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A coletânea KBEATS traz um mapa da música eletrônica independente do Rio Grande do Sul

Um passeio entre house e techno, disco, future beats, música experimental, microgêneros como vaporwave e cloud trap, e até uma pitadinha de baile funk.

Nessa última segunda-feira, o site LOFT55, do qual sou fundador e editor, soltou em primeira mão a coletânea KBEATS – Música Eletrônica Meridional. Trata-se do primeiro volume de uma série que mapeia artistas interessantes de música eletrônica do Rio Grande do Sul. A iniciativa é do selo do DJ e produtor cultural porto-alegrense Gabriel Cevallos, o Kino Beat, que hoje é mais conhecido pelo seu festival anual de arte eletrônica, sobre o qual falamos aqui na Phouse no ano passado.

A cena eletrônica gaúcha tem vivido um boom no underground entre o ano passado e este primeiro semestre de 2016, e a KBEATS vem pra somar a esse movimento com um registro interessante da pluralidade de produtores independentes que temos no Estado. São 16 faixas [a metade de exclusivas] que navegam entre os mais variados segmentos da música eletrônica — desde as mais pista, baseadas em vertentes diferentes de house e techno, passando por canções mais orgânicas, até os beats mais abstratos e psicodélicos. Temos bastante representação de micronichos contemporâneos, como vaporwave, cloud trap e seapunk, além de vertentes da bass music e dos future beats; pra quem é fã de disco house e sons baleáricos, como eu, o gênero está muito bem representado em faixas de ccccchaves, Joeblack, Nuziq & Lazy Kiss e Hot Soft. Os artistas vão de nomes com rodagem internacional, como o duo de future jazz Projeto CCOMA [que aqui figura com o célebre músico pernambucano Di Melo, produtores celebradíssimos na internet, como VHS Logos e FTURΞ∆BLΞ, a projetos novos, que estão recém trilhando seu caminho, como Forget Me e Kojack — este, um beatmaker bem interessante que usa elementos de funk carioca pra fazer um som finíssimo. Dentro da cena house/techno mais tradicional, temos o DJ APOENA, destaque no pequeno mercado brasileiro do vinil.

A coletânea é, enfim, uma grande salada sem uma unidade estabelecida, e por isso pode até soar meio aleatória em alguns momentos, mas o Cevallos é um bom curador e não dá ponto sem nó; é muito difícil você escutar a compilação inteira sem descobrir algum artista novo que lhe chame a atenção.

Escute à KBEATS Vol. 1 – Música Eletrônica Meridional no player acima e conheça mais sobre a iniciativa e um pouco de cada artista na matéria do LOFT55.

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