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Entrevista

Fotógrafo de Alok narra sua trajetória e dá dicas para o sucesso na área

Pedro Fialdini

Publicado em

25/07/2017 - 18:18

Alisson Demétrio é o quarto personagem da série “Click: a música por trás das câmeras”, que investiga o trabalho dos fotógrafos da cena eletrônica.

Pense você na ingrata tarefa encarada por um fotógrafo que se dedica ao mercado da música. Seu trabalho é registrar da melhor forma possível, de maneira visual, um espetáculo que é na sua maior parte auditivo. Como transmitir toda a energia de um momento, de uma batida, em uma simples imagem? Sem dúvida, não é um trabalho para qualquer um. Exige talento, dedicação e uma conexão profunda com a música.

Na era em que as redes sociais são instrumento fundamental para a propagação da música eletrônica, DJs, produtores, labels, eventos e todos os outros agentes da cena têm usado fortemente o apelo visual como forma de divulgação de seus trabalhos. Instagram, Facebook, Snapchat e outros são diariamente tomados por imagens estonteantes de grandes festas, palcos maravilhosos, viagens a lugares exóticos e tudo mais que puder ser capturado pela lente de uma câmera.

O que poucos param pra pensar é que por trás de cada uma dessas fotos, há um profissional que dedica sua vida a isso, a passar a mensagem da música eletrônica através da fotografia. Na série Click: a música por trás das câmerasvamos te apresentar, em cinco capítulos, alguns dos maiores nomes da fotografia no mercado da música eletrônica brasileira. Eles estão nos maiores eventos, trabalham com os principais artistas e enxergam a música como mais ninguém.

CAPÍTULO 4: Alisson Demétrio

O quarto episódio da série nos apresenta a um dos personagens em maior evidência no cenário atualmente. O catarinense Alisson Demétrio é sem dúvida alguma um dos principais nomes da fotografia dentro da cena, sendo conhecido principalmente pelo trabalho realizado junto a Alok, com quem viaja durante as turnês ao redor do mundo.

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O trabalho de Alisson, porém, não se resume à parceria com o DJ mais popular do Brasil. A lista de artistas com quem já trabalhou é interminável, reunindo outros grandes nomes da cena nacional e internacional. Além disso, ele também cobre festas e eventos e até mesmo artistas de fora da cena eletrônica, como no sertanejo. O fotógrafo também faz parte do projeto Image Dealers com nosso entrevistado anterior, Pepe.

Com uma das lentes mais cobiçadas do Brasil hoje em dia, o homem que venceu as barreiras da própria música eletrônica e hoje vê sua arte valorizada em todo o cenário musical não nos escondeu nada.

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O que veio primeiro: a paixão pela música ou pela fotografia? E como as duas se uniram?

Comecei a me interessar por “fotografia de balada” porque tinha um amigo de Santa Catarina, o Diego Machado, que estudava comigo e trabalhava com isso. Eu achava demais ter os acessos que ele tinha, então em 2008 comprei uma Canon Sx30 Superzoom. Quando ainda morava em Curitiba, dava pra ver a superfície da lua com ela, só não dava pra fazer foto boa à noite. Me mudei para Jundiaí em 2011, e em 2012 comecei a fotografar festas na cidade com essa mesma câmera, que era horrível pra festas noturnas.

As fotos ficavam granuladas demais, mas eu queria aquilo e tinha que começar de alguma forma. No ano seguinte comprei uma câmera melhor e um flash, e montei o 501 Fotos. Desenvolvi um logo — que era uma cópia descarada do logo do Rukes.com —, uniformes, cartões e uma página no Facebook para postar os trabalhos que fazia na noite.

As festas não tinham muita estrutura; mesmo assim, sempre procurava dar o meu melhor ali e fui sendo reconhecido por isso. Sempre li muito sobre a área e fiz alguns pequenos cursos. Olhava todas as fotos das minhas referências na época, como Rukes, Rudgr, Gui Urban e os I Hate Flash. Tentava copiar o estilo até encontrar o meu.

Em 2014, consegui um credenciamento de imprensa para fotografar na Tribe, em Itu. Todo o custo de ida, estacionamento e comida foi por minha conta. Falaram que eu não teria acesso aos palcos, mas com um pouco de educação você consegue coisas incríveis, e foi assim que conquistei a simpatia do tour manager do Martin Garrix. Na época, ele já era um fenômeno, e o manager me deixou sozinho no palco fazendo as fotos.

No final, me pediu um cartão e eu entreguei. No dia seguinte recebi um e-mail dele pedindo algumas fotos; mandei algumas e ele postou uma. Ter uma foto postada pelo Martin Garrix foi o ápice na minha carreira até então. No mês seguinte vi que o Alok iria tocar na Anzu pela primeira vez e mandei um inbox na página dele, perguntando se poderia fotografá-lo. Usei como portfólio de apresentação as fotos que fiz na Tribe e o surpreendi; ele aceitou e gostou muito das fotos que fiz, e estamos na estrada até hoje viajando juntos.

Como é trabalhar com grandes DJs e estar sempre viajando com eles?

É muito louco. Você viaja muito, fotografa em vários Estados e cidades no mesmo final de semana, dorme pouco, se alimenta mal, tem que entregar as fotos o mais rápido possível, mas no final sempre está feliz, realizado por fazer o que sempre almejou na carreira. Fazer parte desse meio é uma realização profissional muito grande. Você tem acessos que ninguém mais tem: pode estar ali no meio de todos os DJs que você curte, que é fã, conversar com eles, trocar ideias e contatos. Para mim, o networking que você pode construir, as pessoas que você pode conhecer e reencontrar os amigos que trabalham na área são as melhores partes.

Viajar com DJ é ser mais que fotógrafo. Você se torna um membro de uma família onde todos se ajudam e são preocupados uns com os outros. Já cansei de ter que invadir quarto pra acordar alguém que perdeu o horário, de organizar camarim, fãs pra tirar foto, logística, chegada, saída e resolver muitas outras coisas que vão além da função de fotografo, mas que eu amo fazer.

“Ter uma foto postada pelo Martin Garrix foi o ápice na minha carreira até então.”

Conte um pouco da sua rotina e dos principais desafios da profissão.

Esse trabalho definitivamente não tem uma rotina. Ele tem algo que costumo chamar de “rituais”, como ir para aeroporto, passar no raio-x, embarcar, desembarcar, pegar van, hotel, show… Cada show é diferente. Mesmo se você já fotografou aquele lugar antes, os acessos mudam, a estrutura muda. Tento sempre chegar bem antes do artista no evento, para fazer um reconhecimento de área, conversar com as pessoas que estão trabalhando no evento e principalmente conhecer os acessos, as passagens, os lugares e ângulos que irei fotografar.

Percorro todos os caminhos pelos quais irei passar na hora do show, para calcular tempo e para não ter surpresas na hora. Um lugar que sempre vou e uso para fotografar é a housemix, aquela “casinha” no meio da galera, onde ficam os técnicos de som, luz e efeitos. Ali consigo ter uma visão ampla do show e registrar momentos importantes, sem ninguém me empurrando ou derrubando bebida na minha câmera. Ter um tratamento cordial com todos que estão trabalhando no evento é essencial. Ser sempre educado, pedir licença e agradecer é o básico. Isso vai diferenciar você dos outros, e te facilitará algumas coisas.

Qual foi o momento mais curioso da sua trajetória?

Nesses anos de carreira a gente acumula muitas histórias, mas na mais recente, estávamos no camarim, Alok estava atendendo à imprensa e em certo momento ele pediu pra trocar de lugar comigo, para dar entrevista para um veículo local. Eu falei: “Pode deixar que eu dou a entrevista”.

Ele começou a rir e saiu de perto, e a entrevistadora não sabia quem era Alok. Comecei a responder todas as perguntas por ele: onde nasceu, o que estava achando da cidade… e tentando segurar a risada, porque todos estavam chorando de rir! Até que ele surgiu na frente da câmera falando que eu era um impostor. Fora outras vezes que tirei foto com pessoas achando que sou ele, mas depois a gente desmente pra pessoa não ficar triste.

“Viajar com DJ é ser mais que fotógrafo. Você se torna um membro de uma família onde todos se ajudam e são preocupados uns com os outros.”

Como você resumiria sua carreira até este momento?

O ano passado foi o melhor até agora. Pude fotografar os maiores festivais, grandes DJs, conhecer pessoas incríveis, conhecer novos países e culturas, tudo através da minha fotografia. É incrível ver esse resultado: de onde a arte pode te levar, mas que nem sempre foi fácil. É um longo caminho até aqui, e ainda uma longa estrada a percorrer. Você só precisa ter bem claro na sua mente onde você quer chegar, mas principalmente de onde você veio, a estrada que percorreu. Eu tenho muito pra percorrer ainda, muita coisa que ainda quero conquistar.

O começo foi difícil. Fotografei muita festa ruim, já trabalhei muitas vezes de graça pra pegar experiência, tomei vários calotes, fui barrado em várias festas. Já tive equipamento roubado, fotografei no barro, na chuva, no calor insuportável, já jogaram bebida em mim, no meu equipamento, mas acho que tudo isso foi necessário pro aprendizado. Hoje sei como me virar sozinho em qualquer situação.

Que dicas daria para quem está começando?

– Tenha um planejamento de carreira. Saiba qual é seu objetivo, onde quer chegar e o que quer fazer.

– Se você não tem um estilo de fotografia, copie quem você admira até desenvolver o seu. Não é vergonha nenhuma copiar quem é bom.

– Conheça pessoas e faça amizades, dos seguranças ao pessoal da limpeza dos banheiros. Todos esses contatos são importantes.

– Chegue cedo no evento, procure ângulos que ninguém procurou, não se acomode nunca. Ande muito, não fique parado muito tempo no mesmo lugar e nem perca muito tempo conversando com amigos; eles atrapalham muito.

– Não se preocupe com equipamentos e lentes. Isso não vai fazer sua fotografia ser melhor. Faça o melhor na condição que você tem, enquanto você não tem condições de fazer melhor ainda.

– Não pergunte se você pode entrar em um palco ou camarote. Apenas vá entrando; se mandarem voltar, volte. Esse conselho é muito errado, mas me ajudou muito.

– Programe com antecedência os festivais e as festas que você quer ir. Tente se credenciar bem antes, nunca deixe pra semana do evento. Se não conseguir contato, fale com organizadores e promoters.

– E o principal: seja humilde e educado, sempre.

Veja alguns cliques de Alisson Demétrio:

Confira os outros capítulos da série Click: a música por trás das câmeras.

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Premiere

PREMIÈRE: Gezender, Moebiius – Samadhi (BLANCAh Remix)

Phouse Staff

Publicado há

BLANCAh Hernan Cattaneo
Foto: Reprodução
Faixa será lançada em EP pela Neurom Records

Hoje tem lançamento de faixa exclusivo aqui pela Phouse. Trata-se do remix de BLANCAh para “Samadhi”, collab entre os produtores brasileiros Gezender e Moebius. A faixa faz parte do EP Tantra, que será lançado oficialmente no próximo dia 26, pelo selo berlinense Neurom Records. Além da original e da produção da BLANCAh, o disco traz remixes dos projetos paulistanos TessutoTeto Preto.

“A BLANCAh é nossa amiga há muitos anos. Ela é de Florianópolis, de onde eu vim, e onde o Moebiius mora, e nosso trabalho tem muitas coisas em comum”, explicou Gezender à imprensa. “Eu mostrei a música para ela, que adorou e topou fazer o remix.” Em contato com a Phouse, a artista complementou: 

“Geralmente quando eu aceito fazer remixes para outros artistas, tenho uma tendência de colocar muito da minha identidade, a ponto de quase parecer outra música. No caso desse remix específico, foi diferente. Foi o trabalho mais generoso que eu fiz porque fiz pensando no Tiago Franco [Gezender]. Pelo carinho que eu tenho por ele, pelo fato de eu já conhecê-lo há um tempão, por conhecer um pouquinho do gosto musical dele, da cena que ele criou em Floripa…”, declarou a BLANCAh. “Então eu tentei usar os sintetizadores um pouco mais rasgadinhos, alguns momentos lembrando de leve um electro, pensando bastante nas lembranças que eu tinha dele. Eu não criei muitas viagens etéreas nele, fui mais específica e direto ao ponto.”

E apesar de o EP só chegar daqui a sete dias, é nesta noite de quinta que vai rolar a festa de lançamento do EP. O rolê é no Tokyo, em São Paulo, a partir das 23h. O lineup traz os autores de Samadhi e dois dos remixers do EP: BLANCAh e Tessuto.

“Convidamos dois dos artistas que fizeram remixes para a ‘Samadhi’, com sets que passeiam entre house, electro e techno”, complementa Gezender. “As influências japonesas presentes no Tokyo, onde acontece a festa, passeiam também pelas nossas produções, e o local escolhido pra este lançamento vem muito a calhar. Vai ter pista fervendo até as 6h da manhã!”

Você pode conferir mais informações na página do evento.

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Entrevista

Em alta, HOT-Q quer revolucionar a cena eletrônica brasileira

Nayara Storquio

Publicado há

HOT-Q
Foto: Divulgação
DJ fala sobre primeiro EP, trajetória, collabs e turnês
* Edição e revisão: Flávio Lerner

HOT-Q existe há apenas um ano, mas provavelmente você já ouviu uma música desse cara. O projeto do DJ paulista Gabriel Breda Monteferrario já acumula sucessos tanto nos canais de streaming como nos palcos. Com colaborações que incluem nomes como Alok e Jetlag, o brasileiro de 22 anos está levando o seu estilo a todos os cantos do país — e depois de lançar Brasileira, seu primeiro EP, pretende ir mais longe com as primeiras turnês.

Para se ter uma ideia do quanto tem esquentado a cena, imagine que HOT-Q atingiu mais de um milhão de ouvintes mensais no Spotify com a música “Brisa”, que produziu em parceria com o Jetlag. Soma-se a isso o remix para “My Life is Going On”, música tema da série La Casa de Papel, com colaboração de Alok, Jetlag e WADD, e que o levou ao Top 10 dos DJs brasileiros mais ouvidos no Spotify.

Todavia, ele garante que essa resposta veio de muito esforço e trabalho. “O HOT-Q é um projeto em que tudo foi bem pensado e estruturado desde o começo. Temos a total certeza de onde queremos chegar. Acho que não tem uma fórmula para você ‘começar bombando’, mas todo começo exige um planejamento, e é claro, música boa!”, disse, com exclusividade para a Phouse. E claro, num cenário cheio de expoentes, ter suporte dos peixes grandes sempre ajuda; o DJ revela que o Jetlag foi essencial para que sua carreira embalasse: “Desde o meu primeiro lançamento o Jetlag me apadrinhou. Fizemos algumas parcerias juntos, mas o que eles mais colocaram na minha cabeça é sair um pouco da caixinha do DJ set e entregar um show”.

Com um sucesso crescente, o artista já marcou presença em diversos eventos e clubs ao redor do país, entre eles Pukka Up (RJ), Tetto Rooftop Lounge (SP), Taj (DF) e até no Lollapalooza. Gabriel, que tem um passado como guitarrista de bandas de rock, admite que o sucesso adquirido o impressiona: “Eu toquei em lugares que nunca imaginaria tocar em tão pouco tempo! Sempre tive o sonho de tocar guitarra no Lollapalooza Brasil, e pude realizar esse sonho tocando minha música ‘Brisa’. Outro evento que ficou marcado foi o Camarote Salvador, no Carnaval. Eu dividi cabine com Paris Hilton, Kaskade NERVO, foi animal!”.

“Minha turnê terá proposta audiovisual bem diferente do que se vê no Brasil. Queremos inovar, revolucionar o mercado da música eletrônica, trazendo um show com grandes momentos.”

HOT-Q já estava bem encaminhado, mas uma admiração pelo seriado La Casa de Papel, do Netflix, o motivou a remixar a música tema, “My Life is Going On”. “Eu sou viciado nessa série, já assisti três vezes. Tive a ideia de fazer esse remix, e então liguei para o WADD. O Thiago Mansur [do Jetlag] também curtiu a proposta que mostramos pra ele, e decidimos assinar juntos. O WADD fez os breaks e eu fiz os drops”.

O time não parou aí, e acabou ganhando o reforço de ninguém menos que Alok. “O Alok gostou demais da música e nos mostrou que a track tinha mais potencial esticando um pouco os breaks e deixando mais na pegada da original. Realmente ele tinha razão, e a prova disso são os mais de dez milhões de plays. Ele é, sem dúvidas, um visionário!”, acrescenta, orgulhoso do resultado, e garantindo que essa parceria ainda vai render muitos outros frutos.

Para coroar a boa fase, o produtor acaba de lançar seu primeiro EP. Com uma original, em collab com o SUBB e vocais de ROZA, e um remix para Adriano Pagani, o disco Brasileira acaba de sair pela Reven Beats.Brasileira mostra bem o ‘HOTBASS’ que venho levando nas minhas tracks. Eu acredito que um dos maiores desafios para o produtor é achar a sua identidade sonora, e com total certeza achei a minha.”

Nesse meio tempo, ele nem pensa em reduzir o ritmo, e passou a focar agora em suas primeiras turnês. “Em agosto, vamos anunciar a primeira tour do HOT-Q com uma proposta audiovisual bem diferente do que se vê no Brasil. Queremos inovar, revolucionar o mercado da música eletrônica, trazendo um show com grandes momentos”, adiantou, determinado.

O DJ destacou também o recente contrato com a F&S Produções Artísticas para a realização da  “HOT-Q Burning Tour”, que vai trabalhar em conjunto com a 4MZK Agency, que o gerencia. Segundo ele, a identidade da turnê gira em torno da história do fogo, e deve ter Portugal como primeiro destino fora do Brasil.

Além disso, as produções, é claro, não param. Depois do primeiro EP e de singles recentes como “I Wish” (releitura para Infected Mushroom) e “Esperança” (releitura para a banda Aliados, da qual é fã desde criança), HOT-Q garante ter muitos lançamentos pela Sony Music até dezembro. “Agora em agosto lanço com o Vitor Kley. Teremos também sons com Gabriel Boni, Jetlag, SoFly, Rakka e muito mais”, explica, antes de encerrar com uma piada interna que já virou clássica em seu cenário, repleto de parcerias entre produtores: “Collab, bro? (Risos)”.

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Entrevista

12 anos de carreira em 8 faixas: L_cio apresenta “Poema”, seu primeiro álbum

Alan Medeiros

Publicado há

L_cio
Foto: Divulgação
Disco consolida trabalho consistente do produtor paulistano
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Na última sexta-feira, foi lançado pela D.O.C. Records, com distribuição mundial da gigante alemã Kompakt, o álbum de estreia de L_cio, um dos maiores representantes da cena house/techno do país. Poema é a consolidação de um trabalho sólido, autêntico e inovador que transformou por completo a vida do produtor paulistano nos últimos anos. Mas, antes de falarmos do álbum propriamente, é interessante entender o perfil artístico de seu criador.

Laércio Schwantes é um artista multifacetado que já integrou e ainda integra projetos importantíssimos dentro do cenário eletrônico brasileiro. Desde a origem do Treto Preto, que não o tem mais no time, passando por outros exemplos, como Lacozta e Gaturamo, toda iniciativa musical deste produtor tende a passar pelo fora do óbvio, explorar novos caminhos e procurar, através de diferentes maneiras, uma profunda conexão com o público. Esse relacionamento direto, sincero e verdadeiro com sua base de fãs é uma das razões do sucesso da sua jornada na música até aqui.

Seu disco de estreia é composto por oito faixas originais de nomes minimalistas, e foi produzido na ponte aérea São Paulo/Floripa, duas cidades que o abrigaram nos últimos anos. Sobre as dificuldades relacionadas ao processo criativo do trabalho, L_cio contou à Phouse que antes de tudo veio a tomada de decisão que levou à concepção da ideia — o grande objetivo do trabalho sempre foi contar uma história que representasse os 12 anos de carreira em oito faixas.

Segundo o artista, encontrar tempo hábil para construção do trabalho não foi exatamente uma dificuldade: “Pra mim isso nunca foi um problema, pois produzo pouco, mas rapidamente”. Essa precisão pode ser sentida na forma como o disco evolui, com coerência, calma e sem apelar para clichês em nenhum momento. A flauta transversal, que virou sua marca registrada ao temperar suas produções e seus lives, não poderia deixar de se fazer presente. Ainda sobre todo momento que antecedeu o lançamento, o produtor destaca a importância que o público também teve para o lançamento, já que sempre testa suas faixas na pista: “‘Canto’, ‘Forte’ e ‘Avante’ eu tenho tocado há pelo menos oito meses”, complementa.

D.O.C. e Kompakt, as duas marcas envolvidas no lançamento, exerceram um papel importante durante toda criação do Poema. Gui Boratto, head do selo brasileiro, também é lembrado com carinho, principalmente pela amizade criada entre ambos, algo que nasceu graças a música. Assim como outros trabalhos de nomes importantes da música eletrônica mundial, o álbum ganhou a luz do dia com o toque particular de seu criador, e por isso, não há como negar a atmosfera especial que ronda esse lançamento: “Acho que foi uma bela realização e um momento único na minha carreira. Agora é encontrar os próximos passos para prosseguir numa crescente orgânica”.

Alan Medeiros é colaborador eventual da Phouse.

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