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Cruzeiro que une moda e música eletrônica retorna em 2018 com Vintage Culture

Luckas Wagg

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Chilli Beans Fashion Cruise
Suspenso em 2017, o Chilli Beans Fashion Cruise volta com tudo neste verão
* Atualizado em 16/01, às 13:36

Entre 04 e 07 de fevereiro, vai rolar uma nova edição do Chilli Beans Fashion Cruise, o famoso cruzeiro que une moda e música eletrônica nos mares brasileiros.

A bordo do navio Costa Favolosa, que irá costear o litoral Sudeste e Sul, os tripulantes e profissionais da indústria da moda poderão enriquecer seu portfólio com programas de treinamento, além de desfiles de grandes marcas, palestras com agentes da indústria, oportunidades de networking e muito entretenimento — tudo isso embalado pelo som de grandes DJs e músicos nacionais.

No primeiro dia ao mar, Vintage Culture será o responsável pela trilha sonora do lançamento da nova coleção da Chilli Beans. Na programação para as outras datas estão os DJs Dre Guazelli e Marina Dias, que trará convidados para a festa de encerramento, além de um show de Pabllo Vittar.

O cruzeiro sai do Porto de Santos, em São Paulo, passa por Ilhabela e Balneário Camboriú, e depois retorna ao litoral paulista. Você pode conferir mais informações no site oficial.

O Fashion Cruise teve sua última edição em 2016, com nomes como Alok, ILLUSIONIZE, Dre Guazzeli, L_cio, Tessuto, Cinara e Nedu Lopes. Relembre como foi:

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Professor Andre Salata lança canal com dicas de produção musical

Phouse Staff

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Dicas de produção
Uma nova opção para aprender macetes sobre Ableton e Logic Pro

Visionário tanto na pista quanto fora dela, Andre Salata embarcou em uma nova empreitada: um canal de produção musical no YouTube. Este não é um meio surpreendente quando se trata da disseminação de informação, afinal existem muitos canais sobre os mais diversos temas; porém, quando se trata de produção musical, apesar de haver diversos tutoriais online para as mais diversas funções do Ableton Live, temos pouquíssimos falando sobre o assunto e suas infinitas ramificações, ainda mais em português.

+ DJ, produtor e professor, Andre Salata vive um dos principais anos da carreira

Professor de produção musical na Universidade Anhembi Morumbi, Salata já tem proficiência quando o assunto é ensinar produção — afinal, existem muitos profissionais que são incapazes de partilhar seus conhecimentos, pois não sabem expressá-los. Com desenvoltura, Andre desmistifica o assunto para um número de interessados cada vez mais abrangente e democratiza o conhecimento para uma massa que não pode pagar pelos diversos workshops que acontecem.

São oito vídeos já disponíveis até este momento, que explicam desde como criar o seu kick até as novidades da última versão do Ableton — software que divide o foco com o Logic Pro nas aulas virtuais do professor. Você pode conferir todo o conteúdo aqui.

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Entrevista

Às vésperas de long set em Curitiba, Gabe bate um papo breve com a Phouse

Phouse Staff

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Gabe
Foto por Antônio Wolff
O veterano DJ toca neste sábado por oito horas na Usina 5, em Curitiba
* Por Mohamad Hajar Neto

Se hoje a música eletrônica brasileira está em um momento de auge, muito disso se deve ao trabalho do paulistano Gabriel Serrasqueiro. O nome de batismo talvez não te diga muito, mas provavelmente você já dançou ao som de pelo menos um dos seus projetos: Wrecked Machines, Velkro e Gabe.

Com quase duas décadas de carreira e uma extensa lista de músicas que viraram hinos para diferentes gerações, hoje o artista está consolidado como um dos pilares da nossa cena. O caminho pra chegar até aqui, no entanto, foi longo. Por isso, às vésperas de sua “Gabe all night long” — festa deste sábado (24), na Usina 5, em Curitiba, na qual o DJ toca por oito horas consecutivas —, conversamos com ele, para saber um pouco mais sobre essa história de dedicação e amor à música.

Como você teve seu primeiro contato com a música eletrônica e como descobriu que era isso que queria fazer para a vida?

Meu primeiro contato com a música eletrônica foi em 1998. Tinham festas de música eletrônica em São Paulo, mas no mesmo palco vários estilos musicais misturados como techno, house, drum and bass e psytrance. Eu tinha banda nessa época, de punk rock. Mas depois que tive contato com a música eletrônica, já logo comecei a produzir de início, mesmo antes de ser DJ. Na época usei o MTV Music Generator do PlayStation, que era a única plataforma acessível. Desde então nunca mais parei de produzir e pesquisar sons.

Você começou seu projeto Wrecked Machines quando a cena brasileira era embrionária, tanto que seu sucesso aconteceu primeiro lá fora. Como foram os primeiros anos dessa fase?

O começo foi a melhor época de todas. Tudo era novo, não havia regras sonoras ou rótulos, eu simplesmente produzia e as pessoas gostavam. Não existia mídia social ainda, então ou você fazia música boa ou não. Não tinham muitas opções.

Com Shapeless e Barja, “Feel So High” é um dos lançamentos mais recentes do Gabe

Qual foi o papel das festas open air — antigas raves e atuais festivais — na disseminação do seu trabalho em nosso país? E quais foram a festas mais emocionantes que você já tocou?

Acredito que as festas open air criaram a união forte da cena no Brasil. A música eletrônica popularizou demais no país e pelo mundo. As festas mais emocionantes com certeza foram as da Tribe, XXXPERIENCE, do Warung e os festivais que já toquei do Eclipse.

Como foi a transição para os BPMs mais baixos, do projeto Gabe? Era um desejo antigo?

A transição aconteceu naturalmente. Eu sempre gostei de várias vertentes da música eletrônica, mas o BPM baixo sempre me agradou mais por ter uma grande variedade de estilos. Você pode passear entre vários estilos mantendo o BPM.

Gabe

Tocando na última edição do Tribaltech (Foto por Ebraim Martini)

Você já lançou algumas músicas de sucesso com vocais em português, como “O Que Eu Quero”, com samples de Tim Maia, e “Tudo Vem”, com participação do grupo Barbatuques. Como é a aceitação delas por parte da pista? Pretende voltar a explorar a musicalidade brasileira em lançamentos futuros?

A aceitação da pista é sempre incrível! Não é tão simples misturar música brasileira com música eletrônica. E pretendo, sim, voltar a explorar esse mundo musical.

Como surgiu a ideia de criar o selo Sublime Music? Quais são os seus objetivos com ele?

O selo sublime veio da ideia de lançar músicas de artistas que eu curto pessoalmente. Me juntei com Du Serena e o Lucian [Castro, mais conhecido como FractaLL] e decidimos criar o selo pra dar um suporte a artistas que acreditamos. Os objetivos agora são fazer os showcases do selo pelo Brasil e lançar muita música boa!

Quem o acompanha em suas redes sociais percebe que você levanta a bandeira da legalização da maconha. Você já enfrentou algum tipo de constrangimento por conta dessa postura? E acredita que o Brasil e o mundo caminham para esse rumo ou a recente onda de conservadorismo vai adiar o processo?

Nunca sofri nenhum tipo de constrangimento. Pelo contrário, conheci pessoas incríveis nesse mundo — e muitos me agradecem por levantar essa bandeira. Acredito, sim, que o Brasil e o mundo caminham para o mesmo rumo. Questão de tempo e maturidade de cada país.

Você está prestes a se apresentar por oito horas em uma festa no formato all night long. O que o público pode esperar para este sábado?

Estou super ansioso por essa festa. Eu já vinha fazendo alguns long sets por algum tempo e tive essa ideia de fazer o “Gabe all night long” em Curitiba, por ser uma das cidades que eu mais gosto de tocar e tenho um público fiel. Eu adoro novidades e desafios, então as pessoas podem ficar à vontade e esperar muita bagunça na pista!

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KVSH e Flow remixam clássico do Jota Quest

Phouse Staff

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Jota Quest
“Dias Melhores” ganha seu primeiro remix oficial em quase 20 anos

O produtor mineiro KVSH e o duo goiano Flow acabam de somar esforços no lançamento de um remix especial para “Dias Melhores” — clássico do Jota Quest.

A faixa original foi lançada em 2000 e também já teve uma versão acústica feita pela banda mineira, porém agora a vibe é eletrônica, em um deep house com bastante melodia e graves. Este é o primeiro remix oficial da canção.

Rogério Flausino, vocalista da banda homenageada, comemorou a releitura em um comunicado à imprensa: “Estamos felizes e satisfeitos com o resultado deste remix e por termos sido procurados por estes garotos. Acho de suma relevância e importância que este tipo de resgate esteja sendo feito, pois o rock nacional, com toda sua diversidade, foi o responsável por mudanças fundamentais na construção do intelecto de várias gerações. Ver a molecada nas pistas cantando um de nossos refrões, quase 20 anos depois, vai ser muito bacana”.

Esta versão também mostra o potencial do Flow, que, formado em 2017 pelos DJs Fabrício Assunção e Flávio Castro, deve ganhar mais notoriedade através dessa parceria com o já aclamado KVSH.

A produção segue a esteira de lançamentos recentes que — seja através de remixes ou de releituras — têm criado roupagens eletrônicas para clássicos da música brasileira, como “Pelados em Santos” (Alok), “Bete Balanço” (Vintage Culture) e “Não Quero Dinheiro” (Make U Sweat e Jetlag).

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