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Em 2018, a competição de DJs da BURN está mais aberta aos brasileiros

Flávio Lerner

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BURN Residency
O carioca Alexis BcX foi um dos destaques da competição em 2017
Saiba como participar da oitava edição de um dos reality shows de DJs mais concorridos do planeta

Na metade deste mês de janeiro, a BURN Energy Drink abriu as inscrições para a oitava edição do BURN Residency, programa que busca revelar novos e promissores DJs ao redor do mundo.

No ano passado, o grande campeão foi o turco Furkan Kurt, que surpreendeu os jurados Carl Cox, Pete Tong e Luciano, e agora dá sequência em sua carreira como residente do club Flamme em Istambul, e como embaixador da BURN.

Apesar de já ter tido uma presença brasileira em edição recente — o carioca Alexiz BcX participou no ano passado —, neste ano as coisas passaram a ser um pouco diferentes, com uma divisão entre etapas nacionais para se chegar a um selecionado de um representante por país. São eles: Brasil, Hungria, Itália, Noruega, Polônia, Rússia, Romênia, Espanha, Suécia e Turquia. Na prática, isso significa que as portas do BURN Residency estão mais abertas ao nosso país do que nunca.

O brasileiro Alexiz BcX chegou longe no ano passado: teve encontros com gigantes da cena eletrônica e tocou em alguns dos principais clubes do mundo

Prêmio

Os dez selecionados para participar do BURN Residency já vão poder ser considerados vencedores: do final de maio ao começo de setembro, terão a chance de participar de workshops e aulas com gigantes da cena global, e gigs em alguns dos clubes e festivais mais disputados da Europa.

Ao final desse processo, apenas um deles será escolhido pelos jurados como o campeão, que terá a oportunidade de assinar com uma grande agência internacional e receberá um investimento de nada menos que CEM MIL EUROS [cerca de R$ 400 mil, na cotação atual] para desenvolver sua carreira — além de seguir como DJ-embaixador da marca em 2019.

Como participar

A chave para concorrer à disputada vaga de representante nacional é o formulário a ser preenchido no site da BURN, até o dia 20 de março. Além de todos os dados pessoais e dos links para o seu trampo, você deve responder a 25 perguntas, que abordam desde quando você começou a discotecar e quais os seus eventos, selos e artistas favoritos a até “Qual a parte mais importante de ser um artista para você?”.

Todas as aplicações serão avaliadas por uma equipe internacional da marca, que então vai selecionar o representante de cada país.

BURN Residency

O turco Furkan Kurt foi o grande vencedor da última edição

Perfil

Todas as respostas ao formulário devem ser feita em inglês — saber se virar na língua inglesa é, inclusive, pré-requisito para participar. Além disso, não serão aceitos participantes menores de 18 anos e que estejam assinados com alguma agência.

A competição não pretende se limitar por estilos musicais, mas, como Rafael Salles [gerente de comunicação da marca no Brasil] revelou à coluna, pessoas que tenham como referência os mentores da competição em 2018 — Seth Troxler, Luciano, Loco Dice e Carl Cox — largam na frente. Ou seja, se você segue uma linha mais underground, voltada para a cena house/techno, você tem o perfil desejado.

Por fim, o foco está em DJs promissores, com considerável habilidade técnica à frente das cabines e um potencial incrível a ser lapidado, mas que ainda não sejam muito conhecidos. Da mesma forma, como o próprio site destaca, quanto maior for o conhecimento e a prática em produção musical, melhor.

* Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna

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DJ Marky leva sua festa Influences para novo espaço cultural em SP

Flávio Lerner

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Tokyo
Foto: Reprodução
Inaugurado em maio, o Tokyo ocupa um prédio de nove andares com diversas atividades

Nesta sexta-feira, 18, o lendário DJ Marky estreia um novo ambiente para sua já tradicional Influences, noite em que usa toda sua técnica nos decks para passear pelas músicas que moldaram seu caráter musical — da música brasileira, passando pela disco, soul, funk e jazz à house music e ao drum’n’bass, sobretudo em discos antigos e raros, que o DJ vem colecionando em países como Japão, Portugal, Austrália e Inglaterra.

No ano passado, quando o entrevistei, o Marky falou sobre o conceito da Influences: “É uma festa em que toco todos os estilos que foram essenciais na minha carreira. É mais do que uma noite, é uma aula. As pessoas têm que ir com a cabeça aberta. E direto recebo vários DJs, justamente porque é uma noite diferente, que falta no circuito, já que a maioria das noites é só o mesmo estilo de música”.

Em 2014, o DJ Marky mandou um set de influências no Boiler Room

A festa, que nasceu no Vegas e depois mudou para o Pan-Am, será hoje no Tokyo, espaço cultural e gastronômico inaugurado neste mês no centro da capital. Longe do conceito tradicional de casa noturna, o Tokyo ocupa um prédio inteiro de nove andares na Rua Major Sartório; os andares reúnem karokê, bar, restaurante, instalações e oficinais de economia criativa durante o dia. Na cobertura, uma pista de dança com vista para o Copan e o Edifício Itália — e é nela que Marky comandará a noite, a partir das 23h.

A ideia da Influences, que teve sua última edição realizada em março de 2017, é voltar a fixar uma periodicidade a cada um mês e meio, quando o artista está no Brasil. Apesar de as possibilidades serem boas, o Tokyo ainda não está confirmada como nova casa oficial da festa. Você pode conferir mais detalhes da noite de hoje na página do evento.

Vídeo promocional revela mais detalhes do funcionamento do Tokyo

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Parceria entre Boiler Room e Ballantine’s retorna ao Brasil em novo projeto

Flávio Lerner

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Boiler Room São Paulo
Foto: Reprodução
Série “Hybrid Sounds” mescla artistas eletrônicos com nomes orgânicos 

Juntos há cinco anos, Boiler Room e a marca de uísque Ballantine’s já montaram projetos ousados e incríveis no cenário musical. A partir de 2016, a união foi ainda mais longe com o lançamento da série Stay True, que visitava diversos países com lineups cuidadosamente curados para celebrar a cultura de cada nacionalidade. Naquele ano, tivemos nada menos que o Boiler Room Stay True Brazil — o lendário Boiler Room de Recife, que fez história em nosso país. Em 2017, a parceria voltou rebatizada como True Music, trazendo nomes como Seth Troxler e Little Louie Vega a Salvador, junto a expoentes brazucas como Fatnotronic e Renato Ratier, e agora, em 2018, a Stay True traz seu novo projeto, Hybrid Sounds, para São Paulo.

A proposta da Hybrid Sounds é trazer lives inéditos e inesperados, colocando no mesmo palco artistas de música eletrônica com projetos acústicos, que provavelmente nunca se encontrariam em outra oportunidade. Em SP, isso será visto através do conceituado grupo do underground paulistano Teto Preto, que tocará em conjunto com a produtora berlinense rRoxymore. Expoente da Chicago house, Derrick Carter é o headliner do evento, enquanto a MC Linn da Quebrada e o cantor e compositor Tom Zé — um dos grandes nomes da música brasileira — completam o lineup.

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Em local ainda mantido em segredo, o Boiler Room True Music: Hybrids Sounds São Paulo rola no dia 23 de maio, uma quarta-feira, e terá transmissão ao vivo pela plataforma, como de praxe. O evento sucede as edições que rolaram em Moscou e em Beirut, no Líbano, e antecede a edição de Valência, na Espanha, que encerra o projeto. Ao final, um EP da série Hybrid Sounds será lançado, com faixas inéditas dos artistas que colaboraram em cada região (Teto Preto X rRoxymore em SP; Overmono X Solo Operator em Moscou; Dollkraut X Zeid & Maii em Beirut; e KiNK com um artista ainda não revelado, em Valência).

Para quem quer participar da festa, é necessário se inscrever no site e torcer para ganhar o convite por e-mail.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Análise

O indie dance original respira com a volta do Friendly Fires

Flávio Lerner

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Friendly Fires
Foto: Reprodução
Depois de mais de seis anos sem lançamentos, o trio britânico que marcou os anos 2000 está de volta

Fundado em 2006, o trio britânico de dance-rock/indie danceFriendly Fires foi importantíssimo para uma guinada mais eletrônica e dançante à cena indie da década passada, que encontrava-se em sua era de ouro com a ascensão de bandas como The Killers, Franz Ferdinand, The Strokes e Bloc Party. Seu surgimento — somado à ascensão de grupos como Klaxons, Chromeo, Cut CopyMetronomy e o brasileiro Cansei de Ser Sexy — fez com que aquele cenário mais centrado nas guitarras passasse a ter um foco maior nos sintetizadores e nas batidas. O LCD Soundsystem não estava mais sozinho.

Comandando pelo carismático e rebolativo Ed Macfarlane — com suas dancinhas impagáveis ao vivo e nos videoclipes —, o Friendly Fires explodiu mesmo em 2008, com o primeiro e homônimo álbum, e desde então acumulou milhões de fãs no mundo inteiro. Nunca fizeram exatamente música eletrônica de pista, mas bebiam claramente de fontes como a house e o synth pop de grupos como New Order e Depeche Mode. E não só isso: a batida e a vibe ensolarada das músicas trazia muito da música brasileira. Singles como “Jump in the Pool” e “Kiss of Life” surgiram com fortes elementos de percussão de samba — e em 2008 e 2009, o grupo chegou a realizar apresentações em conjunto com uma escola de samba.

Em 2011, às vésperas do lançamento do segundo álbum, Pala, que se afastava ainda mais do indie rock, foram capa da conceituada revista inglesa NME, e tiveram a ousadia de dizer que preferiam escutar Justin Timberlake do que Morrissey — antigo líder do grupo The Smiths, que dominou a cena indie nos anos 80. Pra roqueiros britânicos que levam esse tipo de comparação muito a sério [o que, arrisco dizer, seja boa parte do público da revista], uma declaração do tipo soava como heresia.

O trio seguiu sua vida muito bem, obrigado. Pala também fez sucesso, e o FF seguiu apresentando-se em shows lotados no mundo inteiro nos próximos anos. Mas pararam de fazer música. Em 2014, deram um tempo de vez, e só foram voltar agora, quatro anos depois, com shows de retorno na Inglaterra realizados nas últimas semanas. E claro, novo single — o primeiro em mais de seis anos.

“Love Like Waves” foi lançada no último dia 05, e segue a linha do Friendly Fires que já estamos acostumados, sem grandes alterações na estrutura sonora. É uma canção boa e agradável, que resgata o saudosismo dos fãs e empolga pelas novas possibilidades, mas também não chega a ser dos melhores sons já feitos pelo trio.

Novos singles devem surgir nas próximas semanas, culminando, em breve, com o aguardadíssimo terceiro álbum. Se mantiver a qualidade dos LPs do passado, tem tudo para ser um dos grandes lançamentos de 2018.

Bóra relembrar outros grandes singles do grupo:

* Nota do Autor: Indie dance/nu disco, assim como progressive house e deep house, foi mais um dos estilos que caiu naquela salada de tags do Beatport, na década passada, e acabou passando a ser usado para se referir a uma sonoridade completamente diferente. Aqui, evidentemente, falo sobre o indie dance original, que vai de bandas como o Cut Copy a produtores como o Tensnake.

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