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Notícia

Chilli Beans e MOB somam forças em novo cruzeiro de música eletrônica

Projeto funde as propostas do Navio Chilli Beans e do MOB Festival

Flávio Lerner

Publicado em

18/09/2018 - 17:19
Chilli MOB Cruise
Arte: Chilli MOB Cruise/Divulgação

Duas grandes marcas acostumadas a tocar cruzeiros temáticos estão com uma grande novidade. A Chilli Beans, que nos últimos anos realizou seis edições de seu chamado Navio Chilli Beans [antes Chilli Beans Fashion Cruise, que reunia a indústria da moda para uma espécie de conferência em alto mar, com direito a muita música], soma forças com a MOB, produtora dos irmãos Kiki e Juba Jacomino, que já realizou mais de 15 cruzeiros temáticos em dez anos — incluindo o MOB Festival, que percorria a costa brasileira com grandes DJs.

Assim como nas edições passadas do cruzeiro da Chilli Beans, o rolê será a bordo do Costa Favolosa, navio com capacidade para quatro mil pessoas, que sai de Santos e passa por Balneário Camboriú ou Búzios [ainda a ser definido], entre os dias 20 e 23 de março de 2019. Em contato com a Phouse, Juba explica que o contrato assinado prevê cinco edições, mas que a ideia é que continue por muito mais tempo.

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“Com a crise econômica e o dólar atingindo patamares altíssimos, tivemos que colocar o MOB Festival em pausa em 2014, até que neste ano nos unimos para um novo projeto que mesclaria a essência do MOB com a do navio Chilli Beans, trazendo sobre uma mesma plataforma o melhor destes dois cruzeiros”, diz. Assim, o Chilli MOB Cruise vai reunir a proposta de mesclar arte, moda e música com a forte pegada clubber do MOB Festival.

“A produção no navio será completamente diferente, vai ser muito maior. Outra novidade, que nenhum dos dois projetos tinham, é a presença de dois palcos funcionando ao mesmo tempo”, continua Juba, referindo-se ao MOB Stage e o Chilli Stage. O primeiro será focado em uma pegada eletrônica mais mainstream: Vintage Culture, Chemical Surf, Cat DealersGabriel Boni, KVSH, Bhaskar, Dubdogz, Dashdot, Bruno Be, JØRD, Doozie, Radiomatik, RDT, Barja, Rodrigo Vieira, Junior_C e os gringos Croatia Squad [Suíça] e Ashibah [Dinamarca] são os nomes já confirmados. Segundo o empresário, mais duas atrações internacionais e “duas ou três” nacionais ainda serão anunciadas.

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Já o Chilli Stage vai ser mais eclético e alternativo. A programação, que ainda não tem muitas atrações fechadas, inclui nomes de música brasileira, pop e também uma festa eletrônica, juntando a galera dos coletivos underground de São Paulo. Os DJs L_cio e Tessuto — este, inclusive, é curador da festa — já estão confirmados.

Logo, ao menos dois grandes públicos são esperados: os frequentadores do Navio Chilli Beans terão a partir de 2019 uma versão tunada e mais musical do seu evento, enquanto os fãs de música eletrônica também vão se sentir em casa. Ainda assim, Juba revela que há negociações para resgatar o MOB Festival, possivelmente em dois ou três anos.

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“Existe esse desejo de voltar com o festival, mas não tem previsão. Talvez volte de forma repaginada, até com outro nome, inclusive com parceria de um selo internacional bem grande. Assim, a gente vai tentar levar as coisas pra dois extremos diferentes: o Chilli MOB como uma parte mais comercial, e, quando o MOB Festival voltar, será numa linha não restritiva, mas menos mainstream”, conclui.

As programações das partes de moda e arte do Chilli MOB Festival ainda não foram reveladas. Os ingressos começam a ser vendidos a partir das 10h desta quarta-feira, 19, através do site oficial. E é bom ficar esperto: de acordo com o Juba, o primeiro lote [a partir de R$ 1.290,00 mais taxas] deve se esgotar rapidinho.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Review

Menos é mais: menor, Federal Music apostou em line justo e cenário futurista

Oitava edição do festival mostrou amadurecimento da produção em Brasília

Nayara Storquio

Publicado há

Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Na última quinta-feira, dia 11, Brasília hospedou a oitava edição do Federal Music Festival. Aterrissando em um dos cartões postais da capital, a Torre de TV Digital, o evento de 2018 apostou na atmosfera oferecida ao público. Com estrutura cenográfica exclusiva, três palcos e mais conforto, o Federal 2018 focou mais na organização. Para cerca de dez mil pessoas, a produção ofereceu um lineup justo nas 12 horas de festa, mesmo apesar de o festival ser menor do que vinha sendo nos últimos anos, quando recebeu entre 20 mil e 30 mil frequentadores.

Se você já foi a Brasília, deve ter reparado que por lá a arquitetura é levada muito a sério. Dentre os monumentos icônicos da capital, a Torre de TV Digital é um dos mais futurísticos. No estacionamento da “Flor do Cerrado”, como a torre é chamada, foi onde foi montada esta edição.

Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Logo na entrada, a estrutura de andaimes que ostentava o nome do evento,  os parceiros e os patrocinadores, recebia a galera. O prédio de 120 metros de altura, e toda sua vibe espacial estilo casa dos Jetsons, contribuiu muito para o cenário inédito. Era impossível não admirar o monumento ao passear por ali.

Nesse cenário, três palcos estavam dispostos como opção para o público: Mantra Stage, House Mag Stage BURN DJ Stage. O palco da House Mag era a única estrutura totalmente coberta; não se sabe se por motivos meteorológicos ou de acústica, mas a cobertura não parecia fazer parte da cenografia, deixando o palco com um ar de galpão.

Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Todavia, a falta de ornamentação do toldo não influenciou em nada o sucesso da pista, que trouxe alguns dos nomes brasileiros de mais destaque na cena atual. O duo Cat Dealers, o KVSH, o Liu e o FELGUK foram os que lotaram completamente a capacidade de todas as áreas do palco — pista, camarotes e lounges. Helmer B2B Invictor, Devochka, VINNE, CIC, Evokings, Jude & Frank, Skullwell & Simple Jack e Raul Mendes & Áquila fechavam o time.

Do outro lado do estacionamento ficava o Mantra Stage, cuja cenografia não decepcionou. Composto por duas estruturas separadas, um gazebo colorido na pista e um palco psicodélico ornamentado com as figuras de dois camaleões, o Mantra teve ótima aceitação — sempre cheio, desde as 21h, quando tudo começou, até as 09h do dia seguinte.

Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Também não era pra menos, já que o palco, que trazia muito psytrance, foi comandado por ninguém menos que Astrix, Infected Mushroom, Skazi, Paranormal Attack. Performances de Hi Profile B2B Vegas, Reality Test, Phaxe, Dekel, Dimitri Nakov b2b Trindade, Freakaholics e Giaco & Wizards & 32 Project se apresentaram por ali. O poder do sistema de som era tão grande que interferiu em alguns sets dos outros palcos, porém o problema foi corrigido no decorrer do festival.

Entre House Mag e Mantra, ficavam a área de alimentação, bares, banheiros, lojinha oficial e demais áreas de conveniência. Um dos pontos altos foi o bar da BURN, que oferecia drinks diferenciados a R$ 26,00 cada. Eram quatro opções servidas num dos quatro copos exclusivos do evento, limitados em quantidade, para influenciar o público a ser mais sustentável.

O que funcionou consideravelmente no número de copos descartáveis, porém não com as garrafinhas d’água, que apesar de custarem R$ 8,00 a unidade, cobriram o chão no final do evento. O número de lixeiras pareceu não ser suficiente para o público esperado, que foi de aproximadamente dez mil pessoas.

Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Não podemos esquecer do BURN DJ Stage Room, onde houve um livestream com artistas locais. Os vencedores do concurso DJ Room também tocaram lá, e a atração especial foi o DJ Morttagua. Esse palco ficava bem atrás do House Mag Stage, e talvez tenha sido o único prejudicado nessa edição. Sua localização não era tão evidente quanto os demais, e o acesso era exclusivo a quem vinha dos lounges e camarotes.

Quem curtiu a maioria das edições do Federal Music notou uma grande evolução e maturidade na produção. Mesmo com o encurtamento dos recursos devido à crise no Brasil, o Federal mostrou que é possível entregar um evento digno sem fugir do prometido e aproveitando locais incríveis e pouco explorados da capital do país.

Nayara Storquio é redatora da Phouse.

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REVIEW

Segunda edição do Só Track Boa BH pode ser considerada a melhor de todos os tempos

Opinião foi endossada pelo próprio Vintage Culture

Luckas Wagg

Publicado há

Foto: Fabrizio Pepe
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Nesse último sábado, 29, rolou em Belo Horizonte mais uma edição do Só Track Boa Festival. Com um lineup recheado de grandes nomes, como Vintage Culture, Bruno Be, Malaa, KVSH, CIDVolac, não é exagero dizer que esta foi a melhor edição da franquia.

E vejam bem, não sou apenas eu quem está falando. O comentário do público em geral seguiu essa linha, em opinião compartilhada até pelo Vintage Culture, que nos contou, e depois publicou no Instagram, que esta foi a maior e melhor edição do Só Track Boa já realizada em toda a história — sim, até mesmo melhor que a edição principal, que rolou em São Paulo há pouquíssimo tempo.

Só Track Boa BH
Foto: Imagem Dealers/ Fabrizio Pepe

Ao contrário de SP, que teve dois palcos, a edição mineira contou apenas com o mainstage. Reunindo 20 mil pessoas no Estádio do Mineirão, a festa começou às 16 horas, com o energético set de RDT, seguido por LOthief. O tempo, porém, era chuvoso, o que deixou em cheque a sua possibilidade de sucesso. Mas para a surpresa de todos, nem a chuva nem nada atrapalhou o brilho do evento, que ficou lotado do início ao fim.

Organizado pelo reconhecido empresário Otacílio Mesquita e sua crew da OTM Produções junto à Entourage, o Só Track Boa Belo Horizonte foi sem dúvidas um dos festivais mais bonitos e bem organizados que pude conferir nos últimos tempos — e olhem que fui em bastante festivais por esse Brasilzão, hein! Apesar de o Mineirão ajudar muito, por ser um estádio novo e bem cuidado (ao contrário do Canindé, em São Paulo), a produção se preocupou com os mínimos detalhes. Desde bares, camarotes, acessos, tudo foi muito bem ornamentado e distribuído.

After do Vintage encerrou a festa. Foto: Fabrizio Pepe

Entre os destaques da noite, começamos pelo superstar e anfitrião Vintage Culture, que marcou presença do início ao fim. Atrás do palco, o artista tinha uma espécie de playground exclusivo para si e seus convidados, que puderam desfrutar de mesa de ping pong, totó, fliperama, bons drinks e uma área de descanso.

Apesar de ser uma das atrações mais esperadas e conhecidas da label, Lukas Ruiz surpreendeu com um set vibrante do início ao fim. Sua apresentação foi recheada de faixas autorais, incluindo os seus novos hits “Pour Over” e “I Will Find” — além de alguns bons clássicos da house music e um ao vivaço de “Cante Por Nós”, com a participação do cantor Breno Miranda. A apresentação do DJ também proporcionou ao público uma experiência única, com um audiovisual diferenciado e muito fogos e efeitos do início ao fim.

Foto: Imagem Dealers / Fabrizio Pepe

Quem também roubou a cena foi o mineiro KVSH, que já estava há oito meses sem “jogar em casa”, conforme declarou em um Stories pelo seu Instagram. O jovem prodígio entrou no palco por volta das 04h30 da manhã e conseguiu manter o público eufórico do início ao fim — que também contou com a apresentação ao vivo de Lagum cantando sua faixa com a DJ Samhara, “Eu Não Valho Nada”. O DJ fez também um tributo ao Avicii com um mashup de “Wake Me Up” com “Don’t You Worry Child” — exatamente como Axwell e Ingrosso fizeram no Ultra Europe.

Outro artista que surpreendeu foi o americano CID, que mandou uma houseira do início ao fim, tocando diversos clássicos e demonstrando toda sua experiência com a pista, em uma performance bem autêntica; além de Dashdot, que fez um set super linear e trouxe ao palco a DJ, produtora e cantora dinamarquesa Ashibah, que fez um live vocal, levando o público ao delírio.

+ CLIQUE AQUI para conferir nosso papo com a Ashibah

Não foi à toa que todos saíram comentando o fato daquela ter sido uma noite histórica. O line ainda contou com “apenas” Volac, Bruno BeMalaa, Chemical Surf com a participação especial do Gabriel o Pensador Gustavo Mota em um b2b insano com a Groove Delight; e fechou tudo com o Vintage retornando ao palco para um super after que foi até as 10h da manhã.

Mas além de lineup e estrutura, talvez o grande diferencial desta edição — e que motivou essa percepção geral de ter sido o melhor Só Track Boa Festival de todos — tenha sido o público, ensandecido, muito mais animado do que de costume. Percebi que na pista tinha muita gente mais nova, galerinha de 16, 17 anos, o que demonstra como a cena em BH está em crescimento, e fomentando um pessoal que virá a ser muito em breve a nova geração da cena eletrônica no Brasil.  

Assim, o Só Track Boa foi mágico, ficou na história da cena mineira e ganhou o coração dos frequentadores de uma vez por todas. Seguindo a sua saga de conquistar os quatro cantos do Brasil, o festival já tem data marcada para acontecer em Belém, no dia 20 de outubro, e Salvador, em 14 de novembro.

Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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#XXX22 driblou cenário negativo e entregou o que prometeu

Festival fez jus ao tema “Revolution” e mostrou força em tempos de recessão

Luckas Wagg

Publicado há

Review #XXX22
Foto: Eimagec/Divulgação
* Edição e revisão: Flávio Lerner

No último fim de semana, aconteceu em São Paulo mais uma edição da XXXPERIENCE, um dos mais antigos — e pioneiros — festivais de música eletrônica do Brasil. Com o tema Revolution, que celebra 22 anos de história e sucesso, o festival contou com uma mega-estrutura audiovisual e uma ornamentação para ninguém colocar defeito.

Com mais de 50 artistas divididos por cinco palcos (Love Stage, Union Stage, Peace Stage, Joy Stage e #Pistinha), a XXX mostrou a sua força e nos trouxe a conclusão de que não fica atrás de nenhum festival gringo. Sim, é verdade! Tirando o aspecto da cultura do público, ao chegar à noite lembrava bastante o EDC, por conta de sua iluminação e suas instalações de arte, que podiam ser notadas por toda parte.

Foto: Eimagec/Divulgação

Foi como o próprio Erick Dias disse em entrevista exclusiva à Phouse: “O que será visto neste ano é completamente diferente do que foi visto no ano passado”. Realmente, comparando-se a 2017, esta edição fez total jus à ideia de revolução.

Um dos pontos altos, além do super lineup, foi a “xxxperiência” proporcionada. Nunca vimos aqui no Brasil ativações de marcas tão bacanas como a da TNT e Itaipava Go Draft, que montaram áreas super criativas em meio ao festival. Além disso, destaque para a mudança de data, que foi de novembro para setembro por conta das condições climáticas. E deu certo: a chuva nesta edição passou longe.

Foto: Sigma F/Divulgação

Experiência

Como citado acima, esse foi um dos aspectos que mais chamou a atenção. A TNT, marca de energético patrocinadora oficial da #XXX22, montou um verdadeiro playground com ativações super criativas, assinadas pela INNER multi.art. No Complexo TNT, deu pra conferir um corredor escuro com muita luz negra, com manequins estilizados com tinta neon e paredes onde o público podia deixar recados com tinta fluorescente — uma verdadeira pira visual —, além de espaços super diferenciados para fotos e artistas entretendo o público, cuspindo fogo e fazendo malabares.

Já a área da Itaipava Go Draft, que teve o tema Go Day, Go Night, contou com um espaço bem moderno, com personagens e um ambiente cheio de aquecedores, para quem quisesse fugir do frio ou incorporar o espirito “blogueirinha”, tirando fotos com cenários descolados.

Não dá pra esquecer também das áreas de descanso. Como o festival tem longa duração, a produção não economizou em pensar no bem-estar dos frequentadores. Além dos espaços de ativações das marcas, a XXX montou diversas redes de descanso, onde muitos aproveitaram pra tirar aquela soneca e recuperar a energia.

Foto: Sigma F/Divulgação
Foto: Sigma F/Divulgação
Foto: Sigma F/Divulgação

Palcos

Entre os cinco palcos, elegi como favoritos o Joy Stage (o palco da árvore), que deu uma surra de audiovisual; o Union Stage, com aquele cenário super disruptivo para um festival 100% nacional; e a #Pistinha, que embora fosse a mais simples em termo de estrutura, era uma das mais aconchegantes e intimistas. Love Stage e Peace Stage também não ficaram devendo em nada, afinal, cada uma tinha a sua temática — então deixo claro que essa avaliação aqui é bem pessoal.

Union Stage. Foto: Sigma F/Divulgação
#Pistinha. Foto: Eimagec/Divulgação

Lineup

Mesmo com os desfalques de Ben Klock e Gabe, que não conseguirem embarcar por conta das condições climáticas nos aeroportos do Sul, o festival não perdeu o seu brilho. O holandês Patrice Bäumel — que substituiu Guy Gerber (que havia anunciado dias antes ter tido seu passaporte roubado em um assalto à sua casa) — foi um dos principais agregadores do festival.

Bäumel, cuja última vinda ao Brasil foi para se apresentar no Universo Paralello e no Warung, comandou a pista do Joy Stage, se apresentou por mais uma hora no Union Stage e fez um B2B com a ANNA — que foi uma das melhores atrações que pude ver na noite. Ajudando a compensar os desfalques, Format:B estendeu seu set por mais uma hora no Joy, e o Renato Ratier mandou um long set, fechando o Union.

Além desses anfitriões, que marcaram o festival com uma imensa responsabilidade de tapar os buracos, destaco também alguns sets que a Phouse já tinha indicado na matéria “5 artistas para ficar de olho na #XXX22”: o live dos brasileiros Eudi & Salata & Moraes — que mandaram uma techneira melódica, chegando a lembrar até um Stephan Bodzin —; Franky Rizardo, que fez um dos sets mais bem trabalhados e lineares do festival, começando com tech house e finalizando com techno; Vegas, com seu insano B2B com o Hi Profile, seguido por Nelix, Skazi e Paranormal Attack; além de Santti, Liu, Soldera, Len Faki, Dubfire e muitos outros.

Peace Stage. Foto: Sigma F/Divulgação
Love Stage. Foto: João Chesine/Divulgação

Bar e alimentação

Não foi dessa vez que a XXX conseguiu acertar no sistema de bar. Ao chegar no festival e receber a pulseirinha (que continha um cartão de acesso/consumo), logo me impressionei. Achei genial a ideia, mas não durou muito para que toda a empolgação viesse abaixo.

O sistema não funcionou bem, e logo teve que ser substituído pelas tradicionais fichas. O preço da água (R$ 10,00) também não agradou muito ao público. Embora saibamos que um festival desse porte custe muito caro, a água é um dos produtos que não deveria ter seu preço inflacionado — até mesmo porque de manhã o sol é de rachar na Arena Maeda. Todo mundo precisa estar bem hidratado. ;)

O lado positivo é que os bares estavam bem distribuídos e funcionais. No Instagram da Phouse, em um post em que perguntamos o que o público achou da #XXX22, muitos elogiaram a empolgação e animação dos funcionários dos bares — e realmente, isso foi bem notável.

Em pouquíssimos eventos conseguimos notar pessoas trabalhando tão empolgadas. A praça de alimentação estava bem aconchegante, mas faltaram mais opções de comida. Fica a dica para a próxima edição.

Foto: Eimagec/Divulgação

Segurança

Eu não presenciei nenhuma briga, nenhum incidente, mas nas redes sociais, vi relatos de alguns furtos. De fato, mais para o fim da festa deu pra notar algumas pessoas que pareciam estar numa vibe errada, mas infelizmente estamos no Brasil, e isso não é uma particularidade da XXXPERIENCE. 

O lado bom dessa história é que um dos sócios do festival, o Edson Bolinha, vasculhou as nossas redes sociais e respondeu diretamente a algumas críticas relacionadas ao sistema de bar e segurança, garantindo que eles estão atentos a tudo e que vão trabalhar pra reforçar ainda mais a segurança e melhorar tudo o que não saiu tão bem neste ano.

Uma atitude como essa demonstra ainda mais o comprometimento e respeito dos produtores com o público. De fato, não deve ser nada fácil organizar um festival dessa magnitude no Brasil, ainda mais em um lugar distante e tão grande como a Fazenda Maeda — tanto que muitos outros festivais sumiram do mapa. 

Foto: Eimagec/Divulgação

Conclusão

Com erros e acertos, a XXXPERIENCE demonstrou estar atenta para continuar melhorando e gerando a melhor experiência possível para o seu público. De modo geral, o festival pode ser considerado um verdadeiro sucesso, cumprindo bem a promessa de seu tema “Revolution”, e finalizando a edição 22 com ainda mais força para continuar fazendo história pelo Brasil.

Também vendo o que nos disseram pela internet, dá pra cravar que a XXX é um dos melhores produtos no quesito festival que temos no Brasil. O Felipe Castelli, nosso parceiro da GoFestivals, foi pela primeira vez e disse ter se impressionado, já vendo potencial de explorar melhor o evento em seu negócio.

“Fiquei surpreso com o festival. Houve uma grande procura de pessoas de fora nos últimos anos para o Ultra e o Tomorrowland Brasil. Agora que conheci a XXXPERIENCE, vejo um potencial muito maior a ser explorado, por ser algo diferente, 100% nacional, e por proporcionar uma experiência única ao seu público”, declarou Castelli.

Foto: Sigma F/Divulgação

Com depoimentos como este, e somando-o com o contexto atual de crise e alta do dólar, podemos perceber que a XXX vem numa trajetória muito sólida, superando barreiras e proporcionando o melhor que pode oferecer em lineup e estrutura. O evento atualmente atrai pessoas dos quatro cantos do Brasil, e além de movimentar o turismo local, gera também mais de mil empregos indiretos — o que sem dúvidas é um ótimo fator para a economia e o turismo de Itu e São Paulo.

Portanto, só me resta fechar aqui parabenizando a equipe e desejando vida longa à XXX.

Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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