. E não só isso: a batida e a vibe ensolarada das músicas trazia muito da música brasileira. Singles como “Jump in the Pool” e “Kiss of Life” surgiram com fortes elementos de percussão de samba — e em 2008 e 2009, o grupo chegou a realizar apresentações em conjunto com uma escola de samba.

Em 2011, às vésperas do lançamento do segundo álbum, Pala, que se afastava ainda mais do indie rock, foram capa da conceituada revista inglesa NME, e tiveram a ousadia de dizer que preferiam escutar Justin Timberlake do que Morrissey — antigo líder do grupo The Smiths, que dominou a cena indie nos anos 80. Pra roqueiros britânicos que levam esse tipo de comparação muito a sério [o que, arrisco dizer, seja boa parte do público da revista], uma declaração do tipo soava como heresia.

O trio seguiu sua vida muito bem, obrigado. Pala também fez sucesso, e o FF seguiu apresentando-se em shows lotados no mundo inteiro nos próximos anos. Mas pararam de fazer música. Em 2014, deram um tempo de vez, e só foram voltar agora, quatro anos depois, com shows de retorno na Inglaterra realizados nas últimas semanas. E claro, novo single — o primeiro em mais de seis anos.

“Love Like Waves” foi lançada no último dia 05, e segue a linha do Friendly Fires que já estamos acostumados, sem grandes alterações na estrutura sonora. É uma canção boa e agradável, que resgata o saudosismo dos fãs e empolga pelas novas possibilidades, mas também não chega a ser dos melhores sons já feitos pelo trio.

Novos singles devem surgir nas próximas semanas, culminando, em breve, com o aguardadíssimo terceiro álbum. Se mantiver a qualidade dos LPs do passado, tem tudo para ser um dos grandes lançamentos de 2018.

Bóra relembrar outros grandes singles do grupo:

* Nota do Autor: Indie dance/nu disco, assim como progressive house e deep house, foi mais um dos estilos que caiu naquela salada de tags do Beatport, na década passada, e acabou passando a ser usado para se referir a uma sonoridade completamente diferente. Aqui, evidentemente, falo sobre o indie dance original, que vai de bandas como o Cut Copy a produtores como o Tensnake.

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