Biônico

Com braço biônico, professor produz música com a mente

O alemão Bertolt Meyer criou um hack para controlar sintetizadores eletrônicos com sua prótese

Bertolt Meyer, professor de psicologia da Technische Universität Chemnitz (Universidade de Tecnologia de Chemnitz), na Alemanha, é o responsável por uma criação que pode revolucionar a indústria da música. A partir de uma prótese de braço biônico, e com a ajuda do estúdio KOMA Elektronik, ele encontrou uma forma de controlar sintetizadores eletrônicos apenas com a mente.

A maior parte das grandes invenções da humanidade surge a partir de necessidades simples do cotidiano das pessoas — e este é exatamente o caso. Apaixonado por música, o professor também se arrisca como DJ e produtor, mas um obstáculo sempre o impediu de explorar o máximo de seu potencial em suas produções.

Meyer nasceu sem o antebraço esquerdo. Durante toda a infância, ele usou um gancho ligado a um cinto, mas em 2009 passou a usar a i-LIMB, uma prótese de ponta desenvolvida pela empresa escocesa Touch Bionics. No entanto, apesar de ser de grande ajuda, o equipamento nunca lhe proporcionou a precisão necessária para controlar os sintetizadores de seu estúdio.

“A prótese capta sinais da superfície do meu braço para controlar a mão, que eu uso para controlar os sintetizadores”, explicou Bertolt em entrevista ao tabloide britânico Metro. “Pensei: este é um caminho estúpido. Não posso simplesmente conectar o sinal do meu braço diretamente ao sintetizador, sem precisar convertê-lo em movimento físico?”, completou.

Mesmo sem experiência na área, ele desenvolveu o protótipo de uma unidade de substituição através da qual poderia se conectar a qualquer instrumento modular com um cabo. A gambiarra funcionou, mas ainda precisava de ajustes. Para desenvolver uma versão mais elaborada, ele pediu ajuda para a KOMA, que comprou a ideia de imediato e disponibilizou um engenheiro elétrico para ajudá-lo.

Daniel, marido de Bertolt, é artista e arquiteto, e usou sua impressora 3D para fazer um adaptador para prender a unidade ao pulso. Com a ajuda de uma placa de circuito personalizada feita na China, o equipamento intitulado SynLimb ficou pronto. Agora, Meyer pode moldar seu som intuitivamente, conectando sua prótese às várias entradas dos seus sintetizadores.

No vídeo abaixo ele explica o processo de desenvolvimento do adaptador e, a partir dos 6:15, demonstra como ele funciona na prática.

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