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Como os DJs reagiram à eleição de Trump

Nomes como Diplo, Seth Troxler, Derrick Carter, The Black Madonna e Disclosure se manifestaram logo depois do resultado das eleições nos EUA.

A comunidade clubber não está muito feliz, sobretudo nos Estados Unidos. É notório que artistas, principalmente os mais jovens, tendam a posições políticas progressistas, e isso se intensifica no cenário da dance music, que tem como uma de suas bandeiras valores de tolerância social e coexistência — algo que não parece lá ser a especialidade do novo presida. Já tínhamos visto, há certo tempo, diversas manifestações de artistas como Diplo, Zedd, Porter Robinson e Fight Clvb se opondo fortemente à campanha do polêmico empresário. O Diplo, aliás, que apoiou o Bernie Sanders, tinha prometido mudar pra Índia se Donald Trump vencesse — vai cumprir ou dar uma de Lobão?

Mas este não é um texto para debater a situação política dos USA; se Trump será o catalisador do apocalipse ou um bom presidente, se Hillary era uma opção pior ou se isso de fato vai afetar as nossas vidas aqui no Brasil. O fato é que o THUMP [THUMP, Trump, tudo a ver, haha!] fez um levantamento de como muitos DJs/produtores célebres reagiram após o resultado das urnas, e as reações, como vocês podem imaginar, não são nada boas. Vamos a algumas delas:

Diplo: “Os próximos quatro anos serão um loop infinito de uma ‘Dinastia Duck’” — Legal Diplo, mas queremos saber quando será a mudança!


Derrick Carter: “Ok. Acho que é hora de começar a trabalhar no meu novo álbum” — Melhor comentário.


Seth Troxler: “Eu perdi minha fé na América, vocês deveriam ter vergonha. Se algum dos meus fãs votou no Trump, por favor, me dê unfollow. Eu não sou fã de vocês!” — Ah, o bom e o velho “se não concorda com minha opinião você é um fascista e quero que se exploda”. Você é melhor que isso, caro Seth.

Flying Lotus: “A mídia sabia que estava criando esse monstro. Só depois, quando a merda ficou séria, que tentaram desacreditá-lo. Que venham os memes!” — Ok, FlyLo. Mas é impressão minha ou a mídia foi, tipo, 99% pró-Hillary?

minha ou a mídia foi, tipo, 99% pró-Hillary?

Disclosure: “Comprar abrigo nuclear” — Boa, boa piada, caras.

Fatima Al Qadiri: “Acordando com a pior notícia de toda a minha vida adulta” — De origem árabe, dá pra entender a tristeza que sente a expoente da Hyperdub.

The Black Madonna: Acho que tweet esse não precisa de tradução, né?

Mykki Blanco: “Então a América está cansada do politicamente correto, é?” — Pelo menos pra 47% da população estadunidense, parece que sim.

Holly Herndon: “Só pra deixar claro, esse [resultado das eleições] foi um ataque de raiva racista, nacionalista e preconceituoso” — Será que essa leitura não é também uma generalização preconceituosa?

Thom Yorke: O genial frontman do Radiohead e DJ de techno nas horas vagas apenas colocou um vídeo e um trecho da letra de “Burn The Witch”, primeiro single do novo disco da banda, lançado em maio. Enigmático, como de costume.

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E aí, os artistas têm razão ou verteram chorume? Há motivo para tanta histeria? Você decide! Ah, e tem vários outros tweets na matéria do THUMP.

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O Radiohead apareceu com um novo single e um baita videoclipe

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